Secretário-geral da UNTG: “ESTADO TEM CONDIÇÕES DE APLICAR SALÁRIO MÍNIMO DE CEM MIL FCFA, SE FOR COMBATIDA A CORRUPÇÃO”

O secretário nacional da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné, Júlio Mendonça, reafirmou hoje, 06 de Junho de 2019, que o Estado da Guiné-Bissau está em condições de aplicar o salário mínimo de cem mil (100 000) francos CFA – cerca 152 euros, caso for combatida a corrupção no aparelho do Estado.

Júlio Mendonça fez esta declaração no final de uma marcha pacífica iniciada na rotunda de Chapa de Bissau e que culminou em frente à Sede Nacional da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné com um mini-comício dos líderes sindicais. A marcha juntou cerca de duas centenas de funcionários com dísticos com seguintes dizeres: ‘’Basta a escravatura e o sofrimento dos trabalhadores da administração pública’’», manifestação dos trabalhadores para conquista da dignidade e o respeito social’’. E repetiam em coro “salário mínimo de cem mil, abaixo os deputados, abaixo ladrões, terça, quarta e quita-feira greve”.  

Júlio Mendonça acredita que se for combatida a corrupção em todas as instituições do Estado, começando pelas escolas, ministérios e instituições da soberania o Estado guineense terá condições de pagar salário mínimo de cem mil a todos os seus funcionários.

O sindicalista disse que pesar de pouca adesão à marcha por parte dos funcionários públicos, as direções das duas maiores centrais sindicais estão determinadas em continuar suas reivindicações através de greves e manifestações públicas para exigir o respeito social aos servidores públicos.

“Temos a consciência que nestas situações nem todos estão preparados para encarar os desafios, mas compreendemos tendo em conta que é a primeira vez que fomos confrontados com esta situação de duas marchas no mesmo dia. Vamos continuar a nossa luta não vamos nos abalar com comentários políticos”, disse o sindicalista Júlio Mendonça.

Para o secretário-geral da Confederação geral dos sindicatos Independentes da Guiné-Bissau, Malam Ly Baldé as ondas de paralisação só vão cessar se o governo cumprir com os pontos constantes no caderno de reivindicação de centrais sindicais.

“Os professores só vão a sala de aulas se forem respeitados os seus direitos”, vincou.Revelou, no entanto, que na próxima paralisação a empresa de Eletricidade e Águas de Guiné-Bissau (EAGB) tomará parte e exorta por isso a união e adesão de todos os funcionários públicos à greve. Malam Ly defende, contudo, pagamento de salários, a implementação do estatuto da Televisão da Guiné-Bissau (TGB) e a entrada na função pública mediante concurso público. 

Por: Epifania Mendonça

Foto: Marcelo Na Ritche

One comment

  1. Força nô Partido UNTG.

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