Prevenção do coronavírus: GOVERNO DE NUNO NABIAM ADOPTA MEDIDAS DE RESTRIÇÕES DE PASSAGEIROS NOS TRANSPORTES PÚBLICOS

O Ministério de Transportes e Comunicações, através da direção-geral de transportes terrestres, adotou esta segunda-feira, 23 de março de 2020, medidas de restrições referentes ao número de passageiros nos transportes públicos. A decisão do executivo guineense foi tornada pública numa conferência de imprensa realizada nas instalações da Direção-geral da Viação Terrestre, algumas horas depois do anúncio de dois casos de suspeitos do Covid-19 pelo serviço da Epidemiologia e Segurança Sanitária. 

A medida do governo consta de um despacho assinado pelo ministro da tutela.

“O ministro dos Transportes e Comunicações, ao abrigo das suas competências e atribuições, decide no referente a restrição ao número de passageiros por veículo como se segue: o Táxi que lotava 4 lugares, passa a suportar 3 lugares; táxi de categoria (A) que lotava 7 lugares, passa a suportar 5 lugares; transportes mistos que lotavam entre 12 a 14 lugares, passa a suportar 10 lugares; transportes mistos que lotavam entre 16 a 20 lugares, passa a suportar 12 lugares; transportes mistos que lotavam entre 20 a 24 lugares, passa a suportar 15 lugares; Mini Bus que lotava 38 lugares, passa a  25 lugares e Autocarro que lotava 56 lugares, passa a suportar 35 lugares”, lê-se no despacho assinado do ministro dos Transportes e Comunicações.

O secretário-geral da Federação Nacional da Associação de Motoristas e Transportes da Guiné-Bissau, Mamadu Conté, disse que a sua organização apoia a medida do executivo, porque a mesma visa salvaguardar a vida humana. Pediu aos motoristas a estarem prontos para as medidas mais severas que o executivo poderá vir a adoptar no futuro.

“Se for constatado e confirmado um caso no país, se o governo vier a  suspender a circulação dos transportes públicos, nós estaremos dispostos a colaborar neste sentido”, contou.

Jorge Gomes, representante da ASTRA, disse que a decisão do governo apanhou de surpresa a sua organização, tendo acrescentado que vai reunir a sua direção para analisar a medida e adoptar uma posição.

Assegurou que uma medida daquela dimensão requer uma concertação entre as partes, ou seja, entre o governo e os parceiros que intervém naquele sector.


Por: Assana Sambú

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