CACHEU ACOLHE O PRIMEIRO SIMPÓSIO INTERNACIONAL SOBRE HISTÓRIAS E MEMÓRIAS DA ESCRAVATURA

A cidade de Cacheu, região com o mesmo nome no norte da Guiné-Bissau, vai acolher de 19 a 22 de fevereiro de 2020 o primeiro simpósio internacional denominado “Cacheu caminho de escravos. Histórias e memórias da escravatura e do tráfico na África Ocidental”.

A iniciativa foi tornada pública esta segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020, pelo Coordenador do projeto “Cacheu di si cultura i istoria”, Tumane Camará, durante uma conferência de imprensa realizada nas instalações da Organização Não Governamental – Ação para o Desenvolvimento (AD), em Bissau.

Camará, que também dirige a ONG AD, explicou na sua comunicação que o simpósio servirá para fazer uma reflexão sobre o papel da cidade histórica na escravatura e no tráfico na África Ocidental  400 anos. Sublinhou o fato de a sua organização inscrever o memorial de Cacheu a nível mundial passando a servir de ponte, não apenas para se debruçar sobre a escravatura, mastambém inscrever a escravatura numa dinâmica para o desenvolvimento da cidade.

Por outro lado, o coordenador Técnico e Científico do Memorial da Escravatura, Cláudio Arbore, destacou que o evento permitirá que a Cacheu possa viver uma nova fase em que o memorial vai abrir uma rede nacional ao mundo de académicos e investigadores.

“Neste simpósio, haverá debates sobre o porquê dealgumas partes da história da escravatura terem sidosilenciadas e esquecidas”, questionando sobre quem deveria estar à frente de política da memória nacional.

Salienta-se que o projeto “Cacheu di si cultura i istoria” abrange um período de 2016/2020 e visa promover a conservação e valorização do património histórico e cultural da antiga cidade de Cacheu. O projeto trabalha igualmente na promoção de indústrias culturais para o desenvolvimento humano e crescimento socioeconómico, criando novas oportunidades de emprego e rendimento. 


Por: Djamila da Silva 

Foto: D.S

One comment

  1. CACHEU primeira deve ser reconhecida como patrimonio cultural e martial da humanidade pela UNESCO, pois a sua historia merece ser estudada pelos investigadores do tudo mundo.

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