VI Edição: ECONOMISTA TOGOLÊS VENCE PRÊMIO ABDOULAYE FADIGA DO BCEAO

O Professor Universitário Togolês da Economia, Vigninou Gammadigbe, foi o grande vencedor da VI Edição do Prémio “Abdoulaye Fadiga”, esta quarta-feira, 21 de novembro de 2018, organizado pelo Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), tendo direito a receber uma soma estimada em 10 milhões de Francos CFA.

A cerimônia da atribuição do prémio foi realizada em Dakar e acompanhada via videoconferência em Bissau, na sede central do BCEAO, por representantes das Universidades e instituições bancárias do país.

O prémio “Abdoulaye Fadiga” tem como objetivo recolher contribuições cientificas claras sobre a política económica dos países membros da União Económica e Monetária Oeste Africana (UEMOA), promover e fortalecer a pesquisa e estimular a produção de qualidade.

Desde 2008, o Banco Central organiza de dois em dois anos, o prémio “Abdoulaye Fadiga” para a promoção da pesquisa económica a fim de encorajar jovens pesquisadores, cujo trabalho especialmente notável é uma nova luz sobre a política monetária ou económica dos países da UEMOA.

Depois da cerimónia de entrega do prémio ao vencedor, o Conselheiro da Diretora Nacional do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), Filomeno Lobo de Pina, disse que, para ser elegível, é preciso participar no concurso, mas infelizmente a Guiné-Bissau não tem participado.

Lobo de Pina informou que o país tem pesquisadores de renome internacional, mas não sabe qual a razão da sua não participação neste concurso que abrange todos os países membros da União Económica e Monetária do Estados da África Ocidental.

Questionado sobre se o fator “língua francesa” está na origem da não participação dos pesquisadores nacionais, Filomeno Lobo de Pina assegurou que a língua pode ser um fator de estrangulamento na participação, mas que a maioria dos pesquisadores nacionais tem um nível de francês muito elevado, razão pela qual esta justificação não se coloca. Ou talvez seja uma questão de não estarem interessados, apesar de ser um prémio de prestígio para a União.

“Quero aconselhar os nossos pesquisadores para se inteirarem das condições de participação no prémio, elaborando as suas pesquisas a fim de concorrerem nas próximas edições, dignificando assim o nome da Guiné-Bissau, tendo em conta as nossas capacidades de participar em eventos como este ou outros”, aconselhou.

 

 

 

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A

 

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