EMPRESAS PORTUGUESAS ASSUMEM GESTÃO DA ELECTRICIDADE E ÁGUAS NA GUINÉ-BISSAU

Um consórcio constituído pelas empresas portuguesas EDP, ADP e LCBS assume a partir de hoje a gestão e controlo da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), num contrato de três anos, financiado pelo Banco Mundial.

No ato da apresentação pública do consórcio, integrado pela Energias de Portugal (EDP), Águas de Portugal (ADP) e a Leadership Business Consulting (LCBS), empresa internacional de consultoria de gestão e transformação digital de origem portuguesa, o ministro da Energia guineense, Serifo Embalo, afirmou que a EAGB “espera mudanças radicais” na forma de trabalhar, na gestão e no relacionamento com os clientes.

Serifo Embaló disse estar tranquilo quanto aos resultados que vão ser alcançados no final do contrato, “tendo em conta a experiência e competência” das três empresas portuguesas selecionadas, através de um concurso internacional, frisou.

O Governante guineense apelou ao consórcio português “para prestar mais atenção” às questões como qualificação do pessoal da EAGB, para que a seguir ao contrato tenha competências para assumir os destinos da empresa “com novos métodos de gestão” e melhoria do controlo dos serviços fornecidos.

“A EAGB não tem capacidade de controlar os clientes, perante o fornecimento de água e energia, a empresa não tem capacidade de fazer as leituras em tempo oportuno”, observou Serifo Embaló, apontando esse fator como razão para a crónica dificuldade de tesouraria da empresa.

Em representação do consórcio português, Mário Pereira prometeu iniciar os trabalhos com “um diagnostico profundo” sobre a realidade da EAGB, para depois propor um plano de ação a ser executado de forma faseada, numa perspetiva de longo prazo, notou.

“Estamos bem conscientes das dificuldades, mas estamos confiantes e contamos com todos”, sublinhou Mário Pereira que considera a EAGB uma “empresa importante para a Guiné-Bissau”.

O consórcio português vai disponibilizar 18 técnicos, entre peritos e especialistas qualificados para materialização do projeto, cujo contrato é financiado em 3,9 milhões de euros pelo Banco Mundial.

Criada em 1983, a empresa pública produziu 78,4 milhões de kw de energia, 11,4 Mm3 de água e faturou cerca de 1,7 milhões de euros.

Relatórios do Banco Mundial e do próprio Governo guineense consideram que a EAGB está em falência técnica. 



In Lusa

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