Pesca Industrial: “PAÍS DISPÕE DE QUANTIDADE DE RECURSOS PESQUEIROS SAUDÁVEIS PARA ABASTECER O MERCADO”

O diretor-geral da Pesca Industrial, Carlos Nelson Sanó, afirmou esta terça-feira, 09 de abril de 2019, que a Guiné-Bissau dispõe de quantidade  e qualidade de recursos pesqueiros saudáveis para abastecer o mercado, sem no entanto avançar o estado da nossa biomassa de acordo com os estudos feitos pelo departamento responsável do ministério das pescas guineense.

Carlos Nelson Sanó falava à imprensa depois de ter visitado três Camarás de Conservação do Pescado do setor autônimo de Bissau, nomeadamente a Afri-Peixe, a Guiné-Pesca e o Projeto de Pesca Industrial.

Nelson Sanó disse que o stock de peixe existente neste momento em conservação pode abastecer e alimentar o mercado nacional por muito tempo, com a possiblidade de os barcos continuarem a descarregar rotineiramente. 

“Estamos em condições de abastecer em peixe o mercado para toda a população guineense. É esta a política do ministério das pescas que é a entidade responsável pelo controlo dos recursos pesqueiros, colocá-lo à disposição dos parceiros interessados no âmbito comercial, sem, no entanto, esquecer ou deixar de fora o aspeto social que é abastecer o mercado nacional”, enfatizou. 

Aquele responsável informou que o país não tem frota própria, razão pela qual condiciona os navios estrangeiros durante o processo de concessão de licenças de pesca em como devem abastecer o mercado nacional com parte do pescado ou seja, todas as empresas que operam nessa área são obrigadas a descarregar no país para abastecer o mercado. 

“Depois de tantas queixas dos consumidores relativa à falta de peixe no mercado, tomamos medidas duras para que os navios abasteçam o mercado e hoje temos peixe, em termos de quantidade, e estamos a depararmo-nos com falta de camarás de conservação de pescado para continuarmos a receber o peixe de outros navios. Estamos cada vez mais duros em exigir às empresas que operam no país para investir no setor pesqueiro, criando camarás de conservação”, explicou. 

Carlos Nelson Sanó assegurou que o peixe é um produto muito difícil e altamente perecível. Isto é, não pode faltar corrente elétrica às  câmaras de conservação. Por isso existem dificuldades em abastecer os mercados do interior do país. Adiantou que neste momento o ministério das pescas adoptou medidas para a reabilitação das camarás de conservação em todas as regiões a fim de fazer chegar às populações o pescado a um custo acessível. 

Uma das vendedeiras que estava a comprar caixas de peixes para ir revender no mercado, Mama Turé, disse que as câmaras de conservação do pescado da capital guineense estão superlotadas de peixe, o que lhes permite ter acesso fácil sem terem que se deslocar ao Senegal como acontecia há algum tempo atrás. 

Nesse sentido, Mama Turé, exortou governo a aumentar o número das câmaras de conservação do pescado no país não só para estruturas de estado, mas também para as mulheres vendedeiras que batalham diariamente para o sustento familiar de forma a garantir um stock sustentável e douraduro para o consumo dos guineenses. 

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A        

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