{"id":14420,"date":"2017-11-06T09:54:50","date_gmt":"2017-11-06T09:54:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=14420"},"modified":"2017-11-06T09:54:50","modified_gmt":"2017-11-06T09:54:50","slug":"musico-kimi-djabate-nao-sei-porque-e-que-as-minhas-musicas-nao-passam-nas-radios-do-meu-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=14420","title":{"rendered":"M\u00fasico Kimi Djabat\u00e9: &#8220;N\u00c3O SEI PORQUE \u00c9 QUE AS MINHAS M\u00daSICAS N\u00c3O PASSAM NAS R\u00c1DIOS DO MEU PA\u00cdS?&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>[ENTREVISTA] O conceituado m\u00fasico internacional guineense, Kimi Djabat\u00e9, disse numa entrevista exclusiva ao seman\u00e1rio O Democrata que n\u00e3o sabe explicar a raz\u00e3o porque as esta\u00e7\u00f5es emissoras do pa\u00eds n\u00e3o passam as suas m\u00fasicas, que segundo ele, s\u00e3o ouvidas na Europa, nos Estados Unidos e na Asia. \u2018Griot &#8211; Djidiu\u2019, nome pelo qual \u00e9 conhecido pela imprensa europeia \u00e9 conhecido igualmente como especialista em <em>Balaf\u00f3n<\/em>, \u00e9 o artista guineense que mais faz \u2018furor\u2019 a n\u00edvel internacional no mundo da m\u00fasica e representa as cores nacionais no festival brit\u00e2nico <em>World Music<\/em>, com o seu segundo disco intitulado <strong><em>Karan. <\/em><\/strong><\/p>\n<p>Para o griot que deixou o pa\u00eds em 1996, o futuro da Guin\u00e9-Bissau sair\u00e1 das m\u00e3os dos guineenses, por isso \u201cdevemos valorizar aquilo que \u00e9 nosso. Se dermos valor \u00e0quilo que n\u00e3o \u00e9 nosso, estamos apenas a perder tempo. Se conseguir alguma coisa, claro que vou lev\u00e1-la para a Guin\u00e9-Bissau. A m\u00fasica n\u00e3o tem nada a ver com qualquer religi\u00e3o, mas sim com o pa\u00eds. N\u00e3o deve haver racismo entre n\u00f3s, filhos da Guin\u00e9!\u201d<\/p>\n<p>&#8220;Eu sou griot, e n\u00e3o devo ter vergonha daquilo que sou, de cantar e de ser djidiu. Realmente, vim de um pa\u00eds onde a tradi\u00e7\u00e3o griot n\u00e3o \u00e9 considerada. As pessoas n\u00e3o percebem o valor de djidiu. Griot n\u00e3o se resume apenas em cantar nas festas de casamento e nos batizados ou noutras festas. Desde o s\u00e9culo XIII, na \u00c1frica Ocidental foram os djidius que inventaram a m\u00fasica, todos os instrumentos musicais, por exemplo, <em>djimb\u00e9, kor\u00e1, balaf\u00f3n e outros instrumentos tradicionais<\/em>\u201d, explicou o m\u00fasico.<\/p>\n<p>Por outro lado, Djabat\u00e9 tamb\u00e9m acredita que no futuro bem pr\u00f3ximo isso poder\u00e1 acontecer, j\u00e1 que Madona, confessa que ela \u00e9 um f\u00e3 das suas m\u00fasicas.<\/p>\n<p><strong>O Democrata (OD): \u00c9 um cantor famoso no mundo da m\u00fasica com grandes sucessos. Como entrou no mundo da m\u00fasica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Kimi Djabat\u00e9 (KD): <\/strong>Eu, como sabem, sou \u2018griot\u2019 [djidiu]. Quando algu\u00e9m pergunta a um griot como entrou para o mundo da m\u00fasica, isso parece que a pessoa entrou na m\u00fasica porque quer entrar. Eu nasci na Guin\u00e9-Bissau e l\u00e1 cresci, numa aldeia chamada Tabat\u00f3, Setor de Bafat\u00e1 e Regi\u00e3o de Bafat\u00e1, uma tabanca tradicionalmente de griots. Em Tabat\u00f3 aprendi quase tudo da m\u00fasica, sobretudo de djidiu. Comecei a tocar aos meus tr\u00eas ou quatro anos de idade, especificamente o balaf\u00f3n, instrumento no qual sou especialista.<\/p>\n<p>Muito cedo, ou seja, ainda crian\u00e7a participei nas festas de batizados e casamentos na minha aldeia natal e n\u00e3o s\u00f3. Desde essa altura que estou ligado \u00e0 m\u00fasica, cedo descobri que gosto da m\u00fasica. Sou quem viveu entre m\u00fasicos e tive a oportunidade de ter instrumentos musicais desde muito novo. Comecei a tocar e a dan\u00e7ar. Da\u00ed comecei a fazer m\u00fasica, com meu Balaf\u00f3n, deslocando-me para os eventos de batizado e casamentos na companhia dos meus irm\u00e3os mais velhos.<\/p>\n<p>Depois sa\u00ed de Tabat\u00f3 para Europa em 1996 com meu balaf\u00f3n. Na altura, como era a minha primeira vez no velho continente, como podem ver as dificuldades daqui, fiz alguns trabalhos al\u00e9m da m\u00fasica para poder sobreviver. Consegui juntar alguma quantia em dinheiro e de seguida decidi focalizar-me na minha cultura e minha tradi\u00e7\u00e3o que \u00e9 fazer a m\u00fasica. \u00c9 aquilo que eu conhe\u00e7o, desde a minha inf\u00e2ncia, porque foi a tradi\u00e7\u00e3o djidiu que os meus pais me mostraram desde quando era crian\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>OD: O senhor \u00e9 compositor, guitarrista, cantor e int\u00e9rprete. Podia fazer-nos um resumo do seu percurso musical?<\/strong><\/p>\n<p><strong>KD: <\/strong>Claro! Sou compositor, guitarrista e balafonista, mas quando vim da Guin\u00e9-Bissau, n\u00e3o era guitarrista. O balaf\u00f3n ajudou-me bastante a desenvolver o meu dom\u00ednio em guitarra. Cheguei a Portugal, querendo fazer a m\u00fasica \u00e0 minha maneira, como djidiu, mas para faz\u00ea-lo, precisava de uma pessoa que me acompanhasse nas minhas composi\u00e7\u00f5es ao meu estilo de griot e na minha l\u00edngua materna- <em>mandinga<\/em>, algu\u00e9m que compreendesse a minha l\u00edngua, mas cheguei a conclus\u00e3o que n\u00e3o era f\u00e1cil.<\/p>\n<p>Decidi que tinha que aprender a guitarra para completar a parte que me faltava. Agora sei tocar guitarra, mas n\u00e3o me considero grande guitarrista! Atualmente, toco as minhas m\u00fasicas seja com balaf\u00f3n, assim como com guitarra.<\/p>\n<p><strong>OD: Depois de aprender a guitarra, como foi a experi\u00eancia at\u00e9 gravar seu primeiro disco de originais, Terik\u00e9 [Amigo]. Foi f\u00e1cil ou n\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>KD: <\/strong>N\u00e3o foi f\u00e1cil, mas tinha uns amigos de uma banda lusa muito conhecida em Portugal, chamada de &#8220;Blasted Mechanism&#8221;. \u00c9 uma banda famosa aqui. Eram meus amigos, na altura do meu primeiro \u00e1lbum. A banda deles tinha um grande est\u00fadio, onde gravei <strong><em>Terik\u00e9<\/em><\/strong>. Os elementos da banda acompanhavam-me nas minhas atua\u00e7\u00f5es nos bares e restaurantes.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes convidam-me para participar nos festivais. Um dia alguns membros da banda interpelaram-me e deram uma ideia, dizendo assim: tu tens enorme talento e \u00e9s nosso amigo. Porque n\u00e3o vais pedir ao Valdjiu o est\u00fadio para gravar um \u00e1lbum? N\u00e3o vais pagar nada! Somos teus amigos! Pedro Valdjiu era outro amigo do grupo e era o diretor do est\u00fadio de grava\u00e7\u00e3o da banda \u201cBlasted Mechanism\u201d. Respondi-lhes que n\u00e3o estava preparado e nem tinha experi\u00eancia nos est\u00fadios de grava\u00e7\u00e3o, porque na altura n\u00e3o tinha gravado nem sequer uma faixa musical.<\/p>\n<p>Mas depois pensei e decidi ligar ao Pedro Valdjiu. Depois de lhe informar da minha inten\u00e7\u00e3o, ele respondeu-me: &#8220;embora\u2026 e acrescentou os meus colegas j\u00e1 me informaram sobre este assunto, mas se quiser gravar um disco, o est\u00fadio \u00e9 teu e n\u00e3o vais pagar nada. Vamos dispensar-te o est\u00fadio durante tr\u00eas semanas, mas se ultrapassares as tr\u00eas semanas, vais pagar\u201d. E come\u00e7ou a rir-se comigo, dizendo que eu \u00e9 que tinha de ariscar, que se tivesse dinheiro poderia ficar um ano nos est\u00fadios, mas que eles tinham-me oferecido apenas tr\u00eas semanas<em>.<\/em><\/p>\n<p>Preparei-me ent\u00e3o. Na altura contava na minha companhia com alem\u00e3es, cabo-verdianos, guineenses, italianos, angolanos e portugueses. Decidimos ensaiar antes de entrarmos para o est\u00fadio. E disse \u00e0 banda comunicar-lhes-ia depois a data em que entraria para o est\u00fadio. Achava muito curto o prazo que me fora dado. Entendi que tinha que estar preparado para poder gravar o disco no prazo que me foi concedido. Ensaiamos durante dois meses. Conclui que as m\u00fasicas estavam muito bem.<\/p>\n<p>De seguida marquei uma data para entrar no est\u00fadio. Entr\u00e1mos e conseguimos gravar todo o disco num s\u00f3 dia, faltando apenas alguns m\u00fasicos entrarem nos temas. Faltava apenas o baixo, a bateria e a introdu\u00e7\u00e3o da voz. Mas em menos de duas semanas conseguimos terminar o \u00e1lbum. Foi assim que tudo come\u00e7ou. Na altura da grava\u00e7\u00e3o, sendo eu um inexperiente no est\u00fadio, estava atento com os pormenores do t\u00e9cnico de som que trabalhava comigo.<\/p>\n<p>Estava atento, as formas como ligava os microfones a guitarra e o balaf\u00f3n, assim como a parte da voz. N\u00e3o tinha nenhuma experi\u00eancia, mas gra\u00e7as a Deus fiquei sempre colado a ele, no momento da mistura. Quando dizia por exemplo, &#8211; o som est\u00e1 um pouco alto, eu pedia para baix\u00e1-lo e se achasse o som baixo, eu pedia que o subisse. E foi assim, a minha primeira experi\u00eancia que foi muito interessante!<\/p>\n<p><strong>OD: Entre os tr\u00eas discos j\u00e1 lan\u00e7ados no mercado desde o \u2018Terik\u00e9\u2019 e at\u00e9 o \u00faltimo \u2018Kana Malu\u2019, qual deles projetou o Kimi Djabat\u00e9 internacionalmente?<\/strong><\/p>\n<p><strong>KD: <\/strong>Acho que foi o primeiro. \u00c9 sempre muito importante, porque \u00e9 onde nos conhecemos a n\u00f3s mesmos, mas o disco que me abriu o mercado internacional \u00e9, ou melhor, foi o segundo \u00e1lbum \u201cKaran\u201d. Foi ele que me projetou a n\u00edvel mundial e consequentemente a minha entrada para o <strong><em>World Music<\/em><\/strong>. O meu trabalho ficou conhecido internacionalmente gra\u00e7as ao disco <strong><em>Karan<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p><strong>OD: \u2018Kana Malu\u2019 foi o t\u00edtulo do seu \u00faltimo \u00e1lbum\u2026 Podia-nos explicar de uma forma sint\u00e9tica o significado desse t\u00edtulo?\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p><strong>KD:<\/strong> Isto significa que eu sou griot, e n\u00e3o devo ter vergonha daquilo que sou, de cantar e de ser djidiu. Realmente, vim de um pa\u00eds onde a tradi\u00e7\u00e3o griot n\u00e3o foi considerada, as pessoas n\u00e3o percebem o valor do djidiu. Griot n\u00e3o se resume apenas em cantar nas festas de casamentos e nos batizados ou noutras festas. Desde o s\u00e9culo XIII, na \u00c1frica Ocidental foram os djidius que inventaram a m\u00fasica, todos os instrumentos musicais, por exemplo, <em>djimb\u00e9, kor\u00e1, balaf\u00f3n e outros instrumentos tradicionais existentes na \u00c1frica Ocidental, <\/em>foram inventados pelos griots.<\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca n\u00e3o era quem tinha talento que fazia a m\u00fasica, mas sim os djidius. Por isso, temos que dar valor aos griots, a tradi\u00e7\u00e3o de djidiu n\u00e3o \u00e9 apenas tocar em batizados, festas e nos conv\u00edvios, n\u00e3o!&#8230; a verdade \u00e9 que os nossos ancestrais griots n\u00e3o escolhiam s\u00edtios para tocar, porque, tamb\u00e9m era apenas eles, djidius, que cantavam.<\/p>\n<p>Imaginem s\u00f3, desde o s\u00e9culo XIII, os griots j\u00e1 tinham os seus acompanhantes chamados de \u2018<em>T\u00e9\u2019<\/em>, por exemplo, sapateiros, ferreiros e demais pessoas que lhes assistiam. Atualmente, na modernidade, os ocidentais chamam a essas pessoas de assistentes de som. Mas com o tempo, aquelas pessoas, ou seja, assistentes de som \u2013 \u2018<em>T\u00e9\u2019,<\/em> (sapateiros e ferreiros) transformaram-se tamb\u00e9m em griots, djidius.<\/p>\n<p>Os griots tinham at\u00e9 escravos que lhes serviam. Eu tenho orgulho de ser djidiu, muitos at\u00e9 podem achar que griot \u00e9 mau nome, pelo contr\u00e1rio, n\u00e3o \u00e9! Por isso, intitulei o meu \u00faltimo \u00e1lbum de \u2018Kana Malu\u2019, reiterando que n\u00e3o tenho vergonha de ser griot. Acho que todo mundo deve ter esta convic\u00e7\u00e3o daquilo que \u00e9, e sentir-se bem consigo mesmo e com a sua tradi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>OD: Kimi \u00e9 um m\u00fasico do estilo \u2018Afro Mandinga\u2019 muito bem conhecido no mercado Europeu. Kimi tem uma ag\u00eancia de publicidade ou faz parte de um Multinacional gigante que trabalha na proje\u00e7\u00e3o do seu disco?<\/strong><\/p>\n<p><strong>KD: <\/strong>Sim, fiz parte de uma editora internacional muito conhecida, a norte-americana Cumbancha, que em 2008 ganhou um pr\u00e9mio da World Music. \u00c9 uma editora que tem distribuidoras no mundo todo, exceto em alguns pa\u00edses como \u00e9 o caso da Guin\u00e9-Bissau. Aqui, em Portugal, tenho uma ag\u00eancia que trata dos meus concertos, da promo\u00e7\u00e3o dos meus discos e da minha imagem.<\/p>\n<p><strong>OD: Como \u00e9 que nasceu a sua liga\u00e7\u00e3o com essa editora norte-americana, Cumbancha. Ouviram Terik\u00e9, gostaram e contataram Kimi?<\/strong><\/p>\n<p><strong>KD: <\/strong>Sim! Existia um site \u2018My Space\u2019, onde os artistas colocavam as suas m\u00fasicas. Foi ali que o respons\u00e1vel da editora <strong><em>Cumbancha<\/em><\/strong> ouviu quatro faixas musicais do \u00e1lbum Terik\u00e9. Escreveu-me, perguntando se j\u00e1 tinha gravado aquelas m\u00fasicas, respondi que sim, j\u00e1. E de seguida disse-me que desejava que lhe enviasse antes de gravar, porque queria trabalhar comigo e que acreditava que era capaz de gravar temas mais bonitos que aqueles que ouvira.<\/p>\n<p>Ele disse que gostou das minhas m\u00fasicas, enaltecendo que tem a certeza que era capaz de fazer melhores m\u00fasicas no futuro. \u2013<em>Se nos mantermos em contato, posso gravar o teu pr\u00f3ximo disco!<\/em> Foi assim que aconteceu o nosso encontro com <strong><em>Cumbancha<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>Quando comecei a gravar o meu segundo disco, \u2018Karam\u2019, enviei quatro temas a <strong><em>Cumbancha<\/em><\/strong>, e eles disseram-me, ent\u00e3o n\u00e3o era preciso enviar mais m\u00fasicas, porque estas s\u00e3o suficientes, solicitando que lhes mandasse as condi\u00e7\u00f5es para concluir o disco. Mandei todas as necessidades, tr\u00eas dias depois o valor solicitado j\u00e1 estava depositado na minha conta.<\/p>\n<p>Antes de terminar os trabalhos do disco, todas as despesas j\u00e1 estavam pagas por Cumbancha, restando na altura apenas o pagamento do est\u00fadio e as pessoas com as quais estava trabalhar. Disseram-me que o resto do dinheiro era todo meu, mas que o disco era da editora <strong><em>Cumbancha<\/em><\/strong>, mas deram-me a liberdade de trabalhar o \u00e1lbum como quisesse.<\/p>\n<p><strong>OD: O \u00e1lbum tem muita fama na Europa, mas no seu pr\u00f3prio pa\u00eds passa despercebido e nem sequer passa nas r\u00e1dios. Como explica essa situa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>KD: <\/strong>N\u00e3o sei explicar isso, tamb\u00e9m n\u00e3o sei se tem a ver com os jornalistas ou com as leis da Guin\u00e9-Bissau. Se as m\u00fasicas do Mali, do Senegal, da G\u00e2mbia e da Guin\u00e9-Conacri passam nas r\u00e1dios do meu pa\u00eds, porque \u00e9 que as minhas n\u00e3o passam? N\u00f3s \u00e9 que estamos a perder! Com isso, n\u00f3s \u00e9 que estamos a perder. Realmente, isso me deixa triste. Nasci na Guin\u00e9-Bissau, antes de vir para a Europa, o \u00fanico pa\u00eds que conhecia era a Guin\u00e9-Bissau al\u00e9m do Senegal. Cresci na Guin\u00e9 e fiz tudo l\u00e1, por isso, imaginem s\u00f3, se gravo um disco que toca em Fran\u00e7a, Estados Unidos da Am\u00e9rica e em muitos pa\u00edses do mundo, se a Guin\u00e9-Bissau n\u00e3o orgulhar-se disso, isso me deixa triste, uma pena.<\/p>\n<p>O futuro dos guineenses est\u00e1 nos guineenses, por isso devemos valorizar aquilo que \u00e9 nosso, se darmos valor aquilo que n\u00e3o \u00e9 nosso estamos apenas a perder. Se conseguir alguma coisa, claro que vou lev\u00e1-la para Guin\u00e9-Bissau. A m\u00fasica n\u00e3o tem nada a ver com qualquer religi\u00e3o, mas sim com o pa\u00eds, n\u00e3o deve haver racismo entre n\u00f3s filhos da Guin\u00e9!<\/p>\n<p><strong>OD: Em termos internacionais, como avalia a difus\u00e3o das suas m\u00fasicas nos m\u00e9dia, sobretudo nas r\u00e1dios?<\/strong><\/p>\n<p><strong>KD: <\/strong>As minhas m\u00fasicas passam nas r\u00e1dios europeias, tamb\u00e9m em pa\u00edses asi\u00e1ticos como \u00e9 os casos da Mal\u00e1sia e Singapura, j\u00e1 estive em ambos os pa\u00edses para concertos. Cheguei a Singapura vi uma fila enorme no hotel com mais de trezentas pessoas aguardando que eu autografasse os meus discos que compraram. No \u00e1lbum \u2018Karam\u2019, fui obrigado a suportar quase 25 horas de voo, para depois chegar e autografar todos os discos e de seguida fui repousar.<\/p>\n<p>Acredito que muitas r\u00e1dios passam as minhas m\u00fasicas, porque para chegar a ocupar a segunda posi\u00e7\u00e3o no World Music Charts Europe, s\u00e3o mais de cinquenta r\u00e1dios europeias que votam nos m\u00fasicos concorrentes.<\/p>\n<p><strong>OD: Em que \u00e9 que se inspira, Kimi Djabat\u00e9 para cantar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>KD: <\/strong>As minhas inspira\u00e7\u00f5es v\u00eam com tudo, seja com o balaf\u00f3n, com a guitarra, mas atualmente componho as minhas m\u00fasicas mais com a guitarra. Gosto de cantar a pol\u00edtica, o amor e a realidade do meu pa\u00eds. A Guin\u00e9-Bissau tem que sair do estado em que se encontra atualmente. Guin\u00e9-Bissau n\u00e3o merece estar no estado em que se encontra. A \u00a0minha forma de lutar contra isto, tenho que o fazer atrav\u00e9s da m\u00fasica. Gosto de cantar a realidade do meu pa\u00eds seja boa ou m\u00e1, mas gosto de transmitir ao mundo o que est\u00e1 a acontecer no meu pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>OD: J\u00e1 participou em alguma colet\u00e2nea ou projetos musicais?<\/strong><\/p>\n<p><strong>KD: <\/strong>Participei em muitas colet\u00e2neas e gravei duetos com muitos m\u00fasicos lusos, como S\u00e3o Miguel, Jo\u00e3o Afonso, com a banda Blasted Mechanism e muitos outros nos quais participei e alguns ainda est\u00e3o por vir. Convites n\u00e3o me faltam. Muitas vezes as minhas agendas me impedem de participar em muitos projetos.<\/p>\n<p><strong>O Democrata (OD): O que \u00e9 que os produtores procuram nos m\u00fasicos, sobretudo num cantor como o senhor que canta um estilo puramente africano?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Kimi Djabat\u00e9 (KM):<\/strong>\u00a0Acho que os produtores procuram talento, mas al\u00e9m de talento, os produtores procuram a boa conduta de um m\u00fasico. Na verdade, para ser um bom m\u00fasico, n\u00e3o basta apenas ter talento ou cantar bem. Ser bom m\u00fasico tem a ver em grande medida com muita coisa: a sua forma ser, de expressar, a honestidade, porque \u00e9 bom que os m\u00fasicos saibam respeitar os acordos firmados.<\/p>\n<p>Cantar bem ou tocar bem n\u00e3o \u00e9 o suficiente ou bastante para ser um bom m\u00fasico. \u00c9 necess\u00e1rio sermos profissionais, respeitar as pessoas, honrar com os nossos compromissos. Ali\u00e1s, para ser um bom profissional requer respeito por esses pressupostos.<\/p>\n<p>Suponhamos que tens um espet\u00e1culo agendado para Dezembro, e se conseguires outro contrato em que vais ganhar mais do que anterior espet\u00e1culo agendado, n\u00e3o podes demarcar-se do primeiro acordo, porque isso \u00e9 errado, de ponto de vista profissional. Qualquer produtor que souber dessa sua conduta, nunca mais vai querer trabalhar contigo. Enfim, os produtores procuram o lado pessoal do m\u00fasico.<\/p>\n<p><strong>OD: Kimi, recentemente a artista norte americana, Madona, partilhou o seu v\u00eddeo na sua p\u00e1gina oficial no \u201cInstagram\u201d. Uma partilha que mereceu destaque na imprensa portuguesa, e estamos a falar de um m\u00fasico com talento reconhecido mundialmente. Como conheceu Madona e como explica esse momento?<\/strong><\/p>\n<p><strong>KD:\u00a0<\/strong>Fui convidado para animar um jantar aqui em Portugal, onde Madona era a convidada especial. \u00c9 um dos centros hoteleiros onde costumo tocar. Quando convidaram a Madona, enviaram-lhe uma lista de muitos m\u00fasicos portugueses e estrangeiros, onde escolheu tr\u00eas nomes, dentre os quais fui uma das prefer\u00eancias da artista.<\/p>\n<p>Quando chegou o dia fui l\u00e1 cantar e at\u00e9 cantamos uma das minhas m\u00fasicas juntos eu e a Madona. Quando cantava ela me pedia para lhe interpretar o significado das m\u00fasicas. Ela ficou impressionada, depois trocamos contatos.<\/p>\n<p>Depois do concerto perguntou-me das minhas origens \u00a0respondi que sou da Guin\u00e9-Bissau e convidei-a para ir conhecer o meu pa\u00eds. Disse-lhe que devia conhecer ilhas de Bijag\u00f3s que s\u00e3o fant\u00e1sticas.<\/p>\n<p>Disse-lhe que se um dia pisar os seus p\u00e9s nas ilhas de Bubaque nunca mais vai querer voltar para Am\u00e9rica ou Europa!<\/p>\n<p>Mas muito antes de come\u00e7ar a cantar falamos bastante e perguntou-me se gostava da sua m\u00fasica, eu respondi que sim. Desde logo queria saber por que gostava das m\u00fasicas dela.<\/p>\n<p>Disse-lhe que a m\u00fasica n\u00e3o tem fronteiras e que era dif\u00edcil n\u00e3o gostar das m\u00fasicas dela. Confessou-me claramente que gosta das minhas m\u00fasicas e foi por isso mesmo que escolheu e aceitou para estar l\u00e1 naquela noite.<\/p>\n<p>Depois ela filmou um dos momentos da minha atua\u00e7\u00e3o e publicou-a na conta virtual<strong>\u00a0instagram.<\/strong><\/p>\n<p><strong>OD: N\u00e3o pensa fazer um dueto com a Madona?<\/strong><\/p>\n<p><strong>KD:<\/strong>\u00a0\u00c9 uma coisa que qualquer m\u00fasico gostaria de fazer, porque artistas com a dimens\u00e3o de Madona podem fazer subir a carreira de um m\u00fasico s\u00f3 num dia. Mas acho que ainda \u00e9 muito cedo. \u00c9 preciso criar muita uma auto-confian\u00e7a entre n\u00f3s.<\/p>\n<p>Acho que no futuro bem pr\u00f3ximo isso poder\u00e1 acontecer, j\u00e1 que Madona \u00e9 um f\u00e3 confesso das minhas m\u00fasicas. Claro que vamos fzer dueto! \u00c9 \u00a0algo que qualquer m\u00fasico que tiver contato com Madona gostaria de fazer.<\/p>\n<p><strong>OD: Para quando ir\u00e1 ao seu pa\u00eds para apresenta\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum \u2018Kana Malu\u2019?<\/strong><\/p>\n<p><strong>KD:<\/strong>\u00a0Brevemente vou para Guin\u00e9 para apresentar o meu novo disco \u201cKana Mal\u00fa\u201d, um disco muito conhecido na Europa e na Am\u00e9rica. Mas na Guin\u00e9 n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o conhecido, por isso quero ir l\u00e1 para falar com pessoas, passar nas r\u00e1dios, jornais e televis\u00e3o. Ainda n\u00e3o tenho uma data, mas espero que seja para breve, para poder tamb\u00e9m fazer alguns concertos.<\/p>\n<p><strong>OD: Como \u00e9 que avalia o momento atual da m\u00fasica moderna guineense?<\/strong><\/p>\n<p><strong>KD:\u00a0<\/strong>acho que a m\u00fasica moderna guineense est\u00e1 num bom caminho, est\u00e1 bem avan\u00e7ado, porque os m\u00fasicos est\u00e3o a lutar para fazer cada vez melhor. O que nos falta s\u00e3o os apoios do Estado. Saber fazer m\u00fasica ou um disco n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil, exige n\u00e3o s\u00f3 condi\u00e7\u00f5es financeiras, como tamb\u00e9m dedica\u00e7\u00e3o no trabalho.<\/p>\n<p>Por isso precisamos de apoios. Repare os m\u00fasicos levam o nome do pa\u00eds ao mais alto n\u00edvel promove facilmente o nome do pa\u00eds. Por exemplo, j\u00e1 cantei para 37 mil pessoas em Mal\u00e1sia, essas pessoas jamais esquecer\u00e3o o nome da Guin\u00e9-Bissau. Essas pessoas sabem que Guin\u00e9-Bissau existe porque sabem que eu vim de l\u00e1 e que certamente h\u00e1 muitos talentos, n\u00e3o s\u00f3 eu. Por isso precisamos de apoios dos nossos governos.<\/p>\n<p><strong>OD: Como v\u00ea a evolu\u00e7\u00e3o da m\u00fasica guineense, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras m\u00fasicas dos pa\u00edses africanos?<\/strong><\/p>\n<p><strong>KD:\u00a0<\/strong>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s musicas dos pa\u00edses africanos estamos muito atrasados, mas a meu ver isso deve-se ao fator da instabilidade. Vivemos muito tempo na instabilidade, o que n\u00e3o favoreceu a evolu\u00e7\u00e3o da nossa m\u00fasica.<\/p>\n<p>Penso que agora j\u00e1 come\u00e7amos a abrir as portas ao mundo, mas precisamos de muito tempo e de fazer muito trabalho, para chegar ao n\u00edvel de Senegal, Cabo Verde, Mali, Gambia&#8230; etc.<\/p>\n<p>Esses pa\u00edses tiveram oportunidade de viver muitos anos de estabilidade o que contribui muito na evolu\u00e7\u00e3o da m\u00fasica desses pa\u00edses, mas espero que vamos chegar l\u00e1 um dia.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00f3 na m\u00fasica, penso que a Guin\u00e9-Bissau j\u00e1 podia se qualificar para o CAN h\u00e1 20 anos, mas as c\u00edclicas instabilidades pol\u00edticas acaba por minar tudo.<\/p>\n<p><strong>OD: \u00a0O que faz al\u00e9m da m\u00fasica, para viver?<\/strong><\/p>\n<p><strong>KD:<\/strong>\u00a0Atualmente vivo s\u00f3 da m\u00fasica. H\u00e1 18 anos s\u00f3 fa\u00e7o m\u00fasica. Mas j\u00e1 trabalhei na constru\u00e7\u00e3o civil quando cheguei a Europa, antes de conhecer os circuitos, para poder pagar algumas despesas. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil conseguir dinheiro suficiente de pagar as contas s\u00f3 da m\u00fasica no in\u00edcio da carreira.<\/p>\n<p>Antes s\u00f3 tocava para a comunidade africana, nas festas e nos encontros dos africanos, o que ganhava ali n\u00e3o era suficiente para pagar todas as despesas. Mas hoje, gra\u00e7as a Deus, estou s\u00f3 ligado \u00e0 musica.<\/p>\n<p><strong>OD:<\/strong>\u00a0<strong>\u00c9 poss\u00edvel no futuro um \u2018dueto\u2019 entre Kimi Djabat\u00e9 e o Embaixador de Afro-m\u00fasica guineense, Sambala Kanute?<\/strong><\/p>\n<p><strong>KD:\u00a0<\/strong>Sim, claro, \u00e9 poss\u00edvel. Eu e Sambala somos primos, somos todos \u201cDjidius\u201d tenho grande respeito e admira\u00e7\u00e3o por ele e pelo seu trabalho. Ele foi pessoa que lutou muito para afirma\u00e7\u00e3o da m\u00fasica afro mandinga na Guin\u00e9-Bissau. Dou-lhe os meus parab\u00e9ns sempre. Muitos jovens hoje est\u00e3o a fazer a m\u00fasica afro mandinga e com muito orgulho, isso deve-se ao grande trabalho de Sambala Kanut\u00e9. Espero um dia poder gravar uma m\u00fasica com ele. Se ele estiver c\u00e1 quando estiver a gravar, vamos fazer um dueto.<\/p>\n<p><strong>OD:<\/strong>\u00a0<strong>O senhor vive fora do pa\u00eds h\u00e1 muito tempo. Qual \u00e9 a sua opini\u00e3o sobre a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p><strong>KD:<\/strong>\u00a0Gosto mais de cantar pol\u00edtica do que falar dela, \u00e0s vezes nem tudo que ouvimos por c\u00e1 \u00e9 real, ou seja, as coisas nem sempre s\u00e3o como parecem ser. Mas acho que nos devemos unir. N\u00e3o quero criticar ningu\u00e9m, nem entrar na critica pessoal. Devemo-nos valorizar e reconhecer os nossos valores, acho que isso que nos falta.<\/p>\n<p>Devemos perceber que a estabilidade vai nos beneficiar a todos, n\u00e3o a um grupo de indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>N\u00e3o quero falar muito da politica da Guin\u00e9-Bissau, porque \u00e9 um pa\u00eds que leva pol\u00edtica muito a s\u00e9rio. Se criticares algu\u00e9m pensam logo que est\u00e1s contra ela, ou que est\u00e1s a favor de outra pessoa. Isso me d\u00e1 medo em abrir mais e falar abertamente da pol\u00edtica. A \u00fanica coisa que posso dizer, \u00e9 que devemos nos unir e pensar no futuro do nosso pa\u00eds, s\u00f3 assim que podemos avan\u00e7ar. Uma pessoa n\u00e3o pode fazer nada, mesmo na banda existem muitos m\u00fasicos. Uns na bataria, outros na viola baixo ou ritmo, mas vem s\u00f3 nome do artista interpretador.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel amarmo-nos uns aos outros e pormos os interesses da na\u00e7\u00e3o a cima de qualquer interesse individual.<\/p>\n<p><strong>OD: Al\u00e9m de Portugal e Fran\u00e7a, em que pa\u00edses que j\u00e1 atuou com o novo disco \u201cKana Mal\u00fa\u201d?<\/strong><\/p>\n<p><strong>KD<\/strong>: J\u00e1 fui \u00e0 Espanha, Alemanha, B\u00e9lgica e Holanda, mas para pr\u00f3ximo ano tenho agendado alguns concertos no estrangeiro.<\/p>\n<p><strong>OD: \u00c9s um dos m\u00fasicos guineenses com mais popularidade no estrangeiro, sobretudo na comunidade europeia, como caracteriza o seu publico?<\/strong><\/p>\n<p><strong>KD:<\/strong>\u00a0Na verdade o meu publico \u00e9 mais ocidental. Mas tenho alguns africanos, como senegaleses que conhecem o valor do estilo que canto. Canto mais para os europeus, nos festivais, nos espa\u00e7os limitados com \u201cCach\u00e9\u201d garantido. Nesses espa\u00e7os mesmo sendo para uma s\u00f3 pessoa recebo o meu cach\u00ea.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por: Alcene Sidib\u00e9\/ Sene Camar\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>setembro 2017<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ENTREVISTA] O conceituado m\u00fasico internacional guineense, Kimi Djabat\u00e9, disse numa entrevista exclusiva ao seman\u00e1rio O Democrata que n\u00e3o sabe explicar&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":14414,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,27,18],"tags":[],"class_list":["post-14420","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-inicio","category-cultura","category-entrevista","wpcat-6-id","wpcat-27-id","wpcat-18-id"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - 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