{"id":44592,"date":"2023-05-31T10:29:34","date_gmt":"2023-05-31T10:29:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=44592"},"modified":"2023-05-31T10:29:37","modified_gmt":"2023-05-31T10:29:37","slug":"lider-do-paigc-guine-bissau-esta-mais-do-que-deitada-moribunda-e-preciso-estancar-a-hemorragia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=44592","title":{"rendered":"L\u00edder do PAIGC:\u00a0&#8220;GUIN\u00c9-BISSAU EST\u00c1 MAIS DO QUE DEITADA, MORIBUNDA.\u00a0\u00c9 PRECISO ESTANCAR A HEMORRAGIA&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>[Campanha eleitoral_ENTREVISTA] O l\u00edder do Partido Africano da Independ\u00eancia da Guin\u00e9 e Cabo Verde (PAIGC) e cabe\u00e7a de lista da Coliga\u00e7\u00e3o Plataforma de Alian\u00e7a Inclusiva \u2013 Terra\u00a0Ranka\u00a0(PAI-Terra\u00a0Ranka)\u00a0ao cargo\u00a0de\u00a0primeiro-ministro, Domingos Sim\u00f5es Pereira,\u00a0afirmou que a Guin\u00e9-Bissau est\u00e1 mais do que\u00a0deitada,\u00a0moribunda\u00a0e\u00a0que\u00a0\u00e9 preciso estancar a hemorragia.\u00a0Defendeu\u00a0que \u00e9 urgente encontrar fios condutores, criar uma l\u00f3gica de funcionamento institucional e\u00a0lan\u00e7ar as bases para o processo de desenvolvimento. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>O pol\u00edtico fez essas afirma\u00e7\u00f5es na entrevista exclusiva ao Jornal O Democrata para falar do programa eleitoral da coliga\u00e7\u00e3o liderada pelo seu partido, bem como dos setores definidos como priorit\u00e1rios para impulsionar o desenvolvimento do pa\u00eds e da vis\u00e3o da coliga\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o&nbsp;\u00e0&nbsp;quest\u00e3o da moeda \u00fanica (ECO),&nbsp;que se perspectiva para os pa\u00edses da sub-regi\u00e3o, da Zona do Com\u00e9rcio Livre Continental Africano e da amea\u00e7a do fen\u00f3meno do terrorismo que abala a sub-regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Domingos Sim\u00f5es Pereira criticou a elevada d\u00edvida do pa\u00eds,&nbsp;admitindo&nbsp;que&nbsp;ultrapassa&nbsp;os&nbsp;80 por cento do nosso Produto Interno Bruto. Acrescentou, neste particular, que &#8220;o grande problema do nosso pa\u00eds em rela\u00e7\u00e3o&nbsp;\u00e0&nbsp;d\u00edvida, n\u00e3o \u00e9 o facto de nos endividamos, qualquer pa\u00eds&nbsp;contrai&nbsp;d\u00edvidas&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O problema \u00e9 que&nbsp;endividamo-nos&nbsp;<em>estupidamente&nbsp;<\/em>e o que&nbsp;isso quer dizer?&nbsp;Endividamo-nos&nbsp;apenas&nbsp;para consumir, isso n\u00e3o existe. Voc\u00ea n\u00e3o pode&nbsp;contrair&nbsp;uma&nbsp;d\u00edvida para consumir, mas sim&nbsp;para investir&#8221;.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O Democrata (OD): A Guin\u00e9-Bissau carece de quase tudo. Raz\u00e3o pela qual<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><strong>tudo<\/strong><strong>&nbsp;\u00e9 considerado&nbsp;<\/strong><strong>prioridade. F<\/strong><strong>ala<\/strong><strong>-nos&nbsp;<\/strong><strong>de forma sint\u00e9tica do programa eleitoral<\/strong><strong>&nbsp;da&nbsp;<\/strong><strong>coliga\u00e7\u00e3o PAI &#8212; Terra&nbsp;<\/strong><strong>Ranka \u00e0<\/strong><strong>s legislativas, sobretudo das \u00e1reas priorit\u00e1rias que merecer\u00e3o uma aten\u00e7\u00e3o especial<\/strong><strong>?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Domingos Sim\u00f5es Pereira (DSP):<\/strong>&nbsp; Mais do que responder \u00e0 quest\u00e3o de cabe\u00e7a de listas, \u00e9 preciso dizer que o chefe de fila da coliga\u00e7\u00e3o \u00e9 o PAIGC. Mesmo a n\u00edvel dos cinco partidos h\u00e1 um reconhecimento de que o PAIGC representa legalmente a coliga\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos dezoito partidos, eles aderiram a um espa\u00e7o que j\u00e1 existia. A coliga\u00e7\u00e3o, de acordo com a&nbsp;Constitui\u00e7\u00e3o&nbsp;da&nbsp;Rep\u00fablica&nbsp;guineense, \u00e9 um dispositivo pr\u00e9-eleitoral. A partir do momento em que submetemos a nossa a candidatura como uma plataforma,&nbsp;\u00e9 essa a designa\u00e7\u00e3o oficial. Os outros v\u00eam apoiar aquilo que j\u00e1 existia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: &nbsp;Ou seja, o presidente do PAIGC \u00e9 cabe\u00e7a de lista.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DSP:<\/strong>&nbsp;Sim, sim!&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: Regista-se neste momento&nbsp;<\/strong><strong>um<\/strong><strong>&nbsp;aumento do pre\u00e7o&nbsp;<\/strong><strong>dos<\/strong><strong>&nbsp;produtos da primeira necessidade no mercado&nbsp;<\/strong><strong>associado a campanha de comercializa\u00e7\u00e3o da castanha de&nbsp;<\/strong><strong>caj<\/strong><strong>\u00fa<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><strong>que est\u00e1 aqu\u00e9m das expetativas. Que estrat\u00e9gias vai adotar a curto prazo para contrariar essa realidade se vencer o escrut\u00ednio de&nbsp;04 de junho?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DSP:<\/strong>&nbsp;O pa\u00eds pode carecer de tudo, mas&nbsp;encontrar um fio orientador&nbsp;e um caminho de desenvolvimento \u00e9 preciso estabelecer uma estrat\u00e9gia. A situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, hoje, em 2023, \u00e9 compar\u00e1vel,&nbsp;de alguma forma,\u00e0quilo que j\u00e1 t\u00ednhamos em 2014.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi necess\u00e1rio, primeiro, estabilizar o pa\u00eds, resolver as quest\u00f5es mais prementes, criar uma base institucional&nbsp;est\u00e1vel.&nbsp;A&nbsp;partir dessa base&nbsp;projetar o desenvolvimento. Nessa altura eu j\u00e1 dizia que n\u00e3o se&nbsp;podia&nbsp;pedir a algu\u00e9m &nbsp;&nbsp;que&nbsp;come\u00e7asse&nbsp;a correr,&nbsp;sem&nbsp;que ela estivesse&nbsp;de p\u00e9. Quem est\u00e1 deitado precisa&nbsp;levantar-se&nbsp;em&nbsp;primeiro lugar. Depois de se p\u00f4r em p\u00e9 e come\u00e7ar a andar, eventualmente&nbsp;poder\u00e1&nbsp;come\u00e7ar a correr.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje o pa\u00eds est\u00e1 mais do que deitado, moribundo,&nbsp;e \u00e9 preciso estancar a hemorragia que est\u00e1 a acontecer no pa\u00eds, encontrar fios condutores, criar uma l\u00f3gica de funcionamento institucional e a partir da\u00ed lan\u00e7armos&nbsp;as&nbsp;bases para o processo de desenvolvimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apresentamos, sim, um programa eleitoral baseado no nosso plano estrat\u00e9gico TERRA RANKA. Insisto em dizer que tal como em 2014, com a elei\u00e7\u00e3o da plataforma TERRA RANKA, ser\u00e1 necess\u00e1rio fazer de novo aquilo que fizemos em 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>Criar um programa de urg\u00eancia para inverter os indicadores, criar um programa de conting\u00eancia para depois chegarmos ao programa de desenvolvimento. O programa de desenvolvimento tem seis eixos,&nbsp;dos&nbsp;quais&nbsp;colocamos um assento particularmente em&nbsp;dois&nbsp;como priorit\u00e1rios: a mulher no centro de pensamento estrat\u00e9gico e promover os jovens.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: Neste momento<\/strong><strong>,<\/strong><strong>&nbsp;h\u00e1&nbsp;<\/strong><strong>um<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><strong>aumento de pre\u00e7os dos produtos de primeira necessidade no mercado, uma preocupa\u00e7\u00e3o associada \u00e0 queda que se regista na campanha de comercializa\u00e7\u00e3o da castanha de caj\u00fa e o desfecho&nbsp;<\/strong><strong>est\u00e1 aqu\u00e9m das expetativas. Que estrat\u00e9gias vai adotar, a curto prazo, para contrariar essa realidade, se vencer o escrut\u00ednio de&nbsp;04 de junho?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DSP:<\/strong>&nbsp;Colocou-me duas quest\u00f5es importantes, que s\u00e3o dois elementos fundamentais de qualquer an\u00e1lise econ\u00f3mica. Mas vou come\u00e7ar&nbsp;aresponder, dizendo que vamos fazer aquilo que fizemos em 2014. Tamb\u00e9m em 2014 t\u00ednhamos essas duas situa\u00e7\u00f5es.&nbsp;De um lado,&nbsp;ainfla\u00e7\u00e3o, aumento de pre\u00e7os dos produtos de primeira necessidade, e por outro uma grande defla\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao produto principal da nossa economia que \u00e9 a castanha de caj\u00fa. Infelizmente o Estado est\u00e1 moribundo e n\u00e3o est\u00e1 a cumprir a sua miss\u00e3o. O Estado tem como uma das principais voca\u00e7\u00f5es regular todo um relacionamento&nbsp;entre as&nbsp;v\u00e1rias entidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Temos um Estado que n\u00e3o fica pela regula\u00e7\u00e3o, mas quer intervir com interesses&nbsp;diretos&nbsp;associados aos produtos. O partido com maior influ\u00eancia \u00e9 o MADEM-G 15. O coordenador do MADEM-15 tem como&nbsp;principal atividade o&nbsp;caj\u00fa,&nbsp;tem um&nbsp;conflito de &nbsp;interesses&nbsp;&nbsp;&nbsp;com a fun\u00e7\u00e3o de ser chefe do Governo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto comerciante, est\u00e1 e estar\u00e1 sempre interessado que o pre\u00e7o da castanha de caj\u00fa seja&nbsp;baixo&nbsp;para poder ganhar. Que comerciante \u00e9 que n\u00e3o quer&nbsp;ter&nbsp;lucros. O povo guineense \u00e9 que tem que compreender que n\u00e3o pode eleger para um cargo desta natureza algu\u00e9m que tem uma atividade econ\u00f3mica contradit\u00f3ria&nbsp;a fun\u00e7\u00e3o de&nbsp;chefe&nbsp;de&nbsp;governo. Em 2014, deparamo-nos com essa situa\u00e7\u00e3o. Taxas de todo o tipo, impostos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;FUNPI, por exemplo, \u00e9 uma das situa\u00e7\u00f5es. Temos ainda v\u00e1rios impostos acoplados \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o da castanha,&nbsp;o&nbsp;que cria incertezas e ao criar incertezas torna o nosso produto menos competitivo no mercado internacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o essas taxas que t\u00eam que ser eliminadas. As pessoas encontram r\u00f3tulos e embrulhos muito bonitos, mas para coisas que s\u00e3o absolutamente inaceit\u00e1veis. Tamb\u00e9m na altura me tinham apresentado um documento de parcerias p\u00fablico privadas, mas&nbsp;ao&nbsp;ler esse&nbsp;documento,&nbsp;percebe-se&nbsp;que \u00e9 um documento atrav\u00e9s do qual o governo de ent\u00e3o outorgava \u00e0 C\u00e2mara de Com\u00e9rcio o direito de cobrar impostos,&nbsp;isso&nbsp;n\u00e3o&nbsp;pode ser, n\u00e3o&nbsp;existe. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nenhuma entidade pode cobrar impostos, que n\u00e3o seja o Estado e quando o Estado cobra impostos tem que estar diretamente refletido no Or\u00e7amento Geral do Estado, isso \u00e9 a componente caj\u00fa. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;resposta \u00e9: ser\u00e1 que o governo ter\u00e1 a capacidade de resolver o problema,&nbsp;hoje tal como&nbsp;resolvemos em 2014. N\u00f3s t\u00ednhamos no\u00e7\u00e3o das taxas que tinham que ser subtra\u00eddas para que a castanha&nbsp;fosse competitiva. Em rela\u00e7\u00e3o aos pre\u00e7os dos produtos de primeira necessidade, temos um problema de conhecimento e de vontade. Em todos os pa\u00edses do mundo h\u00e1 aquilo que se chama Cabaz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Estado quando fixa o sal\u00e1rio m\u00ednimo e diz, por exemplo, que o sal\u00e1rio m\u00ednimo \u00e9 trinta, a primeira pergunta que o Estado deve fazer a si pr\u00f3prio \u00e9:&nbsp;que despesas tem&nbsp;o trabalhador normal?&nbsp;Se&nbsp;compra&nbsp;arroz,&nbsp;paga&nbsp;a&nbsp;escola&nbsp;dos filhos,&nbsp;o&nbsp;arrendamento&nbsp;de uma casa,&nbsp;luz e \u00e1gua como bens essenciais. H\u00e1 duas coisas que o Estado n\u00e3o pode permitir: o valor de um saco de arroz n\u00e3o pode ser inflacionado ao ponto de p\u00f4r em causa o sal\u00e1rio do trabalhador.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o que est\u00e1 a acontecer. O pa\u00eds n\u00e3o pode ter&nbsp;um&nbsp;aumento de pre\u00e7os de produtos de primeira necessidade quando o sal\u00e1rio se mant\u00e9m igual. A capacidade de compra do trabalhador est\u00e1 a ser posta em causa. Das duas&nbsp;uma. Ou indexar os pre\u00e7os dos produtos de primeira necessidade a um determinado coeficiente ou atualizar os sal\u00e1rios dos trabalhadores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de arroz no mercado portugu\u00eas \u00e9 uma coisa, mas na sociedade guineense significa completamente outra. Qual \u00e9 a fam\u00edlia guineense que passa uma semana sem&nbsp;consumir&nbsp;o&nbsp;arroz?. Como \u00e9 que se pode permitir que o sal\u00e1rio m\u00ednimo seja de trinta e pouco mil francos CFA e&nbsp;o arroz que, numa mesma legislatura,&nbsp;come\u00e7ou&nbsp;em 18 mil francos CFA e j\u00e1&nbsp;vai&nbsp;em 23 mil francos CFA? Isso revela uma absoluta falta de conhecimento e de responsabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: A&nbsp;<\/strong><strong>Agricultura \u00e9 considerada como a base econ\u00f3mica do pa\u00eds. H\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas nenhum governo conseguiu apresentar uma solu\u00e7\u00e3o e progressos neste setor. Que mecanismos o seu governo vai apresentar aos guineenses para revolucionar este setor \u00e0 semelhan\u00e7a do Senegal, onde se&nbsp;<\/strong><strong>fizeram<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><strong>grandes investimentos e hoje se produz milh\u00f5es de toneladas de arroz, mancara, feij\u00e3o e milho?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DSP:<\/strong>&nbsp;A afirma\u00e7\u00e3o de que nenhum governo conseguiu dar resposta \u00e9 sua, n\u00e3o minha. N\u00e3o subscrevo isso. Podemos n\u00e3o ter encontrado os resultados que preconizamos. Em 2014 t\u00ednhamos investimentos nesse setor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em julho de 2015 realizamos uma reuni\u00e3o de conselho de ministro em Bafat\u00e1 para tratar especificamente do programa de desenvolvimento da regi\u00e3o de Bafat\u00e1. Na mesma reuni\u00e3o, anunciamos uma parceria com o governo do Brasil &nbsp;&nbsp;para o estudo dos solos da Guin\u00e9-Bissau, um estudo que Am\u00edlcar Cabral fez em 1952. Num territ\u00f3rio de 36 mil quil\u00f3metros quadrados, n\u00e3o se pode dar ao luxo de perder solos de qualidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje o caj\u00fa \u00e9 colocado em qualquer parte do territ\u00f3rio e j\u00e1 perdemos mais de 60 por cento das zonas de produ\u00e7\u00e3o de arroz, por n\u00e3o ter havido a prote\u00e7\u00e3o da subida das \u00e1guas&nbsp;do mar. S\u00e3o erros sistem\u00e1ticos que se tem&nbsp;cometido.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s, para al\u00e9m de aprovar o programa para Bafat\u00e1, estabelecer parcerias com a&nbsp;Embrapa&nbsp;e&nbsp;o&nbsp;FAO para o desenvolvimento agr\u00e1rio, fizemos uma exposi\u00e7\u00e3o em Bafat\u00e1 a mostramos&nbsp;que t\u00ednhamos mais de quinhentos tratores preparados para a mecaniza\u00e7\u00e3o agr\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim que o governo do PAIGC foi demitido, estes tratores foram utilizados pelo Presidente Jos\u00e9 M\u00e1rio Vaz no seu projeto \u201cMon na Lama\u201d e distribuiu outros aos seus amigos. O projeto \u201cMon na Lama\u201d pegou na verba que o governo foi buscar \u00e0 UEMOA para financiar sementes de curto ciclo e gastou-o \u00e0 sua maneira. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>DO: O setor da Educa\u00e7\u00e3o tem andado paralisado e h\u00e1 vozes cr\u00edticas que defendem a reforma do sistema. Partilha a mesma ideia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DSP:<\/strong>&nbsp; Este Estado n\u00e3o existe. A educa\u00e7\u00e3o, agricultura&#8230; t\u00eam problemas. Pergunto o que \u00e9 que n\u00e3o tem problemas? As pessoas est\u00e3o a governar ainda naquele princ\u00edpio que se diz de navega\u00e7\u00e3o \u00e0 vista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Podemos sair de Bissau para a ilha de Como, ter um mapa,&nbsp;um&nbsp;GPS,&nbsp;uma&nbsp;b\u00fassola&nbsp;e saber&nbsp;orientarmo-nos&nbsp;para&nbsp;chegarmos \u00e0&nbsp;ilha de Como, isto \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o. Temos um programa e ideias, ou seja, entramos no barco, mas n\u00e3o&nbsp;sabemos&nbsp;se&nbsp;chegaremos&nbsp;ou n\u00e3o \u00e0 ilha de Como. Este governo apresentou na altura um programa, n\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro-ministro apenas tinha sido indicado, do resto ficou com um deputado, mas continua a ser primeiro-ministro. Este governo tinha vis\u00e3o estrat\u00e9gica, n\u00e3o. N\u00e3o tinha nenhum compromisso. Como \u00e9 que&nbsp;se pode&nbsp;resolver esses problemas? Dentro do PAIGC a vis\u00e3o \u00e9 diferente. Domingos Sim\u00f5es Pereira nunca foi eleito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A mo\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica apresentada por Domingos mereceu&nbsp;um&nbsp;sufr\u00e1gio maiorit\u00e1rio dos delegados ao congresso. A partir do momento em que essa mo\u00e7\u00e3o&nbsp;foi&nbsp;aprovada&nbsp;passou&nbsp;a ser uma propriedade do partido e&nbsp;foi&nbsp;transformada em programa eleitoral e, consequentemente, de governa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 uma sequ\u00eancia e havendo uma sequ\u00eancia, h\u00e1 uma l\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho quase que&nbsp;a&nbsp;certeza&nbsp;que&nbsp;se&nbsp;falar com a ministra da Educa\u00e7\u00e3o, pe\u00e7o desculpas n\u00e3o a conhe\u00e7o e posso estar aqui a cometer uma injusti\u00e7a, mas tenho quase&nbsp;a&nbsp;certeza que a maior parte dos ministros que passam pela educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o&nbsp;sabem&nbsp;que existe um programa de reforma educativa na Guin\u00e9-Bissau.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 falei com um ministro do equipamento social que n\u00e3o sabe que existe uma carta de pol\u00edtica nacional para o setor das obras p\u00fablicas, n\u00e3o sabe! N\u00e3o \u00e9 culpado, porque foi colocado&nbsp;naquela posi\u00e7\u00e3o&nbsp;por uma quest\u00e3o de conveni\u00eancia pol\u00edtica. Por isso, para ele, construir uma estrada de tr\u00eas quil\u00f4metros em Bissau Velho \u00e9 mais importante do que reabilitar&nbsp;Safim-Nhacra-Jugudul. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD:\u00a0Que mecanismos\u00a0usar\u00e3o\u00a0para negociar\u00a0com os sindicatos\u00a0do setor da Educa\u00e7\u00e3o, responder \u00e0s suas reivindica\u00e7\u00f5es e relan\u00e7ar o setor para atingir o n\u00edvel da sub-regi\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/2C4ACCCB-A1E8-4B0C-959C-9BAD9366A63B.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"449\" src=\"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/2C4ACCCB-A1E8-4B0C-959C-9BAD9366A63B-1024x449.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-44594\" srcset=\"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/2C4ACCCB-A1E8-4B0C-959C-9BAD9366A63B-1024x449.jpeg 1024w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/2C4ACCCB-A1E8-4B0C-959C-9BAD9366A63B-300x132.jpeg 300w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/2C4ACCCB-A1E8-4B0C-959C-9BAD9366A63B-768x337.jpeg 768w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2023\/05\/2C4ACCCB-A1E8-4B0C-959C-9BAD9366A63B.jpeg 1080w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>DSP:<\/strong>&nbsp;Os sindicatos s\u00e3o parceiros. &nbsp;N\u00e3o \u00e9 por acaso que entre julho de 2014&nbsp;a&nbsp;agosto de 2015 n\u00e3o houve nenhuma greve. Quem olha de fora pensa que eles tiveram sorte. N\u00e3o, n\u00e3o foi sorte. Escolhemos&nbsp;o&nbsp;di\u00e1logo, porque quando n\u00e3o h\u00e1 problemas, a\u00ed \u00e9 que as pessoas&nbsp;dialogam. Depois de todo um trabalho feito, conseguimos estar a pagar cento e cinquenta mil francos CFA como subs\u00eddio de instala\u00e7\u00e3o&nbsp;dos&nbsp;professores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fizemo-lo porque estava no decreto lei e tinha que ser pago. E nos meses subsequentes, pagamos todas as responsabilidades sociais que t\u00ednhamos com os trabalhadores. Est\u00e1vamos a trabalhar no sentido de levar os sindicatos a entenderem-se com a classe empresarial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 um erro neste momento nas nossas estruturas\u2026tu n\u00e3o podes negociar com os sindicatos, separadamente, e depois negociar com os empres\u00e1rios, por isso todos os pa\u00edses t\u00eam o que se chama conselho econ\u00f3mico social. Quando discuti com os empres\u00e1rios, n\u00e3o queriam a presen\u00e7a dos sindicatos, vice-versa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 normal que haja choque de interesses, mas eu enquanto chefe de governo,&nbsp;tinha&nbsp;a&nbsp;necessidade&nbsp;de&nbsp;ter&nbsp;os dois juntos, porque os sindicatos reivindicam os direitos e quando o Estado tem de pagar direitos, cobra&nbsp;a algu\u00e9m, do setor privado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois t\u00eam que estar presentes nesse conselho. Quero responder \u00e0 sua quest\u00e3o, dizendo que tanto os sindicatos como o patronato ir\u00e3o encontrar,&nbsp;no pr\u00f3ximo interlocutor,&nbsp;quem&nbsp;os vai tratar como parceiros, porque vai fazer parte da procura de solu\u00e7\u00f5es, o que n\u00e3o acontece neste momento com este governo porque n\u00e3o h\u00e1 ideias. &nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD:&nbsp;<\/strong><strong>Concorda<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><strong>quando se diz na pra\u00e7a&nbsp;<\/strong><strong>p\u00fablica<\/strong><strong>, que h\u00e1 evolu\u00e7\u00e3o no<\/strong><strong>&nbsp;setor de sa\u00fade?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DSP:<\/strong>&nbsp;Evolu\u00e7\u00e3o?! Voc\u00ea considera que h\u00e1 evolu\u00e7\u00e3o no setor de sa\u00fade? Estamos a falar de um setor onde o bloco operat\u00f3rio deixou de fazer opera\u00e7\u00f5es h\u00e1 mais de um ano. Sabe que tipo de evolu\u00e7\u00e3o aconteceu? Pintaram edif\u00edcios que as pessoas acham que lhes d\u00e1 o direito de&nbsp;vangloriarem-se. Pintaram edif\u00edcios e contrataram uma senhora para lhe oferecer dinheiro a pretexto de que est\u00e1 a oferecer comida aos doentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 isso que se chama evolu\u00e7\u00e3o no setor. Estou a falar com senhor hoje, segunda-feira, mas h\u00e1 24 horas perdi um amigo muito \u00edntimo, porque temos um sistema de sa\u00fade que,&nbsp;perante&nbsp;uma&nbsp;falha&nbsp;dos&nbsp;rins,&nbsp;n\u00e3o&nbsp;existe&nbsp;nenhum sistema de apoio. Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, em 2015, est\u00e1vamos h\u00e1 meses de instalar 14 aparelhos de hemodi\u00e1lise.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De que sistema de sa\u00fade estamos a falar? Os guineenses est\u00e3o a celebrar que temos um sistema de sa\u00fade, quando para realizar um TAC temos que ir a&nbsp;Ziguinchor, n\u00e3o,&nbsp;devemos estar a brincar. Passo praticamente a vida a receber compatriotas meus, amigos e camaradas, que trazem preocupa\u00e7\u00f5es de sa\u00fade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Devem ter reparado, no nosso cortejo da campanha eleitoral, temos sempre uma ambul\u00e2ncia, onde tem um m\u00e9dico e uma enfermeira. As pessoas podem pensar que \u00e9 para a nossa seguran\u00e7a se acontecer algum acidente, n\u00e3o. Porque sabemos que as localidades por onde passamos encontramos muitas situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia e n\u00e3o podemos continuar a dizer vamos tentar resolver, resolvemos no momento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: O que \u00e9 que a Coliga\u00e7\u00e3o PAI \u2013 Terra&nbsp;<\/strong><strong>Ranka<\/strong><strong>&nbsp;vai mudar no setor de sa\u00fade, se for o governo?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DSP:<\/strong>&nbsp;Uma das principais reformas que \u00e9 preciso fazer em rela\u00e7\u00e3o ao funcionamento do aparelho do Estado \u00e9 a reparti\u00e7\u00e3o do Or\u00e7amento Geral do Estado. Aquilo que me choca devia&nbsp;chocar-lhe&nbsp;a si e devia chocar a todos. N\u00e3o choca, porque simplesmente a grande maioria da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu insisto em falar disso. Eu estudei o or\u00e7amento geral do Estado dos pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, da \u00c1frica, dos pa\u00edses da CEDEAO e da Guin\u00e9-Bissau. Na Uni\u00e3o Europeia ou nos Estados Unidos, nenhum governo gasta mais de dois por cento do or\u00e7amento geral do Estado com despesas n\u00e3o produtivas. Nenhum governo paga viagens do presidente e mordomias com um or\u00e7amento superior a dois por cento, quando&nbsp;esses pa\u00edses&nbsp;fazem&nbsp;grandes gastos \u00e9 porque o or\u00e7amento&nbsp;permite -lhes&nbsp;isso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 para compreenderem melhor um or\u00e7amento: vamos imaginar que o or\u00e7amento \u00e9 100 d\u00f3lares. Temos uma \u00e1rea de soberania que&nbsp;inclu\u00ed&nbsp;o Presidente da Rep\u00fablica,&nbsp;a&nbsp;Assembleia Nacional Popular,&nbsp;o primeiro-ministro e o seu gabinete. Segundo,&nbsp;temos&nbsp;a \u00e1rea produtiva (agricultura, energia, pescas, turismo&#8230;), depois&nbsp;vem a&nbsp;\u00e1rea social (educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e solidariedade) e finalmente&nbsp;as compensa\u00e7\u00f5es&nbsp;que s\u00e3o&nbsp;os&nbsp;neg\u00f3cios estrangeiros, entre outros. Se&nbsp;tiver quatro&nbsp;componentes e tem cem d\u00f3lares, como vai fazer?<\/p>\n\n\n\n<p>Os pa\u00edses que est\u00e3o a progredir dizem que as despesas das representa\u00e7\u00f5es n\u00e3o podem ultrapassar dois por cento, tem que ser&nbsp;magras. A despesa com o investimento na \u00e1rea produtiva tem que ser importante e a despesa na \u00e1rea social tem que ser ainda mais importante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na Guin\u00e9-Bissau, onde os outros pa\u00edses est\u00e3o a gastar dois por cento, n\u00f3s gastamos 35 por cento. Isso quer dizer que para cada 100 d\u00f3lares&nbsp;gastamos&nbsp;35 d\u00f3lares para o presidente da Rep\u00fablica viajar, para o presidente da assembleia ter um bom gabinete e estar confort\u00e1vel,&nbsp;e&nbsp;poder receber gente e fazer festas. Isto n\u00e3o \u00e9 s\u00e9rio. \u00c9 preciso alterarmos este quadro, mas n\u00e3o \u00e9 alterar o quadro&nbsp;por via do&nbsp;populismo. \u00c9 alterar o quadro para que todo o cidad\u00e3o guineense se sinta parte do processo, e isso deve envolver todos. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 dois anos publiquei um artigo onde eu falava da discuss\u00e3o do or\u00e7amento geral do Estado em Portugal. Eu cheguei \u00e0 minha universidade e o or\u00e7amento geral do Estado estava a ser discutido na universidade, porque \u00e9 que o or\u00e7amento geral do Estado \u00e9 discutido na Guin\u00e9-Bissau s\u00f3 na Assembleia Nacional Popular. Porqu\u00ea \u00e9 que n\u00e3o promovem semin\u00e1rios para os jornalistas sobre o or\u00e7amento geral, porque \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 discutido nas universidades?<\/p>\n\n\n\n<p>Para responder a sua quest\u00e3o, \u00e9 preciso investir na sa\u00fade para melhorar o setor. N\u00f3s n\u00e3o estamos a investir na sa\u00fade, temos tudo invertido.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD:&nbsp;<\/strong><strong>As infraestruturas rodovi\u00e1rias s\u00e3o quase inexistentes, ali\u00e1s, o candidato&nbsp;<\/strong><strong>provou<\/strong><strong>&nbsp;isso nestas andan\u00e7as da campanha eleitoral.&nbsp;Que medidas ou iniciativas levar\u00e3o a cabo para melhorar as estradas<\/strong><strong>?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DSP:<\/strong>&nbsp;O nosso plano estrat\u00e9gico terra&nbsp;ranka&nbsp;tem um plano nacional de infraestruturas. Eu posso dizer-lhe a extens\u00e3o da nossa rede rodovi\u00e1ria onde \u00e9 preciso intervir, posso dizer-lhe ainda da localiza\u00e7\u00e3o dos quatro terminais de transporte que&nbsp;precisamos&nbsp;construir.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s falamos do caminho de ferro, porque sabemos que \u00e9 necess\u00e1rio que haja um caminho de ferro na Guin\u00e9-Bissau, ao contr\u00e1rio daqueles que gozam,&nbsp;mas&nbsp;que nem t\u00eam a ideia daquilo que estamos a falar.&nbsp;N\u00e3o! N\u00f3s temos um plano pr\u00e9-estabelecido e&nbsp;\u00e9&nbsp;com este plano&nbsp;que&nbsp;pensamos que o pa\u00eds vai poder&nbsp;desenvolver-se.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A n\u00edvel das estradas, vou dar um exemplo para compreender a gravidade da situa\u00e7\u00e3o em que estamos. Assinamos os acordos a n\u00edvel da Comunidade Econ\u00f3mica dos Estados da \u00c1frica Ocidental, quem adere \u00e0 CEDEAO e assina a conven\u00e7\u00e3o diz que todas as cargas da CEDEAO t\u00eam o direito de transitar pela Guin\u00e9-Bissau. At\u00e9 aqui parece que est\u00e1 tudo bem, n\u00e3o est\u00e1. Porque o cami\u00e3o pesado \u00e9 calculado por eixo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O cami\u00e3o tem uma fila de rodas e tem outra fila de rodas. Quem n\u00e3o \u00e9 um t\u00e9cnico pode pensar que o n\u00famero de filas de rodas n\u00e3o tem qualquer incid\u00eancia, mas tem, porque \u00e9 atrav\u00e9s das rodas que o cami\u00e3o transporta o peso&nbsp;pela&nbsp;estrada. Quando&nbsp;pensamos no cami\u00e3o, devemos assegurar que o peso por&nbsp;eixo, no caso da Guin\u00e9-Bissau, n\u00e3o&nbsp;ultrapassa as&nbsp;onze toneladas, porque a estrada foi constru\u00edda a contar com um peso de onze toneladas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo,&nbsp;no&nbsp;Senegal, a estrada \u00e9 constru\u00edda a contar com 14 toneladas. Isso significa que&nbsp;permitimos transitar&nbsp;nas&nbsp;nossas estradas&nbsp;cami\u00f5es de 14 toneladas. O que \u00e9 que vai acontecer? N\u00e3o&#8230; est\u00e1 claro o que vai acontecer&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, n\u00f3s pensamos que est\u00e1 tudo bem, mas n\u00e3o est\u00e1.&nbsp;Das duas&nbsp;uma, ou exigimos&nbsp;\u00e0&nbsp;CEDEAO que fa\u00e7a um investimento na Guin\u00e9-Bissau para que as estradas tenham um gabarito de 14 toneladas ou temos que dizer que transitoriamente n\u00e3o podem circular nas nossas estradas&nbsp;cami\u00f5es&nbsp;com cargas por eixo superior a onze toneladas. Perguntem ao governo se sabe isso ou a outros l\u00edderes dos partidos, pergunte se sabem isso&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD:&nbsp;<\/strong><strong>A d\u00edvida p\u00fablica da Guin\u00e9-Bissau representa 80% do PIB<\/strong><strong>,<\/strong><strong>segundo um&nbsp;relat\u00f3rio recente do Banco Mundial. O que ter\u00e1 levado o pa\u00eds a insustentabilidade financeira e quais<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><strong>os<\/strong><strong>&nbsp;mecanismos para&nbsp;<\/strong><strong>libertar<\/strong><strong>mo-nos<\/strong><strong>&nbsp;do fardo da d\u00edvida?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DSP:<\/strong>&nbsp;Primeiro, eu n\u00e3o estou muito seguro que seja 80 por cento. Eu acredito que seja mais do que 80 por cento, mas&nbsp;\u00e9&nbsp;importante voc\u00eas enquanto jornalistas investigarem a evolu\u00e7\u00e3o. Muita gente vai dizer que o PAIGC governou o pa\u00eds durante mais de 40 anos. At\u00e9 ao fim do partido \u00fanico, toda a d\u00edvida externa da Guin\u00e9-Bissau n\u00e3o ultrapassava os 40 por cento do nosso Produto Interno Bruto BIP. Agora com o multipartidarismo ou de 1994 a 2000, n\u00f3s chegamos a 60 por cento da d\u00edvida. E este novo quadro de d\u00edvida \u00e9 recente,&nbsp;nos&nbsp;\u00faltimos seis e sete anos, portanto h\u00e1 aqui um problema grave.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se quiser realmente verificar,&nbsp;a partir da pandemia&nbsp;do&nbsp;coronav\u00edrus,&nbsp;o governo do PAIGC que esteve no poder at\u00e9 \u00e0s elei\u00e7\u00f5es, estava muito preocupado em honrar os compromissos da d\u00edvida, portanto fez economias para saldar essas d\u00edvidas.&nbsp;Mas&nbsp;foi demitido,&nbsp;entrou este governo e logo a seguir houve&nbsp;a&nbsp;Covid-19, devido&nbsp;ao&nbsp;surgimento da pandemia&nbsp;da&nbsp;Covid-19, a UEMOA e a CEDEAO decretaram uma morat\u00f3ria em que os pa\u00edses n\u00e3o deviam pagar as d\u00edvidas e o nosso governo come\u00e7ou a celebrar, porque&nbsp;pensou que&nbsp;nunca mais&nbsp;pagaria&nbsp;as d\u00edvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o&nbsp;foi&nbsp;assim o que eles disseram. Queriam transmitir que&nbsp;os&nbsp;pa\u00edses n\u00e3o precisavam pagar&nbsp;as d\u00edvidas,&nbsp;por aquele per\u00edodo, porque&nbsp;est\u00e1vamos&nbsp;a passar por um per\u00edodo&nbsp;de&nbsp;crise. Era prefer\u00edvel na altura&#8230;&nbsp;se&nbsp;eu&nbsp;estivesse no governo, era o que teria feito. Pagava o dinheiro e voltava a pedir o empr\u00e9stimo, portanto isto \u00e9 outra condi\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o pagar, \u00e9 aumentar o per\u00edodo de incid\u00eancia da taxa dos juros sobre a d\u00edvida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O grande problema que o nosso pa\u00eds&nbsp;tem&nbsp;em rela\u00e7\u00e3o a d\u00edvida vou lhe dizer, n\u00e3o \u00e9 o facto de nos endividamos, qualquer pa\u00eds&nbsp;endivida-se. O problema \u00e9 que n\u00f3s&nbsp;endividamo-nos&nbsp;<em>estupidamente&nbsp;<\/em>e o que isso quer dizer? N\u00f3s endividamos para consumir, isso n\u00e3o existe. Voc\u00ea n\u00e3o pode&nbsp;contrair&nbsp;a d\u00edvida para consumir, mas sim pedir a d\u00edvida para investir.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Muita gente ainda se lembra&#8230; n\u00f3s fomos \u00e0 mesa redonda e conseguimos 1,5 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares norte-americanos. \u00c9 s\u00f3 disso que as pessoas falam e n\u00e3o se lembram de outros aspectos que tratamos a n\u00edvel da mesa redonda que s\u00e3o muito importantes. N\u00f3s apresentamos um programa estrat\u00e9gico que os parceiros compreenderam,&nbsp;o nosso ministro das Finan\u00e7as na altura defendeu que o c\u00e1lculo do nosso Produto Interno Bruto&nbsp;estava&nbsp;errado. N\u00f3s temos a inten\u00e7\u00e3o de voltar ao governo para discutir isso com o Banco Mundial e o Fundo Monet\u00e1rio Internacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Temos que rever o quadro do nosso PIB, porque fixar o nosso Produto Interno Bruto em um bili\u00e3o n\u00e3o faz sentido. Isso aconteceu aquando da ades\u00e3o do pa\u00eds \u00e0 UEMOA, portanto o c\u00e1lculo da nossa moeda esteve errado, \u00e9 preciso&nbsp;corrigi-lo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD:&nbsp;<\/strong><strong>A justi\u00e7a \u00e9 percebida pelos cidad\u00e3os nacionais como ausente. Qual ser\u00e1 a estrat\u00e9gia para edificar um aparelho judicial eficiente e igualit\u00e1rio no pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DSP:<\/strong>&nbsp;\u00c9 preciso que haja&nbsp;justi\u00e7a, n\u00f3s n\u00e3o temos justi\u00e7a! Penso que os nossos profissionais ligados \u00e0 justi\u00e7a t\u00eam que compreender que quando uma sociedade falha, o ponto de partida \u00e9 a justi\u00e7a. Eles est\u00e3o permanentemente convidados a reconhecer que o povo guineense olha para eles com esperan\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho que temos vindo a fazer a n\u00edvel do partido e de v\u00e1rias outras organiza\u00e7\u00f5es \u00e9 importante. &nbsp;Poder\u00edamos ter escolhido tamb\u00e9m o caminho mais f\u00e1cil. Eu costumo dizer \u00e0s pessoas que em 2015, se tivesse escolhido ficar no poder, ficaria, mas \u00e0s vezes \u00e9 preciso tamb\u00e9m ter&nbsp;honra e dignidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: A Coliga\u00e7\u00e3o PAI \u2013 Terra&nbsp;<\/strong><strong>Ranka<\/strong><strong>&nbsp;admite que h\u00e1 interfer\u00eancia pol\u00edtica na justi\u00e7a guineense?m<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DSP:<\/strong>&nbsp;N\u00e3o sou eu que admite isso. Isto \u00e9 mais que not\u00f3rio e como repara,&nbsp;estamos em v\u00e9speras de elei\u00e7\u00f5es legislativas, n\u00e3o quero discutir quest\u00f5es que convidam&nbsp;a&nbsp;um debate.&nbsp;Neste momento,&nbsp;eu devo estar a discutir com&nbsp;os&nbsp;outros l\u00edderes dos partidos pol\u00edticos, por isso&nbsp;estou a evitar tratar determinados assuntos porque entrando por a\u00ed, eu estaria a convidar os outros atores tamb\u00e9m a darem os seus pontos de vista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: O setor&nbsp;<\/strong><strong>dos<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><strong>Transportes e Telecomunica\u00e7\u00f5es constitui um grande desafio para o pa\u00eds. Fala-nos da estrat\u00e9gia definida no programa eleitoral para relan\u00e7ar&nbsp;<\/strong><strong>es<\/strong><strong>s<\/strong><strong>es<\/strong><strong>&nbsp;setores, sobretudo&nbsp;<\/strong><strong>a<\/strong><strong>s<\/strong><strong>telecomunica\u00e7\u00f5es que \u00e9 quase inexistente?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DSP:&nbsp;<\/strong>N\u00f3s temos planos para todos os setores. N\u00f3s conhecemos a carta pol\u00edtica para todos os setores. Eu conhe\u00e7o a carta de reforma agr\u00e1ria, a carta de pol\u00edtica do setor das infraestruturas, ali\u00e1s, eu participei na elabora\u00e7\u00e3o da carta de pol\u00edtica do setor das infraestruturas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Eu conhe\u00e7o o programa de reforma do setor educativo, eu conhe\u00e7o as cartas de pol\u00edticas dos setores e o problema \u00e9 que o cidad\u00e3o guineense precisa saber que quem n\u00e3o conhece as cartas de pol\u00edticas&nbsp;dos&nbsp;diferentes setores n\u00e3o pode governar&nbsp;nem deve&nbsp;fazer a navega\u00e7\u00e3o \u00e0 vista, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD:&nbsp;<\/strong><strong>O maior debate hoje a n\u00edvel do continente africano \u00e9 a independ\u00eancia econ\u00f3mica e parece que a Guin\u00e9-Bissau est\u00e1 de lado e o assunto n\u00e3o \u00e9<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><strong>discutido<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><strong>nesta campanha<\/strong><strong>. Qual \u00e9 a opini\u00e3o da coliga\u00e7\u00e3o sobre a moeda Eco que se perspectiva para a sub-regi\u00e3o,&nbsp;<\/strong><strong>sobre a<\/strong><strong>&nbsp;qual a Guin\u00e9-Bissau partilha a mesma posi\u00e7\u00e3o dos oitos pa\u00edses da UEMOA&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DSP:<\/strong>&nbsp;Vou dar uma opini\u00e3o absolutamente pessoal. Este \u00e9 um assunto que n\u00e3o foi discutido nos f\u00f3runs dos partidos&nbsp;da coliga\u00e7\u00e3o,&nbsp;portanto aquilo que eu disser n\u00e3o engaja o partido. Eu achei que desde logo o nome foi infeliz, o que \u00e9 ECO, n\u00e3o lhe lembra Europa?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pod\u00edamos encontrar uma outra designa\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima da nossa realidade, contudo vejo a discuss\u00e3o sobre uma nova moeda para a \u00c1frica como uma oportunidade para n\u00f3s todos, incluindo uma oportunidade para a Guin\u00e9-Bissau. Muitos erros que cometemos ao aderir a Franco CFA podem ser corrigidos com esta ades\u00e3o \u00e0 moeda ECO. Infelizmente, j\u00e1 h\u00e1 sinais&nbsp;perturbadores. H\u00e1 sinais &nbsp;de que \u00e9 pouco prov\u00e1vel &nbsp;que a Nig\u00e9ria adira a&nbsp;essa&nbsp;moeda, ent\u00e3o se as grandes economias n\u00e3o v\u00e3o aderir?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda h\u00e1 sinais de que continuaremos a estar mais vinculados ao banco franc\u00eas e se for isso, ent\u00e3o pergunto para qu\u00ea sair do Franco CFA para entrar no ECO s\u00f3 para trocar de nomes, n\u00e3o faz sentido. Eu tenho a esperan\u00e7a de que o concerto dos pa\u00edses africanos a n\u00edvel da Uni\u00e3o Europeia atrav\u00e9s da agenda \u00c1frica 2063 possa produzir algum consenso que permita,&nbsp;de facto,&nbsp;que se equacione a possibilidade de ter uma moeda \u00fanica para a \u00c1frica, se for caso e se as grandes economias, como a \u00c1frica do Sul, Nig\u00e9ria, Angola e&nbsp;Egipto&nbsp;entrarem. Ser\u00e1&nbsp;uma grande oportunidade para o resto dos pa\u00edses.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 decis\u00f5es que realmente s\u00e3o dif\u00edceis de compreender. Como \u00e9 que a \u00c1frica,&nbsp;com colossos econ\u00f3micos,&nbsp;quer continuar a depender da cunhagem de uma pot\u00eancia como a Fran\u00e7a!? Eu n\u00e3o entendo isso&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD: Relativamente \u00e0 Zona Comercial Continental Livre Africano,&nbsp;<\/strong><strong>que mecanismo vai apresentar para&nbsp;<\/strong><strong>que a Guin\u00e9-Bissau&nbsp;<\/strong><strong>n\u00e3o se torne uma v\u00edtima engolida&nbsp;<\/strong><strong>gigantes, mas sim tirar proveitos capazes de alavancar a economia&nbsp;<\/strong><strong>nacional<\/strong><strong>&nbsp;<\/strong><strong>por meio desta iniciativa continental&#8230;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DSP:<\/strong>&nbsp;O modelo de integra\u00e7\u00e3o africano \u00e9 inspirado no modelo de integra\u00e7\u00e3o Europeu. Quem desenvolveu o modelo de integra\u00e7\u00e3o Europeu&nbsp;foi&nbsp;o&nbsp;Trumah, por isso \u00e9 chamado modelo&nbsp;Trumah. Estabeleceu estas etapas para se chegar a plena integra\u00e7\u00e3o e a primeira medida \u00e9 aquilo que se chama&nbsp;uni\u00e3o aduaneira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que \u00e9 a uni\u00e3o aduaneira? A Guin\u00e9-Bissau faz fronteira com o Senegal, portanto n\u00f3s devemos negociar at\u00e9 ao ponto de estabelecermos um \u00fanico c\u00f3digo para todos os produtos. Acha&nbsp;que isso j\u00e1 est\u00e1 estabelecido&#8230; eu estou s\u00f3 a dar um exemplo entre os&nbsp;nossos&nbsp;dois pa\u00edses.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Porque \u00e9 que a castanha de&nbsp;caj\u00fa&nbsp;da Guin\u00e9 est\u00e1 a escoar a partir do Senegal, porque a castanha n\u00e3o \u00e9 um produto estrat\u00e9gico do Senegal e como n\u00e3o \u00e9 o seu produto,&nbsp;reduziu a taxa do imposto sobre a castanha. Quando a taxa sobre o&nbsp;caj\u00fa&nbsp;\u00e9 quase zero no Senegal, mas \u00e9 importante na Guin\u00e9,&nbsp;o que pensa que vai acontecer? O mercado senegal\u00eas vai atrair toda a castanha da Guin\u00e9. E \u00e9 isso que est\u00e1 acontecer e n\u00f3s fingimos que n\u00e3o estamos a ver o que&nbsp;est\u00e1&nbsp;a&nbsp;acontecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 que o governo guineense finge que n\u00e3o est\u00e1 a ver que a castanha vai para o Senegal. A castanha vai para o Senegal,&nbsp;o&nbsp;\u00f3leo de palma vai para a G\u00e2mbia, pescado, cabaceira, fole entre outros produtos v\u00e3o para Cabo Verde e n\u00f3s estamos a bater palmas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 muito cedo falar da zona do livre com\u00e9rcio, \u00e9 preciso consolidar a nossa integra\u00e7\u00e3o regional, mas a integra\u00e7\u00e3o regional se&nbsp;consegue-se&nbsp;atrav\u00e9s de estudos dos nossos fatores de crescimento. N\u00f3s estabelecemos cinco fatores do crescimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os cinco produtos estrat\u00e9gicos que n\u00f3s estabelecemos, s\u00e3o: castanha, pesca, turismo, agricultura, cereais e minas. Nas minas temos, fosfato,&nbsp;bauxite&nbsp;e as&nbsp;areias&nbsp;&nbsp;pesadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>OD:&nbsp;<\/strong><strong>O terrorismo continua a ser uma amea\u00e7a eminente a sub-regi\u00e3o<\/strong><strong>.&nbsp;<\/strong><strong>Que mecanismos de<\/strong><strong>vem ser usados para lutar contra este fen\u00f4meno?&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>DSP:<\/strong>&nbsp;\u00c9 muito simples. \u00c9 aderir \u00e0s conven\u00e7\u00f5es internacionais e subscrever os princ\u00edpios que juntam todos os pa\u00edses que combatem estas pr\u00e1ticas. Criminalizar determinados atos e permitir, por via da coopera\u00e7\u00e3o internacional, que o nosso pa\u00eds seja reconhecido como um pa\u00eds de boas pr\u00e1ticas em rela\u00e7\u00e3o a estas pr\u00e1ticas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando n\u00f3s continuamos a multiplicar voos n\u00e3o comerciais de avi\u00f5es que descem no nosso aeroporto e saem sem passarem pelo controlo, acha que o mundo vai\u00a0a dizer que n\u00f3s somos mais transparentes?O problema n\u00e3o \u00e9 inventar a roda, \u00e9 tornar mais transparente os nossos procedimentos, infelizmente n\u00e3o \u00e9 o caso. \u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por: Filomeno&nbsp;<\/strong><strong>Samb\u00fa<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[Campanha eleitoral_ENTREVISTA] O l\u00edder do Partido Africano da Independ\u00eancia da Guin\u00e9 e Cabo Verde (PAIGC) e cabe\u00e7a de lista da&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":44593,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-44592","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica","wpcat-7-id"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - 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