{"id":15071,"date":"2017-12-23T18:54:29","date_gmt":"2017-12-23T18:54:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=15071"},"modified":"2017-12-23T18:54:29","modified_gmt":"2017-12-23T18:54:29","slug":"saude-publica-farmacia-de-hospital-simao-mendes-vende-medicamentos-inuteis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=15071","title":{"rendered":"Sa\u00fade P\u00fablica: FARM\u00c1CIA DE HOSPITAL &#8216;SIM\u00c3O MENDES&#8217;\u00a0VENDE MEDICAMENTOS IN\u00daTEIS"},"content":{"rendered":"<p>[REPORTAGEM] Farm\u00e1cia do maior estabelecimento hospitalar do pa\u00eds, Sim\u00e3o Mendes, vende medicamentos in\u00fateis comprados das m\u00e3os dos indianos. A revela\u00e7\u00e3o \u00e9 feita pelo pr\u00f3prio diretor daquele hospital de refer\u00eancia nacional, Francisco Aleluia Lopes, que acrescentou ainda que as pessoas que trabalham naquele servi\u00e7o n\u00e3o s\u00e3o t\u00e9cnicos farmac\u00eauticos e, por isso, n\u00e3o conseguem fazer os invent\u00e1rios sobre as necessidades da farm\u00e1cia.<\/p>\n<p>O Democrata soube ainda que a farm\u00e1cia, \u00e0s vezes, leva at\u00e9 um m\u00eas sem ter paracetamol na sua prateleira e outros medicamentos, porque, de acordo com os funcion\u00e1rios daquele servi\u00e7o abordados pela rep\u00f3rter, a boa parte dos medicamentos fica estocada na Central de Compra de Medicamentos Essenciais (CECOME). O desfalque dos medicamentos na CECOME obriga a dire\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o da farm\u00e1cia a recorrer aos terceiros fornecedores para poder cobrir a lacuna, mas, mesmo assim, o pre\u00e7o de medicamentos n\u00e3o altera, conta uma fonte ligada ao mesmo servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Sobre o assunto, uma equipa de rep\u00f3rteres do seman\u00e1rio \u201cO Democrata\u201d esteve no local, \u00e0 entrada da farm\u00e1cia do HNSM, e pude assistir por pouco tempo pessoas que entravam e saiam sem medicamentos e nem produtos curativos receitados pelos m\u00e9dicos. Por exemplo, uma senhora que devia ser submetido \u00e0 uma pequena cirurgia na m\u00e3o, n\u00e3o conseguiu compressa nem luvas para que pudesse ser tratada nos servi\u00e7os da urg\u00eancia, porque a farm\u00e1cia n\u00e3o tinha esses materiais.<\/p>\n<p>Segundo a informa\u00e7\u00e3o recolhida, a farm\u00e1cia conta com oito (08) t\u00e9cnicos farmac\u00eauticos, tr\u00eas (3) serventes, um (1) jardineiro, quatro (4) elementos do pessoal administrativo. Os (8) t\u00e9cnicos farmac\u00eauticos est\u00e3o divididos em duas equipas para funcionamento de dois turnos, ou seja, doze (12) horas por equipa.<\/p>\n<p>Os atendimentos s\u00e3o feitos atrav\u00e9s de diferentes receitas de consultorias de diferentes servi\u00e7os nomeadamente, consultas externas, urg\u00eancia, do pr\u00f3prio hospital assim como dos outros hospitais e centros de sa\u00fade, o que torna a capacidade de atendimento do estabelecimento inferior em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de pessoas que recorrem \u00e0 farm\u00e1cia.<\/p>\n<p>Domingos Sami, diretor-adjunto da Farm\u00e1cia do hospital Nacional Sim\u00e3o Mendes, esclarece, neste sentido, que quem gere medicamentos antipal\u00fadicos \u00e9 o programa de Luta Contra o Paludismo e nega haver falta de medicamentos antipal\u00fadicos, com exce\u00e7\u00e3o de \u2018Quartem\u2019 que n\u00e3o \u00e9 vendido na farm\u00e1cia.<\/p>\n<p>&#8220;Faz-se muita confus\u00e3o entre os medicamentos do programa de luta contra paludismo dados gratuitamente com alguns crit\u00e9rios e rigorosidade, mas tamb\u00e9m acabam rapidamente&#8221;, sublinha, esclarecendo que para as crian\u00e7as de zero aos cinco anos e mulheres gr\u00e1vidas, h\u00e1 organiza\u00e7\u00f5es que responsabilizam dessas em termos de fornecimento de medicamentos, kits de cesarianas, nos quais a maternidade faz a requisi\u00e7\u00e3o semanal dos medicamentos e materiais atrav\u00e9s do servi\u00e7o social.<\/p>\n<p>Contudo, mostra que apesar desta particularidade, a dire\u00e7\u00e3o da farm\u00e1cia \u00e9 respons\u00e1vel pela inventaria\u00e7\u00e3o dos medicamentos e produtos para a oferta. Segundo Domingos Sami, os medicamentos mais procurados naquele servi\u00e7o s\u00e3o paracetamol, cloreto de s\u00f3dio, metro injet\u00e1vel e vaginal, cipro frassace, ferro, multivitamina, ceftazona, norvagina comprimido.<\/p>\n<p><strong>SERVI\u00c7OS DA FARM\u00c1CIA RESPONSABILIZA A DIRE\u00c7\u00c3O DO HOSPITAL PELO DESFALQUE DE MEDICAMENTOS<\/strong><\/p>\n<p>Domingos Sami revela que existem dificuldades de relacionamento entre a dire\u00e7\u00e3o da farm\u00e1cia e a dire\u00e7\u00e3o-geral do hospital. Explica que as duas entidades funcionam mediante uma hierarquia em que a da farm\u00e1cia obedece \u00e0 dire\u00e7\u00e3o-geral. Mas, para a compra de medicamentos, Domingos Sami lembra que fazem requisi\u00e7\u00e3o de acordo com o stock que t\u00eam. Enviam a proposta para a dire\u00e7\u00e3o s\u00f3 depois de ter a sua aprova\u00e7\u00e3o \u00e9 que fazem a compra, mas n\u00e3o havendo comunica\u00e7\u00e3o entre as partes acabam por ficar de m\u00e3os atadas, por isso responsabiliza a dire\u00e7\u00e3o-geral do hospital pela falta de medicamentos.<\/p>\n<p>&#8220;Por exemplo, o que aconteceu com a \u00faltima requisi\u00e7\u00e3o que ficou quase um m\u00eas sem aprova\u00e7\u00e3o ou qualquer resposta da dire\u00e7\u00e3o provocou automaticamente a ruptura de medicamentos\u201d, afirmou, acusando o diretor de querer desempenhar todas as fun\u00e7\u00f5es, incluindo as\u00a0 do diretor cl\u00ednico do Hospital.<\/p>\n<p>&#8220;Os trabalhos t\u00e9cnicos s\u00e3o do diretor cl\u00ednico e os trabalhos administrativos s\u00e3o reservados ao diretor-geral, mas infelizmente tudo \u00e9 acumulado por uma s\u00f3 pessoa. Talvez seja por isso \u00e9 que temos tido atraso e na \u00faltima requisi\u00e7\u00e3o contamos com o aval do ministro n\u00e3o do diretor porque n\u00e3o conseguimos a \u00a0sua autoriza\u00e7\u00e3o\u201d, revelou.<\/p>\n<p><strong>FARM\u00c1CIA DISP\u00d5E APENAS DE \u00daNICO BALC\u00c3O E UMA CAIXA DE MEDICAMENTOS<\/strong><\/p>\n<p>A farm\u00e1cia funciona doravante com \u00fanico balc\u00e3o e uma \u00fanica caixa para a venda dos medicamentos, revelou Diretor Adjunto da Farm\u00e1cia do hospital Nacional Sim\u00e3o Mendes, em entrevista a O Democrata. Domingos Sami justifica que o fato deve-se ao n\u00famero reduzido de profissionais, ou seja, t\u00e9cnicos farmac\u00eauticos que, por v\u00e1rias circunst\u00e2ncias, acabam por trabalhar 12 horas por dia, \u201co que n\u00e3o ajuda na dinamiza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o prestado aos doentes\u201d.<\/p>\n<p>Segundo Domingos Sami, o ideal seria ter tr\u00eas equipas de farmac\u00eauticos assim cada equipa trabalharia, pelo menos, oito horas por dia. Neste sentido, diz acreditar, contudo, que aflu\u00eancia das pessoas \u00e0 farm\u00e1cia do HNSM tenha muito a ver com o servi\u00e7o que os t\u00e9cnicos prestam, sobretudo porque os medicamentos s\u00e3o vendidos a um pre\u00e7o acess\u00edvel comparativamente as outras farm\u00e1cias.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o atendemos apenas pacientes que recorrem ao nosso hospital. Atendemos tamb\u00e9m doentes de diferentes hospitais, ou seja, receitas de outros centros de sa\u00fade e cl\u00ednicas privadas. Porque vendemo-los a um pre\u00e7o barato. Por exemplo, vendemos uma carteira de paracetamol a 100 francos CFA e nos outros postos, uma carteira \u00e9 vendida a quinhentos 500 francos CFA\u201d, disse Domingos Sami.<\/p>\n<p>Domingos Sami lamenta, no entanto, a falta de t\u00e9cnicos para o bom funcionamento da farm\u00e1cia, porque, segundo disse, os balconistas farmac\u00eauticos vendem medicamentos e preenchem relat\u00f3rios de venda ao mesmo tempo para poder melhorar a balan\u00e7a mensal, \u201cpor isso queremos informatiza\u00e7\u00e3o de dados, mas infelizmente tudo aqui \u00e9 feito \u00e0 m\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>CECOME JUSTIFICA \u00a0DESFALQUE DE MEDICAMENTOS POR FALTA DE PAGAMENTO D\u00cdVIDAS POR PARTE DE FARM\u00c1CIAS<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Instala\u00e7\u00f5es-de-CECOME-no-perimetro-de-antigo-hospital-03-de-Agosto.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-15066\" src=\"http:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Instala\u00e7\u00f5es-de-CECOME-no-perimetro-de-antigo-hospital-03-de-Agosto-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Instala\u00e7\u00f5es-de-CECOME-no-perimetro-de-antigo-hospital-03-de-Agosto-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Instala\u00e7\u00f5es-de-CECOME-no-perimetro-de-antigo-hospital-03-de-Agosto-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/Instala\u00e7\u00f5es-de-CECOME-no-perimetro-de-antigo-hospital-03-de-Agosto-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Diretor da Central Compra de Medicamentos Essenciais (CECOME) responsabiliza as farm\u00e1cias p\u00fablicas do pa\u00eds pela incapacidade financeira da CECOME na compra de medicamentos, porque n\u00e3o pagam as d\u00edvidas que contraem com a central, fato que segundo disse acaba por resultar no desfalque dos medicamentos.<\/p>\n<p>Marciano Vicente Vaz explicou em entrevista a O Democrata que a institui\u00e7\u00e3o que dirige enfrenta uma situa\u00e7\u00e3o muito dif\u00edcil atualmente, sendo que no momento n\u00e3o tem capacidade de compra de medicamentos para abastecer as farm\u00e1cias, sobretudo as farm\u00e1cias p\u00fablicas e nega que em nenhuma circunst\u00e2ncia a CECOME \u00e9 respons\u00e1vel pela insufici\u00eancia de medicamentos nos hospitais, centros de sa\u00fade e cl\u00ednicas do pa\u00eds, particularmente nos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Segundo o diretor da CECOME, os clientes fazem levantamento de medicamentos sem problema, mas no momento de pagamento faz-se muito barulho. Contudo, sublinha que por uma quest\u00e3o de boa-f\u00e9, \u00e0s vezes emprestam os medicamentos aos clientes sem pagamento imediato e s\u00f3 no final do tempo determinado \u00e9 que recebem o pagamento, mas em certos momentos n\u00e3o \u00e9 o caso. E quando as farm\u00e1cias p\u00fablicas n\u00e3o pagam, a CECOME entra automaticamente em ruptura, porque acontece que n\u00e3o t\u00eam outra reserva para dar reviravolta \u00e0 situa\u00e7\u00e3o, porque tanto o Estado quanto \u00e0s outras organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais n\u00e3o financiam a CECOME.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 fizemos a encomenda de compra dos medicamentos no estrangeiro, mas n\u00e3o temos ainda dinheiro para que essa encomenda se efetive. Portanto, estamos conscientes de que os medicamentos est\u00e3o a fazer a falta\u201d, reconhece.<\/p>\n<p>A CECOME e uma estrutura estatal com a pr\u00f3pria autonomia administrativa e financeira incumbida de fazer \u2018Stock\u2019 e distribui\u00e7\u00e3o (compra e venda) dos medicamentos pr\u00f3prios assim como dos programas nomeadamente, de luta contra paludismo, Tuberculose e Sida. Os medicamentos s\u00e3o ofertados de acordo com as normas de distribui\u00e7\u00e3o dos fornecedores dados de tr\u00eas em tr\u00eas meses para todos os hospitais p\u00fablicos do pa\u00eds e os programas.<\/p>\n<p>A Central tem as suas instala\u00e7\u00f5es em todas as regi\u00f5es e faz distribui\u00e7\u00e3o de medicamentos atrav\u00e9s dessas estruturas para todos os hospitais ao n\u00edvel de todo o pa\u00eds. Atualmente, conta com 42 (quarenta e dois) funcion\u00e1rios nomeadamente, farmac\u00eauticos, condutores, serventes, seguran\u00e7as. Tem armaz\u00e9ns frios, m\u00e1ximo de 4 graus de temperatura, nos quais s\u00e3o conservados vacinas e outros reagentes. Tem ainda outro armaz\u00e9m normal at\u00e9 25 graus de temperatura.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m do grupo da administra\u00e7\u00e3o, a CECOME tem tamb\u00e9m um grupo de farmac\u00eauticos que gerem a qualidade dos medicamentos e s\u00e3o estes, os respons\u00e1veis pelos armaz\u00e9ns.<\/p>\n<p>A Central tem a capacidade de \u2018Stock\u2019 no m\u00ednimo com a dura\u00e7\u00e3o de seis meses, enquanto espera pela nova encomenda.\u00a0 Mas, dada a insufici\u00eancia financeira, neste momento a CECOME n\u00e3o tem a capacidade financeira para fazer a compra de medicamentos nem por um m\u00eas e nem se quer de estocagem consegue ter, mas diz acreditar que no dia em que voltar a ter controlo da situa\u00e7\u00e3o vai poder cumprir com os crit\u00e9rios.<\/p>\n<p>Marciano Vicente Vaz revela, no entanto, que h\u00e1 onze meses como diretor da CECOME, nunca conheceu momentos bons, ou seja, desde a sua entrada a situa\u00e7\u00e3o sempre foi dif\u00edcil, por isso n\u00e3o definiu per\u00edodo em que tudo ser\u00e1 ultrapassado, mas, mesmo assim, garante que est\u00e3o a ser feitos trabalhos em equipa para conseguir sustentar a sua autonomia, revelando que justamente \u00e9 neste sentido que est\u00e3o a tentar fechar parcerias de investimento.<\/p>\n<p>Em termos de seguran\u00e7a, disse que apenas em Bafat\u00e1, leste do pa\u00eds, aconteceu duas vezes roubo e arrombamento do armaz\u00e9m. Autores continuam em fuga, apenas alguns suspeitos est\u00e3o a ser investigados para apurar quem s\u00e3o os presum\u00edveis autores e conduzi-los \u00e0 justi\u00e7a, logo que forem declarados culpados.<\/p>\n<p>O diretor da CECOME teve ainda tempo de detalhar em pormenores quais os efeitos de um medicamento fora de prazo, explicando que avariam, por isso aconselha as pessoas a n\u00e3o consumirem qualquer que seja produto fora de prazo. Relativamente a casos relacionados com os medicamentos, nota que os medicamentos fora de prazo podem transforma-se em venenos se consumidos fora de prazo ou com a m\u00e1 conserva\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, pode matar se estiver com princ\u00edpios ativos, ressalvando sempre que n\u00e3o \u00e9 aconselh\u00e1vel consumir medicamentos ou qualquer produto fora de prazo ou com a m\u00e1 conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Marciano Vicente Vaz n\u00e3o nega que sua institui\u00e7\u00e3o tenha lidado com medicamentos fora de prazo, mas esclarece \u201csempre que isso acontece, s\u00e3o incinerados de acordo com as exig\u00eancias farmac\u00eauticas\u201d.<\/p>\n<p><strong>DIRETOR DE HOSPITAL ACUSA SERVI\u00c7O DE FARM\u00c1CIA DE NEGOCIAR MEDICAMENTOS PARA TIRAR GANHOS PESSOAIS\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Reagindo \u00e0 falta de colabora\u00e7\u00e3o da parte de dire\u00e7\u00e3o do hospital lamentada pelos servi\u00e7os de farm\u00e1cia, o diretor do hospital Sim\u00e3o Mendes, Francisco Aleluia Lopes, explicou que o servi\u00e7o da farm\u00e1cia limita-se apenas a comprar os medicamentos da \u2018Farm\u00e1cia Comunit\u00e1ria\u2019 que segundo ele, n\u00e3o tem nada a ver com o trabalho do servi\u00e7o da urg\u00eancia daquele estabelecimento hospitalar.<\/p>\n<p>&#8220;Se o [diretor de farm\u00e1cia] perguntar dos medicamentos para a urg\u00eancia do hospital, n\u00e3o t\u00eam! Eu n\u00e3o vou assinar nenhuma requisi\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o figuram medicamentos para a urg\u00eancia, n\u00e3o vou autorizar essas compras. Farm\u00e1cia n\u00e3o tem medicamentos essenciais precisados para a urg\u00eancia do hospital, apenas compra xaropes, paracetamol e comprimido amoxilina\u201d, disse o respons\u00e1vel do hospital que, entretanto, acusou os respons\u00e1veis do servi\u00e7o da farm\u00e1cia de se interessarem mais pelo dinheiro e n\u00e3o pela presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de qualidade.<\/p>\n<p>Revelou ainda que elementos da farm\u00e1cia ganham um puco de percentagem em dinheiro nas negocia\u00e7\u00f5es com os fornecedores de medicamentos, tendo assegurado que n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1 para permitir procedimentos anormais.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 nada de burocracia que alega, mas sim \u00e9 a quest\u00e3o de transpar\u00eancia na gest\u00e3o da coisa p\u00fablica. Requisitam dinheiro para a compra dos medicamentos, mas se houver a situa\u00e7\u00e3o de urg\u00eancia, as pessoas s\u00e3o obrigadas a irem buscar medicamentos nas outras farm\u00e1cias, porque a farm\u00e1cia do hospital n\u00e3o tem esses medicamentos\u201d, notou o m\u00e9dico de profiss\u00e3o, que aproveitou a ocasi\u00e3o para apelar ao servi\u00e7o de farm\u00e1cia que apresente requisi\u00e7\u00f5es que solicitou e que tenham sido negadas por ele ou que n\u00e3o assinou.<\/p>\n<p>&#8220;Pedi-lhes para fazerem um invent\u00e1rio sobre medicamentos ou materiais dispon\u00edveis e o que falta, mas infelizmente at\u00e9 agora n\u00e3o conseguiram fazer nada! N\u00e3o s\u00e3o t\u00e9cnicos de \u00e1rea, portanto n\u00e3o t\u00eam capacidade de fazer invent\u00e1rios bem como de fazer funcionar a farm\u00e1cia. Para fazer funcionar a farm\u00e1cia \u00e9 preciso ter medicamentos de emerg\u00eancia m\u00e9dica. Temos medicamentos que recebemos atrav\u00e9s de uma doa\u00e7\u00e3o que s\u00e3o para emerg\u00eancia, mas a farm\u00e1cia n\u00e3o tem esses medicamentos, portanto \u00e9 imposs\u00edvel trabalhar neste sentido. Perguntei pessoalmente, por meio de uma investiga\u00e7\u00e3o, de pre\u00e7os de medicamentos de boa qualidade cheguei \u00e0 conclus\u00e3o que realmente s\u00e3o mais baratos do que aquilo que se compra na CECOME e dos Indianos, mas em termos de qualidade, os medicamentos de indianos s\u00e3o in\u00fateis&#8221;, revelou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Por: Epifania Mendon\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[REPORTAGEM] Farm\u00e1cia do maior estabelecimento hospitalar do pa\u00eds, Sim\u00e3o Mendes, vende medicamentos in\u00fateis comprados das m\u00e3os dos indianos. 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