DIFICULDADES DE INFRAESTRUTURAS PORTUÁRIAS OBRIGA PAÍS IMPORTAR COMBUSTÍVEL POR VIA TERRESTRE

O conselheiro do ministro da Energia para a área económica, Augusto Mendes Pereira, reconheceu esta sexta-feira, 24 de maio de 2019, que a Guiné-Bissau enfrenta enormes dificuldades no concernente a sinais para permitir atracagem segura dos barcos petrolíferos nos portos de Bissau, fato que obrigou o governo a recorrer nos últimos tempos à via terrestre para importar o produto, combustível.

Explicação dada à margem do encerramento do ateliê nacional do projeto regional para o melhoramento e segurança de aprovisionamento de hidrocarbonetos no espaço da União Económica Monetária Oeste Africana-UEMOA. O encontro que hoje encerrou os seus trabalhos de dois dias (23 e 24) foi promovido pelo governo através direção-geral da Empresa (pública) Nacional de Pesquisa e Exploração Petrolífera PETROGUIN-EP, com apoio financeiro da UEMOA.

Em declaração aos jornalistas, Augusto Mendes Pereira garante que o governo está a trabalhar para superar as dificuldades relacionadas a sinais de atracagem segura de cargueiros petrolíferos.

“Como se pode calcular, se o petróleo não é descarregado no nosso país, ou seja, se vem dos países vizinhos pode encarecer efetivamente matéria prima que é essencial para o desenvolvimento de um país. O país enfrenta dificuldades ao nível orçamental, mas isso não impede que os esforços sejam feitos e até com os recursos dos nossos parceiros de desenvolvimento”, reconheceu.

Neste momento o país está a importar grande parte do combustível via terrestre devido às dificuldades de infraestruturas portuárias, uma situação que, segundo o conselheiro económico do ministro da Energia e dos Recursos Naturais, tem preocupado o governo guineense, que neste momento está a desenvolver trabalhos neste sentido.

Segundo Augusto Mendes Pereira, as autoridades nacionais estão também neste momento a acionar mecanismos no sentido de adoptar o país de depósitos suficientes para ter um abastecimento normal ao nível de todo o país e garante, no entanto, que todas as recomendações saídas do encontro de Bissau serão remetidas ao governo para a sua apreciação porque engajam o país.

Filomeno Sambú

Foto: F.S

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