{"id":17385,"date":"2018-06-21T00:01:04","date_gmt":"2018-06-21T00:01:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=17385"},"modified":"2018-06-21T00:01:04","modified_gmt":"2018-06-21T00:01:04","slug":"presidente-jomavlevantamento-de-sancoes-seria-um-premio-para-militares-como-o-meu-legado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=17385","title":{"rendered":"Presidente JOMAV:&#8221;LEVANTAMENTO DE SAN\u00c7\u00d5ES SERIA UM PR\u00c9MIO PARA MILITARES COMO O MEU LEGADO&#8221;\u00a0\u00a0"},"content":{"rendered":"<p>[ENTREVISTA] O Presidente da Rep\u00fablica, Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz (JOMAV), afirmou durante uma entrevista coletiva concedida aos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social nacional e internacional, que o levantamento das san\u00e7\u00f5es impostas pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas contra os militares guineenses que lideraram o golpe de 12 de Abril de 2012 ser\u00e1 um pr\u00e9mio para os militares como o seu legado. Na mesma entrevista, o Chefe de Estado revelou que em v\u00e1rias ocasi\u00f5es defendeu que era chegada a altura de as Na\u00e7\u00f5es Unidas levantarem as san\u00e7\u00f5es, porque, conforme disse, os militares guineenses provaram, atrav\u00e9s da nova lideran\u00e7a, que n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o nenhuma de as san\u00e7\u00f5es continuarem a vigorar \u201cporque s\u00e3o injustas\u201d.<\/p>\n<p>Em\u00a0Maio de 2012, na sequ\u00eancia do golpe de Estado, o Conselho de Seguran\u00e7a da ONU aplicou san\u00e7\u00f5es aos respons\u00e1veis envolvidos na altera\u00e7\u00e3o da ordem Constitucional, entre os quais o general Ant\u00f3nio Indjai, general Mamadu Tur\u00e9, general Estev\u00e3o Na Mena, general Ibraima Camar\u00e1 e o Brigadeiro-general Daba Na Walna. No entanto, Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz manifesta a sua determina\u00e7\u00e3o e afirma que vai insistir junto da ONU para pedir o levantamento das mesmas.<\/p>\n<p>A entrevista coletiva \u00e0 imprensa insere-se no \u00e2mbito da comemora\u00e7\u00e3o de quatro anos de exerc\u00edcio de Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz no cargo de Presidente da Rep\u00fablica assinalados no dia 21 de junho de 2018. Vaz fora empossado como o quarto Chefe de Estado da Guin\u00e9-Bissau, democraticamente eleito, a 21 de Junho de 2014.<\/p>\n<p>Durante a entrevista que durou mais de uma hora e meia, Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz respondeu mais de duas dezenas de quest\u00f5es de jornalistas sobre diferentes assuntos que marcaram os quatro anos do seu exerc\u00edcio a mais alto cargo da magistratura guineense, na qual abordou as raz\u00f5es que motivaram a demiss\u00e3o do executivo liderado por Eng. Domingos Sim\u00f5es Pereira. Igualmente falou da quest\u00e3o do cheque de 500 milh\u00f5es de francos CFA que remetera ao ent\u00e3o Primeiro-Ministro Baciro Dja, destinados \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da Avenida General &#8211; Presidente Jo\u00e3o Bernardo Vieira, bem como da situa\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a na qualidade de um \u00f3rg\u00e3o independente. Sobre esta mat\u00e9ria, Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz defende a necessidade urgente de reformar, n\u00e3o s\u00f3, o setor de justi\u00e7a como tamb\u00e9m o da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica e os da defesa e seguran\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>JOMAV AFIRMA QUE A CONSTITUI\u00c7\u00c3O GUINEENSE \u00c9 FEITA A IMAGEM DE UMA FIGURA<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/jomav-2018.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-17382\" src=\"http:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/jomav-2018-199x300.jpg\" alt=\"\" width=\"199\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/jomav-2018-199x300.jpg 199w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/jomav-2018-768x1160.jpg 768w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/jomav-2018-678x1024.jpg 678w\" sizes=\"auto, (max-width: 199px) 100vw, 199px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Relativamente \u00e0s raz\u00f5es que motivaram a nomea\u00e7\u00e3o de mais de sete Primeiros-Ministros em quatro anos do seu mandato, o Chefe do Estado explicou que o povo guineense esteve sempre presente nas tomadas das suas decis\u00f5es, tendo lembrado que foi eleito pelo povo e que est\u00e1 ali gra\u00e7as ao povo que deve defender. Na sua observa\u00e7\u00e3o, \u201ca pol\u00edtica s\u00f3 \u00e9 nobre, quando trabalhamos em defesa dos interesses comuns&#8221;.<\/p>\n<p>Respondendo \u00e0 quest\u00e3o sobre as raz\u00f5es da nomea\u00e7\u00e3o de sete Primeiros-ministros em quatro anos do seu mandato, Presidente Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz reconheceu que tanto ele como os seus antecessores n\u00e3o fizeram um bom trabalho de casa, porque n\u00e3o foram capazes de atacar corretamente os problemas candentes do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz disse que durante os quatros anos viveu-se uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil, porque, no seu entender, muitos problemas do pa\u00eds podiam ser resolvidos, e que infelizmente n\u00e3o foi o caso. Contudo, admitiu que apenas alguns dos muitos problemas foram resolvidos, mas sem, no entanto, especificar os problemas que alega estarem resolvidos.<\/p>\n<p>&#8220;Qual \u00e9 a miss\u00e3o verdadeira do Presidente da Rep\u00fablica? O Presidente da Rep\u00fablica \u00e9 chefe do Estado, s\u00edmbolo da unidade nacional e n\u00e3o s\u00f3, o Presidente deve tudo fazer para que a vida dos guineenses seja melhor e que seja diferente. Estou triste na medida em que o trabalho de casa que dev\u00edamos fazer n\u00e3o foi feito! N\u00e3o conseguimos dar aquilo que os guineenses verdadeiramente necessitam. V\u00ea-se a fragilidade\u00a0na educa\u00e7\u00e3o, na sa\u00fade bem como o problema de auto-sufici\u00eancia alimentar e o problema da corrup\u00e7\u00e3o. Estamos completamente desviados daquilo que \u00e9 a verdadeira miss\u00e3o dos governantes\u201d, espelhou.<\/p>\n<p>Recordou que depois das elei\u00e7\u00f5es gerais de 2014, os guineenses tinham a esperan\u00e7a de que teriam um pa\u00eds diferente, ou melhor, um pa\u00eds em que todos os guineenses se revessem e que n\u00e3o haveria outros problemas sen\u00e3o realmente p\u00f4r o pa\u00eds a funcionar, mas infelizmente n\u00e3o conseguiram.<\/p>\n<p>&#8220;O Presidente da Rep\u00fablica n\u00e3o tomou nenhuma decis\u00e3o fora da Constitui\u00e7\u00e3o. As decis\u00f5es tomadas pelo Presidente da Rep\u00fablica s\u00e3o decis\u00f5es que respeitam a Constitui\u00e7\u00e3o e as leis do pa\u00eds. A pergunta o porqu\u00ea de sete Primeiros-ministros, durante os meus quatro anos? N\u00f3s temos os desafios cr\u00edticos do pa\u00eds e temos que os resolver, por isso \u00e9 que o povo nos elegeu para resolver de facto esses problemas. Infelizmente, ao longo da caminhada repararmos que ser\u00e1 dif\u00edcil honrar os compromissos e as promessas feitas durante a campanha eleitoral,<strong>\u00a0<\/strong>sobretudo no que tem a ver com o problema de corrup\u00e7\u00e3o e desvios dos procedimentos. Para al\u00e9m desses fen\u00f3menos, n\u00e3o conseguimos atingir significativamente o que t\u00ednhamos em rela\u00e7\u00e3o a setor da educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e das infraestruturas. Portanto, tivemos muitas dificuldades em resolver esses problemas. Infelizmente, isso pesou muito nas decis\u00f5es do Presidente\u201d, notou.<\/p>\n<p>Referiu, no entanto, que os diferentes governos e Primeiros-ministros nomeados n\u00e3o foram capazes de atender as necessidades do povo, tendo afirmado que o facto de n\u00e3o terem conseguido, o Presidente da Rep\u00fablica foi obrigado a tomar a sua decis\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Ningu\u00e9m toma essa decis\u00e3o por tomar! Ningu\u00e9m toma essas decis\u00f5es de \u00e2nimo leve ou porque quer tom\u00e1-las, n\u00e3o. Tem de tomar essas decis\u00f5es, levando em conta os interesses do pa\u00eds e do nosso povo, mas, sobretudo baseando na ideia de que a Guin\u00e9 deve ser de todos e para todos. Devido a tudo isto, o pa\u00eds foi obrigado de facto a ter sete\u00a0\u00a0Primeiros-ministros, durante os quatro anos do nosso mandato\u201d, ressalvou.<\/p>\n<p>Interrogado sobre a alegada interfer\u00eancia no trabalho de Governo que se presume tenha resultado nas consecutivas nomea\u00e7\u00f5es de Primeiros-ministros, o Chefe de Estado esclareceu que n\u00e3o interfere apenas por interferir nas a\u00e7\u00f5es de governa\u00e7\u00e3o. Contudo, adiantou que sempre que teve de inferir respeita a lei, e que \u201cinfelizmente h\u00e1 pessoas que n\u00e3o sabem ou desconhecem o poder do Presidente\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;O Presidente da Rep\u00fablica pode presidir tantas e quantas vezes quiser o Conselho de Ministros. \u00c9 um poder de Presidente. \u00c9 verdade que esta Constitui\u00e7\u00e3o foi feita a imagem de uma figura e talvez hoje n\u00e3o seja esta figura que est\u00e1 a vossa frente! O Presidente podia presidir toda a legislatura e todo o Conselho de Ministros, ningu\u00e9m impede o Presidente de o fazer. O Presidente n\u00e3o o fez para evitar m\u00e1s interpreta\u00e7\u00f5es. Por isso n\u00f3s n\u00e3o interferimos na governa\u00e7\u00e3o. Simplesmente, temos um desafio cr\u00edtico. Quando h\u00e1 desafios cr\u00edticos a serem postos em causa, o Presidente \u00e9 obrigado a fazer \u00e0s vezes as mudan\u00e7as ou as interven\u00e7\u00f5es que nos olhos do cidad\u00e3o guineense podem n\u00e3o ser bem interpretadas. A verdade \u00e9 que nada fizemos para al\u00e9m daquilo que \u00e9 nossa prorrogativa constitucional\u201d, observou.<\/p>\n<p>Ainda sobre as diverg\u00eancias com o seu partido (PAIGC), Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz esclareceu que n\u00e3o tem e que nunca teve diverg\u00eancia alguma com o seu partido: Todavia, lembrou que serviu o PAIGC com muito orgulho.<\/p>\n<p>&#8220;Eu era militante ativo deste partido e fiz tudo que esteve ao meu alcance. Ajudei o partido em situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis, portanto n\u00e3o posso de forma alguma aceitar que haja diverg\u00eancias com o meu partido. Nunca poderia ter, porque estou sentado aqui hoje gra\u00e7as ao meu partido e ao povo guineense. \u00c9ramos nove candidatos nas prim\u00e1rias do partido para as elei\u00e7\u00f5es presidenciais e sa\u00ed como o candidato do PAIGC para as presidenciais. Gra\u00e7as ao partido estou sentado nesta cadeira. Ent\u00e3o, nunca poderia estar contra o PAIGC\u201d, disse, reafirmando que em nenhum momento esteve em diverg\u00eancia com o PAIGC.<\/p>\n<p>Sobre a figura de Augusto Olivais que outrora era considerado o nome consensual escolhido nas negocia\u00e7\u00f5es de Conacri para dirigir o governo, nega que o nome de Olivais tenha sido escolhido para ser nomeado como o Primeiro-ministro. Afasta qualquer possibilidade de a sua suposta diverg\u00eancia com o seu partido esteja na base da sua declara\u00e7\u00e3o em recusar Augusto Olivais como nome de consenso encontrado em Conacri para chefiar o Governo. Contou que para nomear um Primeiro-ministro \u00e9 preciso ter duas coisas importantes, ou seja, \u00e9 preciso que a pessoa nomeada tenha a capacidade de fazer passar o Programa do Governo e o Or\u00e7amento Geral do Estado (OGE) no Parlamento.<\/p>\n<p>Acrescenta que depois das reuni\u00f5es mantidas com todas as partes envolvidas no processo concluiu que\u00a0\u00a0Olivais n\u00e3o reunia consensos para fazer passar o programa do governo e OGE, sustentando que essa \u00e9 a raz\u00e3o \u00a0pela qual Augusto Olivais n\u00e3o foi nomeado Primeiro-ministro da Guin\u00e9-Bissau, porque a sua figura n\u00e3o reuniu consensos.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz nega ter sido coagido pela CEDEAO com a imposi\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es ao PRS, Grupo dos 15, Procurador-geral da Rep\u00fablica e o seu pr\u00f3prio filho e nem ter\u00e3o influenciado na forma\u00e7\u00e3o do governo de consenso dirigido por Aristides Gomes. Segundo Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz, em nenhum momento sentiu a press\u00e3o da comunidade internacional para influenciar a sua tomada de decis\u00e3o. Acrescentou que o consenso chegado \u00e9 resultado do entendimento chegado pelos pr\u00f3prios guineenses atrav\u00e9s de um di\u00e1logo, deixando de lado tudo aquilo que lhes dividia desde o in\u00edcio da crise despoletada com a demiss\u00e3o do governo de Domingos Sim\u00f5es Pereira, em Agosto de 2015.<\/p>\n<p>Real\u00e7ou que a solu\u00e7\u00e3o chegada foi gra\u00e7as \u00e0 figura do Bispo de Bissau, Dom Jos\u00e9 Camnate Na Bissing e das mulheres facilitadoras, bem como a interven\u00e7\u00e3o da sociedade civil que deram as suas contribui\u00e7\u00f5es para que se possa encontrar uma solu\u00e7\u00e3o \u00e0 crise.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 por causa da comunidade internacional \u00e9 que se conseguiu resolver a crise, mas sim foi a iniciativa dos guineenses e sinto-me feliz que a referida iniciativa tenha resultado bem\u201d, real\u00e7a.<\/p>\n<p>No que concerne ao argumento apresentado de corrup\u00e7\u00e3o para exonerar o Governo de Domingos Sim\u00f5es Pereira e tr\u00eas anos depois o Minist\u00e9rio P\u00fablico n\u00e3o conseguiu indiciar o l\u00edder do PAIGC, explica que ele enquanto Presidente recebe no seu trabalho de dia-a-dia muitas informa\u00e7\u00f5es sobre a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica, pol\u00edtica e social do pa\u00eds e que \u00e9 na base destas informa\u00e7\u00f5es recebidas que fez a chamada de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 comunidade interna sobre os desvios de procedimento no aparelho do Estado, tendo frisado que neste sentido n\u00e3o compete ao Presidente tomar algumas decis\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o da sua compet\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8220;A corrup\u00e7\u00e3o \u00e9 terr\u00edvel para a Guin\u00e9-Bissau e para os guineenses. Est\u00e1 a corroer a nossa economia e n\u00e3o deixa avan\u00e7ar o pa\u00eds! Chamei aten\u00e7\u00e3o e compete a quem do direito resolver esse problema, mas podemos ver mais a frente de que algum trabalho est\u00e1 a ser feito neste sentido. Compete ao poder judicial resolver esse problema, portanto tenho informa\u00e7\u00e3o que o Tribunal de Contas j\u00e1 colocou as informa\u00e7\u00f5es no Minist\u00e9rio P\u00fablico, mas infelizmente at\u00e9 hoje esses problemas n\u00e3o est\u00e3o resolvidos\u201d, lamentou, indicando que a resolu\u00e7\u00e3o destes problemas n\u00e3o compete ao Presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>Relativamente a \u00faltimos relat\u00f3rios do Tribunal de Contas da Guin\u00e9-Bissau resultantes de auditorias feitas \u00e0s institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do pa\u00eds que denunciam graves irregularidades na gest\u00e3o do er\u00e1rio p\u00fablico, Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz disse que Presidente da Rep\u00fablica funciona ao abrigo da Constitui\u00e7\u00e3o e demais Leis da Rep\u00fablica. Informou, no entanto, que h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es para nomea\u00e7\u00e3o do Procurador-Geral da Rep\u00fablica, que tem que ser uma figura da confian\u00e7a do Chefe de Estado e, em princ\u00edpio, escolhida com base na compet\u00eancia.<\/p>\n<p>&#8220;Partimos de princ\u00edpio que ao nomear Ant\u00f3nio, M\u2019bana, Joaquim&#8230; temos a confian\u00e7a de que essa pessoa ir\u00e1 fazer um bom trabalho, ou seja, ir\u00e1 servir de fato os interesses dos guineenses. Os procuradores que foram indicados para exercer o cargo foram indicados na base disto. Agora se conseguiram de fato resolver ou n\u00e3o o problema a esta pergunta n\u00e3o devia ser dirigida ao Presidente da Rep\u00fablica, mas, sim, devia ser dirigida diretamente ao Procurador-Geral da Rep\u00fablica\u201d, assinala o estadista guineense.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz salientou que, de acordo com as informa\u00e7\u00f5es que tem at\u00e9 aqui, o procurador sozinho n\u00e3o pode fazer nada, porque os detentores dos processos agem de acordo com as suas consci\u00eancias e as leis da Rep\u00fablica, acrescentando que tanto o procurador como o Presidente n\u00e3o pode orientar os detentores dos processos sobre como agir durante seus trabalhos nos processos. \u2013 \u201cNem o Presidente da Rep\u00fablica tem poderes de dizer ao Procurador-Geral da Rep\u00fablica para n\u00e3o tomar esta ou aquela posi\u00e7\u00e3o, ele \u00e9 respons\u00e1vel por um \u00f3rg\u00e3o judicial e age tamb\u00e9m conforme a sua consci\u00eancia e as leis do pa\u00eds, assim como todos os magistrados do Minist\u00e9rio P\u00fablico agem de acordo com as suas consci\u00eancias e as leis\u201d.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz aproveitou ainda para esclarecer que o Chefe do Estado n\u00e3o pode interferir no poder judicial e nem pode influenciar uma determinada decis\u00e3o judicial, porque n\u00e3o tem poder de o fazer. Presidente da Rep\u00fablica sublinha que o poder judicial \u00e9 independente e aut\u00f3nomo. Lembra que tanto os magistrados como o pr\u00f3prio Procurador-Geral da Rep\u00fablica agem de acordo com a sua consci\u00eancia e as leis. No entender de JOMAV, se tentar imiscuir-se nas decis\u00f5es dos magistrados, eles podem levantar um processo contra o Chefe do Estado, sublinhando que ele (Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz) defende que os magistrados continuem a agir de acordo com suas consci\u00eancias e as leis, apesar de ser apologista da celeridade dos processos.<\/p>\n<p><strong>SEM REFORMA NA JUSTI\u00c7A, JOVENS N\u00c3O CONHECER\u00c3O DIAS MELHORES NESTE PA\u00cdS<\/strong><\/p>\n<p>O Chefe de Estado diz que nomeou tr\u00eas Procuradores-Gerais da Rep\u00fablica, porque acreditou que cada figura nomeada conseguiria endireitar a justi\u00e7a da Guin\u00e9-Bissau. Aos olhos de Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz, o sistema judici\u00e1rio guineense precisa de uma reforma que diz ser urgente e importante \u2013 \u2018doa a quem doer\u2019, alertando que se isso n\u00e3o for o caso, os jovens n\u00e3o conhecer\u00e3o dias melhores neste pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a sua poss\u00edvel recandidatura \u00e0s pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es presidenciais, disse que o pa\u00eds est\u00e1 a um ano das elei\u00e7\u00f5es presidenciais, tendo frisado que todos os guineenses e incluindo ele pr\u00f3prio est\u00e3o todos empenhados para que o dia 18 de Novembro seja de facto o dia das elei\u00e7\u00f5es legislativas.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos todos a trabalhar para que essas elei\u00e7\u00f5es tenham lugar no mesmo dia e para que todos os guineenses possam escolher os seus deputados e, qui\u00e7\u00e1, o seu Primeiro-ministro. O que n\u00f3s gostar\u00edamos neste momento \u00e9 ver o caminho at\u00e9 l\u00e1 em que n\u00e3o haja problemas e que todo o guineense se sinta bem e que todos devem trabalhar para que essas elei\u00e7\u00f5es tenham um sucesso. Em que os resultados n\u00e3o ser\u00e3o contestados por ningu\u00e9m e que todos os guineenses se sintam bem durante esse per\u00edodo eleitoral e que os resultados sejam aceites pelos guineenses e pelos nossos parceiros\u201d, referiu.<\/p>\n<p>Avan\u00e7ou que de momento toda a energia e inclusive do Presidente da Rep\u00fablica est\u00e1 concentrada no processo das elei\u00e7\u00f5es legislativas, tendo assegurado que depois das elei\u00e7\u00f5es legislativas estar\u00e1 em melhores condi\u00e7\u00f5es para se pronunciar se se recandidata ou n\u00e3o \u00e0s pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es presidenciais. Sublinhou que agora est\u00e1 empenhado e determinado para que as elei\u00e7\u00f5es de 18 de Novembro tenham lugar, num ambiente que permita todos exercer a verdadeira democracia guineense e colocar no Parlamento os deputados e que ganhe o melhor.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao financiamento das elei\u00e7\u00f5es legislativas, Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz revelou que atualmente o or\u00e7amento das elei\u00e7\u00f5es est\u00e1 acima de dez milh\u00f5es de d\u00f3lares norte-americanos, tendo frisado que o or\u00e7amento est\u00e1 acima do valor de 7,7 milh\u00f5es de d\u00f3lares avan\u00e7ados pela imprensa.<\/p>\n<p><strong>JOMAV SUGERE A REFORMA NA JUSTI\u00c7A COMO SOLU\u00c7\u00c3O PARA PROBLEMAS DE LENTID\u00c3O E CORRUP\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/jomav.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-17384\" src=\"http:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/jomav-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/jomav-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/jomav.jpg 720w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Falando sobre a situa\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a que \u00e9 muito criticada pela sociedade no que concerne a sua lentid\u00e3o, a burocracia e em particular a situa\u00e7\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o denunciada pela popula\u00e7\u00e3o, Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz disse que est\u00e1 muito preocupado com a quest\u00e3o da justi\u00e7a. Contudo, lembrou que a Constitui\u00e7\u00e3o define de forma clara os poderes do Presidente, do Executivo, Legislativo e Judicial.<\/p>\n<p>Salientou neste particular que o Presidente da Rep\u00fablica n\u00e3o pode imiscuir-se noutros poderes. Acrescentou que o poder judicial \u00e9 um poder aut\u00f3nomo e independente,\u00a0\u00a0raz\u00e3o pela qual n\u00e3o pode interferir-se nele tanto como guineense e como Presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>&#8220;A solu\u00e7\u00e3o para esses problemas tem que ser na base daquilo que que se come\u00e7ou h\u00e1 muitos anos, a reforma na Fun\u00e7\u00e3o P\u00fablica, a reforma no poder judicial e a reforma a n\u00edvel dos setores da defesa e seguran\u00e7a. S\u00e3o essas reformas que poder\u00e3o de facto ajudar na sa\u00edda da situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil em que n\u00f3s estamos hoje, porque n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o poder judicial \u00e9 que est\u00e1 neste momento na situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil. A Fun\u00e7\u00e3o P\u00fablica tem problemas s\u00e9rios e o Estado vive acima das suas possibilidades. \u00c9 preciso a reforma e adequar as necessidades aos recursos do pa\u00eds e a mesma situa\u00e7\u00e3o se regista a n\u00edvel das for\u00e7as da defesa e seguran\u00e7a\u201d, rematou.<\/p>\n<p>Considera de grave aquilo que acontece na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e no setor da justi\u00e7a e denuncia \u00a0que os mais velhos recusam dar o espa\u00e7o aos jovens mais qualificados que est\u00e3o a sair hoje das universidades.<\/p>\n<p>&#8220;A Fun\u00e7\u00e3o P\u00fablica est\u00e1 completamente ocupada por pessoas que poderiam deixar os mais jovens ou os mais qualificados assumirem diferentes dire\u00e7\u00f5es da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Diariamente, muitos oficiais passam aqui para pedir ao Presidente que querem voltar para a casa, mas isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel atrav\u00e9s da reforma. N\u00e3o havendo a reforma, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel resolver os problemas da justi\u00e7a, das for\u00e7as da defesa e seguran\u00e7a e da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica. A solu\u00e7\u00e3o de todos esses problemas evocados todos os dias chama-se a reforma. E n\u00e3o \u00e9 mat\u00e9ria da compet\u00eancia do Presidente da Rep\u00fablica, mas sim de todos n\u00f3s\u201d, notou.<\/p>\n<p>Indagado se concorda que a nomea\u00e7\u00e3o do Procurador-Geral da Rep\u00fablica deve passar a ser feita pelos seus pares e com um mandato determinado, chefe de Estado disse que a figura do Procurador-Geral da Rep\u00fablica funciona em estreita observ\u00e2ncia \u00e0 lei. Frisou que o Presidente n\u00e3o \u00e9 o fazedor da lei e o mesmo compete a outro \u00f3rg\u00e3o de soberania, mas insiste que \u00e9 o cumpridor da lei.<\/p>\n<p>&#8220;Se porventura a lei assim o quis, o Presidente n\u00e3o tem outra coisa a fazer a n\u00e3o ser cumpri-la. Esta \u00e9 a minha miss\u00e3o, ali\u00e1s, a Constitui\u00e7\u00e3o \u00e9 clara neste sentido. O Presidente deve cumprir a lei e fazer cumprir tamb\u00e9m a lei. Estou aqui de facto para cumprir a lei, portanto n\u00e3o posso tomar nenhuma decis\u00e3o que esteja fora da lei\u201d, espelhou, lamentando as cr\u00edticas que s\u00e3o feitas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 falta das infraestruturas na Guin\u00e9-Bissau, ou seja, n\u00e3o houve nenhum salto qualitativo que ilustre um desenvolvimento infra-estrutural no pa\u00eds. Em rea\u00e7\u00e3o \u00e0s cr\u00edticas, o Chefe de Estado defendeu que houve alguma coisa em termos do desenvolvimento, tendo exemplificado a constru\u00e7\u00e3o de dois hot\u00e9is de luxo ao longo das Avenidas Francisco Mendes e Am\u00edlcar Cabral.<\/p>\n<p>&#8220;Se olharem para o interior, sobretudo no ano passado em que correu bem a campanha da castanha de caju v\u00e3o encontrar casas novas com folhas do zinco e pain\u00e9is solares. E v\u00e3o encontrar motorizadas e at\u00e9 viaturas, como tamb\u00e9m encontrar\u00e3o mais escolas e fam\u00edlias dispon\u00edveis e em condi\u00e7\u00f5es de financiar a educa\u00e7\u00e3o dos seus pr\u00f3prios filhos\u201d, vincou.<\/p>\n<p><strong>CHEFE DE ESTADO RECONHECE QUE O PA\u00cdS DEIXOU DE RECEBER INVESTIMENTOS INTERNACIONAIS<\/strong><\/p>\n<p>Referindo-se ao cancelamento de apoios do desenvolvimento da parte da comunidade internacional devido \u00e0 crise pol\u00edtica, Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz recordou que ocupou a pasta das Finan\u00e7as no passado, portanto n\u00e3o duvida que o pa\u00eds deixou de receber investimentos internacionais. Informou que o pa\u00eds vive de tr\u00eas coisas, nomeadamente de ajuda p\u00fablica ao desenvolvimento (comunidade internacional), dos seus pr\u00f3prios recursos e vive dos empr\u00e9stimos.<\/p>\n<p>&#8220;A comunidade internacional nunca virou as costas \u00e0 Guin\u00e9-Bissau neste sentido. Os apoios continuam e espero que v\u00e3o continuar. \u00c0s vezes as pessoas pensam que a Guin\u00e9-Bissau perdeu muito nos \u00faltimos tempos com a comunidade internacional, mas o que n\u00e3o conseguimos \u00e9 trazer os empres\u00e1rios para o pa\u00eds. O que a Guin\u00e9-Bissau de facto n\u00e3o conseguiu s\u00e3o os empr\u00e9stimos, mas n\u00e3o \u00e9 a Guin\u00e9-Bissau que decide sobre isto\u201d, disse.<\/p>\n<p>Avan\u00e7ou que a Guin\u00e9 tem um programa com o Fundo Monet\u00e1rio Internacional, tendo lembrado aos guineenses que h\u00e1 crit\u00e9rios para ter acesso aos recursos externos na base dos empr\u00e9stimos concessionais com os juros mais baixos. Reconheceu ainda que na verdade a Guin\u00e9-Bissau n\u00e3o recebeu muitos investimentos e n\u00e3o conseguiu muitos empr\u00e9stimos internacionais.<\/p>\n<p>Advertiu, no entanto, que os guineenses precisam trabalhar mais e criar condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para que haja investimento externo, como tamb\u00e9m respeitar o compromisso que tem com o Fundo Monet\u00e1rio Internacional. Salientou ainda que a ajuda p\u00fablica para o desenvolvimento diminuiu-se hoje e n\u00e3o \u00e9 apenas para a Guin\u00e9-Bissau, mas sim para todo o mundo e que todos os pa\u00edses mais fracos queixam-se dessa redu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Instado a esclarecer a hist\u00f3ria do cheque de 500 milh\u00f5es de francos CFA destinados \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da Avenida Jo\u00e3o Bernardo Nino Vieira e que o ex-Primeiro-Ministro Baciro Dj\u00e1 alega ter devolvido ao Presidente da Rep\u00fablica, JOMAV lembra que entregou referido cheque publicamente e que o ato foi testemunhado pela comunica\u00e7\u00e3o social que falou sobre o assunto.<\/p>\n<p>&#8220;Se o ent\u00e3o Primeiro-Ministro disse ter entregado de volta o cheque de 500 milh\u00f5es de francos CFA ao Presidente da Rep\u00fablica deve apresentar provas da entrega e devolu\u00e7\u00e3o deste cheque&#8221;,\u00a0 desafiou.<\/p>\n<p>Questionado sobre o que pretende fazer para incentivar o levantamento das san\u00e7\u00f5es impostas pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas aos militares guineenses protagonistas de golpe de 2012 devido \u00e0 postura republicana que t\u00eam tido nos \u00faltimos anos e elogiada pela comunidade internacional, disse que v\u00e1rias vezes defendeu que era a altura das Na\u00e7\u00f5es Unidas levantarem as san\u00e7\u00f5es, porque, segundo disse, os militares provaram, atrav\u00e9s da nova lideran\u00e7a, que n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o nenhuma de as san\u00e7\u00f5es que considera \u201cinjustas\u201d continuarem a vigorar.<\/p>\n<p>&#8220;Eu n\u00e3o tenho poupado os esfor\u00e7os neste sentido. Todas as vezes que tive a oportunidade de falar com os membros da comunidade internacional, uma das preocupa\u00e7\u00f5es minhas \u00e9 pedir o levantamento das san\u00e7\u00f5es impostas contra os militares guineenses. Seria um pr\u00e9mio pelo trabalho que est\u00e3o a fazer, mas tamb\u00e9m seria um pr\u00e9mio que vou deixaria aos militares como o meu legado. Durante o meu mandato n\u00e3o houve pelo menos um \u00fanico tiro nos quarteis e nem houve golpe do Estado, mas, sobretudo porque os militares submeteram-se ao poder pol\u00edtico\u201d, ressalvou.<\/p>\n<p>JOMAV<strong>: &#8220;VOU CONTINUAR A COMBATER POR PRE\u00c7O DE MIL FRANCOS CFA DE CASTANHA&#8221;<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/jomav-pr.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-17383\" src=\"http:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/jomav-pr-300x199.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/jomav-pr-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/jomav-pr-768x509.jpg 768w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/jomav-pr-1024x678.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Sobre a campanha de comercializa\u00e7\u00e3o da castanha de caju deste ano que se considera de fracasso por culpa de Presidente da Rep\u00fablica, Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz disse que acredita que \u00e9 poss\u00edvel ainda comprar o produto a um pre\u00e7o de mil francos CFA por quilo junto do produtor guineense.<\/p>\n<p>&#8220;Voc\u00eas n\u00e3o podem dizer que o Presidente \u00e9 culpado ou se sente culpado disto, porque n\u00e3o foi a decis\u00e3o do Presidente. O ent\u00e3o Primeiro-ministro reuniu-se com o seu elenco governamental na altura chegou \u00e0 conclus\u00e3o que era poss\u00edvel que a castanha fosse comprada a um pre\u00e7o de mil francos cfa este ano. Continuo a defender para que a nossa economia possa avan\u00e7ar nos pr\u00f3ximos tempos, pelo que \u00e9 importante criar as condi\u00e7\u00f5es para que o produtor tenha mais rendimento e trazer mais investimentos no sector agr\u00edcola\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Assegurou que n\u00e3o se sente culpado e que continua a defender o pre\u00e7o de mil francos cfa, prometendo, no entanto, que \u201cvou continuar a combater por este pre\u00e7o, n\u00e3o \u00e9 o meu pre\u00e7o, mas sim da Guin\u00e9-Bissau. Porque foi uma decis\u00e3o dos ministros e do Primeiro-ministro. Eu, simplesmente anunciei o pre\u00e7o porque o governo assim decidiu e os r\u00e9gulos tamb\u00e9m assim decidiram. Simplesmente, sou o porta-voz dos r\u00e9gulos e do pr\u00f3prio governo\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;Eu n\u00e3o me sinto culpado e a campanha ainda n\u00e3o acabou. O produto ainda continua no terreno. O produtor \u00e9 guineense e a castanha de caju \u00e9 nossa, portanto n\u00f3s devemos defender aquilo que \u00e9 nosso. E n\u00e3o vou baixar os bra\u00e7os perante este combate! N\u00e3o sou uma pessoa para deixar na primeira esquina um desafio que eu sei \u00e9 de interesse de todos e, sobretudo dos mais fracos\u201d, disse o Chefe de Estado, que, entretanto, afirmou que n\u00e3o vai ganhar nada com a compra da castanha de caju, porque, conforme disse, n\u00e3o tem a planta\u00e7\u00e3o da castanha e nem a sua fam\u00edlia deixou planta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz insiste que est\u00e1 em defesa dos produtores da castanha de caju, ou seja, daquilo que considera \u201cuma causa justa\u201d, por isso sustenta que n\u00e3o vai baixar os bra\u00e7os e que muito menos aceitar\u00e1 que seja tratado pelas pessoas como culpado pelo fracasso do presente ano agr\u00edcola de caju. Acrescentou ainda que est\u00e1 confiante que as pessoas v\u00e3o precisar da castanha de caju. Neste sentido, aconselha que n\u00e3o h\u00e1 motivos para o alarmismo.<\/p>\n<p>&#8220;Se \u00e9 para perder, j\u00e1 perdemos. J\u00e1 vendemos a castanha a 25 francos cfa por quilo, vamos lutar! Na vida ningu\u00e9m oferece nada de bandeja a ningu\u00e9m. Vamos lutar e vamos continuar a lutar pelo pre\u00e7o de mil francos cfa\u201d, defendeu.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 mudan\u00e7a do projeto <em>mon na lama<\/em> para a funda\u00e7\u00e3o <em>mon na lama<\/em>, em particular da quest\u00e3o da quantidade do arroz produzido em 2017, no seu campo agr\u00edcola, na sua terra natal, chefe de Estado guineense justificou que a mudan\u00e7a do projeto para a funda\u00e7\u00e3o visa permitir a maior estabilidade do projeto e adapt\u00e1-lo a maior autonomia administrativa e financeira. Revelou na ocasi\u00e3o que o objetivo \u00e9 criar uma escola de forma\u00e7\u00e3o para a prepara\u00e7\u00e3o dos jovens interessados em desenvolver atividades de campo, de formas a trabalhar para o desenvolvimento da economia.<\/p>\n<p>Falando da raz\u00e3o da nomea\u00e7\u00e3o do Artur Silva, Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz admitiu que o nome do Artur Silva n\u00e3o constava da lista que deixara em Conacri, como candidato ao Chefe do Governo. E justifica que decidiu nomear Artur Silva para chefiar o Executivo, porque Artur Silva \u00e9 um homem competente, trabalhador e uma pessoa que durante a crise se posicionou longe e de forma isenta. Aos olhos de JOMAV, Artur Silva apresentava-se como uma figura de consenso que, no seu entender, podia facilitar o processo se fosse nomeado Primeiro-ministro.<\/p>\n<p>&#8220;Artur Silva foi um grande dirigente do Partido Africano da Independ\u00eancia da Guin\u00e9 e Cabo Verde (PAIGC) e demonstrou que \u00e9 uma pessoa que vive o partido. Fez tudo que estava ao seu alcance para salvar o congresso do partido. Pensei com tudo isso que o nome dele poderia ser o mais consensual, a pessoa que seria aceite por todas as partes, sem problemas. Ele nunca baixou os bra\u00e7os e lutou at\u00e9 ao \u00faltimo dia da sua presen\u00e7a na prematura\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>JOMAV DEFENDE QUE H\u00c1 LIBERDADE DE IMPRENSA E DE MANIFESTA\u00c7\u00c3O NO PA\u00cdS<\/strong><\/p>\n<p>Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz diz acreditar que as liberdades de imprensa, de manifesta\u00e7\u00e3o e de express\u00e3o far\u00e3o parte do seu legado na chefia do Estado da Guin\u00e9-Bissau, apesar de todas as cr\u00edticas feitas contra a sua pessoa em como ter\u00e1 perpetrado repress\u00f5es contra algumas manifesta\u00e7\u00f5es e autoridades. Disse, no entanto, que n\u00e3o tem mem\u00f3ria de se alguma vez ou algum dia houve repress\u00e3o \u00e0 liberdade de express\u00e3o, de imprensa e de manifesta\u00e7\u00e3o no seu reinado, recordando da primeira vez que os manifestantes foram \u00e0 Pra\u00e7a de Imp\u00e9rio manifestar em rente \u00e0 sede do Pal\u00e1cio da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>&#8220;Fiquei feliz em ver pessoas em frente \u00e0 sede do Pal\u00e1cio, gozando a sua liberdade que a lei lhes assiste\u201d, real\u00e7ou.<\/p>\n<p>No que tange a algumas proibi\u00e7\u00f5es, o Chefe do Estado disse que isto \u00e9 da compet\u00eancia do Governo que tem uma estrutura espec\u00edfica que se ocupa de autorizar ou n\u00e3o as manifesta\u00e7\u00f5es, que diz n\u00e3o ter conhecimento. E garante que se soubesse usaria a sua influ\u00eancia para pedir satisfa\u00e7\u00e3o ao chefe de Executivo, acrescentando que \u201ctemos que estar habituados a conviver com isto\u2019, alertando ainda que h\u00e1 tamb\u00e9m leis, per\u00edmetros e espa\u00e7os que devem ser respeitados\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;Havendo respeito \u00e0 lei, n\u00e3o vejo o porqu\u00ea \u00e9 que v\u00e3o impedir as manifesta\u00e7\u00f5es na Guin\u00e9-Bissau, tudo quanto eu sei isso far\u00e1 parte do meu mandato, ou seja, no mandato de Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz, Presidente da Rep\u00fablica, h\u00e1 liberdade de express\u00e3o, de imprensa e de manifesta\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou o chefe de Estado. E promete lutar por isso.<\/p>\n<p>JOMAV<strong>: &#8220;GUINEENSES N\u00c3O EST\u00c3O PREPARADOS PARA EXPLORAR RECURSOS NATURAIS&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Sobre os hidrocarbonetos numa futura explora\u00e7\u00e3o conjunta com o Senegal, Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz come\u00e7ou por detalhar que o pa\u00eds acaba de nomear um novo Secret\u00e1rio-geral da Ag\u00eancia de Gest\u00e3o de Coopera\u00e7\u00e3o entre Guin\u00e9-Bissau e Senegal na pessoa do ex-Primeiro-ministro, Artur Silva, que assumiu as fun\u00e7\u00f5es recentemente. Contudo, deixa esperan\u00e7a de que \u00e9 um assunto que merecer\u00e1 muita boa aten\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, porque \u00e9 um tema muito delicado. Na observa\u00e7\u00e3o de Chefe de Estado, a entrevista n\u00e3o era o espa\u00e7o ideal para abordar a situa\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o dos hidrocarbonetos com o Senegal. Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz acredita que Artur Silva \u00e9 um patriota que defender\u00e1 os interesses do pa\u00eds na ag\u00eancia, onde o estadista defende o equil\u00edbrio de interesses, enaltecendo a rela\u00e7\u00e3o de vizinhan\u00e7a, de amizade e de harmonia entre os dois pa\u00edses, tra\u00e7os que devem ser respeitados e preservados.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 explora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais, o Presidente da Rep\u00fablica referiu que o pa\u00eds n\u00e3o est\u00e1 ainda preparado para iniciar a explora\u00e7\u00e3o dos seus recursos naturais e sustenta que processos de explora\u00e7\u00f5es desta natureza exigem uma grande responsabilidade e um bom n\u00edvel de prepara\u00e7\u00e3o, sobretudo nos dom\u00ednios da defesa e seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;Eu acho que os guineenses n\u00e3o est\u00e3o \u00e0 altura e nem preparados, neste momento, para iniciar a explora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais, porque se esse assunto n\u00e3o for analisado bem beneficiar\u00e1 apenas uma d\u00fazia de indiv\u00edduos. N\u00f3s precisamos formar melhor os guineenses para que amanh\u00e3 possam estar melhor preparados e em condi\u00e7\u00f5es de poder iniciar a explora\u00e7\u00e3o dos seus recursos de forma racional em benef\u00edcio dos interesses do pa\u00eds e do povo guineense\u201d, refor\u00e7ou.<\/p>\n<p>JOMAV disse que n\u00e3o tem conhecimento das informa\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o de recursos naturais, mas sublinhou que se fala de\u00a0<em>areias pesadas, do fosfato e de pedra de constru\u00e7\u00e3o civil\u00a0<\/em>que<em>\u00a0<\/em>\u00e9 exportada para um dos pa\u00edses vizinhos, que o pr\u00f3prio n\u00e3o revelou. Todavia, disse que espera que o pa\u00eds ganhe alguma coisa com as suas explora\u00e7\u00f5es, lembrando que as areias pesadas de Varela (a norte) e o fosfato de Farim (tamb\u00e9m norte do pa\u00eds) ainda est\u00e3o em fase de prospec\u00e7\u00e3o. Segundo Presidente da Rep\u00fablica, se se dependesse dele n\u00e3o mexeria nos recursos naturais da Guin\u00e9-Bissau, os deixaria at\u00e9 quando os guineenses estiverem mais bem preparados para assumir os destinos da explora\u00e7\u00e3o dos seus recursos naturais para servir o pa\u00eds e seu povo.<\/p>\n<p>No cap\u00edtulo do alegado tr\u00e1fico de drogas no pa\u00eds, segundo os relat\u00f3rios internacionais, sobretudo das Na\u00e7\u00f5es Unidas, o Chefe do Estado disse que no \u00faltimo Conselho de Seguran\u00e7a abordou-se seriamente a quest\u00e3o de alegado tr\u00e1fico de droga no territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>&#8220;No \u00faltimo Conselho de Seguran\u00e7a da ONU fiquei feliz e achei que todos os guineenses ficaram felizes da forma como falaram da Guin\u00e9-Bissau, sobretudo no que toca com um Primeiro-ministro de consenso e um Governo inclusivo e abertura de muitas oportunidades para o pa\u00eds. Infelizmente, vem assombrar o problema do tr\u00e1fico de droga (que \u00e9 um assunto muito preocupante) que deve ser assumido por n\u00f3s, os guineenses. N\u00f3s temos que fazer avalia\u00e7\u00e3o, se devemos continuar na boca do mundo ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>A imagem da situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds conforme \u00e9 tratada, temos que ter essa consci\u00eancia dela e sobre este assunto. H\u00e1 a\u00e7\u00f5es que est\u00e3o a ser empreendidas, este lugar n\u00e3o \u00e9 um lugar para falar sobre isso. A \u00fanica coisa que fiz, fui ao Estado-maior e tamb\u00e9m fui ao Minist\u00e9rio do Interior falar com as for\u00e7as da defesa e seguran\u00e7a para pedir apoio e ajuda para unirmos as for\u00e7as para combater este flagelo, mas aqui n\u00e3o \u00e9 lugar apropriado para falar de tudo que est\u00e1 a ser feito\u201d, sustentou.<\/p>\n<p>Pediu, contudo, a uni\u00e3o no seio dos guineenses e trabalhar juntos para resolver este flagelo, acrescentando que ningu\u00e9m vir\u00e1 de fora para solucionar a situa\u00e7\u00e3o de alegado tr\u00e1fico de droga no pa\u00eds. Acredita que na unidade, na coes\u00e3o e solidariedade \u00e9 que os guineenses podem decidir e dizer, numa s\u00f3 voz, que a droga n\u00e3o pode fazer parte do dia-a-dia dos guineenses e da Guin\u00e9-Bissau.<\/p>\n<p>&#8220;Temos que nos levantar para combater a droga ferozmente, ningu\u00e9m pode gostar da Guin\u00e9-Bissau mais do que guineenses, a imagem da Guin\u00e9-Bissau ningu\u00e9m ganha com isto, toda gente perde com isso. E n\u00f3s todos temos a ganhar atrav\u00e9s de uma imagem positiva do nosso pa\u00eds, ent\u00e3o temos que trabalhar para acabar com isto de m\u00e1 imagem do pa\u00eds\u201d, sublinhou o Chefe do Estado da Guin\u00e9-Bissau.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por: Assana Samb\u00fa\/Sene Camar\u00e1<\/strong><\/p>\n<p><strong>Foto: Marcelo Na Ritche<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ENTREVISTA] O Presidente da Rep\u00fablica, Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz (JOMAV), afirmou durante uma entrevista coletiva concedida aos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":17386,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,18,7,1],"tags":[],"class_list":["post-17385","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-inicio","category-entrevista","category-politica","category-saude-publica","wpcat-6-id","wpcat-18-id","wpcat-7-id","wpcat-1-id"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - 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