Braima Camará: “MANDATO QUE O POVO CONCEDEU AO MADEM-G15 REPRESENTA UMA PROMESSA DE LIBERDADE E DE JUSTIÇA”

O Coordenador do Movimento para Alternância Democrática MADEM-G15, Braima Camará, advertiu esta quinta-feira 18 de abril de 2019 que o mandato que o povo concedeu ao MADEM-G15 representa seguramente a concretização de uma promessa de liberdade, justiça e autenticidade.
Braima Camará falava na cerimônia de posse de 102 deputados da nação realizada num dos hotéis de capital. Na ocasião, Camará disse que foram considerados por alguns como um grupo de dissidentes falhados em vias de extinção política, mas acabaram por ter uma expressiva votação de confiança do povo guineense, votação essa que superou todas as expectativas.

Aquele dirigente informou que os prognósticos dos famosos políticos cinéticos da nossa praça não se confirmaram e deixaram de vez de serem um grupo de resistentes contra a arrogância política, “matchundadi” juvenil e inesperado culto de personalidade, males que surpreendentemente regressaram ao partido histórico e que no seu tempo, o saudoso líder Amílcar Lopes Cabral combatera severamente.

“Agora tenho mesmo de perguntar: passamos, nós do Movimento para Alternância Democrática MADEM-G15, a ser o quê? Somos humildemente protagonistas políticos, um estatuto que conquistamos nas urnas democraticamente. Por essa nova evidencia que a X legislatura que nós corporizamos, a partir de hoje sob o signo da irrevogável dignidade constitucional do deputado da nação, ficou estabelecido um novo patamar de cultura da nossa instituição parlamentar. Quem voltará a tentar expulsar o eleito do povo da casa do povo?”, questionou.

Braima Camará assegurou que o MADEM-G15 se assume como fator de união, pilar da unidade nacional e dínamo de uma sociedade política inclusiva, solidária não sectária porque afinal todos juntos não seriam demais para dar um novo rumo a Guiné-Bissau, a pátria amada. Adiantou que só juntos e unidos saberiam enfrentar com sucesso a missão que o povo guineense lhes confiara que é a regulação política inclusiva, como premissa essencial da construção institucional do estado de direito democrático, da consolidação da paz, desenvolvimento econômico e do bem-estar dos guineenses.

“A capacidade política de inclusão parece ser a chave para encarrar com sentido de responsabilidade e urgência um conjunto dos desafios estratégicos inadiáveis, desde logo, o desafio que consiste em extinguir o foco sistêmico da instabilidade política, descentralização do poder local e eleições autárquicas e reconciliar o estado com a sociedade guineense”, aconselhou.

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: Marcelo Na Ritche        

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