Opinião: “FOR WHAT REASON CASHEW NUT GUINEA BISSAU?”

Fala-se tanto da nossa castanha-de-cajú, mas muito pouco (ou quase nada) se fez, ao longo de de duas décadas, para melhorar e desenvolver a fileira de cajú e aumentar a riqueza (quer ao produtor, quer ao intermediário, quer ao exportador) assim como para a economia nacional, como um todo. 

Num estudo minucioso, chegou-se a conclusão que a industrialização da castanha-de-cajú,  tão propagado e reclamado pelos sucessivos “discursos políticos”,  não chega a 5%. 

Significa dizer que continuamos a ter uma economia de cajú baseada em “COLETA” desse produto “IN NATURA” ou “BRUTO” para exportação, essencialmente, para Índia.

A Índia que, por sua vez, tendo a estratégia de concessão de subsídios à sua população “pobre”,  sendo um país, extremamente populoso, utiliza a sua mão-de-obra para transformação local da castanha-do-cajú proveniente da Guiné-Bissau, e de partes do mundo. 

Não significa dizer que a Índia não dispõe da castanha- de-cajú, até por que a Índia tem mais 40 anos da tradição de cajú,  por isso e dada à sua estratégia económica que lhe permite tratar a  cultura de cajú de forma SÉRIA, razão pela qual apostou e tem apostado na industrialização de cajú, por forma à acrescentar mais valor a este produto e à sua economia que “sofre” com enorme pressão demográfica…

“POTENTIAL INDUSTRILISATION CASHEW IN GUINEA BISSAU”?

The Guinea Bissau is a country with a small surface, but as a producer of cashew nut, is among the largest producers World, being the 3nd largest African producer.

Currently the installed capacity of industrialization cashew does not exceded 4% of the annual production of are cashew nut.

Therefore, the potential for growth of industrialization of raw cashew nut is very high.

Due to its  geographical location, Guinea Bissau is very next to one of the largest consumers world cashew nut that is Europe.

It is also recognized worldwide that the raw cashew nut of Guinea Bissau is one of the best, hence the great interest shown by Indian and Vietnamese buyers in the acquisition of raw cashew nut for supply to processing units located in their respective countries.

The necessity of the realization of this paper comes from the following major reasons:

a) Large production of raw cashew nuts from Guinea Bissau, standing in 2018 at values up to 170 000 tons;

b) Processing capacity installed too low, not exceeding 4% of the raw cashew nuts produced.
c) Raw cashew nut in average the highest quality, the best in the world; and

d) Proximity to a major consumer market cashew nut, that is Europe, Russia and Arab Countries.

Are sufficient reasons for the investor wishes to undertake the cashew nut Guinea Bissau.

EXEMPLOS?

Como nosso “exemplo” mais próximo, a Costa de Marfim adotou, no presente ano 2019, o preço de referência de 375 XOF baseado em estudos de mercado que analisou e constatou à “queda” de preço internacional de referência da castanha-do-cajú.

Este país espera exportar ainda em 2019, aproximadamente 900 000 toneladas e tem disponibilizado 15% da quantidade produzida para a transformação local, (900,000×0.15 =135,000), paulatinamente a Costa de Marfim vai aumentando esse porcentual (%) para transformação local com impacto direto no combate ao desemprego.

Significa dizer que o preço da nossa castanha de cajú, em 2019, não deverá ser superior a 400 XOF baseado em economia com produtos e características similares.

Por isso, há, no meu modesto ponto de vista, uma imperiosa necessidade que os “Players” na fileira de cajú chegassem ao entendimento “possível” face ao nosso produto “estratégico” de exportação,  sob pena de prejudicarem, mais uma vez, toda a dinâmica económica interna, no presente ano 2019.

A Guiné-Bissau não se pode dar ao “luxo” de aventurar-se perante o único produto de exportação!

No entanto, o governo decidiu “agravar” a taxa de sobrevalorização da castanha-de-cajú de (3 XOF para 20 XOF).

Não obstante, o último relatório do FMI/2019 “desaconselhar” (não recomendou) a tomada de medidas macroeconómicas pelo atual governo, sobretudo medidas  e que possam “perigar” a dinâmica do mercado guineense.

Devido à essa decisão do executivo, vislumbra-se uma “INCERTEZA” na dinâmica económica para o presente ano económico,  tendo em conta à retração que se verificou no ano 2018 (3,8%) face ao período homólogo de 2017 (5,9%) em grande parte dada à “politização” da campanha de cajú…

O cajú, dada à sua importância económica e estratégica, atrai a atenção da Banca (Setor Financeiro) em termos de financiamento à economia nacional. 

Por isso,  havendo “males-entendidos” e “indefinições” entre os agentes económicos,  poderão dificultar as operações bancárias, na medida em que cerca de  80% produtos líquidos bancários são provenientes do crédito à economia essencialmente mediante à comercialização “sazonal” de cajú…

Por conseguinte, não havendo financiamento aos exportadores e à economia em geral, significa que poderá haver o efeito “dominó” contaminando, tanto os intermediários, quanto os produtores, e assim sucessivamente.

É, portanto, necessário que os dados, acima expostos, contassem para a planificação,  definição, execução e clarificação das politicas voltadas à fileira de cajú, e que cada interveniente possa assumir sua responsabilidade, em prol da economia nacional. 

E, no entanto, que os políticos, não menos importante, façam também o seu papel.

Apenas uma opinião! 

Por: Santos Fernandes 

Bissau, 26/2/2019

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