LÍDER DO PAIGC PEDE UM “DEBATE SÉRIO” PARA SE DIZER AS VERDADES A UNS E A OUTROS

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, pediu esta terça-feira, 09 de julho de 2019, um debate sério para que as verdades sejam ditas a uns a outros, no concernente à situação do partido, em particular à questão da formação do executivo. Advertiu os quadros técnicos dos libertadores e do país em geral que não deverão focalizar o centro das suas atenções no debate sobre qual será o lugar que caberá a cada militante.

Domingos Simões Pereira fez esta chamada de atenção no encontro que reuniu elementos do Conselho Nacional de Quadros Técnicos Militantes, Simpatizantes e Amigos do PAIGC (CONQUATSA) realizado na sede principal do partido, em Bissau.

Na ocasião, Pereira defendeu que neste momento o debate deveria centrar-se na discussão dos critérios e princípios que devem ser observados pelos ministros nomeados e os mecanismos de contratação, mas não resumir ao debate apenas em critérios de militância, velho de muitos anos.

“Somos militantes há muitos anos, mas não fomos designados, mesmo sem preparação”, disse o presidente do partido libertador.

“Eu quero um debate sério em que devemos dizer a verdade uns aos outros. Já terminou a campanha eleitoral e estamos no período da governação e cada militante deve dar a sua contribuição na área em que tem domínio, tecendo observações em relação ao programa eleitoral do partido e contribuir na elaboração do programa de governação e as reformas necessárias a serem implementadas nos diferentes setores, mostrando assim o seu título enquanto técnico e quadro do partido”, reforçou.

O dirigente dos libertadores pediu aos militantes do partido que confiem e apoiem os membros que foram chamados para integrar o governo do PAIGC liderado por Aristides Gomes e dirigir o país nos próximos quatro anos. Nesse sentido, Domingos Simões Pereira espera que os membros do governo designados pelo partido reduzam as missões ao estrangeiro que considera “passeios”.

Para Domingos Simões Pereira, um titular do cargo público não viaja porque foi convidado, mas também porque no evento em que irá participar é relevante para o plano que irá implementar na base da sua visão de médio e longo prazo. E defende, realçando que é importante que os membros conheçam as convenções internacionais, melhores práticas e interagir com as pessoas que estão naquele sector.

“Portanto, um titular de cargo público deve ser ele a planificar as viagens, não viajar porque foi convidado apenas para participar na reunião, sem, no entanto, ter a sua própria agenda”, criticou DSP.

Domingos Simões Pereira reconhece, contudo, que o país está a entrar nos capítulos muito complicados, pelo que todos devem ter a coragem de ensaiar a inovação.

“Entre governante e governado deve existir um princípio de confiança e colaboração, baseado numa interação dinâmica e funcional. Temos que ser capazes de sermos mutuamente responsáveis e não proteger alguém mesmo que não esteja a dar resultados, mas é protegido porque é amigo, não. Não ajudará no bom funcionamento das instituições da república”, aconselhou.

Por: Aguinaldo Ampa

2 comments

  1. Maria do Rosario Lopes Moura disse:

    Com certeza falou e falou vem, tudo o dito aqui esta bem colocado,basta esses ministros entenderem o recado e aplicarem as recomencações do grande lider do PAIGC,DSP, ESPEREMOS A VER VAMOS

  2. Ivo Cirilo Andrade disse:

    Subscrevo plenamente, os nossos dirigentes têm que ter uma agenda e uma melhor planificação das as suas supostas missões de serviço, que pelos vistos costumam ser dispendiosas, no entanto a iniciativa e manifestação de interesse num debate sério entre os dirigentes de cada partido seria fundamental neste momento e posteriormente, mas a preocupação seria: em que moldes ou critérios se faria esse debate e sua a divulgação? quem seria o facilitador? pois o papel que este último teria à desempenhar seria fundamental, colocando questões pertinentes e inevitáveis para eventuais esclarecimentos sobre assuntos que interessam realmente ao povo Guineense e todas a comunidades parceiras internacionais. Seria bom que fosse alguém imparcial sem tendências políticas ou comerciais, um jornalista ou talvez um analista sócio-político, que tal TONY TCHEKA está aí uma pessoa bem colocada e indicada.

    Ivo Cirilo Andrade

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