Próxima sessão parlamentar:CIPRIANO CASSAMÁ RECOLHE POSIÇÕES DOS PARTIDOS REPRESENTADOS NA ANP

Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá ouviu hoje, 09 de outubro de 2019, em audiências separadas, os quatros partidos políticos com maior representatividade no parlamento (bancadas parlamentares), nomeadamente: Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo-Verde (PAIGC), Partido da Renovação Social (PRS), Movimento para a Alternância Democrática (MADEM-G15) e o Partido da Assembleia do Povo Unido (APU-PDGB) relativamente à data da próxima sessão marcada para 15 do mês em curso, para discussão e eventualmente aprovação do Programa do Governo.

A saída da audiência, a segunda vice-presidente do PAIGC, Maria Odete Costa Semedo, disse que a posição do seu partido é a de colaborar em tudo que for necessário para que o programa do governo seja submetido à Assembleia Nacional Popular e, consequentemente, a sua aprovação.

Segundo Odete Semedo, o PAIGC aceita a data de 15 deste mês, sem contestação, sendo que, de acordo com regimento da ANP, a data é marcada de acordo entre o presidente da ANP e o chefe do governo, “o que já aconteceu”.

Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15) representado por Marciano Silva Barbeiro, um dos coordenadores, referiu que o seu partido anotou com atenção as sugestões feitas pelo presidente da ANP, no que diz respeito ao funcionamento do parlamento. Porém, serão transmitidas à direção de MADEM para a sua possível reação e decisão.

Um dos vice-presidentes do PRS, Jorge Malú, considerou ser gentil a inciativa de o presidente da ANP ouvir as bancadas parlamentares e os partidos para em conjunto tentarem encontrar uma solução relativamente à convocação da sessão extraordinária com efeitos de discussão e eventualmente aprovação do Programa do governo.

Jorge Malú defende ainda que é preciso dignificar a ANP, mas deixa claro que os renovadores estão perplexos quanto ao anúncio, pelo governo, da data para a discussão e aprovação do seu programa. Segundo explicou, a data devia ser marcada pelo Presidente do parlamento, consultando os seus órgãos competentes para o efeito.

“Há que se respeitar a separação dos poderes, há que se respeitar a soberania. E nós enquanto partido e parlamentares não vamos aceitar que o primeiro-ministro marque a data para a reunião da ANP”, criticou Malu.    

A opinião contrária tem o APU-PDGB. Pela voz de Batista Té, um dos dirigentes do partido que faz parte da governação, revelou que não foram informados na reunião desta quarta-feira sobre a data da próxima sessão parlamentar, mas, sim, sobre a data da reunião da Comissão Permanente para analisar a data da sessão parlamentar extraordinária.

“Não podemos falar da data que ainda não é consensual”, reforçou.

Por: Epifania Mendonça

Foto: E.M

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