Editorial: PAÍS DE BANALIDADES…

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A pátria de Amílcar Cabral caminha, a passos largos, rumo ao abismo. De banalidade em banalidade, nada funciona. A irresponsabilidade na gestão deste  Estado refém, tornou-se uma norma, suportada na base pelos sucessivos incompetentes dirigentes, acólitos da desgovernação. O descalabro é total. O povo, desorientado e consumido por divisões historicamente cavadas por oportunistas, nada pode fazer. Entre a humilhação de politiqueiros e a miséria socializada imposta, o povo guineense é deixado à sua própria “má sorte”. Os oportunistas, em nome da “democracia fotocopiada”, inundam o espaço público com discursos vazios, contradições sabiamente “inventadas”e deste modo mantem a sua criminosa e selvagem dominação sobre o resto da sociedade.

Cada dia que passa, os políticos deste país não cessam de revelar a sua demasiada falta de patriotismo e compromisso para com o povo. Como é possível termos tantos improdutivos “ricos” num país onde a pobreza abala cerca de 90 por cento da população? Para que serve a democracia se a repartição dos magros recursos do Estado doentio são desviados por uma meia dúzia de indivíduos? Vale a pena nós insistirmos na conservação de um Estado sem instituições, pilares da sua sustentabilidade? É possível acreditarmos em discursos de dirigentes políticos fantoches que não vivem a mesma realidade que o povo? É possível falar em desenvolvimento deste país perante a tamanha incapacidade de os políticos assegurarem a estabilidade governativa efetiva? Será que é possível alcançar o desejado desenvolvimento sem uma prévia refundação de moribundas instituições do Estado guineense?

Sem sermos minimamente pessimistas, nunca fomos, a verdade é que o atual sistema não tem cura e precisa de ser mudado. Os vírus da desordem já neutralizaram toda a imunidade. E se calhar chegou a hora de termos a coragem de assumirmos o grande desafio que o presente nos impõe: a refundação de todo o aparelho do Estado.

A obra é gigantesca, mas nutrido de ambição patriótica, o povo pode refazer a sua história e lançar pontes de uma República credível guiada por leis e diferenciada pelo grau de civismo, solidariedade do seu povo. Este é o único caminho para a verdadeira emancipação.

Nós podemos!

 

 

 

Por: Redação       

11/01/2017

 

 

 

 

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