UNIÃO PARA MUDANÇA DIZ QUE PRESIDENTE GARANTE QUE VAI APLICAR A CONSTITUIÇÃO

A União para Mudança (UM) revelou que recebeu do Presidente da República, José Mário Vaz, garantias em como vai aplicar a Constituição da República no concernente à indigitação do novo Primeiro-ministro. 

A informação foi tornada pública pelo segundo vice-presidente daquela formação política, João Maria Baticã Ferreira, após a audiência desta sexta-feira, 14 de junho de 2019, com o Chefe de Estado guineense, que está a auscultar as formações políticas que detêm assento no Parlamento (PAIGC, MADEM-G15, APU-PDGB, UM e PND).

O político disse que o seu partido defendeu, durante a audiência, a nomeação do novo Primeiro-ministro e a formação do governo com base nos resultados eleitorais. Acrescentou que ouviram igualmente do Presidente da República garantias de que a Constituição da República deve ser aplicada nesse sentido.

“Nós encorajamos o Presidente da República que continue nesta senda de cumprimento da Constituição, porque foi nesta base que as eleições foram realizadas e que os resultados foram validados pelo Supremo Tribunal de Justiça, portanto é uma decisão com caráter geral e obrigatório. Sendo assim, tem que ser implementada, sob o risco de estarmos a pôr de lado uma decisão do Supremo Tribunal”, referiu.

PND ACONSELHA PRESIDENTE A NOMEAR NOVO PRIMEIRO-MINISTRO

O líder do Partido da Nova Democracia (PND), Mamadú Iaia Djaló, aconselhou hoje o Presidente da República a nomear o Primeiro-ministro indicado pelo partido vencedor das eleições legislativas. Iaia Djaló falava aos jornalistas depois da audiência com o Presidente José Mário Vaz.

Djaló disse que o Chefe de Estado demostrou muita vontade de nomear o novo Primeiro-ministro, contudo lamentou a configuração parlamentar que existe neste momento que, na sua observação, se não houver consensos, várias reformas que se pretendem fazer no país em diferentes setores da vida pública poderão estar em risco.

“A reforma da Constituição, da lei eleitoral e outras leis que requerem uma maioria qualificada, por exemplo. Acho que isso se vai trabalhando com o tempo para que os deputados possam entender realmente que é necessário fazer certas formas para o país sair de uma vez por todas da situação de má interpretação da Constituição e outras leis da República da Guiné-Bissau”, vincou.

Por: Assana Sambú

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Figura de Semana

Edição Impressa