{"id":27055,"date":"2020-10-26T09:58:15","date_gmt":"2020-10-26T09:58:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=27055"},"modified":"2020-10-26T09:58:18","modified_gmt":"2020-10-26T09:58:18","slug":"especialista-em-agricultura-caju-e-o-arroz-sao-bons-mas-devemos-apostar-numa-diversificacao-bem-seria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=27055","title":{"rendered":"Especialista em agricultura: &#8220;CAJU E O ARROZ S\u00c3O BONS, MAS DEVEMOS APOSTAR NUMA DIVERSIFICA\u00c7\u00c3O BEM S\u00c9RIA&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>[ENTREVISTA_outubro 2020] O especialista em mat\u00e9ria agr\u00edcola e quadro s\u00e9nior do minist\u00e9rio de Agricultura, Rui Jorge Alves da Fonseca, alertou ao executivo guineense que \u00e9 urgente pensar num programa de diversifica\u00e7\u00e3o de produtos agr\u00edcolas, porque &#8220;caju e o arroz s\u00e3o bons, mas devemos apostar numa diversifica\u00e7\u00e3o bem s\u00e9ria&#8221; que, segundo a sua explica\u00e7\u00e3o, passa pela aposta tamb\u00e9m em outras culturas como a batata doce, que pode ser produzida no pa\u00eds e exportada para pa\u00edses vizinhos como tem acontecido ultimamente, hortali\u00e7as, frutas e em gergelim (Ben\u00f4), que apareceu ultimamente e tem sido procurado e ganhou o seu espa\u00e7o no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonseca que tamb\u00e9m chegou a desempenhar a fun\u00e7\u00e3o do Coordenador do Programa do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO), fez estas advert\u00eancias durante uma entrevista exclusiva ao nosso seman\u00e1rio para falar das medidas urgentes que o governo deve acionar para minimizar os preju\u00edzos e as consequ\u00eancias das inunda\u00e7\u00f5es das bolanhas&nbsp; causadas pelas chuvas e que deixou centenas de agricultores em situa\u00e7\u00f5es de afli\u00e7\u00e3o. O especialista assegurou que a recupera\u00e7\u00e3o das bolanhas \u00e9 dif\u00edcil neste momento, porque a \u00e1gua est\u00e1 num n\u00edvel bastante elevado e n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel avan\u00e7ar com nenhuma obra da recupera\u00e7\u00e3o. <s>&nbsp;<\/s>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Sabemos que na Guin\u00e9-Bissau, o trabalho nas bolanhas \u00e9 feito pela popula\u00e7\u00e3o manualmente. A for\u00e7a do homem n\u00e3o \u00e9 capaz de fazer um trabalho que impe\u00e7a a entrada da \u00e1gua&#8221;, contou para de seguida aconselhar os agricultores que devem apostar, como a alternativa, no aspeto ligado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de hortali\u00e7as que come\u00e7a no pr\u00f3ximo m\u00eas novembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o or\u00e7amento de dois por cento que o governo de Nuno Nabian atribuiu ao setor de Agricultura, o que viola a conven\u00e7\u00e3o de Maputo e a recomenda\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Africana que define que os Estados assinantes devem conceder 10 por cento do Or\u00e7amento Geral de Estado ao setor de agricultura, Rui Fonseca disse que os dois por cento s\u00e3o pouco e que servem apenas para o pagamento de sal\u00e1rios e tudo o que diz respeito ao funcionamento do minist\u00e9rio \u00e9 essencialmente o pagamento de sal\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Agora se pergunta sobre o investimento!? Quer dizer as obras, se esse &nbsp;valor vai chegar para as obras, n\u00e3o! O investimento \u00e9 coberto atrav\u00e9s dos projetos financiados pelos nossos parceiros internacionais. E n\u00e3o podemos continuar neste caminho. O minist\u00e9rio de Agricultura tem v\u00e1rios instrumentos que foram elaborados e o \u00faltimo que foi aprovado no ano passado \u00e9 o Programa Nacional de Investimento Agr\u00edcola&#8221;, referiu.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Democrata (OD): <\/strong><strong>De h\u00e1 alguns anos para c\u00e1 regista-se o problema da insufici\u00eancia das chuvas, mas este ano a chuva provocou inunda\u00e7\u00f5es com enormes estragos nas bolanhas. As organiza\u00e7\u00f5es e administra\u00e7\u00f5es locais alertam que \u00e9 urgente a interven\u00e7\u00e3o do governo para evitar calamidades e fome. Na qualidade do t\u00e9cnico de agricultura, o que \u00e9 preciso fazer urgentemente, entre a recupera\u00e7\u00e3o de bolanhas inundadas ou apoio \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de sementes do ciclo curto?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rui Fonseca (RF): <\/strong>Uma das causas da degrada\u00e7\u00e3o das nossas bolanhas \u00e9 precisamente o corte de algumas \u00e1rvores que protegem toda a parte do litoral das bolanhas, portanto o que n\u00f3s chamamos a cabe\u00e7a das bolanhas. Como n\u00e3o t\u00eam as \u00e1rvores para proteger e quando chove arrasta toda a areia que est\u00e1 na parte do planalto que vai descendo e como n\u00e3o encontra barreiras de \u00e1rvores para par\u00e1-la, toda essa areia vai para as bolanhas e provoca o aumento de segmenta\u00e7\u00e3o. A areia aumenta na bolanha e isso poder\u00e1 provocar a diminui\u00e7\u00e3o das profundezas das bolanhas, portanto esta \u00e9 uma das causas que poder\u00e1 estar na base dessas inunda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A recupera\u00e7\u00e3o das bolanhas \u00e9 dif\u00edcil neste momento, porque a \u00e1gua est\u00e1 num n\u00edvel bastante elevado e n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel avan\u00e7ar com nenhuma obra da recupera\u00e7\u00e3o. Sabemos que na Guin\u00e9-Bissau o trabalho das bolanhas \u00e9 feito pela popula\u00e7\u00e3o manualmente. Ora, a for\u00e7a do homem n\u00e3o ser\u00e1 capaz de fazer um trabalho que impe\u00e7a a entrada de \u00e1gua. Neste momento, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer nenhum trabalho de reabilita\u00e7\u00e3o de bolanhas.&nbsp; No pr\u00f3ximo ano talvez sim. \u00c9 bom que o minist\u00e9rio de Agricultura comece desde j\u00e1 a pensar nas obras e nos s\u00edtios que v\u00e3o ser reabilitados. Essas obras devem partir dos estudos topogr\u00e1ficos dos solos e hidr\u00e1ulicos para se come\u00e7ar j\u00e1 a trabalhar nas bolanhas destru\u00eddas pelas inunda\u00e7\u00f5es e ver quais s\u00e3o as outras cujos diques podem ser refor\u00e7ados para evitar n\u00e3o s\u00f3 a sua destrui\u00e7\u00e3o mas tamb\u00e9m que sejam inundadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m dessas inunda\u00e7\u00f5es, h\u00e1 tamb\u00e9m o fen\u00f3meno da entrada das \u00e1guas salgadas. Os diques n\u00e3o est\u00e3o bem compactados, a \u00e1gua salgada pode invadir a bolanha facilmente, provocando a diminui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o. Sabemos que, nas bolanhas de \u00e1gua salgada, primeiro constroem viveiros nas tabancas e depois esses viveiros s\u00e3o transplantados para as bolanhas salgadas. Se a \u00e1gua baixar ainda \u00e9 poss\u00edvel fazer o transplante, e caso continue a chover com essa intensidade n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel fazer o transplante. Por isso devemos apostar, como a alternativa, no aspeto ligado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o das hortali\u00e7as que come\u00e7a no pr\u00f3ximo m\u00eas&nbsp; novembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 zona da regi\u00e3o de Bafat\u00e1, onde as pessoas cultivam na \u00e9poca da seca, \u00e9 poss\u00edvel aproveitar o n\u00edvel de \u00e1gua que vai baixando e aproveitar tamb\u00e9m a \u00e1gua que existe em certas zonas e come\u00e7ar a produ\u00e7\u00e3o na &nbsp;\u00e9poca seca. \u00c9 evidente que precisamos ter um sistema de produ\u00e7\u00e3o e de abastecimento de sementes de qualidade e sementes adaptadas a essas situa\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. O conselho que posso deixar aos agricultores \u00e9 come\u00e7arem a utilizar cada vez mais sementes de ciclo curto que possam estar adaptadas a essas altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas que t\u00eam ocorrido nos \u00faltimos tempos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: Quais s\u00e3o essas sementes capazes de adaptar-se \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>RF: <\/strong>H\u00e1 v\u00e1rias variedades que o Instituto Nacional da Pesquisa Agr\u00e1ria (INPA) conhece perfeitamente bem. Os pr\u00f3prios agricultores conhecem v\u00e1rias variedades do arroz que o INPA j\u00e1 testou nas bolanhas e que podem ser produzidas. \u00c9 preciso que seja refor\u00e7ada a capacidade do INPA e que comece a responder \u00e0s necessidades dos agricultores face a esses problemas das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, ver quais s\u00e3o as sementes que podem estar mais adaptadas \u00e0 situa\u00e7\u00e3o que estamos a atravessar. Pode ser que este ano cessem estas inunda\u00e7\u00f5es ou que continuem no pr\u00f3ximo, ningu\u00e9m sabe. \u00c9 sempre necess\u00e1rio que o INPA comece a estar dispon\u00edvel e refor\u00e7ado para que possa responder \u00e0s preocupa\u00e7\u00f5es dos agricultores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: Recomendou a aposta na produ\u00e7\u00e3o de hortali\u00e7as como alternativa para os agricultores, mas na zona do sul do pa\u00eds e outras localidades n\u00e3o se regista com frequ\u00eancia a horticultura, al\u00e9m da falta de sementes. Ser\u00e1 que esta solu\u00e7\u00e3o \u00e9 vi\u00e1vel?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>RF:<\/strong> A falta de sementes de hortali\u00e7as \u00e9 geral na Guin\u00e9-Bissau! Toda a semente hort\u00edcola \u00e9 importada, mas neste momento as mulheres est\u00e3o a cultivar hortali\u00e7as em quase todas as regi\u00f5es, embora umas mais ativas que outras. Estou a dizer que, para alternativa ou para que haja rendimento e que as pessoas possam ter o m\u00ednimo de dinheiro e comprar arroz para comer, ent\u00e3o a horticultura pode ser alternativa; ou apostam na cria\u00e7\u00e3o de animais de ciclo curto, porque a grande verdade \u00e9 que neste momento a produ\u00e7\u00e3o de arroz vai ser bastante baixa.<\/p>\n\n\n\n<p>No sul, como referes, h\u00e1 bolanhas que s\u00e3o da \u00e1gua salgada. Como eu disse no in\u00edcio, se baixar a \u00e1gua \u00e9 poss\u00edvel que as pessoas fa\u00e7am transplante do arroz e, consequentemente, salvar parte da produ\u00e7\u00e3o. Mas tudo vai depender do n\u00edvel da \u00e1gua. A alternativa que estou a sugerir \u00e9 uma alternativa para que as pessoas consigam ter algo para satisfazer as suas necessidades, durante certo per\u00edodo de tempo. \u00c9 evidente que o governo tem que lan\u00e7ar um programa de emerg\u00eancia, dependendo do grau das perdas ou dos hectares que desaparecerem, por causa das inunda\u00e7\u00f5es, mas, sobretudo dependendo do n\u00famero de fam\u00edlias afetadas ou que ser\u00e3o afetadas pelas inunda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo tem que lan\u00e7ar um apelo de urg\u00eancia para apoiar as fam\u00edlias afetadas em g\u00e9neros alimentares e arroz, mas n\u00e3o sou apologista de apoio alimentar\u2026 defendo mais apoios que permitam que as mulheres possam cultivar hortali\u00e7as e dar kit&#8217;s para que criem animais e possam sentir-se mais respons\u00e1veis do que est\u00e3o a ser. Se houvesse, na verdade, situa\u00e7\u00e3o da calamidade eu defenderia uma tese como a da distribui\u00e7\u00e3o de arroz para a alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: A Guin\u00e9-Bissau assinou a conven\u00e7\u00e3o de Maputo e da Uni\u00e3o Africana, que recomenda aos assinantes consagrar, no m\u00ednimo, 10 por cento do Or\u00e7amento Geral de Estado \u00e0 agricultura. Na qualidade de expert neste setor, como interpreta o bolo de dois por cento atribu\u00eddos ao minist\u00e9rio de Agricultura no OGE do executivo de Nuno Nabian?&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>RF: <\/strong>Desde que houve a declara\u00e7\u00e3o de Maputo (Mo\u00e7ambique) e de Malabo (Guin\u00e9-Equatorial), a Guin\u00e9-Bissau nunca conseguiu atingir os dez por cento recomendados para o setor da agricultura e lembro-me que h\u00e1 alguns anos, o or\u00e7amento de agricultura chegou aos quatro por cento, n\u00e3o recordo em que o governo. H\u00e1 tempos que foi zero v\u00edrgula e alguma coisa e dois por cento agora.&nbsp; Repara esses dois por cento que para uns \u00e9 pouco v\u00e3o apenas para o pagamento de sal\u00e1rios. <s>&nbsp;<\/s><\/p>\n\n\n\n<p>Agora se pergunta do investimento!? Quer dizer obras. &nbsp;Ser\u00e1 que este valor vai chegar para as obras, n\u00e3o! O investimento \u00e9 coberto atrav\u00e9s dos projetos financiados pelos nossos parceiros internacionais. N\u00e3o podemos continuar nesse caminho. O minist\u00e9rio de Agricultura tem v\u00e1rios instrumentos que foram elaborados e o \u00faltimo aprovado no ano passado foi o Programa Nacional de Investimento Agr\u00edcola (PNIA). Agora esta segunda gera\u00e7\u00e3o passou a ser chamada de Programa Nacional de Investimento Agr\u00edcola, Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional. Portanto, se este instrumento fosse aplicado, evidentemente com a contribui\u00e7\u00e3o dos nossos parceiros, poder\u00edamos chegar a dez por cento definido na conven\u00e7\u00e3o do Maputo. Mas \u00e9 muito dif\u00edcil na situa\u00e7\u00e3o em que n\u00f3s estamos, porque n\u00e3o h\u00e1 investimento do setor privado no setor agr\u00edcola. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: <\/strong><strong>N\u00e3o havendo a possibilidade financeira de atingir os 10 por cento definidos na conven\u00e7\u00e3o de Maputo pela Uni\u00e3o Africana, na sua opini\u00e3o, qual seria a percentagem necess\u00e1ria para a sustentabilidade do setor agr\u00edcola?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>RF: <\/strong>N\u00e3o foi em v\u00e3o que os chefes de Estado decidiram em Maputo atribuir os dez por cento ao setor da agricultura, porque a maior parte dos pa\u00edses africanos vive da agricultura e a Guin\u00e9-Bissau n\u00e3o \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o e nem pode s\u00ea-la agora e nem nunca. Os chefes de Estado entenderam que, para ter uma agricultura sustent\u00e1vel e para que as popula\u00e7\u00f5es sintam que est\u00e3o a beneficiar desta agricultura, os Estados contribuiriam com esses dez por cento. Acho que esse poderia ser o <em>plafond<\/em> ideal para que sa\u00edssemos desta situa\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s do investimento do Estado e ao mesmo tempo da abertura do pr\u00f3prio setor privado.<\/p>\n\n\n\n<p>Incentivar parcerias p\u00fablico-privadas, porque os nossos Estados n\u00e3o t\u00eam capacidades de investir sozinhos, \u00e9 preciso que haja empresas interessadas em trabalhar juntamente com o Estado e que de uma forma conjunta invistam no setor, porque o Estado sozinho, n\u00e3o conseguiria, sem um investimento bem forte e sem parcerias privadas, sozinho atingir esses 10 por cento. Defendo sempre um investimento ou uma parceria publico-privada para que o bolo de agriculta possa chegar aos 10 por cento do Or\u00e7amento Geral de Estado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: <\/strong><strong>Alguns t\u00e9cnicos defendem que o pa\u00eds precisa atrair os investidores privados para este setor, exemplo da AGROGEBA, em Bafat\u00e1. \u00c9 poss\u00edvel motivar as empresas \u00e0 investir na agricultura, o que deve ser feito para atrair investimentos do setor privado?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>RF:<\/strong> \u00c9 poss\u00edvel motivar o investimento privado para o setor da agricultura, mas isso depende da conjuntura nacional. \u00c9 preciso diminuir a instabilidade pol\u00edtica e institucional que tem corro\u00eddo ultimamente a Guin\u00e9-Bissau. Quando o pa\u00eds come\u00e7a a entrar no eixo h\u00e1 sempre algo que o impede de avan\u00e7ar. Se um pa\u00eds \u00e9 inst\u00e1vel ser\u00e1 dif\u00edcil o empres\u00e1rio investir o seu dinheiro nesse pa\u00eds. Para atrair o investimento do setor privado \u00e9 preciso que todo o aparato estatal trabalhe e crie as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias &nbsp;para um investimento seguro. Por exemplo, \u00e9 preciso que haja as condi\u00e7\u00f5es para o seguro e que garantam aos empres\u00e1rios assegurar o seu investimento contra as queimadas e essas situa\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei fundi\u00e1ria ou regulamento da lei deve funcionar. H\u00e1 elementos dentro da lei e do regulamento que foi promulgado pelo antigo Presidente da Rep\u00fablica, Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz. \u00c9 preciso que a lei comece a ser aplicada para que o investidor se sinta seguro que h\u00e1 uma lei que est\u00e1 a ser aplicada, que lhe d\u00e1 garantia para investir o seu dinheiro num determinado setor. Outra quest\u00e3o \u00e9 a necessidade da cria\u00e7\u00e3o de um ambiente dos neg\u00f3cios capaz de motivar os empres\u00e1rios, bem como criar uma equipa capaz de fazer <strong><em>lobbying<\/em><\/strong>para vender a imagem positiva da Guin\u00e9-Bissau no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: <\/strong><strong>Para al\u00e9m da instabilidade pol\u00edtica, ser\u00e1 que a falta de infraestruturas rodovi\u00e1rias e de micro-barragens condicionam o investimento do setor privado?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>RF: <\/strong>Exatamente, sobretudo a quest\u00e3o das rodovias, porque nota-se que at\u00e9 os nossos pequenos agricultores deparam-se com problemas de evacua\u00e7\u00e3o dos seus produtos. O objetivo final do empres\u00e1rio \u00e9 evacuar os seus produtos, mas se est\u00e1 numa zona em que n\u00e3o est\u00e3o &nbsp;criadas as condi\u00e7\u00f5es&nbsp; &nbsp;para a &nbsp;evacua\u00e7\u00e3o de produtos agr\u00edcolas para os &nbsp;principais mercados do pa\u00eds \u00e9 evidente que se&nbsp; sentir\u00e1 desmoralizado e acabar\u00e1 por abandonar aquela produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As pr\u00f3prias institui\u00e7\u00f5es t\u00eam que estar \u00e0 altura e o INPA tamb\u00e9m t\u00eam que estar \u00e0 altura de, quando um investidor quiser uma determinada variedade de semente, responder \u00e0 necessidade deste investidor. O minist\u00e9rio de Agricultura tamb\u00e9m deve estar em condi\u00e7\u00f5es de dar conselhos t\u00e9cnicos aos investidores, sobre como fazer uma ou outra cultura ou como produzir para ter mais rendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: O Senhor \u00e9 um t\u00e9cnico superior do minist\u00e9rio de Agricultura, mas trabalhou v\u00e1rios anos como Coordenador do Programa do Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o na Guin\u00e9-Bissau. A FAO \u00e9 um parceiro tradicional do governo. <\/strong><strong>Acha que o pa\u00eds poderia beneficiar mais com esta organiza\u00e7\u00e3o na execu\u00e7\u00e3o de grandes programas agr\u00edcolas, para al\u00e9m de apoios pontuais do fundo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>RF: <\/strong>Penso que sim, porque a FAO \u00e9 a parceira incontorn\u00e1vel do setor agr\u00e1rio da Guin\u00e9-Bissau. Penso que a Guin\u00e9-Bissau poderia aproveitar mais da FAO, porque a FAO tem um leque enorme de temas que trabalha. \u00c9 uma organiza\u00e7\u00e3o que tem v\u00e1rios t\u00e9cnicos em todos os dom\u00ednios, \u00e9 preciso apenas que a Guin\u00e9-Bissau seja um pouco mais &#8220;agressiva&#8221; para que possa aproximar-se da FAO. Porque \u00e9 uma ag\u00eancia que tamb\u00e9m apoia na mobiliza\u00e7\u00e3o de recursos. Ela n\u00e3o \u00e9 uma ag\u00eancia executora, apenas apoia na mobiliza\u00e7\u00e3o dos recursos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A FAO vai buscar fundos juntamente com o governo para serem aplicados no pa\u00eds, ent\u00e3o \u00e9 a\u00ed que a Guin\u00e9-Bissau devia aproximar-se mais da FAO e, qui\u00e7\u00e1, talvez fazer um programa conjunto de mobiliza\u00e7\u00e3o dos recursos. \u00c9 por isso que defendo que o minist\u00e9rio de Agricultura tem &nbsp;de estar \u00e0 altura e capaz de dar respostas, porque n\u00e3o \u00e9 a FAO que vai produzir fichas do projeto para o governo, mas tem que ser o minist\u00e9rio da Agricultura a propor a\u00e7\u00f5es que conjuntamente possam ser realizadas com a FAO.<\/p>\n\n\n\n<p>Evidentemente, como a FAO tem enorme capacidade de mobilizar recursos, atrav\u00e9s dos parceiros internacionais que tem e ao mesmo tempo ver o que \u00e9 poss\u00edvel fazer com a Guin\u00e9-Bissau no que concerne ao investimento no setor agr\u00edcola. Penso que n\u00f3s temos que apresentar propostas ou a\u00e7\u00f5es concretas a FAO e juntamente ver como fazer a mobiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: A crise sanit\u00e1ria provocada pela pandemia da Covid-19 limitou a capacidade dos doadores internacionais que financiavam o funcionamento da maioria dos projetos ligados \u00e0 agricultura, por exemplo, a PEASA, PRESAR e entre outros. Na sua opini\u00e3o, a FAO pode ocupar essas lacunas para redinamizar os projetos e j\u00e1 que o governo sempre tem dificuldades de avan\u00e7ar com alguma comparticipa\u00e7\u00e3o para o seu funcionamento\u2026&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>RF: <\/strong>Sei que os projetos que est\u00e3o no terreno ainda continuam a funcionar. PRESAR e PEASA j\u00e1 acabaram, mas temos agora o PDCV, PADEC e o PASA que praticamente est\u00e3o a finalizar. Esses projetos est\u00e3o a funcionar, apesar de toda a preocupa\u00e7\u00e3o em termos da pandemia de coronav\u00edrus. O que sei \u00e9 que h\u00e1 um programa urg\u00eancia financiado pelo Banco Mundial, precisamente para mitigar os efeitos prejudiciais da pandemia da Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Parece que ronda uns dez milh\u00f5es de d\u00f3lares norte-americanos. H\u00e1 um projeto de urg\u00eancia do Banco Mundial, inclusive ter\u00e1 sido a FAO a intermedi\u00e1ria, para apoio \u00e0 agricultura face \u00e0 pandemia da coronav\u00edrus. Eu sei que tamb\u00e9m houve negocia\u00e7\u00f5es com o Banco Oeste Africano de Desenvolvimento (BOAD) para o financiamento de um programa de urg\u00eancia face \u00e0 pandemia, mas n\u00e3o tenho informa\u00e7\u00f5es exatas sobre o assunto. Acho que, mesmo com as condi\u00e7\u00f5es da pandemia da Covid-19 e agora com este problema de inunda\u00e7\u00f5es, n\u00f3s temos que apresentar programas concretos e bem elaborados para que os doadores e a FAO e outros parceiros possam apoiar a Guin\u00e9-Bissau.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: H\u00e1 quem defenda que a Guin\u00e9-Bissau n\u00e3o tem uma pol\u00edtica agr\u00e1ria consistente capaz de atrair investimento estrangeiro?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>RF:<\/strong> A Guin\u00e9-Bissau tem, sim, uma pol\u00edtica agr\u00e1ria. A carta da pol\u00edtica agr\u00e1ria foi atualizada em 2002. O que se poder\u00e1 fazer nos pr\u00f3ximos tempos \u00e9 a revis\u00e3o dessa carta. O Programa Nacional de Investimento Agr\u00e1rio (PNIA) baseou-se, exatamente, na carta da pol\u00edtica agr\u00e1ria, portanto n\u00e3o vejo a necessidade de afirmar que o pa\u00eds n\u00e3o tem uma pol\u00edtica agr\u00e1ria capaz de atrair investimento estrangeiro. Existe, sim, pol\u00edtica agr\u00e1ria. Talvez o contexto atual da Guin\u00e9-Bissau seja o maior estrangulamento desses investimentos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: Podemos falar dos principais eixos dessa carta da pol\u00edtica agr\u00e1ria?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>RF:<\/strong> Existem quatro objetivos principais: primeiro garantir a seguran\u00e7a alimentar e nutricional da popula\u00e7\u00e3o, o segundo eixo tem a ver com a preserva\u00e7\u00e3o dos recursos agro-silvo pastoris,todos os recursos naturais. O terceiro objetivo \u00e9 a melhoria da condi\u00e7\u00e3o da vida da popula\u00e7\u00e3o e o quarto eixo tem a ver com o apostar na diversifica\u00e7\u00e3o da exporta\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, porque continuam a ser temas de atualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O pa\u00eds ainda pode debater para que esses eixos possam ser atingidos. Porque para garantir a seguran\u00e7a alimentar, melhorar a condi\u00e7\u00e3o da vida da popula\u00e7\u00e3o e diversificar a exporta\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, o pa\u00eds ter\u00e1 que preservar os seus recursos e ter uma agricultura sustent\u00e1vel. Para mim, o grande desafio agora \u00e9 aplicar, efetivamente, essa pol\u00edtica e todos outros instrumentos que se derivaram dela, nomeadamente: a PNIA, um programa que o governo da Guin\u00e9-Bissau trabalha neste momento.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: A agricultura guineense \u00e9 altamente tradicional e arcaica. Escava-se a terra com pequenos utens\u00edlios para preparar o solo. <em>Experts<\/em> nacionais defendem um investimento pesado para transformar a agricultura numa verdadeira alavanca para impulsionar a economia nacional. Comunga desta ideia? Que tipo de investimento deveria ser feito e em que \u00e1rea come\u00e7aria ou aplicaria mais investimento para revolucionar o setor?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>RF:<\/strong> Isso depender\u00e1 do tipo de investimento, mas com a atual agricultura manual n\u00e3o vamos avan\u00e7ar para lado nenhum. Para revolucionar o setor agr\u00edcola, ser\u00e1 necess\u00e1rio apostar na agricultura mecanizada com m\u00e1quinas que se adequem a cada tipo de solo, zona ou s\u00edtio, n\u00e3o vir com tratores, m\u00e1quinas pesadas ou similares, porque, \u00e0s vezes, destroem o ecossistema. Ou seja, mediante o ecossistema ver que tipos de m\u00e1quinas podem ser utilizadas e trabalhar mais e mais com os m\u00e9todos de conserva\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, n\u00e3o apenas com tratores. Porque trabalhando com esses m\u00e9todos poderemos ter duas colheitas anuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos zonas de cultivo de arroz que, a partir de dezembro, come\u00e7am a secar. Aplicando os m\u00e9todos de conserva\u00e7\u00e3o da \u00e1gua podemos, n\u00e3o s\u00f3 ter duas colheitas anuais como tamb\u00e9m aumentar a nossa produ\u00e7\u00e3o, garantir a sustentabilidade alimentar e evitar que a popula\u00e7\u00e3o enfrente a fome. Podemos, sim, utilizar pequenos tratadores, pequenas moto cultivadoras. Mas onde investir? A grande quest\u00e3o \u00e9 essa. \u00c9 verdade que temos a regi\u00e3o de Bafat\u00e1 que tem pequenas zonas bastante ricas, onde se pode utilizar o sistema de irriga\u00e7\u00e3o, se o pa\u00eds tivesse utilizado os m\u00e9todos de conserva\u00e7\u00e3o da \u00e1gua. Mas temos um problema, o Rio Geba est\u00e1 a assorear, da\u00ed a necessidade de acompanharmos todo o processo ligado \u00e0 dragagem do Rio Geba, porque \u00e9 um dos grandes rios e que inunda praticamente todas as outras nossas bolanhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas porque n\u00e3o pensar tamb\u00e9m que talvez todas essas inunda\u00e7\u00f5es possam derivar-se da falta da drenagem do Rio Geba? Porque como o rio est\u00e1 assoreado, a \u00e1gua transborda e vai para as bolanhas que est\u00e3o \u00e0 volta.&nbsp; Na zona sul, por exemplo, com solo mais mole, n\u00e3o se pode utilizar tratores ou m\u00e1quinas pesadas para praticar a agricultura. Ali\u00e1s, a prote\u00e7\u00e3o dos mangais que fazem parte do sistema ecol\u00f3gico das bolanhas locais surge como um dos elementos que condiciona a utiliza\u00e7\u00e3o de tratores e m\u00e1quinas pesadas de agricultura naquela zona.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: A floresta da Guin\u00e9-Bissau foi duramente atacada no passado e ainda hoje registam-se cortes de \u00e1rvores em algumas regi\u00f5es do pa\u00eds. Que medidas devem ser implementadas para a conserva\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o da floresta nacional?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>RF:<\/strong> A quest\u00e3o das nossas florestas \u00e9 extremamente delicada de ponto de vista de recursos, o fato de este ano registarmos muita floresta degradada provocou tamb\u00e9m arrasto de grande volume de \u00e1guas pluviais que vinham das zonas mais altas e que desceram diretamente para as bolanhas. As \u00e1rvores, para al\u00e9m de dar a fotoss\u00edntese e melhorar a quest\u00e3o da natureza, algumas t\u00eam ra\u00edzes que protegem o solo, quando se cortam extens\u00f5es de florestas, a a\u00e7\u00e3o destes cortes vai arrastar toda a areia do planalto para a parte mais baixa, as bolanhas. Com o corte das \u00e1rvores, a temperatura aumentou, o que resultou tamb\u00e9m na grande intensidade das chuvas neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O que se pode fazer neste momento \u00e9 explorar, de forma racional, as nossas florestas, n\u00e3o atac\u00e1-las de forma abusiva e sem controlo, sobretudo as \u00e1rvores que podem render, economicamente, muito dinheiro ao pa\u00eds. Ou seja, temos que ter o h\u00e1bito de reflorestar quando cortamos as \u00e1rvores, definir uma pol\u00edtica de refloresta\u00e7\u00e3o que deve ser remetida \u00e0s empresas exploradoras e obrig\u00e1-las a fazer a repovoa\u00e7\u00e3o da floresta. Tamb\u00e9m \u00e9 urgente fazer um invent\u00e1rio florestal para descobrir quantas esp\u00e9cies ainda existem e as quantidades que temos em toda a extens\u00e3o territorial.<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos a explorar as nossas matas sem ter em conta do potencial que temos. Fala-se em tr\u00eas milh\u00f5es de hectares de florestas, mas na verdade n\u00e3o temos a no\u00e7\u00e3o do potencial das florestas que temos e o que j\u00e1 foi degradado. Outra iniciativa que n\u00e3o deve ser esquecida s\u00e3o as campanhas anuais de refloresta\u00e7\u00e3o que devem ser cont\u00ednuas e ver que medidas t\u00e9cnicas devem ser aplicadas, as a\u00e7\u00f5es que as projetam para garantir que n\u00e3o sequem, em suma, melhorar o crescimento dessas \u00e1rvores, n\u00e3o plant\u00e1-las apenas para plantar e depois virar as costas.<\/p>\n\n\n\n<p>Temos que apostar nas esp\u00e9cies de \u00e1rvores que s\u00e3o boas para a produ\u00e7\u00e3o do carv\u00e3o natural, as exist\u00eancias florestais que podem ser boas para as lenhas, bem como as que podem ser aproveitadas ou que tenham import\u00e2ncia econ\u00f3mica como: Pau Sangue, Pau Conta e o Cibe.<\/p>\n\n\n\n<p>Relativamente a ultima esp\u00e9cie, o Cibe, n\u00e3o tem havido nenhuma a\u00e7\u00e3o ou campanha, salvo a\u00e7\u00f5es pontuais de algumas ONG\u00b4s, de repovoamento de Cibes na Guin\u00e9-Bissau. A dire\u00e7\u00e3o-geral das florestas tem planos diretores e leis&#8230; Que devem ser aplicados. S\u00e3o essas a\u00e7\u00f5es que devemos ter em conta, n\u00e3o esquecendo sempre que \u00e9 urgente fazer um invent\u00e1rio florestal. Acarreta muitos custos financeiros, \u00e9 verdade, mas vamos ter benef\u00edcios. Porque o invent\u00e1rio que temos, salvo erro, deve ser dos anos oitenta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: O maior problema do agricultor guineense \u00e9 o fato de depender da monocultura (caj\u00fa e arroz), n\u00e3o obstante o solo guineense oferecer condi\u00e7\u00f5es para diversificar a agricultura. O que aconselharia aos agricultores, sobretudo os que foram afetados pelas inunda\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>RF:<\/strong> O caju e o arroz s\u00e3o bons, mas devemos apostar numa diversifica\u00e7\u00e3o bem s\u00e9ria, o que passa por apostar tamb\u00e9m em outras culturas como a batata doce, que pode ser produzida no pa\u00eds e exportada para os pa\u00edses vizinhos como tem acontecido ultimamente, apostar na produ\u00e7\u00e3o de hortali\u00e7as, frutas e em gergelim (ben\u00f4), que apareceu ultimamente e tem sido procurado e ganhou o seu espa\u00e7o no mercado. Podemos produzir muitas coisas, se identificarmos bem os per\u00edodos em que os diferentes produtos podem ser plantados ou cultivados. \u00c9 evidente que um pa\u00eds como o nosso, com certos problemas do desenvolvimento agr\u00edcola, n\u00e3o podemos competir ou concorrer com grandes pa\u00edses, mas podemos identificar per\u00edodos em que os nossos produtos podem ter valor no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: Que papel o governo podia jogar para influenciar os agricultores a diversificarem as suas produ\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>RF: Primeiro ter informa\u00e7\u00f5es dos produtos noutros mercados. Temos um vasto mercado sub-regional e regional, portanto \u00e9 preciso apostar muito no mercado da sub-regi\u00e3o e na regi\u00e3o africana. \u00c9 exatamente o que devemos fazer. S\u00f3 depois \u00e9 que poderemos sonhar com os mercados europeus. Limitar um pouco a produ\u00e7\u00e3o de pomares de cajueiros, promover mais as campanhas de vulgariza\u00e7\u00e3o agr\u00edcola de outros produtos, mostrando aos agricultores as vantagens que podem ter se produzirem um determinado produto em detrimento do caju, mas isso requer conhecer bem o mercado e ter as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi o que se fez com o caju e o seu valor econ\u00f3mico no mercado internacional. Portanto, devemos elaborar programas agr\u00e1rios para permitir o desenvolvimento da agricultura e implementar todos os instrumentos que o Minist\u00e9rio da Agricultura tem relativamente ao setor.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por: Assana Samb\u00fa\/Filomeno Samb\u00fa<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[ENTREVISTA_outubro 2020] O especialista em mat\u00e9ria agr\u00edcola e quadro s\u00e9nior do minist\u00e9rio de Agricultura, Rui Jorge Alves da Fonseca, alertou&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":27056,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,23,18],"tags":[],"class_list":["post-27055","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-inicio","category-economia","category-entrevista","wpcat-6-id","wpcat-23-id","wpcat-18-id"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Especialista em agricultura: &quot;CAJU E O ARROZ S\u00c3O BONS, MAS DEVEMOS APOSTAR NUMA DIVERSIFICA\u00c7\u00c3O BEM S\u00c9RIA&quot; - O Democrata GB<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=27055\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Especialista em agricultura: &quot;CAJU E O ARROZ S\u00c3O BONS, MAS DEVEMOS APOSTAR NUMA DIVERSIFICA\u00c7\u00c3O BEM S\u00c9RIA&quot; - O Democrata GB\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"[ENTREVISTA_outubro 2020] O especialista em mat\u00e9ria agr\u00edcola e quadro s\u00e9nior do minist\u00e9rio de Agricultura, Rui Jorge Alves da Fonseca, alertou...\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=27055\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"O Democrata GB\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/jornaldaguinebissau\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2020-10-26T09:58:15+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2020-10-26T09:58:18+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Rui-Jorge-Alves-da-Fonseca-especialista-em-materia-da-agricultura.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"2372\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"2322\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Jornal Odemocrata\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Jornal Odemocrata\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"23 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/?p=27055#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/?p=27055\"},\"author\":{\"name\":\"Jornal Odemocrata\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/c5e683adeaf9b557e57cf1a8a591b0c0\"},\"headline\":\"Especialista em agricultura: &#8220;CAJU E O ARROZ S\u00c3O BONS, MAS DEVEMOS APOSTAR NUMA DIVERSIFICA\u00c7\u00c3O BEM S\u00c9RIA&#8221;\",\"datePublished\":\"2020-10-26T09:58:15+00:00\",\"dateModified\":\"2020-10-26T09:58:18+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/?p=27055\"},\"wordCount\":4682,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/?p=27055#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/10\\\/Rui-Jorge-Alves-da-Fonseca-especialista-em-materia-da-agricultura.jpg\",\"articleSection\":[\"Atualidade\",\"Economia\",\"Entrevista\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/?p=27055#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/?p=27055\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/?p=27055\",\"name\":\"Especialista em agricultura: \\\"CAJU E O ARROZ S\u00c3O BONS, MAS DEVEMOS APOSTAR NUMA DIVERSIFICA\u00c7\u00c3O BEM S\u00c9RIA\\\" - O Democrata GB\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/?p=27055#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/?p=27055#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/10\\\/Rui-Jorge-Alves-da-Fonseca-especialista-em-materia-da-agricultura.jpg\",\"datePublished\":\"2020-10-26T09:58:15+00:00\",\"dateModified\":\"2020-10-26T09:58:18+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/?p=27055#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/?p=27055\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/?p=27055#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/10\\\/Rui-Jorge-Alves-da-Fonseca-especialista-em-materia-da-agricultura.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2020\\\/10\\\/Rui-Jorge-Alves-da-Fonseca-especialista-em-materia-da-agricultura.jpg\",\"width\":2372,\"height\":2322},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/?p=27055#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Especialista em agricultura: &#8220;CAJU E O ARROZ S\u00c3O BONS, MAS DEVEMOS APOSTAR NUMA DIVERSIFICA\u00c7\u00c3O BEM S\u00c9RIA&#8221;\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/\",\"name\":\"O Democrata GB\",\"description\":\"Jornal O Democrata GB\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/#organization\",\"name\":\"O Democrata GB\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/04\\\/logo-odemocratagb.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2026\\\/04\\\/logo-odemocratagb.png\",\"width\":1250,\"height\":327,\"caption\":\"O Democrata GB\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/jornaldaguinebissau\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/odemocratagb\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/c5e683adeaf9b557e57cf1a8a591b0c0\",\"name\":\"Jornal Odemocrata\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/09cb6b76eee5612f7cfca9e0089e2f17141d417bd034905eee842945c87fd87f?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/09cb6b76eee5612f7cfca9e0089e2f17141d417bd034905eee842945c87fd87f?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/09cb6b76eee5612f7cfca9e0089e2f17141d417bd034905eee842945c87fd87f?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Jornal Odemocrata\"},\"sameAs\":[\"http:\\\/\\\/odemocratagb.com\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/www.odemocratagb.com\\\/?author=4\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Especialista em agricultura: \"CAJU E O ARROZ S\u00c3O BONS, MAS DEVEMOS APOSTAR NUMA DIVERSIFICA\u00c7\u00c3O BEM S\u00c9RIA\" - O Democrata GB","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=27055","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Especialista em agricultura: \"CAJU E O ARROZ S\u00c3O BONS, MAS DEVEMOS APOSTAR NUMA DIVERSIFICA\u00c7\u00c3O BEM S\u00c9RIA\" - O Democrata GB","og_description":"[ENTREVISTA_outubro 2020] O especialista em mat\u00e9ria agr\u00edcola e quadro s\u00e9nior do minist\u00e9rio de Agricultura, Rui Jorge Alves da Fonseca, alertou...","og_url":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=27055","og_site_name":"O Democrata GB","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/jornaldaguinebissau","article_published_time":"2020-10-26T09:58:15+00:00","article_modified_time":"2020-10-26T09:58:18+00:00","og_image":[{"width":2372,"height":2322,"url":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Rui-Jorge-Alves-da-Fonseca-especialista-em-materia-da-agricultura.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"Jornal Odemocrata","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Jornal Odemocrata","Est. tempo de leitura":"23 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=27055#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=27055"},"author":{"name":"Jornal Odemocrata","@id":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/#\/schema\/person\/c5e683adeaf9b557e57cf1a8a591b0c0"},"headline":"Especialista em agricultura: &#8220;CAJU E O ARROZ S\u00c3O BONS, MAS DEVEMOS APOSTAR NUMA DIVERSIFICA\u00c7\u00c3O BEM S\u00c9RIA&#8221;","datePublished":"2020-10-26T09:58:15+00:00","dateModified":"2020-10-26T09:58:18+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=27055"},"wordCount":4682,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=27055#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Rui-Jorge-Alves-da-Fonseca-especialista-em-materia-da-agricultura.jpg","articleSection":["Atualidade","Economia","Entrevista"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=27055#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=27055","url":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=27055","name":"Especialista em agricultura: \"CAJU E O ARROZ S\u00c3O BONS, MAS DEVEMOS APOSTAR NUMA DIVERSIFICA\u00c7\u00c3O BEM S\u00c9RIA\" - O Democrata GB","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=27055#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=27055#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Rui-Jorge-Alves-da-Fonseca-especialista-em-materia-da-agricultura.jpg","datePublished":"2020-10-26T09:58:15+00:00","dateModified":"2020-10-26T09:58:18+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=27055#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=27055"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=27055#primaryimage","url":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Rui-Jorge-Alves-da-Fonseca-especialista-em-materia-da-agricultura.jpg","contentUrl":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Rui-Jorge-Alves-da-Fonseca-especialista-em-materia-da-agricultura.jpg","width":2372,"height":2322},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=27055#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Especialista em agricultura: &#8220;CAJU E O ARROZ S\u00c3O BONS, MAS DEVEMOS APOSTAR NUMA DIVERSIFICA\u00c7\u00c3O BEM S\u00c9RIA&#8221;"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/#website","url":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/","name":"O Democrata GB","description":"Jornal O Democrata GB","publisher":{"@id":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/#organization","name":"O Democrata GB","url":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/logo-odemocratagb.png","contentUrl":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/logo-odemocratagb.png","width":1250,"height":327,"caption":"O Democrata GB"},"image":{"@id":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/jornaldaguinebissau","https:\/\/www.instagram.com\/odemocratagb"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/#\/schema\/person\/c5e683adeaf9b557e57cf1a8a591b0c0","name":"Jornal Odemocrata","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/09cb6b76eee5612f7cfca9e0089e2f17141d417bd034905eee842945c87fd87f?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/09cb6b76eee5612f7cfca9e0089e2f17141d417bd034905eee842945c87fd87f?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/09cb6b76eee5612f7cfca9e0089e2f17141d417bd034905eee842945c87fd87f?s=96&d=mm&r=g","caption":"Jornal Odemocrata"},"sameAs":["http:\/\/odemocratagb.com"],"url":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?author=4"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27055","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=27055"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27055\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27058,"href":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/27055\/revisions\/27058"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/27056"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=27055"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=27055"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=27055"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}