Candidato derrotado Jomav: “COMIGO, GUINEENSES CONQUISTARAM A LIBERDADE INDIVIDUAL E COLETIVA”

Presidente da República cessante e candidato a sua reeleição no escrutínio de 24 de Novembro, José Mário Vaz, disse que durante os seus cinco anos de mandato os guineenses conquistaram a liberdade individual e coletiva, que no seu entender, é um legado histórico e importante. Vaz  apela aos guineenses  a preservarem esse legado e defendendo-o  como símbolo da luta.

O candidato derrotado e que ocupou o lugar do quarto mais votado no universo de 12 candidatos, num discurso de “Adeus” que durou 19 minutos, aceitou os resultados eleitorais anunciados pela entidade competente. Também fez duras críticas  a comunidade internacional em particular a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que diz foi ludibriado a fim de ditar limitações ilegais ao mandato do Chefe de Estado, apesar da lei eleitoral ser clara e inequívoca ao estabelecer que o mandato termina com a realização de eleições.

“A comunidade de interesse, em violação da Carta das Nações Unidas, opõe-se e impediu ao cumprimento do ditame constitucional que obriga à demissão do governo minoritário quando a dinâmica constitucional dá lugar a formação de uma nova maioria, celebrado um mês antes destas eleições. Face a todas estas ameaças, eu, soube sempre colocar acima de tudo e à frente de tudo o interesse nacional, as leis da República e a dignidade dos guineense. Foi isso o que me custou a reeleição como Presidente da República”, justificou, para de seguida, afirmar que “voltaria a fazer o mesmo, da mesma forma e pelas mesmas razões de superior interesse nacional e da dignidade do meu povo”.

Sobre as forças da defesa e segurança, deixou o seu agradecimento pelo comportamento republicano e pela forma digna como trabalharam sob o comando do Comandante Supremo na defesa da pátria e da soberania.

“A acalmia, o sosssego, a liberdade, a paz social e a tranquilidade interna conquistados nos últimos cinco anos são um legado comum das forças de defesa e segurança e do Chefe de Estado. Peço-lhes que este passe a ser, doravante, o timbre do comportamento e postura das forças armadas que tem por missão constitucional assegurar a tranquilidade dos guineenses”, notou.

“Apesar das vicissitides do processo eleitoral, apesar de elevado número de cidadãos impedidos de votar, por não constarem nos cadernos eleitorais que foram publicitados 10 dias após o prazo legal estabelecido, apesar de terem aparecido urnas com votos previamente preenchidos, apesar dos locais de funcionamento das assembleias de voto terem sido publicitados 30 dias após o prazo legal estabelecido, eu continuo fiel aos ideais da paz, da democracia e liberdade que sempre me nortearam e aceitarei quaisquer resultados que sejam publicados pelo órgão de gestão eleitoral”, disse o candidato derrotado na primeira volta das presidenciais.


Por: Assana Sambú
Foto:A.S

One comment

  1. Pedro Cardoso disse:

    PARABENS ao nosso honrado candidato!!! Aceitar os resultados com tanta elegancia e humildade diz muito mais da pessoa!!! BEM HAJA

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