JOMAV, SISSOCO, NUNO NABIAN E CARLOS GOMES JÚNIOR RECUSAM PARTICIPAR NAS REUNIÕES CONVOCADAS POR GOVERNO SOBRE ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS

As diretorias de campanha dos candidatos às eleições presidenciais, José Mário Vaz, Úmaro Sissoco Embaló, Nuno Gomes Nabian e Carlos Gomes Júnior, manifestaram na noite desta sexta-feira, 04 de Outubro de 2019, a total indisponibilidade em participar em qualquer encontro convocado pelo governo visando a preparação das eleições presidenciais agendadas para 24 de novembro, “até que o governo inutilize todos os dados provinientes da operação de correção de omissões nos cadernos eleitorais”.

A posição das quatro candidaturas às presidenciais foi tornada pública através de um comunicado à imprensa, a que a redação do Jornal O Democrata teve acesso e no qual, afirmam que as referidas diretorias da campanha mostraram-se igualmente indisponíveis em participar no encontro convocado hoje, 04 de Outubro, pelo Gabinete Integrado das Nações Unidas para a consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), com vista à preparação do Workshop, bem como em qualquer outro encontro sobre as eleições presidenciais.

Essa posição resulta de uma reunião realizada esta tarde em Bissau, para uma análise conjunta do actual momento político do país. Ainda de acordo com o comunicado, dentre os assuntos apreciados, figuraram a carta convite do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) para apreciar dados de correções de omissões de recenseamento eleitoral, e carta convite do UNIOGBIS dirigida às diretorias de campanha dessas candidaturas para participarem num encontro preparatório para a realização de um Workshop, destinado a delinear, entre outros, um código de conduta para as eleições presidenciais.

“Propor a resolução das vicissitudes relacionadas com o último recenseamento eleitoral através de um largo consenso entre os actores políticos, conforme recomendado pela última missão minsterial da CEDEAO no país ou devido a a situação supervenientes, proceder em sede da Assembleia Nacional Popular, uma revisão pontual da lei do recenseamento eleitoral”, lê-se no comunicado, contudo, demostraram, por outro lado, as suas disponibilidades e engajamentos para um diálogo político sério, responsável e inclusivo para a busca de soluções consentâneas com as exigências do momento.

Apelaram ainda aos guineenses e à comunidade internacional a não pouparem esforções para garantir a realização de eleições pacíficas, justas, livres e transparentes no dia 24 de Novembro, tendo advertido ainda ao executivo para não negligenciarem nenhum pormenor que possa eventualmente ensombrar este processo eleitoral.

Por: Assana Sambú

3 comments

  1. Mussa disse:

    Mussa silla quero saber sobre nosso pais so

  2. Isnaba Pereira Ramos Gomes disse:

    Claro que sim.
    mais uma vez as eleiçoes presidenciais core um risco de serios problemas porque o tempo ja năo é suficiente para o recenciamento.

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