{"id":5104,"date":"2015-06-07T16:37:11","date_gmt":"2015-06-07T16:37:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=5104"},"modified":"2015-06-07T16:52:17","modified_gmt":"2015-06-07T16:52:17","slug":"grande-entrevista-administrador-de-hospital-pediatrico-de-bor-este-hospital-e-de-referencia-torna-se-feio-ve-lo-perder-qualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=5104","title":{"rendered":"GRANDE ENTREVISTA: Administrador de Hospital Pedi\u00e1trico de B\u00f3r: \u201cESTE HOSPITAL \u00c9 DE REFER\u00caNCIA, TORNA-SE FEIO V\u00ca-LO PERDER QUALIDADE\u201d"},"content":{"rendered":"<p>O administrador do Hospital Pedi\u00e1trico de B\u00f3r, Alberto Lu\u00eds Quematcha, disse em entrevista exclusiva ao seman\u00e1rio \u201cO Democrata\u201d que \u201co hospital \u00e9 de refer\u00eancia pelo que torna-se feio v\u00ea-lo perder a qualidade\u201d.<br \/>\nSustentou ainda que est\u00e1 altamente preparado para gerir o pouco que tem em termos de recursos financeiros, mas que estes deixam muita falta e considera-os de fundamentais para o futuro do hospital.<br \/>\nEste respons\u00e1vel administrativo do Centro Pedi\u00e1trico de B\u00f3r assinalou outros problemas que enfrentam e que t\u00eam a ver com os roubos. Lembrou ainda que chegou-se a roubar pain\u00e9is solares que fornecem energia el\u00e9trica ao hospital. At\u00e9 os copos das casas de banho s\u00e3o roubados.<\/p>\n<p>Acrescentou ainda que, \u201cquando assumi as fun\u00e7\u00f5es de director-geral do hospital, encontrei garrafas de \u00e1gua de um litro e meio cortadas a meio e colocadas nas casas de banho para serem usadas pelos pacientes e tomei logo a decis\u00e3o de comprar novos copos para reposi\u00e7\u00e3o. Houve vozes que se levantaram a dizer n\u00e3o, a minha decis\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Perante todo este facto, lamentou a quest\u00e3o da falta de seguran\u00e7a com que o centro se depara, facto que poder\u00e1 estar na origem dos frequentes roubos. Dentro dessa onda de roubo, referiu \u2013se ao assalto que foi feita na casa dos h\u00f3spedes, tendo retirado pain\u00e9is solares, de e que a sua pr\u00f3pria viatura tamb\u00e9m escapou a essa sanha, pois fora saqueada.<\/p>\n<p>Relativamente \u00e0s perspectivas do centro, informou que este ano est\u00e3o para ter mais miss\u00f5es m\u00e9dicas em rela\u00e7\u00e3o a todos os tempos, gra\u00e7as ao esfor\u00e7o de Dr. Dion\u00edsio Kabi, atrav\u00e9s dos contactos que tem mantido.<\/p>\n<p>\u201cQuando cheguei ao Hospital, dei o meu apoio, porque percebi que se fiz\u00e9ssemos vir m\u00e9dicos aqui ter\u00edamos a possibilidade de tratar mais pessoas do que as pessoas sa\u00edrem daqui e irem tratar-se l\u00e1 fora. O pr\u00f3prio processo de junta de evacua\u00e7\u00e3o de pessoas n\u00e3o \u00e9 um sistema f\u00e1cil. Est\u00e1 cheio de burocracias devido a problemas financeiros que a Europa tem\u201d, explicou.<\/p>\n<p>\u201c<b>O Democrata\u201d: N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil fazer funcionar um hospital privado. Ser\u00e1 que o hospital vive apenas de receitas internas ou tem um financiador externo?<\/b><\/p>\n<p>Aberto Lu\u00eds Quematcha (ALQ): O Hospital n\u00e3o vive de uma forma aut\u00f3noma, apenas das suas pr\u00f3prias receitas. Tem tr\u00eas fontes de receitas. A primeira fonte \u00e9 o Estado, que afecta ao hospital de m\u00e9dicos e enfermeiros. Outro modo de financiamento \u00e9 atrav\u00e9s dos nossos parceiros l\u00e1 fora, precisamente associa\u00e7\u00f5es italianas que apoiam e muito o hospital nomeadamente, PROGETO ANNA, POLIAMBULANCIA DE BRESCIA, VIGEVANO-PRABIS PIME (Pontif\u00edcio Instituto das Miss\u00f5es Estrangeiras).<\/p>\n<p>Estas organiza\u00e7\u00f5es formam uma confedera\u00e7\u00e3o de associa\u00e7\u00f5es que apoiam o hospital, n\u00e3o s\u00f3 em termos financeiros, como tamb\u00e9m atrav\u00e9s de equipamentos. No fundo, as nossas receitas internas cobrem uma parte das despesas, mas \u00e9 uma parte insignificante.<br \/>\nNa Guin\u00e9-Bissau, as pessoas n\u00e3o privilegiam a sa\u00fade como centro das nossas vidas. Financiam mais cerim\u00f3nias f\u00fanebres e outros rituais tradicionais, que de ponto de vista social, s\u00e3o coisas abaixo do n\u00edvel da sa\u00fade.<\/p>\n<p><b>OD: Um dos problemas que um hospital privado enfrenta tem a ver com a falta de liquidez financeira. Como consegue gerir os seus recursos financeiros?<\/b><br \/>\nALQ: A liquidez financeira do hospital \u00e9 um grande problema, porque n\u00e3o temos capacidade financeira de atender \u00e0s nossas necessidades de uma forma regular. Neste momento temos um problema, a crise financeira generalizada que abalou todo o mundo. Os nossos parceiros tradicionais est\u00e3o a ter problemas em cobrir o financiamento como dantes.<br \/>\nComo deve calcular, temos custos financeiros ligados aos subs\u00eddios do pessoal, a alimenta\u00e7\u00e3o dos pacientes, porque diariamente servimos tr\u00eas refei\u00e7\u00f5es e tentamos, a medida do poss\u00edvel, assegurar uma alimenta\u00e7\u00e3o de qualidade aos doentes. Nos \u00faltimos tempos temos vindo, a t\u00edtulo experimental, a implementar a quarta refei\u00e7\u00e3o (lanche) servida naturalmente, \u00e0s dezasseis horas (16 horas). Tudo isso n\u00e3o est\u00e1 a ser f\u00e1cil para n\u00f3s.<\/p>\n<p>Mas, temos uma outra situa\u00e7\u00e3o que \u00e9 a salubridade do pr\u00f3prio hospital. Tentamos criar um ambiente sadio para que, quando chegar aqui uma pessoa com uma determinada enfermidade, n\u00e3o volte para casa com outra enfermidade. Portanto, fazemos tudo para que as casas de banho e as enfermarias estejam em condi\u00e7\u00f5es adequadas.<\/p>\n<p>Falando ainda dos custos, devo referir ainda que temos custos ligados a lavandaria. Trocamos diariamente os cobertores, trocamos tudo. Temos um hospital que prepara a comida a g\u00e1s. Desconhe\u00e7o se h\u00e1 mais hospitais nesta situa\u00e7\u00e3o. Se houver, n\u00e3o s\u00e3o muitos. N\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de luxo, porque a nossa realidade n\u00e3o nos permite ter essa condi\u00e7\u00e3o, mas o hospital foi projectado para al\u00e9m do nosso contexto.<\/p>\n<p><b>OD: Afinal, quem cobre essas despesas?<\/b><br \/>\nALQ: Confesso que o remanescente do custo \u00e9 suportado pelos nossos parceiros. D\u00e3o a cobertura \u00e0 previs\u00e3o do or\u00e7amento. O Estado para al\u00e9m dos recursos humanos que d\u00e1 ao hospital, n\u00e3o d\u00e1 mais apoios. Mas compreende-se, porque se calhar n\u00e3o tem outros meios a disposi\u00e7\u00e3o para al\u00e9m dos recursos humanos que disponibiliza. Seria necess\u00e1rio apoiar financeiramente, porque um hospital n\u00e3o se faz s\u00f3 com os recursos humanos. Repare que esses recursos colocados no hospital precisam de secret\u00e1rias, cadeiras e outros meios laborais. Mas tamb\u00e9m um m\u00e9dico ou enfermeira n\u00e3o pode trabalhar numa unidade hospitalar onde faltem medicamentos, sem reagentes para processar os produtos de an\u00e1lise\u2026 ou seja onde falte quase tudo o essencial.<\/p>\n<p>Aproveito esta oportunidade para apelar ao Estado, porque apoiar n\u00e3o \u00e9 necessariamente dar muito. O apoio pode at\u00e9 ser em sal, por exemplo, vassoura&#8230; Temos aqui problemas de evacua\u00e7\u00e3o de lixo. Solicitamos a C\u00e2mara Municipal de Bissau v\u00e1rias vezes. At\u00e9 chegou a levar um m\u00eas para termos resposta, mas aqui \u00e9 um hospital. Precisa de muito cuidado e n\u00e3o \u00e9 gr\u00e1tis, pagamos o servi\u00e7o.<\/p>\n<p><b>OD: O Hospital beneficia do apoio do Fundo Global para compra de medicamentos?<\/b><br \/>\nALQ: N\u00e3o, mas tamb\u00e9m n\u00e3o culpabilizo ningu\u00e9m, nem t\u00e3o pouco o Estado, e nem as entidades que coordenam esse apoio. Confesso publicamente que a culpa \u00e9 nossa, porque n\u00e3o tivemos cuidado de questionar nem de acompanhar as entidades envolvidas no processo. Foi h\u00e1 pouco tempo que soube desse apoio, mas garanto que as dilig\u00eancias est\u00e3o a ser feitas nesse sentido e vamos informarmo-nos melhor sobre esses apoios.<\/p>\n<p><b>OD: Quem fornece os medicamentos ao hospital? Fala-se da falta de medicamentos no pa\u00eds, sobretudo do Coartem. Ser\u00e1 que o vosso hospital tamb\u00e9m est\u00e1 afectado por essa falta?<\/b><br \/>\nALQ: Recebemos medicamentos a partir da It\u00e1lia atrav\u00e9s dos nossos parceiros. Neste preciso momento, fizemos uma encomenda a Holanda atrav\u00e9s da funda\u00e7\u00e3o AIDA e vamos receber medicamentos num valor de trinta e seis mil euros de um dos nossos parceiros a partir da It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Os medicamentos chegam faseadamente, quer dizer em Maio, depois em Junho e mais tarde em Julho. Todo o conjunto dos medicamentos vai estar no hospital pedi\u00e1trico de B\u00f3r. \u00c9 bom deixar claro que n\u00f3s vendemos medicamentos a pre\u00e7os muito baixo. Isso n\u00e3o deixa margem para lucros, para recupera\u00e7\u00e3o de grandes custos. \u00c0s vezes o lucro \u00e9 fraco. Para 2015, prevemos vender medicamentos n\u00e3o muito caro, mas que permita ter dinheiro para fazer novas encomendas. Essa nova pol\u00edtica tem a ver justamente com a crise e os nossos parceiros n\u00e3o est\u00e3o fora do jogo de maneira que est\u00e3o a ter tamb\u00e9m dificuldades em financiar o hospital regularmente.<\/p>\n<p>Repara que os medicamentos que os nossos parceiros mandam-nos n\u00e3o s\u00e3o apenas para o internamento, mas tamb\u00e9m para a venda na farm\u00e1cia externa. Porque h\u00e1 pacientes que chegam no ambulat\u00f3rio, recebem as consultas, mas que n\u00e3o t\u00eam a necessidade para o internamento. Compram os medicamentos e voltam para a casa.<\/p>\n<p>Doentes com problemas muito graves v\u00e3o para o internamento e os medicamentos s\u00e3o aplicados para o tratamento dos pr\u00f3prios, mas depois pagam-nos. O hospital chega a ter doentes com dois a tr\u00eas meses de internamento, mas o m\u00e1ximo que pagam \u00e9 apenas trinta mil (30.000) francos CFA. Deste montante \u00e9 extra\u00eddo dez mil francos CFA para uma an\u00e1lise chamada perfil de ingresso, que \u00e9 um conjunto de exames que se fazem ao paciente antes de ser internado.<\/p>\n<p>Estando internado, faz-se imediatamente uma recolha de sangue para se obter dados hist\u00f3ricos do paciente. Esses permitir\u00e3o ao m\u00e9dico ter informa\u00e7\u00f5es adequadas de como lidar com o doente.<br \/>\nOs restantes vinte mil (20.000) francos CFA s\u00e3o aplicados na compra de medicamentos, servi\u00e7o t\u00e9cnico sanit\u00e1rio, m\u00e9dico e enfermeiros que assistem o doente. Tentamos ter a corrente el\u00e9ctrica 24\/24 horas. Temos equipas m\u00e9dicas que trabalham 24\/24 horas, o que significa dizer que um paciente internado no hospital tem uma assist\u00eancia m\u00e9dica cont\u00ednua.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m de tudo isso, temos despesas com cozinheiras, lavadeiras e administra\u00e7\u00e3o, gastos com pap\u00e9is, desgaste dos aparelhos e equipamentos, t\u00f3neis. Ou seja, mais de tr\u00eas mil litros de gas\u00f3leo e muito mais gastos. Por isso, temos que fazer uma gest\u00e3o muito rigorosa do capital para quando houver problemas, possamos internamente, fazer a manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>OD: Como consegue fazer a harmoniza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, ou seja como faz funcionar todos servi\u00e7os do hospital?<\/b><br \/>\nALQ: Todos os servi\u00e7os do hospital s\u00e3o coordenados pelos sectores administrativos. Temos servi\u00e7os cl\u00ednicos, dentro desse servi\u00e7o temos cirurgia e pediatria, servi\u00e7os mais relevantes. Temos ainda dois aparelhos de raio X e tr\u00eas ec\u00f3grafos. Todos esses servi\u00e7os s\u00e3o coordenados pelo sector administrativo, mas num hospital o servi\u00e7o essencial \u00e9 servi\u00e7o sanit\u00e1rio. S\u00f3 que esse servi\u00e7o precisa de uma organiza\u00e7\u00e3o administrativa que lhe crie condi\u00e7\u00f5es para poder andar e prosseguir eficientemente o seu objectivo.<\/p>\n<p><b>OD: O hospital tem servi\u00e7os de urg\u00eancia. Tudo est\u00e1 garantido para esses servi\u00e7os ou s\u00e3o os doentes que pagam os primeiros socorros atrav\u00e9s do chamado servi\u00e7o pr\u00e9-pago?<\/b><br \/>\nALQ: Esse servi\u00e7o funciona 24\/24 horas. Mas gostaria de sublinhar uma coisa. Tratamos todos os pacientes que entram nos nossos servi\u00e7os de urg\u00eancias e s\u00f3 depois \u00e9 que pensamos no modo de pagamento, que pode at\u00e9 ser em fases, o que significa dizer, que o paciente paga a primeira parte do tratamento e d\u00e1-nos as suas coordenadas (contacto, BI\u2026) de modo a facilitar os pagamentos subsequentes. A capacidade de internamento \u00e9 de sessenta e cinco camas. Preocupados com o servi\u00e7o de qualidade, colocamos cada paciente num leito, ou seja n\u00e3o admitimos dois doentes na mesma cama.<\/p>\n<p>As doen\u00e7as frequentes s\u00e3o aquelas comuns para a Guin\u00e9-Bissau, o paludismo e as diarreicas, mas a nossa especialidade \u00e9 pediatria. Ainda assim abrimos excep\u00e7\u00e3o para os adultos, porque a doen\u00e7a n\u00e3o tem fronteiras.<\/p>\n<p><b>OD: O hospital tem quantos m\u00e9dicos especialistas, e em qu\u00ea?<\/b><br \/>\nALQ: O Hospital Pedi\u00e1trico de B\u00f3r tem tr\u00eas m\u00e9dicos especialistas: Dr. Dion\u00edsio Kabi, cirurgi\u00e3o, que se especializou em cirurgia pedi\u00e1trica, Dr\u00aa. Pina, Especialista em cirurgia e Dr. Albate Indam, que se especializou recentemente em tratamento dos servi\u00e7os pedi\u00e1tricos e actualmente coordenador dos servi\u00e7os pedi\u00e1tricos do Hospital Pedi\u00e1trico de B\u00f3r. O hospital tem trinta e um (31) t\u00e9cnicos, oito (8) m\u00e9dicos e dezanove (19) enfermeiros.<\/p>\n<p><b>OD: Como \u00e9 que se faz a gest\u00e3o desses recursos e admiss\u00e3o dos estagi\u00e1rios?<\/b><br \/>\nALQ: A nossa pol\u00edtica de gest\u00e3o dos recursos faz-se de seguinte maneira: quando o sector sanit\u00e1rio precisa de um determinado t\u00e9cnico solicita \u00e0 direc\u00e7\u00e3o e a direc\u00e7\u00e3o por sua vez comunica ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade P\u00fablica, entidade respons\u00e1vel pela afecta\u00e7\u00e3o dos recursos.<\/p>\n<p>Quanto ao recrutamento do pessoal, primeiro identificamos as necessidades que o hospital tem. Depois disso, criamos o posto, o que passa por identificar exactamente as tarefas concretas que essa pessoa vai desempenhar. Numa segunda etapa lan\u00e7amos o an\u00fancio, atrav\u00e9s de \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social e conhecidos, com as indica\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias do perfil necess\u00e1rio. Os interessados depositam as cartas de motiva\u00e7\u00e3o e mediante essas cartas fazemos uma pr\u00e9-selec\u00e7\u00e3o e num segundo passo de selec\u00e7\u00e3o, fazemos entrevistas e das entrevistas escolhemos o candidato com mais qualifica\u00e7\u00f5es e que se adequa ao perfil desenhado pelo hospital. Depois o seleccionado \u00e9 recebido e submetido a um est\u00e1gio que n\u00e3o tem tempo limite, pois depende das fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por exemplo, neste momento, quando foi preciso substituir a nossa cozinheira, em gozo de f\u00e9rias, fizemos entrevistas a tr\u00eas senhoras e uma foi seleccionada. E justamente hoje \u00e9 o seu \u00faltimo dia de experimenta\u00e7\u00e3o. Se n\u00e3o conseguir adequar-se \u00e0s exig\u00eancias \u00e9 dispensada e vamos chamar mais uma das duas que ficaram de fora, depois da entrevista.<\/p>\n<p><b>OD: Todos os funcion\u00e1rios s\u00e3o efectivos ou contratados? Recebem alguma coisa em termos monet\u00e1rios da parte do hospital, ou nem pro isso?<\/b><br \/>\nALQ: Nem todos s\u00e3o efectivos, porque h\u00e1 servi\u00e7os que solicitamos devido a insufici\u00eancia dos recursos humanos. Temos t\u00e9cnicos especialistas em algumas mat\u00e9rias, e que s\u00e3o raros no pa\u00eds. Esses t\u00e9cnicos s\u00e3o funcion\u00e1rios p\u00fablicos e s\u00f3 no per\u00edodo da tarde \u00e9 que nos podem prestar esses servi\u00e7os e chegam aqui em regime de contratados de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o. Aceitamos o jogo para n\u00e3o p\u00f4r em causa os compromissos que t\u00eam com o Estado.<\/p>\n<p><b>OD: Admite que existem est\u00e1gios internos para os rec\u00e9m-formados?<\/b><br \/>\nALQ: Sim, aceitamos e recebemos. Temos estagi\u00e1rios em diversas \u00e1reas, come\u00e7ando pela administra\u00e7\u00e3o, contabilidade, tesouraria incluindo a enfermaria e m\u00e9dicos, mas com muitos crit\u00e9rios.<\/p>\n<p>Temos um arquivo, uma pasta bem grande cheia de pedidos de est\u00e1gio. Antes de tudo, identificamos as necessidades como j\u00e1 referi no in\u00edcio. Mas, privilegiamos primeiro os m\u00e9dicos e quando vamos admitir um estagi\u00e1rio determinamos o per\u00edodo que a pessoa vai fazer no hospital, mediante o programa de est\u00e1gio que concebemos. Em seguida tentamos dividir esse per\u00edodo por diferentes assuntos para podermos ter a no\u00e7\u00e3o de quanto tempo o estagi\u00e1rio\/a realizou trabalho X ou Y.<\/p>\n<p><b>OD: Quais as maiores dificuldades que o hospital tem?<\/b><br \/>\nALQ: Felizmente, n\u00e3o temos grandes problemas ligados aos recursos humanos. Nisto eu agrade\u00e7o imenso ao Governo e aos nossos parceiros, que sempre se preocuparam em formar m\u00e9dicos que aqui trabalham. A nossa maior dificuldade \u00e9 a econ\u00f3mica. Chego a ficar perturbado e at\u00e9 n\u00e3o durmo s\u00f3 para ver como resolver tantos problemas. O Hospital \u00e9 de refer\u00eancia e torna-se feio v\u00ea-lo perder qualidade. Garanto que em termos financeiros, estamos altamente preparados para gerir o pouco que temos, mas faltam meios econ\u00f3micos que considero fundamental para o futuro do hospital. Repare que o apoio dos nossos parceiros a partir da It\u00e1lia est\u00e1 a decrescer cada vez mais.<\/p>\n<p>Outro problema que enfrentamos tem a ver com roubos. Chegou-se a roubar pain\u00e9is e at\u00e9 copos das casas de banho. Quando assumi as fun\u00e7\u00f5es do director-geral do hospital, encontrei garrafas de \u00e1gua de um litro e meio cortadas e colocados nas casas de banho para os pacientes usarem. Tomei a decis\u00e3o de comprar copos novos. Houve vozes que se levantaram para dizer n\u00e3o, ou melhor, contra a minha decis\u00e3o. Todavia, decidi mas no dia seguinte, dos dezoito copos repostos, levaram cinco. Noutro dia j\u00e1 tinham ficado dez, mas mandei comprar mais. Essa pr\u00e1tica aconteceu tr\u00eas vezes e agora os copos est\u00e3o l\u00e1 gra\u00e7as a uma campanha de sensibiliza\u00e7\u00e3o que fizemos.<\/p>\n<p>Outro problema tem a ver com a seguran\u00e7a, porque roubam quase tudo. Assaltaram a casa dos h\u00f3spedes, roubaram pain\u00e9is e at\u00e9 a minha viatura pessoal foi saqueada. Esse comportamento desencoraja os parceiros, pelo que a comunidade deve ser fiscalizadora de tudo isso, incluindo os gastos financeiros. Por coincid\u00eancia, colocamos aqui no hospital uma caixa de sugest\u00f5es para que as pessoas possam questionar o funcionamento do hospital. Mesmo por via da r\u00e1dio ou qualquer outro meio p\u00fablico, que denunciem os nossos actos.<\/p>\n<p><b>OD: Quais s\u00e3o as perspectivas a curto e longo prazo?<\/b><br \/>\nALQ: Neste ano, estamos em vias de ter mais miss\u00f5es m\u00e9dicas em rela\u00e7\u00e3o ao passado, gra\u00e7as ao Dr. Dion\u00edsio Kabi e aos contactos que faz. Quando cheguei ao Hospital, dei o meu apoio pessoal, porque percebi que se fiz\u00e9ssemos vir m\u00e9dicos aqui ter\u00edamos a possibilidade de tratar mais doentes do que se tivessem que sair daqui para tratamentos l\u00e1 fora. Porque, o pr\u00f3prio processo de junta de evacua\u00e7\u00e3o de doentes n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Est\u00e1 cheio de burocracias devido a problemas financeiros que a Europa vive. J\u00e1 nos pr\u00f3ximos tempos, a perspectiva \u00e9 ter mais miss\u00f5es m\u00e9dicas no hospital e ter maior organiza\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel do aparelho administrativo.<br \/>\nNeste sentido, recebemos uma empresa CONTAF, que d\u00e1 assist\u00eancia financeira e faz auditorias, um manual de procedimentos com cinco m\u00f3dulos e vamos receber mais m\u00f3dulos. Esses m\u00f3dulos v\u00e3o permitir a cada um de n\u00f3s ter a no\u00e7\u00e3o das suas compet\u00eancias e o que \u00e9 capaz de fazer em termos de refer\u00eancia e estamos a altura de cobrar os resultados.<\/p>\n<p><b>OD: Para finalizarmos que balan\u00e7o faz dos seus seis meses na direc\u00e7\u00e3o do hospital?<\/b><br \/>\nALQ: Fa\u00e7o um balan\u00e7o positivo, porque quando cheguei ao hospital nem sabia por onde come\u00e7ar. Concebi um programa de ausculta\u00e7\u00e3o a Caritas, entidade da igreja Cat\u00f3lica que tutela o hospital. Do programa concebido, pude ter encontros com todos os servi\u00e7os. Coloquei apenas tr\u00eas quest\u00f5es: Como \u00e9 que trabalham? Quais s\u00e3o as dificuldades com que se deparam e poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es para ajudar o hospital a sair da situa\u00e7\u00e3o em que se encontra?<\/p>\n<p>Curiosamente, dessa ausculta\u00e7\u00e3o conseguimos ter um relat\u00f3rio que espelha os reais problemas do hospital na altura e solu\u00e7\u00f5es que poderiam tirar o hospital da situa\u00e7\u00e3o em que estava. O relat\u00f3rio foi acolhido inteiramente pela Igreja Cat\u00f3lica e na It\u00e1lia, pelos parceiros, porque entendeu-se que a ausculta\u00e7\u00e3o trouxe em evid\u00eancia aquilo que muitos ignoravam. Devo ainda dizer que da ausculta\u00e7\u00e3o, conseguimos ter um plano estrat\u00e9gico, um documento orientador para ponto de chegada.<\/p>\n<p>A maior preocupa\u00e7\u00e3o era a unidade e a coes\u00e3o interna, a promo\u00e7\u00e3o de uma cultura de trabalho com zelo e dedica\u00e7\u00e3o, o que significa n\u00e3o resolver assuntos paralelos (trabalhar e fazer rendas ou costurar panos ao mesmo tempo). Tudo isso exige de n\u00f3s, uma postura, o que passa necessariamente por n\u00e3o ter comportamentos n\u00e3o profissionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por: Filomeno Samb\u00fa<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O administrador do Hospital Pedi\u00e1trico de B\u00f3r, Alberto Lu\u00eds Quematcha, disse em entrevista exclusiva ao seman\u00e1rio \u201cO Democrata\u201d que \u201co&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":5103,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,18],"tags":[],"class_list":["post-5104","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-inicio","category-entrevista","wpcat-6-id","wpcat-18-id"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>GRANDE ENTREVISTA: Administrador de Hospital Pedi\u00e1trico de B\u00f3r: \u201cESTE HOSPITAL \u00c9 DE REFER\u00caNCIA, TORNA-SE FEIO V\u00ca-LO PERDER QUALIDADE\u201d - 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