Domingos Simões Pereira: “NÃO ACEITAREMOS MUITO MENOS PERMITIREMOS INTERFERÊNCIA ESTRANHA NO PROCESSO DE GOVERNAÇÃO”

O Líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, afirmou esta quinta-feira 18 de abril de 2019, que o mandato popular outorga aos libertadores o governo e que foram escolhidos para governar em absoluta observância da Constituição e das leis da República, para a materialização dos anseios e aspirações do povo guineense. Por isso não aceitarão nem permitirão nenhuma interferência estranha no processo de governação.  

Domingos Simões Pereira falava na cerimônia de posse de 102 deputados da nação realizada num dos hotéis de capital. Na ocasião, Simões Pereira disse que o partido escolhido no escrutínio passado é o PAIGC em combinação com os seus parceiros de aliança que, conforme os seus estatutos, têm no seu presidente o primeiro ministro designado que aguarda confirmação para começar a governar, encontrar e produzir respostas aos vários problemas que enfermam a sociedade guineense.

“Na nossa realidade, muitos insistem em produzir fantasmas para perpetuar a indefinição e por via disso, criar aproveitamentos políticos, mesmo contrariando o interesse de toda a nação. Interpretarão a lei no sentido de confundir a opinião pública, com um propósito ainda mais grave de poder, no futuro, comprometer a ação do escolhido, armadilhas no rendilhado normativo para qualquer momento subverter a expressão do povo, questionando sobre a aceitação do soberano sobre a legitimidade da escolha feita pelo povo ou ainda a capacidade para comprometer dentro dessa escolha, os interesses individuais ou de grupos e tentativas de instrumentalização de seguimento da sociedade por antecipação, para exercerem oposição a um governo que nem se conhece”, espelhou.   

O dirigente dos libertadores informou que, enquanto peregrinos desta vida terrena, podem articular duas opções como mínimas, manter o “status quo” e perpetuar os debates de surdos que foram protagonizados nestes longos anos de estagnação. Reconhecemos, como todos os povos civilizados do mundo, que ao terminar as eleições, feitas as escolhas pelo povo, essas têm de ser respeitadas e cumpridas.

“Uns quereriam ter mais deputados, enquanto outros não achavam a justificada a presença dos seus rivais. Todo tipo de asserções anteciparam o veredito dado pelo povo, mas no dia 10 de março o povo decidiu qual a constituição da nova casa da democracia dos guineenses para produzir as leis e normas que devem reger a nossa vida coletiva e escolheu o partido vencedor deste escrutínio”, rematou.  

Por outro lado, Domingos Simões Pereira, exortou os deputados da nação eleitos para terem consciência de que foram milhares de pessoas que os escolheram seja para saúde que não lhes chega, educação e falta de oportunidades num país rodeado de tantos ingredientes para produzir.

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: Marcelo Na Ritche    

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