INSTITUTO PROMETE ACABAR COM ABUSOS PRATICADOS NAS ÁGUAS GUINEENSES POR MARINHEIROS ESTRANGEIROS

O Presidente do Instituto Marítimo e Portuário, Siga Batista, anunciou esta quinta-feira, 01 de agosto,   que caso o governo continue indiferente em relação  aos  abusos nas águas guineenses comeridos por marinheiros estrangeiros contra o seu pessoal durante as operações de vigilância, a sua instituição vai adoptar uma nova atitude que porá cobro a tais práticas e atos que, segundo disse,  acontecem com frequência e que já duram uma eternidade.  

Siga Batista fez este alerta em decorrência do incidente da noite de 30 de Julho durante uma operação conjunta de fiscalização nas zonas marítimas e reservadas executada em parceria com o Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP), durante o qual um elemento das forças de segurança foi brutalmente espancado por marinheiros da Guiné-Conacri e critica a passividade das autoridades superiores, que acusa de nada ou pouco terem feito para acabar com tais situações nas águas do país. 

Segundo  Siga, essas entidades  sempre ficam indiferentes face a estas situações, em que agentes fiscalizadores são levados às vezes até a Guiné-Conacri por pescadores que violam as leis e as normas estabelecidas pelo Estado Guineense. 

Explicou ainda que, durante a missão conjunta com o IBAP, uma equipa do Instituto flagrou, nas águas territoriais do nosso país, um grupo de pescadores em situação irregular de pesca e deteve o capitão da embarcação e mandou um agente acompanhar os outros tripulantes para atracar num dos portos perto do local do flagrante enquanto a operação prosseguisse, mas  este agente foi espancado e retirado a arma e depois jogado inconsciente na água.

De seguida os pescadores estrangeiros  tentaram uma fuga com o agente inconsciente no barco, para Conacri, mas foram novamente interpelados pelos agentes fiscalizadores. Nesse momento, segundo contou Siga Batista, encontram-se detidos na capitania setorial de Bubaque a aguardar as tramitações processuais para serem transferidos para Bissau.

Esse fato é uma afronta  ao Estado guineense, segundo o Presidente do Instituto, mas o governo continua indiferente e sua instituição continua a não ter as condições mínimas necessárias para cumprir, com eficiência, as suas funções. 

Contudo, afirmou que tem agentes com vontade, preparadas e à altura para pôr ordem nas águas da Guiné-Bissau. Mas lamenta o fato de a falta de meios logísticos continuar a ser o maior problema da instituição portuária.

Por: Epifania Mendonça

Foto: E.M

One comment

  1. Matcho disse:

    Tem que ser urgente irmãos

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