General Biaguê Na N’Tan: “REFORÇO DO CONTINGENTE MILITAR DA CEDEAO NÃO VAI ENTRAR NA GUINÉ-BISSAU”

O Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses, General Biaguê Na N’Tan, afirmou este sábado, 16 de novembro de 2019, que o contingente militar que a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) perspectiva enviar a Guiné-Bissau para reforçar a presença da força de interposição ECOMIB no âmbito do processo das eleições presidenciais não vai entrar ao país, contudo admitiu a possibilidade da entrada ao território nacional de forças policiais da CEDEAO.

A decisão do exército  guineense de proibir a entrada da força militar da CEDEAO no país foi tornada pública na voz do Chefe de Estado-maior General das Forças Armadas, General Biaguê Na N’Tan, durante a cerimónia da comemoração do 55° aniversário das Forças Armadas Revolucionárias do Povo (FARP), criada a 16 de Novembro de 1964, como o braço armado do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC). 

A cerimónia que decorreu nas instalações do Estado-Maior das Forças Armadas (QUARTEL DE AMURA) em Bissau contou com a presença do ministro da Defesa Nacional, Luís Melo e dos oficiais da força do ECOMIB. 

A iniciativa de aumentar para cerca de dois mil efectivos militares de ECOMIB no país foi tornada pública no comunicado final da Cimeira Extraordinária dos Chefes de Estado e do Governo da CEDEAO, realizada em Niamey, capital do Níger, a 08 do mês em curso. 

“Reforçar a Ecomib para permitir fazer face aos desafios que se colocam antes, durante e depois das eleições, nomeadamente com o reforço dos efetivos e do mandato da missão”, referia o comunicado. Recorda-se que na sequência do golpe de Estado de 12 de Abril de 2012, a CEDEAO instalou no país uma força militar constituída por 600 efectivos.

O general Biaguê Na N’Tan afirmou na sua comunicação que o contingente militar da CEDEAO não vai entrar na Guiné-Bissau. Contudo admite a entrada das forças policiais dos países daquela organização sub-regional.

Assegurou neste particular que o exército  guineense não está interessado em envolver-se nos assuntos políticos e nem tão pouco em fazer golpes de Estado.

“Vamos respeitar a Constituição da República, submetermo-nos ao poder político. Isso posso-vos garantir.  Tranquilizem o povo da Guiné-Bissau: A partir de hoje nenhum militar vai sair à rua para fazer golpe de Estado”, garantiu o chefe militar.

Sobre o processo eleitoral, disse que se forem solicitados pelo executivo juntamente com a polícia, estarão disponíveis para assegurar o processo das eleições presidenciais agendadas para o próximo dia 24 de Novembro, caso contrário, vão manter-se nas casernas.

 


Por: Assana Sambú

2 comments

  1. Armando disse:

    É assim que tem que ser sem dúvida as forças armadas têm que garantir a segurança total e incondicional aos seus cidadãos. Muito obrigado para nossas forças armadas,viva FARP viva Guiné Bissau.

  2. Filomeno disse:

    Obrigado general Na Ntan!
    O teu exemplo de lealdade,coerência e lealdade aos princípios nobres será registrado
    nas páginas gloriosas da história desta pátria gloriosa.

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