{"id":31285,"date":"2021-07-08T18:16:36","date_gmt":"2021-07-08T18:16:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=31285"},"modified":"2021-07-08T18:16:38","modified_gmt":"2021-07-08T18:16:38","slug":"crise-na-educacao-guineense-peritos-defendem-criacao-de-pacto-e-um-mediador-serio-entre-governo-e-docentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=31285","title":{"rendered":"Crise na educa\u00e7\u00e3o guineense: PERITOS DEFENDEM CRIA\u00c7\u00c3O DE PACTO E UM MEDIADOR S\u00c9RIO ENTRE GOVERNO E DOCENTES"},"content":{"rendered":"\n<p>[REPORTAGEM_junho 2021] O ensino guineense anda \u00e0 deriva h\u00e1 sensivelmente tr\u00eas anos, sem respostas que garantam um ensino de qualidade na Guin\u00e9-Bissau. Os especialistas em mat\u00e9ria da educa\u00e7\u00e3o <s>e<\/s>, sobretudo os mais atentos \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do sistema educativo guineense ouvidos pelo nosso seman\u00e1rio, falam de uma \u00e1rea sens\u00edvel entregue &#8220;completamente \u00e0 desorganiza\u00e7\u00e3o, \u00e0s greves e \u00e0 disfuncionalidade&#8221; e defendem como poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o, a cria\u00e7\u00e3o de um mediador sincero, neutro e imparcial, bem como a aceita\u00e7\u00e3o de compromissos que levem a um ensino de qualidade na Guin\u00e9-Bissau. Dois especialistas em mat\u00e9ria da educa\u00e7\u00e3o foram convidados \u00e0 analisar se existem condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para a valida\u00e7\u00e3o do presenta ano le<s>c<\/s>tivo 2020\/2021 nas escolas p\u00fablicas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, o professor e ativista social, Sumaila Djal\u00f3, mestre em Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea aponta como poss\u00edveis sa\u00eddas \u00e0s greves e \u00e0 disfuncionalidade do setor, a cria\u00e7\u00e3o de um pacto que fa\u00e7a uma an\u00e1lise sobre o estado atual da organiza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento curricular, os principais entraves para a exist\u00eancia de ensino de qualidade e proponha metas que permitam o envolvimento de todos os atores na busca de solu\u00e7\u00f5es duradouras para os graves problemas no sistema educativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o de Raul Daniel da Silva, director-executivo da Cooperativa Escolar S\u00e3o Jos\u00e9, o ano letivo est\u00e1 &#8220;completamente comprometido&#8221;, porque ser\u00e1 &#8220;muito dif\u00edcil&#8221; fazer a reposi\u00e7\u00e3o dos dias letivos perdidos na sequ\u00eancia das paralisa\u00e7\u00f5es recorrentes no setor do ensino, sobretudo quando os preju\u00edzos ultrapassam os sessenta por cento. Raul da Silva defendeu, por isso, a nulidade do ano letivo em curso nas escolas p\u00fablicas atingidas pelas greves ou que funcionaram parcialmente e permitir ou dar a oportunidade \u00e0s escolas que funcionam em regime de autogest\u00e3o conclu\u00edrem o presente ano letivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sumaila Djal\u00f3, tamb\u00e9m professor do ensino secund\u00e1rio, afirma que n\u00e3o existem condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para validar o presente ano letivo nas escolas p\u00fablicas na Guin\u00e9-Bissau, lembrando que 2020\/2021 ficar\u00e1 na hist\u00f3ria como o terceiro ano letivo nulo na Guin\u00e9-Bissau e segundo consecutivo: a primeira vez foi em 2002\/2003 e as duas mais recentes s\u00e3o os anos letivos 2019\/2020 e 2020\/2021, desafiando o governo a assumir o &#8220;desastroso&#8221; fardo da impossibilidade material e pedag\u00f3gica de salvar o presente ano letivo e liderar um processo de di\u00e1logo nacional pela &#8220;despartidariza\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o educativa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PROFESSOR RAUL DEFENDE NULIDADE DO ANO LETIVO NAS ESCOLAS P\u00daBLICAS ATINGIDAS PELAS GREVES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista&nbsp;&nbsp;ao Jornal O Democrata para falar da crise no setor do ensino guineenses e que sa\u00eddas devem ser adotadas para o setor educativo nacional,&nbsp;&nbsp;Raul Daniel da Silva \u00e9 da opini\u00e3o que o Estado da Guin\u00e9-Bissau deve ter a capacidade e a vontade de sentar-se \u00e0 mesa com os sindicatos para dialogar e, consequentemente, procurar encontrar solu\u00e7\u00f5es consent\u00e2neas para p\u00f4r fim a onda de paralisa\u00e7\u00f5es no setor educativo guineense e procurar solu\u00e7\u00f5es duradouras que garantam o funcionamento definitivo, sem interrup\u00e7\u00f5es, das escolas p\u00fablicas do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor executivo da Cooperativa Escolar S\u00e3o Jos\u00e9 fala tamb\u00e9m&nbsp;&nbsp;de um mediador&nbsp;&nbsp;neutro, sincero e imparcial capaz de apresentar propostas concretas como solu\u00e7\u00e3o e que ser\u00e3o aceites por todos os atores&nbsp;&nbsp;ligados ao setor do ensino.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0s paralisa\u00e7\u00f5es das aulas nas escolas p\u00fablicas desde janeiro deste ano, 2021, Raul Daniel da Silva fala em tr\u00eas anos letivos consecutivos sem nenhum ensino de qualidade na Guin\u00e9-Bissau, n\u00e3o tr\u00eas ou quatro meses de paragem.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o. Eu n\u00e3o diria quatro ou cinco meses sem funcionamento das escolas p\u00fablicas do pa\u00eds, mas sim tr\u00eas anos sem um ensino de qualidade na Guin\u00e9-Bissau, porque o ano letivo 2018\/2019 funcionou como funcionou, sobretudo nas escolas p\u00fablicas&#8221;, indicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Raul Daniel da Silva salientou que se uma determinada institui\u00e7\u00e3o de ensino perde, por exemplo, mais de quarenta por cento dos dias letivos programados, n\u00e3o consegue cumprir o seu programa relativamente a esse ano letivo, afirmando que \u201cfoi exatamente o que aconteceu em 2018\/2019&#8243;.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Raul Daniel da Silva&nbsp;lembrou que na inaugura\u00e7\u00e3o do bloco de Mindara tinha alertado o ministro da educa\u00e7\u00e3o na altura, para que n\u00e3o usasse a sua prerrogativa de governante ou influ\u00eancia&nbsp;&nbsp;pol\u00edtica para salvar o ano letivo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Aconselhamo-lo que usasse uma engenharia, ou seja, que prolongasse as aulas para a reposi\u00e7\u00e3o dos dias letivos que tinham sido perdidos na sequ\u00eancia da pandemia da Covid-19, n\u00e3o optar pela passagem autom\u00e1tica, mas n\u00e3o fomos tidos nem achados e fez-se a passagem autom\u00e1tica&#8221;, indicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Raul Daniel da Silva frisou que no ano letivo seguinte, 2019\/2020, as portas das escolas p\u00fablicas s\u00f3 abriram em janeiro e no m\u00eas seguinte, fevereiro, o pa\u00eds foi apanhado pela Covid-19 e s\u00f3 em agosto \u00e9 que se retomaram as atividades de doc\u00eancia, porque muitas escolas n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es para funcionar no per\u00edodo das chuvas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Em 2020\/2021, as escolas p\u00fablicas funcionaram apenas de outubro a dezembro. Nos finais de dezembro come\u00e7aram logo as amea\u00e7as de greve no setor do ensino at\u00e9 ao momento&#8221;, assinalou.<\/p>\n\n\n\n<p>Perante estes cen\u00e1rios, o Diretor Executivo da Cooperativa Escolar S\u00e3o Jos\u00e9 afirmou que o ano letivo est\u00e1 &#8220;completamente comprometido&#8221;,&nbsp;porque ser\u00e1 &#8220;muito dif\u00edcil&#8221; fazer a reposi\u00e7\u00e3o dos dias letivos perdidos na sequ\u00eancia das paralisa\u00e7\u00f5es recorrentes no setor do ensino, sobretudo quando os preju\u00edzos ultrapassam os sessenta por cento. Raul da Silva defendeu, por isso, a nulidade do ano letivo em curso nas escolas p\u00fablicas atingidas pela greve ou que funcionaram parcialmente e permitir ou dar a oportunidade \u00e0s escolas que funcionam em regime de autogest\u00e3o conclu\u00edrem o presente ano letivo. Contudo, admitiu que a nulidade de qualquer ano letivo tem as suas &#8220;consequ\u00eancias catastr\u00f3ficas&#8221; para os pais e encarregados de educa\u00e7\u00e3o, sobretudo os que fizeram investimento de um ano para os seus filhos, mas n\u00e3o conseguiram nenhum resultado palp\u00e1vel, sem contar com os reflexos negativos na vida dos alunos, porque &#8220;os dias letivos perdidos n\u00e3o s\u00e3o recuperados t\u00e3o facilmente&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Raul da Silva \u00e9 da opini\u00e3o que o Estado da Guin\u00e9-Bissau deve ter a capacidade e a vontade de sentar-se \u00e0 mesa com os sindicatos para dialogar e encontrar solu\u00e7\u00f5es consent\u00e2neas para p\u00f4r fim a onda de paralisa\u00e7\u00f5es no setor educativo, solu\u00e7\u00f5es duradouras que garantam o funcionamento definitivo, sem interrup\u00e7\u00f5es, das escolas p\u00fablicas do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Questionado sobre o papel das escolas privadas na busca de solu\u00e7\u00f5es para o setor do ensino, Raul da Silva frisou que as escolas privadas nunca cruzaram os bra\u00e7os desde que as amea\u00e7as come\u00e7aram, tendo lembrado que quando os alunos das escolas p\u00fablicas amea\u00e7aram paralisar o funcionamento das aulas nas escolas privadas, impedindo os professores das escolas p\u00fablicas de lecionarem nas escolas privadas, a Associa\u00e7\u00e3o das Escolas Privadas teve um papel positivo que levou os alunos das escolas p\u00fablicas a abdicarem das suas inten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Reunimo-nos no sal\u00e3o de confer\u00eancias da Cooperativa Escolar S\u00e3o Jos\u00e9 e informamos ao grupo que liderava a iniciativa que era perigoso avan\u00e7ar com a ideia, porque teria consequ\u00eancias imprevis\u00edveis, tanto para os alunos como para o pa\u00eds&#8221;, indicou e disse que o atual ministro da educa\u00e7\u00e3o tem informa\u00e7\u00f5es dos trabalhos feitos pelos associados da Associa\u00e7\u00e3o das Escolas Privadas para fazer com que os alunos das escolas p\u00fablicas desistissem das suas&nbsp;&nbsp;inten\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Depois desse trabalho, os nossos associados continuaram a encetar contatos junto dos sindicatos e do atual ministro da educa\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o surtiu nenhum efeito. Embora n\u00e3o tenha sido divulgado pelos \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social, mas fizemos o nosso trabalho&#8221;, frisou.<\/p>\n\n\n\n<p>Raul Daniel da Silva informou que para al\u00e9m dos contatos feitos pela Associa\u00e7\u00e3o das Escolas Privadas, foi delegado um grupo de personalidades que&nbsp;&nbsp;envolveu tamb\u00e9m&nbsp;&nbsp;a Diocese de Bissau, atrav\u00e9s da sua Comiss\u00e3o de Ensino e Educa\u00e7\u00e3o, para procurar solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Acreditamos que todas as for\u00e7as vivas se levantaram. O processo envolveu tamb\u00e9m a comunidade religiosa e a sociedade civil, portanto quer\u00edamos que as partes apresentassem solu\u00e7\u00f5es para estancar as greves no setor do ensino&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Instado a pronunciar-se sobre a passividade ou n\u00e3o da sociedade civil face \u00e0s greves nas escolas p\u00fablicas, Raul Daniel da Silva n\u00e3o fez nenhum coment\u00e1rio sobre o assunto. Contudo, deixou claro que a pol\u00edtica domina o debate nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o posso falar da passividade ou n\u00e3o da sociedade civil neste processo, porque a pol\u00edtica domina debate nacional em todos os setores da vida p\u00fablica do pa\u00eds e a sociedade civil n\u00e3o ser\u00e1 uma exce\u00e7\u00e3o&#8221;, precisou.<\/p>\n\n\n\n<p>O Diretor Executivo da Cooperativa Escolar S\u00e3o Jos\u00e9 defendeu que a sociedade civil deveria ter assumido um papel de neutralidade total, de mediador sincero e de imparcialidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A \u00fanica entidade que tem assumido, at\u00e9 aqui, papel de neutralidade e de mediador sincero nesse processo s\u00e3o as entidades religiosas, mas ultimamente est\u00e3o exaustas&#8221;, sublinhou.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das exig\u00eancias dos sindicatos tem a ver com o cumprimento integral do Estatuto de Carreira Docente. Sobre essa mat\u00e9ria, Raul da Silva lamentou o fato de os sindicatos do mesmo setor divergirem sobre esse ponto, &#8220;que por sinal estava a ser implementado pelo governo&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rea\u00e7\u00e3o aos \u00faltimos acontecimentos nas redes sociais, com iniciativas singulares de jovens com cartazes a pedirem a escola, o Diretor Executivo da Cooperativa Escolar S\u00e3o Jos\u00e9 disse que quando um regime em governa\u00e7\u00e3o atua de forma t\u00e3o dura contra o seu pr\u00f3prio povo, acaba por sofrer as consequ\u00eancias dos seus atos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Raul da Silva, as reivindica\u00e7\u00f5es que est\u00e3o a surgir ou que t\u00eam surgido pouco a pouco nas redes sociais, inclusive as dos pais e encarregados de educa\u00e7\u00e3o que recentemente se barricaram junto do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 um sinal de convite \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, que at\u00e9 aqui era tida como passiva, para reagir \u00e0s diferentes situa\u00e7\u00f5es sociais na Guin\u00e9-Bissau.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A greve dos transportadores \u00e9 um dos sinais, porque se analisarmos as declara\u00e7\u00f5es de alguns membros do governo antes da greve e depois do in\u00edcio da greve, vamos ver que o governo recuou&nbsp;&nbsp;nas suas posi\u00e7\u00f5es anteriores&nbsp;&nbsp;e decidiu negociar com o sindicato. A posi\u00e7\u00e3o inicial do governo era que nunca mais negociaria com o sindicato, porque este n\u00e3o podia impor regras ao executivo&#8221;, indicou e salientou que a solu\u00e7\u00e3o para acabar com convuls\u00f5es sociais ser\u00e1 necess\u00e1rio que o governo tenha&nbsp;&nbsp;vontade pol\u00edtica, perceber que&nbsp;&nbsp;est\u00e1 na governa\u00e7\u00e3o porque foi eleito pelo povo&nbsp;&nbsp;e logo tem a obriga\u00e7\u00e3o de ouvi-lo e atender as suas reclama\u00e7\u00f5es, que \u00e9 trabalhar para povo para angariar capital pol\u00edtico do mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Infelizmente, estamos num pa\u00eds onde os pol\u00edticos aproveitam-se da passividade da popula\u00e7\u00e3o para fazer o que lhes apetece. Como \u00e9 poss\u00edvel fechar uma estrada que d\u00e1 acesso a v\u00e1rios bairros e mercados, por muito tempo, sem mexer nenhuma palha e o povo que \u00e9 v\u00edtima de toda essa situa\u00e7\u00e3o fica passivo, talvez por medo de repress\u00e3o policial, mas at\u00e9 quando?&#8221;, questionou e lembrou o caso Abou Sonko, recentemente ocorrido no Senegal, em que o povo senegal\u00eas saiu em massa \u00e0s ruas e superou qualquer tipo de repress\u00e3o policial e militar e no Mali tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o estou a incentivar ningu\u00e9m \u00e0 viol\u00eancia, mas os direitos dos cidad\u00e3os t\u00eam que ser respeitados. Se os pol\u00edticos n\u00e3o respeitam os direitos, est\u00e3o indiretamente a convidar o povo a reagir um dia. A luta de liberta\u00e7\u00e3o nacional come\u00e7ou exatamente nesses moldes&#8221;, lembrou.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de admitir que as rela\u00e7\u00f5es entre as escolas privadas e o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o s\u00e3o excelentes, Raul da Silva criticou a pol\u00edtica usada pelo governo na uniformiza\u00e7\u00e3o dos uniformes escolares a n\u00edvel do territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A decis\u00e3o de uso de uniformes veio como uma imposi\u00e7\u00e3o a todas as escolas privadas que deveriam aceitar a medida do governo, mas foi bom porque posteriormente o governo reconsiderou a sua posi\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o se sabe qual ser\u00e1 o pr\u00f3ximo passo&#8221;, indicou e salientou que n\u00e3o aceitaram tal decis\u00e3o porque n\u00e3o houve nenhuma proposta assumida pelas escolas privadas e por se tratar tamb\u00e9m de uma medida unilateral do governo, que acusou de n\u00e3o ter sentado \u00e0 mesa com os respons\u00e1veis das escolas privadas antes de avan\u00e7ar com a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Questionado sobre o que ter\u00e1 acontecido entre as escolas privadas e o Alto Comissariado para a Covid-19 (AC) que levou ao encerramento de algumas escolas (privadas e p\u00fablicas) do Setor Aut\u00f3nomo de Bissau e a regi\u00e3o de Biombo por um per\u00edodo de um m\u00eas, inclusive a Cooperativa Escolar S\u00e3o Jos\u00e9, o Diretor Executivo da Cooperativa Escolar S\u00e3o Jos\u00e9 esclareceu que, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua escola, tudo nasceu de um pedido informal, oral, feito pelo Alto Comissariado \u00e0 sua institui\u00e7\u00e3o para realizar despistagem, &#8220;que era normal porque est\u00e1vamos a enfrentar uma doen\u00e7a que estava a infe<s>c<\/s>tar pessoas&nbsp; de todas as faixas et\u00e1rias&nbsp;&#8221;&nbsp;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A escola, no \u00e2mbito das rela\u00e7\u00f5es institucionais deu total abertura para que os testes fossem realizados, mas surpreendentemente vimos nas redes sociais um despacho a elencar os nomes das escolas com casos de Covid-19, entre as quais S\u00e3o Jos\u00e9. A grande interroga\u00e7\u00e3o que se colocou na altura foi por que raz\u00e3o \u00e9 que o Alto Comissariado decidiu mencionar os nomes das escolas que tinham alunos e professores infetados, se bem que desde o in\u00edcio do processo s\u00f3 eram avan\u00e7ados os n\u00fameros de pessoas infetadas, mas n\u00e3o os nomes de bairros, de institui\u00e7\u00f5es&#8230;. Ali\u00e1s, nem sab\u00edamos quem eram essas pessoas e de que institui\u00e7\u00f5es eram&#8221;, questionou.&nbsp;&nbsp;Contudo, disse n\u00e3o ter informa\u00e7\u00e3o de quais eram as inten\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e do Alto Comissariado.<\/p>\n\n\n\n<p>Raul Daniel da Silva revelou que depois de terem sido suspensas as aulas na sua escola, a dire\u00e7\u00e3o executiva recolheu todos os testes \u00e0 Covid-19 realizados aos alunos e aos professores nenhum acusou positivo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;At\u00e9 porque n\u00e3o estava em causa a suspens\u00e3o das escolas, desde que se tratasse de uma quest\u00e3o sanit\u00e1ria que colocasse em perigo vidas humanas, porque em 2020 tivemos seis meses de suspens\u00e3o das aulas&#8221;, afirmou. Contudo, salientou que o an\u00fancio de um resultado sem fatos nem nenhuma comunica\u00e7\u00e3o, por mais que o assunto fosse sigiloso, n\u00e3o se poderia esconder a verdade de todos os membros de uma fam\u00edlia com um deles infetado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O n\u00famero de professores e de alunos mantem-se intacto desde o in\u00edcio do ano letivo, mas ficou a ideia para todo o mundo que temos alunos e professores infetados, o que nenhum diagn\u00f3stico conseguiu provar. Todos est\u00e3o aqui, n\u00e3o temos nenhum caso em que tenhamos sido confrontados em como que perdemos um aluno ou professor por causa da Covid-19. Isto leva-nos a questionar o que estar\u00e1 por detr\u00e1s de tudo isso. O resto, se \u00e9 verdade ou n\u00e3o ou se a suspens\u00e3o das aulas tinha a ver com alunos e professores infetados, era normal!&#8221;, desafiou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Raul Daniel da Silva, a emigra\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode resolver as crises que o pa\u00eds enfrenta, nem mudar, nem desenvolver a Guin\u00e9-Bissau, mas sim, a mudan\u00e7a de consci\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PROFESSOR SUMAILA EXORTA CRIA\u00c7\u00c3O DE PACTO SOBRE EDUCA\u00c7\u00c3O E DESENVOLVIMENTO CURRICULAR<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar a situa\u00e7\u00e3o do ensino no pa\u00eds, o mestre em Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea, Sumaila Djal\u00f3, disse que o setor educativo guineense encontra-se &#8220;completamente entregue \u00e0 desorganiza\u00e7\u00e3o&#8221;, \u00e0s greves e \u00e0 disfuncionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O tamb\u00e9m professor do ensino secund\u00e1rio afirma que n\u00e3o existem condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para validar o presente ano letivo nas escolas p\u00fablicas na Guin\u00e9-Bissau, lembrando que 2020\/2021 ficar\u00e1 na hist\u00f3ria como o terceiro ano letivo nulo na Guin\u00e9-Bissau e segundo consecutivo: a primeira vez foi em 2002\/2003, e as duas mais recentes s\u00e3o os anos letivos 2019\/2020 e 2020\/2021, desafiando o governo a assumir o &#8220;desastroso&#8221; fardo da impossibilidade material e pedag\u00f3gica de salvar o presente ano letivo e liderar um processo de di\u00e1logo nacional pela &#8220;despartidariza\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o educativa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Junho \u00e9 o m\u00eas de exames finais e do encerramento do ano escolar. At\u00e9 porque o c\u00e9u j\u00e1 d\u00e1 sinais constantes de chuva e a maioria das fam\u00edlias guineenses come\u00e7a a preparar arados, enxadas e outros instrumentos que lhes asseguram a sobreviv\u00eancia nas bolanhas e <em>mpampans<\/em>. Tanto a agricultura como a educa\u00e7\u00e3o praticadas na Guin\u00e9-Bissau s\u00e3o rudimentares, longe de servirem \u00e0s necessidades da popula\u00e7\u00e3o&#8221;, disse Sumaila Djal\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>O Mestre em Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea, com a defesa em Ideologias Educativas, aponta, como sa\u00eddas para evitar mais paralisa\u00e7\u00f5es de anos letivos, a convoca\u00e7\u00e3o de entidades ligadas ao sector educativo, nomeadamente, o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e centros de pesquisa do pa\u00eds, partidos pol\u00edticos em atividade, sindicatos dos professores, organiza\u00e7\u00f5es estudantis, representantes dos pais e encarregados da educa\u00e7\u00e3o, l\u00edderes tradicionais e religiosos, ONG\u00b4s que atuam no setor educativo e organismos internacionais que apoiam o sector, para um debate sobre o estado da educa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, tirar ila\u00e7\u00f5es da sua profunda instabilidade e ser estabelecido um pacto nacional sobre a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Sumaila Djal\u00f3 detalha que para al\u00e9m de servir de um mecanismo para compromissos social e pol\u00edtico com a quest\u00e3o educativa, o pacto em proposta deve estabelecer uma an\u00e1lise sobre o estado atual da organiza\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento curricular, os principais entraves para a exist\u00eancia de ensino de qualidade e propor metas que permitam o envolvimento de todos os atores na busca de solu\u00e7\u00f5es duradouras para os graves problemas no sistema educativo, &#8220;independentemente de quem governa e de quem est\u00e1 na oposi\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, salvar a educa\u00e7\u00e3o de guerras partid\u00e1rias e controlo do er\u00e1rio p\u00fablico&#8221;.&nbsp;Contudo, o docente reconhece que n\u00e3o ser\u00e1 uma tarefa f\u00e1cil, por a educa\u00e7\u00e3o ser, sobretudo, uma quest\u00e3o pol\u00edtica, o que as disputas partid\u00e1rias tamb\u00e9m s\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sumaila Djal\u00f3 alerta, por isso,&nbsp; que a Guin\u00e9-Bissau est\u00e1 perante &#8220;um grave problema&#8221; para o futuro do Estado guineense e das estruturas sociais perante uma necessidade de salvar o pa\u00eds do &#8220;obscurantismo em que o seu povo cada vez mais se afoga&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Perante estes fatos, defendeu que &#8220;\u00e9 preciso assumir compromissos mais s\u00e9rios e, pelo menos desta vez e nesta quest\u00e3o, repor os olhos na mesma luz&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por: Filomeno Samb\u00fa\/Tiago Seide<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[REPORTAGEM_junho 2021] O ensino guineense anda \u00e0 deriva h\u00e1 sensivelmente tr\u00eas anos, sem respostas que garantam um ensino de qualidade&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":31073,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,16],"tags":[],"class_list":["post-31285","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-inicio","category-sociedade","wpcat-6-id","wpcat-16-id"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - 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