DIRETOR EXECUTIVO DO IILP PEDE MAIS ENGAJAMENTO DO GOVERNO GUINEENSE

O diretor-executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), o guineense Incanha Intumbo, pediu mais engajamento do governo da Guiné-Bissau no cumprimento das suas obrigações junto daquela organização, órgão da CPLP, cuja missão é trabalhar na promoção e internacionalização da língua portuguesa. Incanha Intumbo fez esta declaração à saída de uma audiência com o Presidente da República cessante, José Mário Vaz. 

Em declarações aos jornalistas, Incanha Intumbo disse que transmitiu ao Presidente José Mário Vaz a situação do Instituto, dos trabalhos que estão a ser feitos internamente em cumprimento do plano de atividades (PA) do IILP e para a reativação da Comissão Nacional da Guiné-Bissau que trabalhará  com o instituto na execução do PA,  dos projetos existentes no instituto para os países membros. Informou ainda que o Presidente da República sempre esteve disposto para apoiar a liderança guineense do Instituto.

No concernente a projetos do instituto de que o país poderá beneficiar, destacou a criação da Comissão Nacional que trabalhará com o IILP, de forma a permitir o desenvolvimento de projetos com  a Guiné-Bissau. 

Relativamente à reunião técnica da Comissão para a Ortografia da Língua Portuguesa, revelou que as delegações já se inscreveram, mas lamenta o fato de a Guiné-Bissau ainda não ter comunicado o nome do seu representante até esta data presente.

O também linguista e professor universitário encara a questão de atraso no pagamento das quotas da parte do Estado da Guiné-Bissau junto à organização como um assunto sério e que precisa ser resolvido com a máxima urgência.

“À falta de pagamento da quota da parte da Guiné-Bissau não condiciona a sua participação nas reuniões do instituto, porque há uma solidariedade da parte dos países membros da CPLP”, afirmou. Mas aconselha o país a pagar as suas quotas, porque os outros países pagam para o funcionamento da organização e lamenta a falta de engajamento da Guiné-Bissau junto daquela organização.

 “A Guiné-Bissau está na presidência da direção executiva. A Guiné-Bissau falhou não só a reunião do Conselho Científico como também falhou várias outras reuniões importantes. Existem vários projetos que o IILP quer implementar na Guiné e não consegue, porque não há uma Comissão Nacional ativa que articule com o instituto para a implementação destes projetos. É triste tudo isso e estamos a ficar sempre um passo atrás em comparação com os outros países membros”, observou.  

Por: Assana Sambú

Foto: A.S

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