CURSO DE MEDICINA CAUSA CELEUMAS NA UNIVERSIDADE JEAN PIAGET DA GUINÉ-BISSAU

O Funcionamento do curso de Medicina na Universidade Jean Piaget da Guiné-Bissau causou celeumas entre os estudantes e a Direcção daquela instituição privada de ensino superior universitário. Recorde-se que a UniPiaget chegou a ser a coroa e a joia do ensino universitário do Governo de Carlos Gomes Júnior e do Governo de Transição de Rui Duarte de Barros. Aliás, o Governo de transição chegou mesmo de assinar, em 2013, um protocolo de contrato/programa com aquela instituição reconhecendo que a densidade demográfica e disponibilidades financeiras colocam sérios entraves à duplicação de cursos de elevada exigência como a Medicina no nosso país.

Assim, o Governo de Rui Duarte de Barros comprometeu-se na altura, no contexto da sua tutela, a integrar os alunos de Medicina da Universidade Jean Piaget que transitaram na Faculdade de Medicina de Bissau, criando condições para o prosseguimento da sua formação. O Governo de transição assumiu ainda o compromisso de definir o número e o montante das bolsas a atribuir aos alunos que decidiram frequentar o curso de Medicina na Universidade Jean Piaget da Guiné-Bissau.

O casamento entre o Ministério de Educação do Governo de Transição e a Universidade Jean Piaget da Guiné-Bissau foi selado com a disponibilização, por parte de Jean Piaget, aos alunos da Universidade Amílcar Cabral e da Faculdade de Medicina de Bissau das suas estruturas laboratoriais para a realização das práticas e o acesso às plataformas de ensino e investigação de outras universidades.

Mas, de acordo com o que O Democrata apurou, o casamento entre Jean Piaget e o Governo Transição não durou meses, porque os cubanos e o Ministério de Saúde que administram a Faculdade de Medicina de Bissau nunca o reconheceram. Para encontrar uma saída airosa, o Governo de Transição voltou a assinar com a Universidade Jean Piaget da Guiné-Bissau uma adenda ao Protocolo de Contrato/Programa que visava consolidar a formação, a capacitação, a promoção e a valorização de recursos humanos na Guiné-Bissau.

Ainda de acordo com o que o nosso jornal apurou, na referida adenda, o Ministério de Educação do Governo de Transição voltou a assumir o compromisso de integrar os alunos do primeiro e do segundo ano de curso de Medicina da Universidade Jean Piaget do ano lectivo 2013/2014 na Faculdade de Medicina de Bissau. O Democrata soube que, mesmo com essa adenda rubricada a dia 15 de Novembro de 2013 a Faculdade de Medicina de Bissau não aceitou assumir o compromisso de integração dos referidos alunos. Os alunos, insatisfeitos com a situação, instauraram um processo no Ministério Público contra a Direcção da Universidade Jean Piaget da Guiné-Bissau, presidida na altura pelo seu Administrador Délio Carouejo.

O Democrata soube ainda que o novo Reitor da Universidade Jean Piaget, Aladje Baldé, tem agora em mãos uma batata quente. Ele terá de encontrar formas de contornar o processo instaurado pelos alunos que se encontra há um ano no Ministério Público e de encontrar professores a altura das exigências para a administração de um curso de Medicina. A Universidade possui Laboratórios, mas não tem ainda técnicos a altura para trabalhar clinicamente neles. Por outro lado, os alunos garantem que não prosseguiram ainda com o processo no Ministério para dar o benefício de dúvidas ao novo Reitor que assumiu agora os destinos de Jean Piaget. Querem esgotar todas as possibilidades que existem para ver se realmente Aladje Baldé consegue contornar a grave situação de funcionamento do curso de Medicina na Universidade Jean Piaget da Guiné-Bissau.

Por: Redação

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