{"id":5985,"date":"2015-08-23T22:15:18","date_gmt":"2015-08-23T22:15:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=5985"},"modified":"2015-08-23T22:15:18","modified_gmt":"2015-08-23T22:15:18","slug":"literatura-metamorfoses-do-pensamento-poetico-guineense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=5985","title":{"rendered":"Literatura: METAMORFOSES DO PENSAMENTO PO\u00c9TICO GUINEENSE"},"content":{"rendered":"<p>Por: F\u00e9lix Sig\u00e1<\/p>\n<p>Tinham-me proposto \u201cdemonstrar\u201d SE HOUVE OU N\u00c3O MUDAN\u00c7AS NO PENSAMENTO PO\u00c9TICO DA GUIN\u00c9- BISSAU no transcurso da nossa exist\u00eancia como povo livre e soberano. Ou seja, se a evolu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o po\u00e9tica quanto aos temas, \u00e0s abordagens, \u00e0s formas, os modos como se passou a imaginar neste pa\u00eds, se o entendimento da mente guineense, se o espirito patri\u00f3tico e a alma guineense evolu\u00edram e como, ou se se estagnaram no espa\u00e7o e no tempo, decorridos quase 40 anos de independ\u00eancia total. Exactamente o per\u00edodo em que n\u00e3o t\u00ednhamos mais desculpas de ocupa\u00e7\u00e3o por outr\u00e9m, do nosso ch\u00e3o, mar e c\u00e9u.<\/p>\n<p>Ora, <strong><em>recuei no tempo e abordei outros g\u00e9neros liter\u00e1rios porque est\u00e3o entrela\u00e7ados<\/em><\/strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 , na tentativa de ser mais abrangente. Por isso, ao falar no antigo pal\u00e1cio do governo, na rotunda da Pra\u00e7a dos Her\u00f3is Nacionais, comecei por afirmar (da minha conclus\u00e3o portanto, mas resumindo como \u00e9 da praxe) que sim, na verdade,<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Houve metamorfoses a v\u00e1rios n\u00edveis<\/strong> e o <em>quid <\/em>positivo \u00e9 mal contrabalan\u00e7ado pelo negativo, logo<\/li>\n<li><strong>Evoluiu significativamente o pensamento po\u00e9tico guineense e brilhou no per\u00edodo revolucion\u00e1rio<\/strong> da Reconstru\u00e7\u00e3o Nacional, sobretudo em finais da d\u00e9cada 70, em que se come\u00e7aram por publicar antologias e obras a <em>solo<\/em> de autores guineenses sobre a sua terra e o mundo e, mais tarde, nas entradas das d\u00e9cadas 80 e 90. Ali\u00e1s, a prosa (re)nasceu em 1992 com dois contos da fil\u00f3loga Domingas Samy, poetisa antologiada em 1990 e catapultou-se com a emerg\u00eancia de um novo valor criativo no panorama, o <strong>Eng\u00b0. Adulai Sil\u00e1, o pai do romantismo guineense<\/strong> (cada pa\u00eds tem o seu), que publica em 1994, o bem sucedido romance inaugural \u201cEterna paix\u00e3o\u201d e de seguida \u201cA \u00faltima trag\u00e9dia\u201d e \u201cAs ora\u00e7\u00f5es de Mansata\u201d (encenado em 2013), ambos em 1997. Em 2013 lan\u00e7a \u201cDois tiros e uma gargalhada\u201d j\u00e1 vem sendo bem comentado.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>J\u00e1 <strong>o processo de ideologiza\u00e7\u00e3o intensa<\/strong> (programas radiof\u00f3nicos, jornal oficial e partid\u00e1rio: <em>N\u00f4 Pintcha<\/em> e <em>O Militante <\/em>bem como a introdu\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o militante nos curr\u00edculos escolares de quase todos os n\u00edveis de ensino, palestras, com\u00edcios e reuni\u00f5es regulares e extras, cria\u00e7\u00e3o de mecanismos de elitiza\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o sobretudo jovem engajado, com um <em>roll<\/em> de deveres e privil\u00e9gios nas esferas do poder pol\u00edtico, na obten\u00e7\u00e3o de bolsas de estudo e de emprego, entre v\u00e1rios outros) <strong>transformou os esp\u00edritos das sociedades urbanas para que se aplanassem as assimetrias e os desn\u00edveis sociais e de entendimento dos dois grandes momentos pol\u00edticos<\/strong> (guerra colonial, para a administra\u00e7\u00e3o colonial\/luta armada de liberta\u00e7\u00e3o nacional para o PAIGC e <em>a posteriori<\/em>, por um lado, e a reconstru\u00e7\u00e3o nacional de outro) <strong>por forma a que se assentasse o poder novo c\u00e1, onde o movimento libertador agia tenuemente em clandestinidade, enfim propiciar a normaliza\u00e7\u00e3o social<\/strong> \u00a0(citadinos que regressavam e camponeses \u2013 muitos n\u00e3o conheciam a Bissau Capital convivendo em harmonia e sem discrimina\u00e7\u00e3o negativa acentuada, com algumas imposi\u00e7\u00f5es mais correctivas de situa\u00e7\u00f5es pontuais). As regras do mato prevaleceram nas cidades: simplicidade no relacionamento com o semelhante, reconhecimento da import\u00e2ncia do trabalho f\u00edsico, sobretudo os camponeses, <strong>a cultura do discurso eloquente<\/strong> com express\u00f5es novas, nega\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia para a resolu\u00e7\u00e3o de atritos, categoria social Camarada para a <em>igualdade social<\/em>.<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li><strong>Mudou, mudaram muitas coisas em v\u00e1rios dom\u00ednios.<\/strong> Cada altera\u00e7\u00e3o expelindo as suas li\u00e7\u00f5es mesmo que poucos a tenham acolhido pelas suas capacidades mentais ou compet\u00eancias t\u00e9cnicas. T\u00ednhamos fabricas de leite, de autom\u00f3vel, de cervejas e sumos, o sistema econ\u00f4mico era planificado e centralizado (o Estado \u00e9 que importava), o com\u00e9rcio era pior (o Estado \u00e9 que exportava)<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li><strong>A natureza das mudan\u00e7as tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9, nunca foi nem poder\u00e1 ser uniforme, igualit\u00e1ria e igual\u00e1vel, ou linear <\/strong>\u2013 um emaranhado que nos transporta para o \u201c<strong><em>au-del\u00e0 de la realit\u00e9 subtile<\/em><\/strong>\u201d<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>DO NASCIMENTO(?), SURGIMENTO(?), EMERG\u00caNCIA(?), CRIA\u00c7\u00c3O(?), FUNDA\u00c7\u00c3O SEM ACTO FUNDAT\u00d3RIO(!) SOLENE OU MODESTO, OCASI\u00c3O&#8230; <\/strong><\/p>\n<p>Ningu\u00e9m fez nada com o prop\u00f3sito de fundar uma literatura! O primeiro a escrever na Guin\u00e9 foi humilde: dedicou-se (como hobby) \u00e0 margem das suas atribui\u00e7\u00f5es profissionais e de voca\u00e7\u00e3o, a auscultar as popula\u00e7\u00f5es na ent\u00e3o <em>prov\u00edncia profunda<\/em> e registar as hist\u00f3rias e can\u00e7\u00f5es tradicionais transmitidas em dialectos de gera\u00e7\u00e3o para gera\u00e7\u00e3o, via oral. Fixou as que recolheu. Ora, ele produziu aquilo que sendo <em>obra liter\u00e1ria de preserva\u00e7\u00e3o<\/em>, n\u00e3o era obra de fic\u00e7\u00e3o fruto de imagina\u00e7\u00e3o individual, mas lendas ou f\u00e1bulas, com todas as suas fantasias e personagens m\u00edticas, como em todo o mundo.\u00a0\u00a0 Agiu como um jogador que faz o primeir\u00edssimo golo que resulta numa vit\u00f3ria do princ\u00edpio e do fim da copa.<\/p>\n<ul>\n<li>insubstitu\u00edvel nem contorn\u00e1vel pode ser definitivamente.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Em todo o caso, a literatura nasceu de uma obra em prosa, da oralidade. O homem atravessou dois s\u00e9culos: nasceu m 1844, publicou os primeiros trabalhos antes mas, foi em 1900 que o seu primeiro livro viria \u00e0 estampa sob o t\u00edtulo \u201c<strong>A literatura dos negros<\/strong>\u201d. Dedicava-se \u00e0 pesquisa na \u00e1rea da etnografia, mas \u00e0 par isso prestou colabora\u00e7\u00e3o em publica\u00e7\u00f5es com trabalhos esparsos de car\u00e1cter liter\u00e1rio. \u00c9 dele a tradu\u00e7\u00e3o de contos e can\u00e7\u00f5es guineenses em diferentes publica\u00e7\u00f5es (114 anos depois, o pa\u00eds n\u00e3o tem um cancioneiro nacional) e numa obra editada em Lisboa em 1900, intitulada \u201c<strong>Contos, Can\u00e7\u00f5es e Par\u00e1bolas<\/strong>\u201d. Se calhar, n\u00e3o obstante a sua alta prepara\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica, quando escreveu, n\u00e3o tinha a consci\u00eancia de estar a fundar uma literatura de todo um povo, com os seus actos de anotar, tratar e tornar p\u00fablico o conte\u00fado do seu labor. Depois dele, o vazio de 50 anos, at\u00e9 surgir o Vasco poeta. Mas se a literatura da Guin\u00e9 nasceu em 1900 pelas m\u00e3os de algu\u00e9m, teve pai. Empenhava-se na luta contra a c\u00f3lera e apoio aos necessitados e, mesmo quando o Governador foi assassinado, ergueu-se para moralizar a sociedade. Foi Bispo em Ziguinchor, Bolama,<\/p>\n<p><strong>O pai putativo digamos, da Literatura da Guin\u00e9-Bissau foi e \u00e9 o C\u00f3nego MARCELINO MARQUES DE BARROS, prosador e investigador cient\u00edfico<\/strong>. Foi a primeira pessoa nascida neste territ\u00f3rio (em 1844) Que grande orgulho: em 1866 j\u00e1 t\u00ednhamos um padre FIDJU DI TCHON e era escritor!), a escrever trabalhos em prosa, de cariz liter\u00e1rio. <strong>Pode ter sido o primeiro nativo formado padre cat\u00f3lico.<\/strong> Eram recolhas de tradi\u00e7\u00e3o oral que escreveu nas respectivas l\u00ednguas e traduziu. Com rigor, n\u00e3o foram trabalhos da sua pr\u00f3pria imagina\u00e7\u00e3o criativa, mas tornara-se o seu autor porque deu-lhes tratamento com base nas regras liter\u00e1rias.<\/p>\n<p>Os precursores da Moderna Literatura Guineense no entanto, foram todos poetas e imprimiram-lhe um cunho novo, moderno pela Poesia: produziram poemas com fun\u00e7\u00e3o: COMBATE (pol\u00edtico-ideol\u00f3gico), poesia sobre realidade actual (social e pol\u00edtica). Versos livres, express\u00f5es directas eivadas de met\u00e1foras, an\u00e1foras, topon\u00edmias, sinon\u00edmias e voc\u00e1bulos tel\u00faricos, poesia moderna pr\u00f3pria, bebida nos estudos universit\u00e1rios e das vivencias da efervesc\u00eancia pol\u00edtica na Europa, Am\u00e9rica e \u00c1sia) do per\u00edodo neorrealista (Europa Ocidental, d\u00e9cadas 20 a 60). Corrente de que se apartaram Ant\u00f3nio Batic\u00e3 Ferreira, de Canchungo e Carlos Semedo, de Bolama, protagonizada por Vasco Cabral (de Farim, d\u00e9cadas 50 a 90), Am\u00edlcar Cabral (de Bafat\u00e1), Agostinho Neto (de Angola), Alda do Espirito Santo (de S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe), Pablo Neruda, Garibaldi, Corsino Fortes, H\u00e9lder Proen\u00e7a, Tony Tcheka, Agnelo Regalla e outros raiavam o surrealismo). A Literatura guineense cingiu-se mais \u00e0 poesia desde os anos 50 (o poema mais antigo dessa gera\u00e7\u00e3o d\u00e9cada 50 pertence ao Vasco Cabral) at\u00e9 \u00e0 primeira metade da d\u00e9cada 90, quando em 1994, Adulai Sil\u00e1 publica o\u00a0bem sucedido romance inaugural \u201cEterna paix\u00e3o\u201d. Em 1997 publica mais dois: \u201cA \u00faltima trag\u00e9dia\u201d e \u201cMistida\u201d. Na generalidade, at\u00e9 hoje, n\u00e3o passam de 10 os livros de prosa (entre contos e romances) publicados dentro e fora do pa\u00eds, postos de fora os ensaios e narrativas. Portanto, houve um vazio de 92 anos at\u00e9 a prosa ser retomada por uma mulher e, por coincid\u00eancia, novamente contos mas estes, de inventiva pr\u00f3pria da nossa amiga, que retratava a situa\u00e7\u00e3o nos bairros e o estatuto da crian\u00e7a em m\u00e3os alheias, cantada por Jos\u00e9 Carlos Schwarzt (menino de cria\u00e7\u00e3o), Justino Delgado (Nkudji e dokolma), Nelson Medina (Sol na kenta farroba).<\/p>\n<p>Os seis poetas de O Poil\u00e3o publicaram nos anos 60, os seus trabalhos no folhetim. Logo ap\u00f3s a independ\u00eancia, em 1976, o Conduto de Pina lan\u00e7a em Lisboa, Portugal, uma plaqueta de poesia intitulada \u201cGarandessa di n\u00f4 tchon\u201d.<\/p>\n<p>19 jovens, <em>meninos do Pindjiguiti<\/em> aglutinaram-se na primeir\u00edssima antologia po\u00e9tica \u201cMantenhas para quem luta\u201d, em 1977. No ano seguinte, lan\u00e7am \u201cMomentos primeiros de constru\u00e7\u00e3o\u201d com 9 co-autores. Constitu\u00edam a terceira gera\u00e7\u00e3o de escritores e segunda de poetas. O decano dos poetas e escritores da Guin\u00e9-Bissau, Vasco Cabral, ent\u00e3o Ministro da Coordena\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica, Plano e Coopera\u00e7\u00e3o Internacional, traz \u00e0 estampa a sua colect\u00e2nea de poemas \u201cA luta \u00e9 a minha primavera\u201d, em 1981, seguido do H\u00e9lder Proen\u00e7a, que publica a valiosa obra \u201cN\u00e3o posso adiar a palavra\u201d, tamb\u00e9m de poemas. E em 1990, a terceira antologia em livro: \u201cAntologia po\u00e9tica da Guin\u00e9-Bissau\u201d contemplando 16 autores vivos e falecidos, a partir de Am\u00edlcar Cabral, e em 1992, \u00e9 a vez de uma antologia tem\u00e1tica: \u201cO eco do pranto \u2013 a crian\u00e7a na moderna poesia guineense\u201d. Depois sim, vieram muitas colect\u00e2neas de poesia colectivas e individuais. Estou a preparar um quadro invent\u00e1rio, como o que havia feito em 1993, sobre a m\u00fasica, pelos 20 anos de produ\u00e7\u00e3o discogr\u00e1fica na Guin\u00e9-Bissau, publicado na revista Tcholona, desta feita para a literatura (cinjo- me nos g\u00e9neros que lhe s\u00e3o pr\u00f3prios: poesia, romance, teatro, conto, ensaio liter\u00e1rio e cr\u00edtica liter\u00e1ria). Isso permite situar os pesquisadores estudantes e estudiosos nacionais e estrangeiros.<\/p>\n<p>A guerra civil de Junho de 1998\/9 fez regredir o conte\u00fado, a forma e o corpus po\u00e9tico devido ao novo <em>campus<\/em> que irrompeu com a sua eclos\u00e3o. Todavia, evoluiu-se em traje, linguagem, penteado, alimenta\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00f5es, reestrutura\u00e7\u00e3o de comunidades rurais e de sociedades urbanas, com o inexor\u00e1vel \u00eaxodo intenso que ruralizou at\u00e9 a Capital. O pensamento po\u00e9tico procurou espelhar essas depura\u00e7\u00f5es em cada fase. Exigente que \u00e9, a poesia, muita juventude seguiu as pegadas da gera\u00e7\u00e3o do trio Vasco Cabral, de Farim; Am\u00edlcar Cabral, de Bafat\u00e1; Batic\u00e3 Ferreira, de Canchungo; produzindo exuberantes quantidades de poemas. Ao n\u00edvel da divulga\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de uma dezena de programas radiof\u00f3nicos, apenas houve uma\u00a0revista editada pelo GREC, com o apoio sueco, em aproximadamente 5 anos: <em>Tcholona<\/em>.<\/p>\n<p>A juventude j\u00e1 publicou duas antologias po\u00e9ticas juvenis em 2009 e a terceira vir\u00e1 \u00e0 estampa brevemente (2014), sempre com vintenas de participantes. A t\u00edtulo individual, cerca de 10 autores publicaram livros.<\/p>\n<p>O terceiro romance do Adulai portanto, \u00e9 \u201cMistida\u201d (<em>interesse,<\/em>\u00a0numa tradu\u00e7\u00e3o livre do crioulo). <strong>O <em>pai do romance<\/em> da Guin\u00e9-Bissau recidivou no pioneirismo, ao publicar esta primeira obra de teatro<\/strong> que at\u00e9 lhe fora encomendada pelo Programa Cena Lus\u00f3fona, promotora do teatro no espa\u00e7o CPLP, ministrando cursos a actores e promovendo espect\u00e1culos e consolida\u00e7\u00e3o de companhias teatrais, desde os anos 90 em que eu dirigia a Cultura. Vai da\u00ed a dizer clara e precisamente que <strong>o Adulai Sil\u00e1 \u00e9, tamb\u00e9m, o pai do teatro (escrito, em termos liter\u00e1rios) da Guin\u00e9-Bissau.<\/strong> Temos alguns dramaturgos licenciados, como o Carlos Vaz e uma <strong><em>\u00a0<\/em><\/strong>senhora de cujo nome n\u00e3o me lembro agora &#8211; e s\u00e3o poucos porque n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil graduar-se, entre outros, pois, tem mat\u00e9ria cl\u00e1ssica das mais abundantes, como na \u00e1rea da m\u00fasica que, muito exigente, em que devemos ter menos de 5 licenciados como Jos\u00e9 Manuel Fortes, no pa\u00eds e na di\u00e1spora. O problema \u00e9 que tem que associar-se o curso te\u00f3rico \u00e0 pratica que implica exerc\u00edcios f\u00edsicos persistentes para manter-se o corpo \u00e1gil. O Sil\u00e1 recebeu um galard\u00e3o do Governo da Fran\u00e7a pelo quarto livro lan\u00e7ado no ano passado \u201cDois tiros e uma gargalhada\u201d.<\/p>\n<p>Antes de mais, quero dizer claramente que <strong>\u00e9 o sentimento de pertencimento<\/strong> (todo ele fulcral e subjectivo) <strong>\u00e0 uma perten\u00e7a que tamb\u00e9m nos pertence<\/strong> \u2013 P\u00e1tria -, <strong>que, na sua magn\u00e2nima din\u00e2mica interior e sub-rept\u00edcia, enforma a superestrutura&#8230; o sacro patriotismo<\/strong>&#8230; que consubstanciamos ora firmes ora n\u00e3o, em actos, atitudes e concientiza\u00e7\u00e3o. Confere-lhe sentido (ideologia do partido no poder fundada no patriotismo <strong>&#8211; <\/strong>\u00a0abusivamente direi, as particularidades filos\u00f3ficas que constituem as ra\u00edzes da raz\u00e3o da nossa exist\u00eancia e, simultaneamente, a ess\u00eancia do que somos, porque assim \u00e9 e diversos aos demais povos do mundo, com as nossas matizes culturais (cultura produtiva agropecu\u00e1ria e artesanal \u2013 tecelagem, olaria, escultura, pintura e outras formas pl\u00e1sticas -, cultura musical, liter\u00e1ria, teatral, cultura desportiva, com os nossos instrumentos e, voltando aonde come\u00e7amos, cultura social \u2013 como nos organizamos e somos em comunidades e sociedade, as formas estamentais rurais e citadinas \u2013 a pr\u00f3pria fala a 40 ou a 20 variantes, cultura econ\u00f3mica, cultura pol\u00edtica, e assim por diante).<\/p>\n<p><strong>Devo dizer que se a inventiva humana (literatura, teatro, pintura, escultura, cinema, moda, m\u00fasica, dan\u00e7a, traje, gastronomia, lingu\u00edstica, arquitectura, etc) \u00e9 portadora de tra\u00e7os de um determinado lugar confinado a um territ\u00f3rio pr\u00f3prio, ocasiona identidade. Logo, Cultura. E cultura tel\u00farica e universalizante. O que acontece em n\u00f3s, c\u00e1, na latitude c\u00f4ncava e convexa dos nossos corpos de humanos, sucede nos peitos de toda a gente, de outros povos no mundo: j\u00e1 se sabe! <\/strong><\/p>\n<p><strong>A passagem<\/strong> (portanto, mudan\u00e7a) <strong>da Prov\u00edncia <\/strong>ultramarina<strong> da Guin\u00e9 Portuguesa para a Rep\u00fablica da Guin\u00e9-Bissau<\/strong> &#8211; suma ratio &#8211; <strong>foi<\/strong>, <em>de jure<\/em> (Bo\u00e9 1973) e <em>ipso facto<\/em> (Bissau 1974) <strong>a f\u00e1tua transfigura\u00e7\u00e3o pol\u00edtica<\/strong> (logo econ\u00f3mica e sociocultural) <strong>da nossa identidade africana<\/strong>! Acto de que decorreu o desprendimento imediato do nosso corpo, mente e esp\u00edrito dos s\u00edmbolos do poder colonial para fixa\u00e7\u00e3o nos da nova P\u00e1tria. <strong>Donde de portugueses de \u00c1frica tornamo-nos guineenses africanos<\/strong>, por for\u00e7a de uma declara\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do poder colonial que, reconhecendo o Estado soberano da Guin\u00e9-Bissau, d\u00e1-lhe tudo como se devolvesse tudo o que retirara ao PAIGC, legitimo representante dos interesses do Povo unido da Guin\u00e9-Bissau.<\/p>\n<p>Se bem que n\u00e3o se pode falar de um retorno \u00e0 identidade original porque os povos estavam dispersos\u00a0 e viviam em pequenas comunidades, al\u00e9m das reminisc\u00eancias do per\u00edodo do Imp\u00e9rio de Kaab\u00fa antes dependente do do Mali, em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo colonial, pois, tamb\u00e9m, o Imp\u00e9rio de Gab\u00fa (como se passou a designar por actualiza\u00e7\u00e3o) tinha outras fronteiras que abarcavam o Senegal, a Guin\u00e9, talvez mesmo a G\u00e2mbia, mas n\u00e3o os territ\u00f3rios das grandes etnias animistas, particularmente Balantas (originariamente <em>Brassum,<\/em> incluindo todos os seus subgrupos que compreendem os <em>quent\u00f4he, de fora, man\u00e9, mansoanc\u00e1, nag\u00e1, ph\u00e2tch, psof\u00e1<\/em>, <em>kntsie<\/em> e <em>kn\u00e2nte<\/em>), Manjacos (que se ramifica por <em>\u00a0 mandjak, ussao<\/em> \u2013 pepel &#8211; e <em>mank\u00e2nh<\/em> \u2013 brame) e Bijag\u00f3s. Cada uma destas tr\u00eas componentes tem dezenas de micro-grupos, organizando-se pol\u00edtica, social e religiosamente em conformidade, at\u00e9 porque s\u00e3o todos gerontocr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Voltamos a ser, isso sim, <strong>africanos da Guin\u00e9<\/strong> (Bissau) mas, <strong>j\u00e1 imbu\u00eddos de consci\u00eancia patri\u00f3tica nacional<\/strong>. Por isso, a globaliza\u00e7\u00e3o dos habitantes deste territ\u00f3rio foi iniciada pelos colonialistas, que uniram todos os grupos \u00e9tnicos em torno da sua administra\u00e7\u00e3o. E isso foi fatal ao poder colonial na medida em que provocou a emers\u00e3o de um idioma interm\u00e9dio e catalizador dos dialectos \u00e9tnicos que, em jun\u00e7\u00e3o natural com o portugu\u00eas dessa altura (arcaico), formou-se o <em>kryol<\/em> ou crioulo. N\u00e3o foi obra dos portugueses que at\u00e9 nem gostam dele e desvalorizaram-no sempre. Uma sociedade miscigenada surgiu do mesmo processo de uni\u00e3o que o colonialismo aproveitou para sintetizar via destribaliza\u00e7\u00e3o, com a elitiza\u00e7\u00e3o da nova e neutral camada social que, baptizada e vivendo sob padr\u00e3o europeu ocidental, facilitaria a intermedia\u00e7\u00e3o dos contactos com o Indigenato. Criou-lhe um estatuto cheio de regras de procedimento e apelidou-a de Assimilado. Muitos esfor\u00e7aram-se para ascender ao novo n\u00edvel social.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n<p><strong>F\u00e9lix de Ant\u00f3nio e\u00a0Pelegr\u00e9 Sig<em>\u00e1<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Exertos de uma Palestra em Marrocos<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: F\u00e9lix Sig\u00e1 Tinham-me proposto \u201cdemonstrar\u201d SE HOUVE OU N\u00c3O MUDAN\u00c7AS NO PENSAMENTO PO\u00c9TICO DA GUIN\u00c9- BISSAU no transcurso da&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":1299,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,27],"tags":[],"class_list":["post-5985","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-inicio","category-cultura","wpcat-6-id","wpcat-27-id"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Literatura: METAMORFOSES DO PENSAMENTO PO\u00c9TICO GUINEENSE - 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