SISSOCO EXORTA PRESIDENTE DA ANP A ENCONTRAR ENTENDIMENTO ENTRE PARTIDOS

O Presidente da República, Úmaro Sissoco Embaló, atribuiu a responsabilidade de encontrar entendimento entre os partidos políticos que com  assento no parlamento (PAIGC, MADEM-G 15, PRS, APU-PDGB, UM e PND) ao presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá, para evitar uma eventual dissolução do Parlamento.

O Chefe de Estado tomou esta providencia, esta segunda-feira, 25 de Maio de 2020, depois de terminar a segunda ronda de audiências separadas com os seis partidos com o assento na ANP, no Palácio da República.

Úmaro Sissoco Embaló quis, com os encontros separados, encontrar um entendimento para a formação do governo. No final das audiências, Sissoco Embaló recebeu Cipriano Cassamá , a quem manifestou  a sua posição em relação à situação do Parlamento e atribuiu-lhe a responsabilida de  procurar consenso entre os partidos. 

Depois da reunião, o Chefe de Estado saiu juntamente com o presidente da ANP do seu gabinete e até a porta, onde preferiu uma declaração aos jornalistas, na qual transmitiu que  incumbiu ao Cipriano Cassamá a responsabilidade de fazer o ponto de situação sobre a correlação de forças  no parlamento.

“Ele sabe o que estou a pensar. A primeira decisão que tenho na mesa é a dissolução da Assembleia Nacional Popular, mas privilegiámos uma boa relação entre os órgãos de soberania. Não é porque um é mais fraco do que outro que nos pautamos pelo caminho do diálogo. Incumbimos-lhe hoje esta responsabilidade de buscar uma solução no Parlamento”, notou para de seguida frisar que deu um prazo limite aos partidos e ao próprio presidente da ANP para encontrar uma solução, que vai até  18 de junho próximo.

“Depois desse prazo, vou tomar uma decisão no dia 19 de junho. Uma decisão que entendi que será a melhor para a Guiné-Bissau e para os guineenses  em particular, porque a Guiné-Bissau não pode ser  refém nem do Presidente da República, nem do Parlamento e muito menos do governo”, advertiu.

Embaló reconheceu que é importante encontrar uma solução interna, porque “para mim o que a CEDEAO diz, não é solução, porque somos todos a CEDEAO”.

Explicou que na reunião mantida com o representante do PAIGC, mostrou-lhe a necessidade de continuar o diálogo com os seus “irmãos” de outras formações políticas, nomeadamente: MADEM-G 15, PRS, APU-PDGB e PND, a fim de encontrar um entendimento para a saída da crise.

“Este povo espera muita coisa de nós, portanto não pode continuar a ser martirizado. Já terminamos as  eleições! A Guiné-Bissau está acima de todos nós e inclusive de mim, o Presidente da República”, contou o Presidente Embaló, que, entretanto, lembrou que tem apenas o compromisso com o povo guineense e Deus, mas não com os partidos políticos.


Por: Assana Sambú
Foto: A.S

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