PNUD ENTREGA MATERIAIS ELEITORAIS MENOS SENSÍVEIS À CNE

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) entregou esta quinta-feira, 10 de janeiro de 2019, materiais eleitorais menos sensíveis à Comissão Nacional de Eleições (CNE), nomeadamente, urnas, cabines de votação, tinta indelével, selos para as urnas e consumíveis para as mesas de voto estimados em 350 milhões de francos CFA.

O material, segundo uma nota do PNUD, foi financiado através  do Fundo Comum de Apoio ao Ciclo Eleitoral 2018-2019, que é gerido pelo PNUD, constituído graças às contribuições do Governo da Guiné-Bissau, Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), União Monetária da África Ocidental (UEMOA), os Estados Unidos da América, Itália, Guiné Equatorial, União Europeia, Japão e o próprio PNUD.

Foram entregues ao presidente da CNE, José Pedro Sambu, 440 urnas de votação, 462 tampas para as mesmas urnas, 3.100 cabines de voto, 11 542 (onze mil e quinhentos e quarenta e dois) frascos de tinta indelével e 3 100 (três mil e cem) consumíveis para as mesas de assembleias de voto. Alguns desses materiais são partes complementares dos já existentes.

Em gesto de agradecimento, presidente da CNE, José Pedro Sambú, referiu que a receção dos materiais permitirá o órgão gestor de eleições “redobrar mais os seus esforços no cumprimento do cronograma eleitoral e, consequentemente, traduzir do dia 10 de março, como, efetivamente, dia das eleições, numa realidade”.

Contudo, José Pedro Sambu reconheceu que “o país vive numa encruzilhada que tem comprometido o processo regular do seu desenvolvimento”. Por isso, o presidente da CNE entende ser “urgente a conjugação de esforços de todas as partes envolvidas no processo para que os objetivos preconizados se concretizem” em prol dos superiores interesses da administração eleitoral guineense.

Por sua vez, o coordenador residente do sistema das Nações Unidas  e Representante Especial Adjunto do Secretário-Geral das Nações Unidas na Guiné-Bissau, David McLachlan-Karr, apelou ao “respeito pela lei, assegurando que em qualquer democracia e de Estado de Direito  é necessário a confiança entre os cidadãos e as instituições”.

“Sem um mínimo de confiança, não é possível estabelecermos contratos, fazermos negócios, enfim, não é possível vivermos em sociedade e avançar para o desenvolvimento”, notou o responsável da ONU.

David McLachlan-Karr considera ser normal as tensões políticas em processos eleitorais, mas ao mesmo tempo, alerta que isso não deve impedir os atores políticos de se concentrarem naquilo que é o essencial, respeitarem as normas previstas nas leis da Guiné-Bissau, superar as diferenças, chegar a um consenso e defender os interesses e o bem-estar do povo acima de tudo.

 

 

 

Por: Carolina Djeme

Fotos: C.D

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Figura de Semana

Edição Impressa