PRIMEIRO-MINISTRO CONSIDERA ERRADO GOVERNO IMPOR PREÇO DE COMERCIALIZAÇÃO DE CASTANHA DE CAJU

O Primeiro Ministro Aristides Gomes considerou hoje, 13 de março de 2019, ser errado o governo impor o preço de comercialização da castanha de cajú, uma vez que o mercado é livre e que a exportação depende do mercado internacional. O chefe de governo mostrou-se por isso preocupado com a deterioração de alguns indicadores económicos em alinhamento com as condições desfavoráveis da campanha de comercialização da castanha de 2018 que não acompanhou o ritmo de expansão econômica.

No encontro com a imprensa na agência principal do BCEAO em   Bissau, o primeiro ministro fez uma chamada de atenção no que se refere à gestão da comercialização de castanha , por esta ser a única riqueza de exportação de momento para o país.

A comunicação de Aristides Gomes foi antecedida de uma reunião do Conselho Nacional de Crédito que o próprio presidiu na qual sublinhou a necessidade de uma explicação aos produtores que a fixação do preço do produto de maior exportação do país não depende do governo, porque não lhe cabe em nenhum momento a responsabilidade de estabelecer o preço, realçando no entanto, que o governo estabelece apenas o preço indicativo.

“O preço indicativo é mais uma ajuda que o governo deve dar a todos os intervenientes do setor de comercialização de castanha, tendo em conta os fatores de comércio que, por conseguinte, variam de acordo com o mercado internacional”, realçou.

Garantiu neste sentido que o executivo está a trabalhar com os bancos para que sejam dadas facilidades aos intervenientes no setor e permitir que se faça uma campanha de comercialização positiva do produto e em boas condições.

Por sua vez, a Diretora Nacional do Banco Central dos Estados da África Ocidental, Helena Nosolini Embalo, revelou que a campanha de comercialização de cajú de 2018 refletiu-se negativamente na balança das transações correntes. Em termos comparativos, Helena Nosolini Embalo reconheceu que de 2014 a 2017 houve um saldo positivo, mas de   2018 a esta parte o saldo tem sido negativo e, consequentemente, afeta a balança das finanças públicas, com um impacto muito grande na economia nacional.

Por: Epifânia Mendonça

Foto: E.M

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