MOVIMENTO ESTUDANTIL BLOQUEIA ESTRADA PRINCIPAL DE BISSAU PARA EXIGIR ESCOLA

O Movimento estudantil denominado “Carta 21” bloqueou parte da estrada principal (Avenida Combatentes da Liberdade da Pátria), entre a rotunda da Chapa de Bissau e a “Mãe de Água”, como forma de exigir do executivo guineense negociações com os sindicatos de professores que ameaçam ir à greve já na próxima segunda-feira, 11 de fevereiro.

De acordo com as informações apuradas, os três sindicatos da classe docente guineense, o Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF), o Sindicato Democrático dos Professores (SINDEPROF) e o Sindicato dos Trabalhadores das Escolas Superiores da Educação (SIESE), ameaçaram paralizar de novo as aulas. O Movimento teme que uma nova greve possa pôr em risco o presente ano letivo, em particular para os alunos da escola pública que perderam cerca de quatro meses devido às greves que condicionaram a abertura do ano escolar. 

O movimento estudantil reuniu alunos de diferentes escolas públicas da capital Bissau bem como responsáveis de algumas escolas privadas [em solidariedade] e iniciaram na manhã desta quinta-feira, 07 de fevereiro DE 2019, uma marcha pacífica a partir da chapa de Bissau em direção ao edifício do ministério da Economia e das Finanças, com o propósito de pedir ao ministro que igualmente exerce a função do chefe executivo para negociar com os sindicatos de professores a fim de evitar a greve e consequentemente salvar o ano letivo.

O bloqueio da principal estrada principal da capital guineense criou um grande transtorno aos motoristas, em particular os dos transportes públicos, que se viram obrigados a terminar os seus percursos na Chapa de Bissau. Outros  percorriam vias alternativas, elas também afetadas pelo engarrafamento.

“Já perdemos mais de 90 dias em casa sem ir à escola. Portanto não queremos perder mais uma hora ou dias e muito menos meses. E como se sabe, não podemos recuperar mais os dias de aulas perdidos, aliás, corre-se o risco de o ano letivo ser anulado. Por isso saímos as ruas para protestar e exigir igualmente ao executivo que negoceie com os professores para evitar a nova greve”, explicou o coordenador do Movimento.

Avançou ainda que na sexta-feira passada reuniram-se com o executivo através do ministro da Presidência do Conselho de Ministro e Assuntos Parlamentares e na qual pediram-lhe para negociar com os sindicatos, mas sustentou que o executivo não chegou a reunir-se com os sindicatos. ‘’Razão pela qual decidimos sair as ruas para protestar através de bloqueio das estradas’’. Acrescentou ainda que estão a contar com os responsáveis das escolas privadas que decidiram associar-se com os mesmos em jeito de solidariedade.

Recorda-se que o movimento tinha reunido os estudantes e instalaram tendas de acampamento a frente do ministério da Educação durante algumas semanas para exigir a abertura das salas das aulas na altura. 

Por: Assana Sambú

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