2ª volta das presidenciais: SISSOCO EXORTA SEUS APOIANTES A EVITAREM TUDO O QUE PÕE EM CAUSA A ESTABILIDADE

O candidato suportado pelo Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15), Úmaro Sissoco Embaló, exortou esta quinta-feira, 12 de dezembro de 2019, aos seus apoiantes a não usarem “nada” que possa pôr em causa a paz social e não só, como também para não responderem às provocações com insultos e incitações do tribalismo particularmente nas redes sociais.

Embaló fez esta chamada de atenção a margem de assinatura de acordo político com o grupo de 18 partidos políticos que não têm representação no Parlamento bem como com algumas personalidades nacionais “independentes”, designadamente Braima Djaló (Obama) que representa grupo de 18 partidos, Fernando Vaz e o deputado Victor Mandinga.  

Segundo o documento ora assinado, as partes acordaram promover a estabilidade política e social no país. E o grupo de 18 partidos sem assento no Parlamento compromete-se a trabalhar na mobilização de eleitores a favor de Umaro Sissoco Embaló, durante a campanha eleitoral. 

Embaló disse na sua comunicação que fazer a política é igual a matemática, pelo que apelou todos os partidos políticos e as individualidades políticas para dividirem o povo. No entanto, sustentou que está disposto a trabalhar para unir os guineenses, sobretudo promover a estabilidade política e social no país.

Prometeu ainda dignificar o país junto das organizações sub-regionais, regionais e mundiais. Acrescentou neste particular que  trabalhará igualmente de forma a permitir que o país possa cumprir com as suas obrigações financeiras nas diversas organizações que faz parte. Presente no encontro, Nuno Gomes Nabian, candidato derrotado na primeira volta, disse na sua intervenção que não recebeu nenhum dinheiro para apoiar o candidato do MADEM-G15 na segunda volta das presidenciais. Afiançou que decidiu apoiar Úmaro Sissoco Embaló, porque mostrou a disponibilidade de promover a estabilidade e união entre os guineenses. 

Exortou ao PAIGC e seu candidato para fazerem uma política consciente e responsável, evitando assim fomentar questões étnicas e religiosas, que segundo disse, não têm espaço na Guiné-Bissau.

Em nome da plataforma dos partidos políticos sem assento parlamentar e individualidades políticas, Fernando Vaz, pediu a votação consciente. E afirmou que não existe tribalismo na Guiné-Bissau, dado que todos os partidos políticos têm militantes e apoiantes de vários grupos étnicos.

Por: Epifania Mendonça

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