Malal Sané: “GUINÉ-BISSAU ESTÁ ENTRE MELHORES PAÍSES NA PROTEÇÃO E GESTÃO DURÁVEL DE PRODUTOS HALIÊUTICOS”

O Secretário Permanente da Comissão sub-regional das Pescas, Malal Sané, afirmou esta quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019, que a Guiné-Bissau está entre os melhores países em termos de proteção e leis compatíveis com a gestão durável dos produtos haliêuticos. 

O ex-ministro da Presidência do Conselho de Ministro, Assuntos Parlamentares e Porta-voz do governo liderado por Baciro Dja, fez estas constatações à imprensa à margem da reunião do Comité de Pilotagem no âmbito dos projetos financiados pela fundação MAVA no quadro da sua estratégia 2016-2022, que decorre em Bissau.

Sané disse na sua declaração aos jornalistas que as atividades de pesca atualmente devem ser feitas de forma responsável em todos os países onde a comissão subregional das pescas tenha representação.

Explicou que atualmente as atividades de pescas nas zonas costeiras estão a diminuir, devido a aspetos ligados à mudança climática e ao incumprimento das legislações adoptadas para a exploração dos recursos das zonas costeiras.

Assegurou ainda que a Guiné-Bissau está a mostrar satisfação positiva no que diz respeito às zonas costeiras reservadas bem como ao cumprimento das leis de exploração que estão a ser seguidas pelas instituições responsáveis pela área da biodiversidade nacional.

Para Sané,  é necessário adoptar medidas sobre tudo para a pesca artesanal responsável, a começar por envolver os pescadores artesanais de forma eficaz, por estes serem os próprios beneficiários de uma exploração legal e adequada dos recursos marinhos.

Disse ainda que sua organização está empenhada em apoiar todos os países das sub-região, no sentido de assegurarem de forma sustentável os seus recursos haliêuticos bem como a elaboração de legislações adequadas que possam servir para a gestão desses recursos.

“A  nossa responsabilidade é deixar algo para as gerações futuras”, referiu para de seguida afirmar que a Guiné-Bissau está entre os melhores países em termos de proteção e leis compatíveis com a gestão durável dos produtos haliêuticos, apesar de algumas dificuldades a nível instituicional que levam a não continuidade dos projetos.

Por: Assana Sambú

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