{"id":49206,"date":"2024-07-08T11:16:35","date_gmt":"2024-07-08T11:16:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=49206"},"modified":"2024-07-08T11:16:36","modified_gmt":"2024-07-08T11:16:36","slug":"entre-desespero-e-esperanca-guineenses-sentem-se-crucificados-em-cabo-verde-e-persistem-na-luta-pela-vida-melhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=49206","title":{"rendered":"Entre desespero e esperan\u00e7a\u00a0: GUINEENSES SENTEM-SE &#8220;CRUCIFICADOS&#8221; EM CABO VERDE E PERSISTEM NA LUTA PELA VIDA MELHOR\u00a0"},"content":{"rendered":"\n<p>Os imigrantes guineenses que escolheram a ilha de Cabo Verde \u00e0 procura de uma vida melhor para as suas fam\u00edlias denunciam o tratamento diferenciado que sentem da parte das autoridades cabo-verdianas que exigem certas condi\u00e7\u00f5es para a entrada dos cidad\u00e3os estrangeiros naquele arquip\u00e9lago, incluindo os guineenses que s\u00e3o obrigados a adquirir o bilhete de avi\u00e3o de ida e volta bem como pagar uma taxa de 31 Euros junto \u00e0s autoridades aeroportu\u00e1rias, correspondente a mais de 20 mil francos cfa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com as reclama\u00e7\u00f5es dos emigrantes ao Jornal O Democrata, os seus colegas imigrantes senegaleses e angolanos s\u00e3o mais privilegiados pelas autoridades cabo-verdianas, que no seu entender, deveriam ter um tratamento especial devido \u00e0s rela\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e culturais que unem a Guin\u00e9-Bissau e Cabo Verde.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00f3s \u00e9 que ficamos apegados \u00e0s rela\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas e culturais, mas os cabo-verdianos n\u00e3o d\u00e3o m\u00ednimo interesse nisso, por isso \u00e9 que nos tratam desta forma.&nbsp;Os cabo-verdianos entram a Guin\u00e9-Bissau e n\u00e3o lhes s\u00e3o aplicadas nenhumas taxas de entrada e nem sequer lhes s\u00e3o exigidos convites&#8221;, desabafa um emigrante com sentimento de desespero aos microfones da rep\u00f3rter, acrescentando que o acordo de mobilidade assinado a n\u00edvel da CPLP ou tratado sobre a livre circula\u00e7\u00e3o de pessoas e bens da CEDEAO s\u00e3o observados nem respeitados, porque aos cidad\u00e3os destas comunidades s\u00e3o lhes cobrados alguns escudos para entrar no territ\u00f3rio cabo-verdiano.<\/p>\n\n\n\n<p>O imigrante aproveitou a conversa mantida com a rep\u00f3rter para criticar o Estado guineense, que segundo a sua explana\u00e7\u00e3o, \u00e9 o respons\u00e1vel pelo sofrimento dos seus cidad\u00e3os e da indiferen\u00e7a a que s\u00e3o submetidos em termos de tratamento da parte das autoridades cabo-verdianas. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>MERCADO DE SUCUPIRA DESTINO DE GUINEENSES QUE VIVEM NA PRAIA E ONDE SE VENDE TUDO E MAIS FUTI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Mesa-de-produtos-nacionais-de-uma-imigrante.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"590\" src=\"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Mesa-de-produtos-nacionais-de-uma-imigrante-1024x590.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-49209\" srcset=\"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Mesa-de-produtos-nacionais-de-uma-imigrante-1024x590.jpg 1024w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Mesa-de-produtos-nacionais-de-uma-imigrante-300x173.jpg 300w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Mesa-de-produtos-nacionais-de-uma-imigrante-768x443.jpg 768w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Mesa-de-produtos-nacionais-de-uma-imigrante-1536x886.jpg 1536w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Mesa-de-produtos-nacionais-de-uma-imigrante-1230x709.jpg 1230w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Mesa-de-produtos-nacionais-de-uma-imigrante.jpg 1958w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Uma rep\u00f3rter do seman\u00e1rio O Democrata esteve nas ilhas de Cabo Verde e concretamente na Praia, participando numa forma\u00e7\u00e3o. Aproveitou a sua estadia na cidade da Praia para fazer uma reportagem sobre a situa\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os guineenses que escolheram a ilha para viver e trabalhar. Os imigrantes descreveram a realidade crua que vivem dia-a-dia e os sacrif\u00edcios consentidos na esperan\u00e7a de conseguirem uma vida melhor para si e suas fam\u00edlias na Guin\u00e9-Bissau.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A rep\u00f3rter visitou v\u00e1rios pontos ou bairros para se encontrar com os imigrantes guineenses e se inteirar das suas vidas de corrida contrarrel\u00f3gio \u00e0 procura de alguns escudos que garantam uma &#8220;vida melhor&#8221; para as suas fam\u00edlias na Guin\u00e9-Bissau.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os dados da Alta Autoridade para Imigra\u00e7\u00e3o, a comunidade guineense em Cabo Verde \u00e9 superior a 10 mil pessoas, mas, cerca de metade est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o irregular, ou seja, sem documentos.&nbsp;Ainda de acordo com as informa\u00e7\u00f5es, a comunidade guineense \u00e9 a maioria Guin\u00e9-Bissau do n\u00famero de imigrantes que escolhem viver e trabalhar no arquip\u00e9lago. Deste n\u00famero, conforme os dados consultados, 35,8 por cento, est\u00e3o numa situa\u00e7\u00e3o de irregularidade e que 92,5 por cento querem ter a nacionalidade cabo-verdiana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos guineenses que vivem na capital Praia dirigem-se todos os dias para a famosa feira de Sucupira na zona baixa da cidade), onde vendem, trabalham ou t\u00eam alguma coisa a fazer para ganhar a vida e lutar pela sobreviv\u00eancia do dia seguinte, como tamb\u00e9m enviar uma parte (remessa) para a fam\u00edlia no pa\u00eds natal. Os imigrantes abordados pela rep\u00f3rter, s\u00e3o vendedores, bideiras ambulantes, alfaiates e pedreiros, que deixaram o pa\u00eds natal \u00e0 procura de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 guineenses que est\u00e3o um pouco confort\u00e1veis exercendo atividades comerciais no mercado de Sucupira, t\u00eam cacifos (pequenas lojas) e nas quais vendem produtos alimentares e outros tipos de produtos. Alguns preferem continuar com a profiss\u00e3o de alfaiate que exerciam na Guin\u00e9, atrav\u00e9s da qual ganham a vida, enquanto outros trabalham no setor do turismo com a venda de pe\u00e7as artesanais.<\/p>\n\n\n\n<p>As mulheres trabalham ou abrem os seus&nbsp;pr\u00f3prios sal\u00f5es de beleza para transar cabelos, outras vendem legumes e produtos nacionais importados da Guin\u00e9-Bissau. Neste famoso mercado at\u00e9 \u00e9 poss\u00edvel encontrar &#8220;futi&#8221; para pequeno almo\u00e7o, um famoso prato de pequeno almo\u00e7o consumido pela maioria dos guineenses que vivem no centro e zonas rurais.&nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio do Alto Comissariado cabo-verdiano para Migra\u00e7\u00e3o, aponta que um imigrante guineense que vive em Cabo Verde, envia no m\u00ednimo mensalmente uma soma estimada em 10.248 escudos, que corresponde a cerca de 60 mil francos cfa. Os imigrantes entrevistados confessaram que desejam voltar um dia \u00e0 Guin\u00e9-Bissau e desfrutar do seu sacrif\u00edcio de longos anos de trabalho. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ALFAIATE IACUBA BALD\u00c9 SENTE-SE INTEGRADO NA PRAIA A EXERCER SUA PROFISS\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Mercado-de-Sucupira-Infali-Mane-ex-militar.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"743\" src=\"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Mercado-de-Sucupira-Infali-Mane-ex-militar-1024x743.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-49208\" srcset=\"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Mercado-de-Sucupira-Infali-Mane-ex-militar-1024x743.jpg 1024w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Mercado-de-Sucupira-Infali-Mane-ex-militar-300x218.jpg 300w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Mercado-de-Sucupira-Infali-Mane-ex-militar-768x557.jpg 768w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Mercado-de-Sucupira-Infali-Mane-ex-militar-1536x1114.jpg 1536w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Mercado-de-Sucupira-Infali-Mane-ex-militar-1230x892.jpg 1230w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2024\/07\/Mercado-de-Sucupira-Infali-Mane-ex-militar.jpg 1958w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/figure>\n\n\n\n<p>Iacuba Bald\u00e9, alfaiate de profiss\u00e3o e campon\u00eas, atividades que exercia na Guin\u00e9-Bissau antes de migrar para Cabo Verde, explicou na entrevista que desde que chegou a Praia em 2019 tem tido uma vida normal, por ter uma profiss\u00e3o antes de decidir imigrar atrav\u00e9s da qual trabalha por conta pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p>Bald\u00e9 vive com o seu sobrinho que lhe ajuda com os trabalhos na alfaiataria, tendo revelado que o espa\u00e7o que ocupa no mercado \u00e9 cobrado nove contos por m\u00eas. Acrescentou que os materiais com quais trabalha s\u00e3o adquiridos localmente e alguns tecidos s\u00e3o vendidos por chineses e que os senegaleses vendem tecidos africanos, que compram para fazer vestidos que s\u00e3o vendidos aos turistas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os pre\u00e7os dos vestidos variam de acordo com a qualidade do tecido e a moda feita ou solicitada por cliente, neste caso, os com tecidos africanos vendidos pelos senegaleses s\u00e3o as mais caras, custam 900 escudos. E os potenciais compradores dos seus vestidos s\u00e3o turistas provenientes da Europa&#8221;, contou.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a ou amea\u00e7a \u00e0 sua integridade f\u00edsica, Bald\u00e9 disse que se sente seguro e que exerce a sua profiss\u00e3o sem nenhum problema ou amea\u00e7a de qualquer cidad\u00e3o cabo-verdiano ou as autoridades locais e que \u00e0s vezes trabalha at\u00e9 a noite.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contou na entrevista que n\u00e3o se sente discriminado, mas certas vezes, fica com raiva de alguns cabo-verdianos que lhe chamam de &#8220;manjaco&#8221;. Enfatizou que todo o imigrante guineense \u00e9 chamado de &#8220;manjaco&#8221; pelos cabo-verdianos, sem, no entanto, avan\u00e7ar com pormenores sobre as raz\u00f5es por detr\u00e1s de serem chamados de &#8220;manjacos&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFico furioso quando me chamam de manjaco, n\u00e3o me perguntam o meu nome. Aqui todos os guineenses s\u00e3o manjacos ou amigos. \u00c9 s\u00f3 isso, do resto, sempre tenho na minha cabe\u00e7a que sou imigrante\u201d, referiu.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda conforme o relat\u00f3rio consultado, existem seis tipos de discrimina\u00e7\u00f5es mais frequentes na sociedade cabo-verdiana, nomeadamente, cor da pele, l\u00edngua ou dialeto, religi\u00e3o, naturalidade ou nacionalidade, g\u00e9nero e salarial.<\/p>\n\n\n\n<p>Natural da regi\u00e3o de Gab\u00fa, Iacuba Bald\u00e9 envia mensalmente para a sua fam\u00edlia uma soma de 100 euros (65 mil fcfa), e que \u00e0s vezes pode superar este valor e dependendo do seu rendimento. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o acesso ao documento junto das autoridades cabo-verdianas, disse n\u00e3o ter grandes queixas, acrescentando que h\u00e1 muitos guineenses que n\u00e3o se preocupam em atualizar os seus documentos e que criticam que os cabo-verdianos n\u00e3o d\u00e3o documentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitos est\u00e3o aqui h\u00e1 mais tempo que eu, mas sem resid\u00eancia, alegando que os cabo-verdianos n\u00e3o d\u00e3o documentos. Os cabo-verdianos d\u00e3o resid\u00eancia, mas t\u00eam as suas exig\u00eancias. N\u00f3s \u00e9 que temos que ser mais insistentes, porque somos n\u00f3s que queremos os documentos e n\u00e3o eles\u201d, esclareceu.<\/p>\n\n\n\n<p>Assegurou que o maior entrave para aquisi\u00e7\u00e3o ou renova\u00e7\u00e3o dos documentos e resid\u00eancia \u00e9 o pr\u00f3prio governo guineense, &#8220;porque h\u00e1 muita morosidade na renova\u00e7\u00e3o de documentos na Embaixada e \u00e0s vezes os registos criminais s\u00e3o falsos, portanto estas s\u00e3o as raz\u00f5es e constrangimentos no acesso de documentos junto das autoridades cabo-verdianas, porque n\u00e3o conseguimos entregar documentos a tempo exigido e \u00e0s vezes os documentos entregues s\u00e3o falsos&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Bald\u00e9 criticou as exig\u00eancias feitas pelo governo de Cabo Verde para a entrada de estrangeiros, revelando que \u00e0s vezes deportam as pessoas para os pa\u00edses de origem logo na entrada se n\u00e3o apresentarem os documentos exigidos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Alguns colegas nossos foram deportados logo ao chegar. Somos da mesma fam\u00edlia como dizem, porque \u00e9 que nos tratam assim!? Essa atitude se verifica mais com os imigrantes guineenses, mas o que mais me d\u00f3i s\u00e3o as nossas autoridades, que n\u00e3o t\u00eam feito nada em rela\u00e7\u00e3o a situa\u00e7\u00e3o\u201d, lamentou.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;RENOVA\u00c7\u00c3O DOS DOCUMENTOS AQUI \u00c9 MAIS UMA \u201cCHUCHADEIRA\u201d DA EMBAIXADA&#8221; \u2013 EX-MILITAR<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Infali Man\u00e9 serviu o ex\u00e9rcito guineense at\u00e9 2012, depois do golpe militar que afastou o ex-primeiro-ministro, Carlos Gomes J\u00fanior, migrou para as ilhas de Cabo Verde.<\/p>\n\n\n\n<p>Damata, como \u00e9 conhecido entre amigos e familiares, explicou que na verdade viver no estrangeiro \u00e9 dif\u00edcil, sublinhando que a Guin\u00e9 Bissau n\u00e3o oferece condi\u00e7\u00f5es financeira e pol\u00edtica para continuar a viver l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFui escolta do primeiro-ministro Carlos Gomes J\u00fanior, mas o que vi no meu pa\u00eds n\u00e3o dava para eu continuar como militar. O que sofremos aqui, nenhum outro estrangeiro sofre isso, e ach\u00e1vamos que somos o mesmo povo, porque temos a mesma hist\u00f3ria. Mas isso, s\u00f3 n\u00f3s os guineenses \u00e9 que nos lembramos disso, mas os cabo-verdianos n\u00e3o&#8221;, contou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDefendemos aqui uns aos outros, perante algumas irregularidades dos agentes policiais, mas vimos coisas contr\u00e1rias dos outros imigrantes. Por exemplo aqui, se acontecer algo com um senegal\u00eas ou angolano, o embaixador vai at\u00e9 ao local para saber e ficar em defesa dos seus cidad\u00e3os. Infelizmente, n\u00e3o recebemos este tratamento da parte do nosso embaixador e que at\u00e9 para a renova\u00e7\u00e3o de documentos fica a exibir-se&#8221;, criticou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cJ\u00e1 n\u00e3o tenho coragem de viver na Guin\u00e9, por tudo que vi l\u00e1, \u00e9 triste. Quero voltar, afinal quem \u00e9 que n\u00e3o gosta de ficar no seu pa\u00eds? Ningu\u00e9m\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Damata tem 48 anos de idade, pai de sete filhos e tem duas esposas, que sustenta todos os dias na Guin\u00e9-Bissau, trabalha atualmente como pedreiro e operador de m\u00e1quina numa empresa, mas no momento da sua folga e principalmente no domingo, trabalha como alfaiate, reajustando as roupas compradas nas feiras populares (lumo) no mercado de Sucupira.<\/p>\n\n\n\n<p>Criticou ainda a morosidade registada na renova\u00e7\u00e3o de documentos na Embaixada da Guin\u00e9-Bissau, tendo explicado que a renova\u00e7\u00e3o de passaporte \u00e9 cobrada no valor de 12.500 escudos, aproximadamente a 74 mil francos cfa. Frisou que a renova\u00e7\u00e3o dos documentos \u00e9&nbsp;\u201cchuchadeira\u201d da embaixada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAqui apenas o ar que respiramos \u00e9 de gra\u00e7a, tudo \u00e9 carro! Onde moro, pago um valor que corresponde 25.000 fcfa, e todo dia como na rua\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ANICARINA CANCOLA \u2013 EDUCADORA INFANTIL QUE VENDE &#8220;FUTI&#8221; NA FEIRA DE SUCUPIRA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Anicarina Ludmila Cancola vive h\u00e1 catorze anos em Cabo Verde, \u00e9 educadora infantil e atualmente faz est\u00e1gio profissional num dos jardins da cidade de Praia, onde recebe um ordenado mensal de 15 contos, que corresponde a mais de 80 mil francos cfa.<\/p>\n\n\n\n<p>Cancola \u00e9 tamb\u00e9m \u201crabidante \u2013 mulher bideira\u201d no mercado de Sucupira, onde vende comida de prato tipicamente guineense (caldos, futi e sumos a base de calabaceira e petiscos). Enfatizou que o dinheiro que ganha permitiu se sustentar e pagar os seus estudos de educadora infantil.<\/p>\n\n\n\n<p>A educadora infantil confessou que viver em Cabo Verde n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, mas afirma que oferece mais oportunidades de ganhar uma vida melhor e viver condignamente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcostumei-me a viver aqui. Fiz 14 anos como imigrante, os primeiros anos, vivi na ilha do Sal, depois entrei para a cidade de Praia. Tenho a minha resid\u00eancia em dia, porque eu n\u00e3o brinco com os meus documentos, porque aqui n\u00e3o \u00e9 a minha terra\u201d disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Relativamente \u00e0 atualiza\u00e7\u00e3o dos documentos, disse n\u00e3o ter grandes queixas e n\u00e3o obstante a quest\u00e3o da morosidade registada na emiss\u00e3o dos documentos, que segundo a sua explica\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes levam at\u00e9 tr\u00eas meses na renova\u00e7\u00e3o do passaporte. Criticou tamb\u00e9m a forma como s\u00e3o tratadas quando se trata dos documentos e as exig\u00eancias das autoridades cabo-verdianas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFazem exig\u00eancias que eles n\u00e3o recebem quando v\u00e3o para Guin\u00e9, agora n\u00e3o d\u00e3o resid\u00eancia com facilidade, \u00e9 dif\u00edcil conseguir documentos aqui nas m\u00e3os das autoridades cabo-verdianas tudo porque o nosso pa\u00eds est\u00e1 na situa\u00e7\u00e3o em que est\u00e1\u201d lamentou, acrescentando que tem pessoas com mais de 20 anos sem terem resid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu gra\u00e7as a deus tive sorte, a minha resid\u00eancia saiu desde 2015. Agora o \u00fanico problema s\u00e3o os meus filhos que s\u00e3o menores para receber o documento, dado que a lei cabo-verdiana n\u00e3o os permite ter documentos at\u00e9 que atingirem os 18 anos de idade&#8221;, contou.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e3e solteira, vive com dois filhos na sua pr\u00f3pria casa, disse que manda cada m\u00eas 30 contos (170 mil fcfa) para apoiar a sua m\u00e3e e sua primog\u00eanita em Bissau. Reclamou tamb\u00e9m das taxas de transfer\u00eancia que segundo disse s\u00e3o altas, por isso recorre ao seu colega guineense para transferir dinheiro \u00e0 sua m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O meu colega aqui tem um irm\u00e3o na Guin\u00e9, dou-lhe dinheiro aqui e a minha m\u00e3e recebe em Bissau, levanta os produtos alimentares que precisa na taberna deste colega imigrante e recebe tamb\u00e9m uma parte em dinheiro&#8221;, assegurou, sublinhado \u00e9 desta forma que consigo evitar as taxas exorbitantes cobradas nas transfer\u00eancias. \u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por: Epif\u00e2nia Mendon\u00e7a, enviada especial<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os imigrantes guineenses que escolheram a ilha de Cabo Verde \u00e0 procura de uma vida melhor para as suas fam\u00edlias&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":49207,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[52,45],"tags":[],"class_list":["post-49206","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-africa","category-reportagens","wpcat-52-id","wpcat-45-id"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Entre desespero e esperan\u00e7a\u00a0: GUINEENSES SENTEM-SE &quot;CRUCIFICADOS&quot; 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