{"id":7722,"date":"2016-01-23T22:12:00","date_gmt":"2016-01-23T22:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=7722"},"modified":"2016-01-23T22:16:02","modified_gmt":"2016-01-23T22:16:02","slug":"reportagem-populares-do-setor-de-empada-correm-risco-de-fome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=7722","title":{"rendered":"Reportagem: POPULARES DO SETOR DE EMPADA CORREM RISCO DE FOME"},"content":{"rendered":"<p>O setor de Empada, Regi\u00e3o deQu\u00ednara, Sul da Guin\u00e9-Bissau enfrenta um risco eminente de fome, devido a fraca colheita agr\u00edcola dos camponeses daquela zona do pa\u00eds. Muitas fam\u00edlias j\u00e1 est\u00e3o quase a ficar sem comida.<\/p>\n<p>A subida do n\u00edvel das \u00e1guas do rio Grande de Buba provocou danos irrepar\u00e1veis \u00e0s fam\u00edlias camponesas daquele sector potencialmente agr\u00edcola, onde milhares de pessoas poder\u00e3o enfrentar dificuldades no que tange a quest\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o basta ouvir apenas os relatos \u00e0 distancia, o seman\u00e1rio &#8220;O Democrata&#8221; fez deslocar uma equipa de reportagem que percorreu as diferentes aldeias de Empada, principalmente as afetadas pela calamidade que destruiu os cultivos nas bolanhas, para constatar \u201cin loco\u201d a real situa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o que ali vive e inteirar-se dos estragos causados pela subida dr\u00e1stica do n\u00edvel do mar.<\/p>\n<p>Dada a crise alimentar que se verifica na zona, o terreno tornou-se f\u00e9rtil para os comerciantes que praticam a atividade de campanha de castanha de caj\u00fa na Regi\u00e3o de\u00a0Qu\u00ednara, particularmente no setor de Empada. Os compradores de castanha de caju, j\u00e1 come\u00e7aram a tirar vantagens da triste situa\u00e7\u00e3o em que a popula\u00e7\u00e3o vive neste momento, dando de empr\u00e9stimo um saco de arroz de cinq\u00fcenta quilos (50 kgs) para os respons\u00e1veis das fam\u00edlias virem pagar uma quantidade de 75 quilos no per\u00edodo da colheita do \u2018ouro\u2019 guineense, a castanha de caj\u00fa.<\/p>\n<p>A reportagem de &#8220;O Democrata&#8221; visitou a bolanha de G\u00e3 Tumane uma de entre tantas outras, afetada pela subida das \u00e1guas do mar que galgou os diques constru\u00eddos pela popula\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n<p>Nessa localidade, naquelas bolanhas ainda s\u00e3o vis\u00edveis os danos provocados pelas \u00e1guas salgadas, tornando algumas \u00e1reas ent\u00e3o cultivadas, como se nunca tivessem sido cultivadas nenhuma semente ou planta de arroz e que este chegou a\u00a0 germinar.<\/p>\n<p>O que admirou a popula\u00e7\u00e3o de G\u00e3 Tumane \u00e9 a forma como a \u00e1gua conseguiu ultrapassar o n\u00edvel habitual e galgou os diques, porque para os nativos daquela aldeia o normal \u00e9 assistirem a \u00e1gua partir os diques, mas n\u00e3o como aconteceu na \u00faltima \u00e9poca das chuvas.<\/p>\n<p>Em 2005 aconteceu uma cheia quase id\u00eantica ao do \u00faltimo ano agr\u00edcola, provocando danos, mas n\u00e3o na mesma propor\u00e7\u00e3o deste que praticamente deixou muitas fam\u00edlias a beira da fome.<\/p>\n<p>A zona mais afetada nas bolanhas de G\u00e3 Tumane s\u00e3o as \u00e1reas situadas a escassos metros do Rio Grande de Buba. Quem estiver nas margens do referido rio, na povoa\u00e7\u00e3o de G\u00e3 Tumane, pode vislumbrar de longe a cidade de Bolama, assim como a ilha de Canhabaque.<\/p>\n<p>O respons\u00e1vel da constru\u00e7\u00e3o dos diques na tabanca de G\u00e3 Tumane, Jos\u00e9 Correia, est\u00e1 visivelmente preocupado com a crise que assola os gantumanenses desde a calamidade ocorrida no m\u00eas de Setembro do ano findo. Correia foi quem conduziu a equipa de &#8220;O Democrata&#8221; \u00e0s zonas afetadas nas bolanhas, assim como a algumas que sobreviveram \u00e0 cat\u00e1strofe.<\/p>\n<p>A enorme bolanha de G\u00e3 Tumane \u00e9 onde as popula\u00e7\u00f5es das povoa\u00e7\u00e3o que comp\u00f5em a se\u00e7\u00e3o de Madina de Baixo, nomeadamente as aldeias de Madina de Baixo, Madina de Lala, G\u00e3 Tur\u00e9 e pr\u00f3prio G\u00e3 Tumane cultivam o seu arroz.<\/p>\n<p>O \u00faltimo ano agr\u00edcola foi nulo para muitas fam\u00edlias das cinco tabancas da se\u00e7\u00e3o de Madina de Baixo, porque j\u00e1 tinham utilizado toda a semente que possu\u00edam nas bolanhas e viram as suas planta\u00e7\u00f5es consumidas pelas \u00e1guas do Rio Grande de Buba, nos finais do m\u00eas de Agosto e principios de Setembro de 2014.<\/p>\n<p>G\u00e3 Tumane \u00e9 uma aldeia situada a uma hora e meia de Bolama, \u00a0numa viagem de canoa a motor fora de bordo, e possui poucas planta\u00e7\u00f5es de caj\u00fa. Mesmo com a boa venda de castanha de caj\u00fa de 2015, os gantumanenses n\u00e3o gozam deste privil\u00e9gio. As bolanhas s\u00e3o os principais suportes das fam\u00edlias.<\/p>\n<p><strong>POPULA\u00c7\u00c3O DE G\u00c3-TUMANE APOSTAM NO \u00d3LEO DE PALMA PARA COMBATER A FOME<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Jos\u00e9-Correia-respons\u00e1vel-pela-constru\u00e7\u00e3o-de-diques-na-povoa\u00e7\u00e3o-de-G\u00e3-Tumane.jpg\" rel=\"attachment wp-att-7700\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-7700\" src=\"http:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Jos\u00e9-Correia-respons\u00e1vel-pela-constru\u00e7\u00e3o-de-diques-na-povoa\u00e7\u00e3o-de-G\u00e3-Tumane-300x201.jpg\" alt=\"Jos\u00e9 Correia, respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o de diques na povoa\u00e7\u00e3o de G\u00e3-Tumane\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Jos\u00e9-Correia-respons\u00e1vel-pela-constru\u00e7\u00e3o-de-diques-na-povoa\u00e7\u00e3o-de-G\u00e3-Tumane-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Jos\u00e9-Correia-respons\u00e1vel-pela-constru\u00e7\u00e3o-de-diques-na-povoa\u00e7\u00e3o-de-G\u00e3-Tumane-768x514.jpg 768w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Jos\u00e9-Correia-respons\u00e1vel-pela-constru\u00e7\u00e3o-de-diques-na-povoa\u00e7\u00e3o-de-G\u00e3-Tumane-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Jos\u00e9-Correia-respons\u00e1vel-pela-constru\u00e7\u00e3o-de-diques-na-povoa\u00e7\u00e3o-de-G\u00e3-Tumane.jpg 1936w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Para fazer face a essa calamidade, a popula\u00e7\u00e3o de G\u00e3-Tumane aposta na produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo de palma como forma de sobreviverem \u00e0 m\u00e1 colheita agr\u00edcola do \u00faltimo ano.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Correia disse que viram fracassar os seus esfor\u00e7os, apontando a explora\u00e7\u00e3o das palmeiras para a produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo de palma como a alternativa para assegurar as suas fam\u00edlias contra a fome iminente. Abalado pela situa\u00e7\u00e3o, Correia considera que cultivaram recentemente a batata doce e mandioca, mas que apenas estar\u00e3o maduros para a colheita, dentro de tr\u00eas a quatro meses.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da batata e mandioca apontadas como a esperan\u00e7a dos gantumanenses, a pesca tamb\u00e9m aparece como um suporte para a sobreviv\u00eancia familiar.<\/p>\n<p>Os habitantes de G\u00e3 Tumane praticam tradicionalmente a produ\u00e7\u00e3o do arroz. As outras culturas s\u00e3o pontuais e servem para acompanhar os trabalhadores na lavoura, na \u00e9poca das chuvas, como o feij\u00e3o que ainda est\u00e1 na sua fase embrion\u00e1ria e levar\u00e1 algum tempo para a sua explora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De momento a popula\u00e7\u00e3o est\u00e1 a diligenciar iniciar a repara\u00e7\u00e3o e a reconstru\u00e7\u00e3o dos diques danificados com vista estancarem uma futura situa\u00e7\u00e3o do g\u00eanero.<\/p>\n<p>Em G\u00e3 Tumane, a reportagem de &#8220;O Democrata&#8221; encontrou quatro tubos destinados a melhoria dos diques, que a popula\u00e7\u00e3o local recebeu da parte do minist\u00e9rio da Agricultura antes das cheias. Os tubos facilitariam os agricultores na reten\u00e7\u00e3o da \u00e1gua doce quando fosse necess\u00e1rio. Por\u00e9m n\u00e3o foram instalados nos canteiros de arroz, porque na altura havia muita \u00e1gua nas bolanhas cultivadas e os agricultores estavam a espera que o n\u00edvel das \u00e1guas descesse para prosseguirem depois com os trabalhos de repara\u00e7\u00e3o, fato que n\u00e3o aconteceu a tempo.<\/p>\n<p>\u201cA fome! Este ano passamos muito mal, muitas dificuldades e falta a comida\u201d, s\u00e3o as palavras mais ouvidas ao longo das \u00e1reas percorridas pela nossa reportagem naquela regi\u00e3o que \u00e9 composto maioritariamente por camponeses.<\/p>\n<p>Os populares da zona informaram \u00e0s autoridades competentes da situa\u00e7\u00e3o, e receberam garantias de apoio do minist\u00e9rio da Agricultura na recupera\u00e7\u00e3o das bolanhas afetadas, mas at\u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o desta nossa reportagem nada chegou \u00e0s m\u00e3os da popula\u00e7\u00e3o sinistrada.<\/p>\n<p>\u201cA nossa bolanha \u00e9 muito boa para a produ\u00e7\u00e3o de arroz. Aqui produzimos muito arroz que d\u00e1 para sobreviver e vender e ganhar alguma quantia em dinheiro para resolvermos as nossas necessidades e pagar os estudos das nossas crian\u00e7as. E este ano nada n\u00e3o nos correu bem\u201d, lamentou Jos\u00e9 Correia.<\/p>\n<p>As bolanhas mais afetadas s\u00e3o aquelas situadas na zona mais baixa, ou seja, junto ao rio, enquanto que aquelas localizadas nas zonas cimeiras e com liga\u00e7\u00e3o \u00e0s lagoas sobreviveram ao desastre, porque mesmo tendo sido atingidas pela \u00e1gua salgada, \u00e0 descida da \u00e1gua para o mar beneficiou essas bolanhas. Os camponeses das bolanhas de cima conseguiram colher alguma coisa, mas em G\u00e3 Tumane quase ningu\u00e9m tirou proveito das bolanhas.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 advertiu que sem o apoio do governo, a popula\u00e7\u00e3o de G\u00e3 Tumane correr\u00e1 s\u00e9rios riscos e podem passar fome nos tempos que se seguem, reiterando que \u201cestamos cansados, por isso, pedimos o apoio do executivo em materiais e g\u00eaneros aliment\u00edcios para a reconstru\u00e7\u00e3o dos diques\u201d.<\/p>\n<p><strong>MULHERES DE G\u00c3-TUMANE PEDEM APOIO DO GOVERNO<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Natalia-da-Silva-camponesa-da-povoa\u00e7\u00e3o-de-G\u00e3-Tumane.jpg\" rel=\"attachment wp-att-7701\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-7701\" src=\"http:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Natalia-da-Silva-camponesa-da-povoa\u00e7\u00e3o-de-G\u00e3-Tumane-300x201.jpg\" alt=\"Natalia da Silva, camponesa da povoa\u00e7\u00e3o de G\u00e3-Tumane\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Natalia-da-Silva-camponesa-da-povoa\u00e7\u00e3o-de-G\u00e3-Tumane-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Natalia-da-Silva-camponesa-da-povoa\u00e7\u00e3o-de-G\u00e3-Tumane-768x514.jpg 768w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Natalia-da-Silva-camponesa-da-povoa\u00e7\u00e3o-de-G\u00e3-Tumane-1024x685.jpg 1024w, https:\/\/www.odemocratagb.com\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/Natalia-da-Silva-camponesa-da-povoa\u00e7\u00e3o-de-G\u00e3-Tumane.jpg 1936w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Nat\u00e1lia da Silva foi \u00e0 porta-voz das mulheres que juntaram as suas vozes a dos homens para alertar \u00e0s autoridades sobre a fome que se aproxima da popula\u00e7\u00e3o de G\u00e3-Tumane.<\/p>\n<p>\u201cAqui s\u00f3 sacrificios, a \u00e1gua salgada entrou nas nossas bolanhas e estragou toda a nossa cultura de arroz. Um exemplo, disso \u00e9 a minha m\u00e3e que perdeu tudo\u201d, lastimou da Silva.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o da jovem, G\u00e3 Tumane foi \u00e0 maior v\u00edtima devido a sua proximidade com o mar, acrescentando que agora resta que quem tiver dinheiro compra arroz aos comerciantes para o seu sustento.<\/p>\n<p>Nat\u00e1lia disse que para explorar as palmeiras, os exploradores habitualmente v\u00eam de outras partes. Quando colhem o produto da palmeira, as mulheres compram para a sua transforma\u00e7\u00e3o em \u00f3leo de palma e de seguida vendem-no para ganhar algum dinheiro, porque poucos homens de G\u00e3 Tumane praticam aquela atividade, assim como a de pesca artificial.<\/p>\n<p>\u201cEstamos muito mal aqui, se o governo nos ajudar seria bom para a nossa sobreviv\u00eancia e tamb\u00e9m na recupera\u00e7\u00e3o dos diques, porque na realidade estamos num grande castigo\u201d, concluiu a jovem.<\/p>\n<p>A \u00e1gua salgada galgou os diques e partiu-os em determinados pontos, provocando danos que deixaram marcas nas fam\u00edlias gantumanensas.<\/p>\n<p>Entretanto, a popula\u00e7\u00e3o de G\u00e3 Tumane n\u00e3o ficou de bra\u00e7os cruzados, tem estado a procurar solu\u00e7\u00f5es para evitar a fome. Organizaram um grupo de jovens que colheu o &#8220;chab\u00e9u&#8221; das palmeiras para produzir \u00f3leo de palma que depois ser\u00e1 vendido para comprar arroz que partilhar\u00e3o entre os diferentes respons\u00e1veis das fam\u00edlias daquela localidade.<\/p>\n<p>Felizmente de uma coisa se livraram, os gafanhotos que nem perto passaram pela zona com vista a darem o golpe de miseric\u00f3rdia a parte das culturas que se encontram nas zonas cimeiras n\u00e3o atingidas pelas \u00e1guas.<\/p>\n<p>Residentes de G\u00e3 Tumane fazem neste momento troca de um litro de \u00f3leo de palma por um quilograma e meio de arroz, ou seja, quem pretende um saco de 50 quilos de arroz, ter\u00e1 que disp\u00f4r de 35 litros de \u00f3leo de palma. Segundo os populares, aquela quantia de \u00f3leo de palma corresponde a 40 mil francos CFA, fato que lamentaram bastante.<\/p>\n<p>\u201cO governo e seus parceiros devem olhar para n\u00f3s, porque se n\u00e3o, a se\u00e7\u00e3o de Madina de Baixo pode desaparecer, por causa da fome. Onde h\u00e1 fome significa que n\u00e3o h\u00e1 paz no mesmo s\u00edtio. Se todos est\u00e3o saciados, a paz prevalece imediatamente, por isso pedimos ao governo que se esforce no sentido de nos devolver a paz\u201d, notou o chefe da tabanca de G\u00e3 Tumane, Abudu Camar\u00e1.<\/p>\n<p>O chefe da tabanca de G\u00e3 Tumane afian\u00e7ou que a popula\u00e7\u00e3o local est\u00e1 dispon\u00edvel para assumir a reconstru\u00e7\u00e3o dos diques, precisando apenas do apoio do executivo em ferramentas e g\u00e9neros aliment\u00edcios para suportar a equipa que vai ao terreno para reerguer os diques danificados.<\/p>\n<p>G\u00e3 Tumane \u00e9 uma aldeia que possui uma das melhores praias do pa\u00eds, freq\u00fcentada na sua maioria pela popula\u00e7\u00e3o residente nas regi\u00f5es de Quinara e Tombali com maior freq\u00fc\u00eancia no m\u00eas de Maio. Tem 370 habitantes residentes atualmente e conta com 42 fam\u00edlias, todas afetadas pelas cheias de Setembro de 2015 e que se fez sentir um pouco por toda Guin\u00e9-Bissau.<\/p>\n<p><strong>MADINA DE BAIXO SEM PEIXE POR CULPA DO FISCAP<\/strong><\/p>\n<p>A aldeia de Madina de Baixo, sede da se\u00e7\u00e3o com o mesmo nome, teve uma colheita aceit\u00e1vel nos campos, mas no que refere \u00e0s bolanhas, est\u00e1 na mesma situa\u00e7\u00e3o que G\u00e3 Tumane, tendo em conta que beneficiam das mesmas bolanhas que foram invadidas pelas \u00e1guas salgada.<\/p>\n<p>Os madinabaixenses que tamb\u00e9m vivem da pesca artesanal, queixam-se da falta de pescado, devido \u00e0 campanha de apreens\u00e3o das redes de pesca (tipo Tchas) pelos agentes da fiscaliza\u00e7\u00e3o mar\u00edtima nacional (FISCAP). Queixam-se tamb\u00e9m da falta de canoas de pesca, o que consideram ser um dos fatores da falta de peixe, porque de acordo com o chefe da tabanca de Madina, Braima Sanh\u00e1, t\u00eam medo de derrubar \u00e1rvores para constru\u00e7\u00e3o de canoas de pesca, porque os agentes da floresta proibiram o abate de \u00e1rvores naquela zona.<\/p>\n<p>A maioria dos chefes de fam\u00edlia recorre a explora\u00e7\u00e3o das palmeiras para a produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo de palma. Nas tabancas de Itudunbu e G\u00e3 Tchomb\u00e9 de Baixo igualmente perderam praticamente \u00a0toda a cultura de arroz nas suas bolanhas.<\/p>\n<p>A FISCAP retirou as rede de pescas (Tchas dos pescadores), mas prometeu que seriam substituidas por outras novas, adequadas para uma pesca racional. At\u00e9 altura dessa reportagem os agentes da fiscaliza\u00e7\u00e3o mar\u00edtima n\u00e3o levaram para Madina de Baixo nenhuma rede. Tendo em conta a situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil que os habitantes de Madina vivem, Sanh\u00e1 apelou ao governo que ajude a comunidade local com g\u00eaneros alimentares e redes de pesca.<\/p>\n<p>Mesmo com a campanha de desmantelamento dos acampamentos ainda a decorrer, verifica-se novos acampamentos de pesca de pescadores estrangeiros. A estrat\u00e9gia dos referidos pescadores passa pela aproxima\u00e7\u00e3o da zona onde se encontram os habitantes das aldeias para a\u00ed montarem os seus acampamentos.<\/p>\n<p>A localidade de G\u00e3 Mamudu B\u00e1 e Bissassima de Baixo, ambos possuem acampamento de pescadores estrangeiros.<\/p>\n<p><strong>CAUR DE BAIXO \u00c9 UMA OUTRA V\u00cdTIMA DAS \u00c1GUAS SALGADAS<\/strong><\/p>\n<p>A par das outras localidades por onde a nossa reportagem passou, a tabanca de Caur de Baixo sofreu enormes perdas nas suas bolanhas.<\/p>\n<p>Caur possui muitas planta\u00e7\u00f5es de caj\u00fa, mas nos c\u00e1lculos da popula\u00e7\u00e3o, o rendimento da venda da castanha de caj\u00fa n\u00e3o cobrir\u00e1 o sustento das fam\u00edlias at\u00e9 a pr\u00f3xima campanha que se avizinha.<\/p>\n<p>A cultura de arroz \u2018Mpampam\u2019 que parecia ser uma alternativa aos danos provocados pela \u00e1gua salgada, foi estragada pelas \u2018farfanas\u2019, uma esp\u00e9cie de suino selvagem que se alimenta de ervas e que estragou parcialmente as culturas do campo. Ao contr\u00e1rio, a colheita de mancara correu bem em Caur de Baixo.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 se mobilizou para a reconstru\u00e7\u00e3o dos diques, mas a tabanca de Caur n\u00e3o recebeu ainda os tubos que facilitam a sa\u00edda da \u00e1gua. A popula\u00e7\u00e3o pediu apenas o apoio das autoridades na alimenta\u00e7\u00e3o das pessoas que ir\u00e3o trabalhar nos diques.<\/p>\n<p>Caur de Baixo tem 768 habitantes divididas entre 82 fam\u00edlias e fica a cerca de meia hora de viagem para o centro de cidade de Empada.<\/p>\n<p><strong>GAFANHOTOS, A DESGRA\u00c7A DOS CAMPONESES DA TABANCA DE DARESALAM<\/strong><\/p>\n<p>Em Daresalam os gafanhotos \u00e9 outra praga com que confrontam, estes insectos danificaram as culturas nos campos (Mpampam). De acordo com a popula\u00e7\u00e3o local, o arroz at\u00e9 estava a germinar muito bem, mas uma praga de gafanhotos inviabilizou a sua normal produ\u00e7\u00e3o, reduzindo a zero a expectativa que podia minimizar os danos causados pelas \u00e1guas salgada.<\/p>\n<p>Os gafanhotos danificaram as culturas do arroz, milho, feij\u00e3o, mandioca e batata, e as \u2018farfanas\u2019 consumiram a outra parte do cultivo.<\/p>\n<p>Os apelos aos apoios por parte das autoridades s\u00e3o as palavras ouvidas dos velhos que se encontravam no local onde &#8220;O Democrata&#8221; esteve e manteve uma conversa com o jovem Malam Cassam\u00e1, que considera terem ficado de m\u00e3os a abanar. A bolanha era a esperan\u00e7a deles, mas as cheias estragaram toda a cultura do arroz nas bolanhas. Disse que estavam com muita fome mas que n\u00e3o tinham nada para comer. O jovem disse ainda que estavam a dar um jeitinho enquanto esperavam a abertura da nova campanha da castanha de caj\u00fa para ver se poder\u00e3o superar a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um comerciante j\u00e1 distribuiu uma tonelada de arroz a algumas fam\u00edlias como empr\u00e9stimo para ser pago no per\u00edodo da comercializa\u00e7\u00e3o da castanha de caj\u00fa, mas a quantia n\u00e3o chegou para as mais de oitocentos (800) habitantes daresalamenses que est\u00e3o divididos em 92 fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Depois dos estragos nas bolanhas, os t\u00e9cnicos do minist\u00e9rio da agricultura deslocaram-se ao local e prometeram um apoio \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, garantias que n\u00e3o se concretizaram ainda. Mesmo assim a comunidade daresalamense mostrou-se dispon\u00edvel e aguardar\u00e1 a resposta do minist\u00e9rio da tutela.<\/p>\n<p>\u201cPedimos o apoio do governo \u00e0 comunidade daresalamense atrav\u00e9s do minist\u00e9rio da Agricultura. Daresalam \u00e9 um centro de se\u00e7\u00e3o. Temos aqui muitos alunos que est\u00e3o a estudar, de primeira a nona classe. Quase todas as tabancas vizinhas estudam aqui, sabemos que um estudante n\u00e3o pode ler e compreender a mat\u00e9ria, estando com fome. S\u00e3o muitas pessoas em risco de fome. Nem as bolanhas, nem o campo nos deram frutos este ano\u201d, lamentou Malam Cassam\u00e1 \u00e0 reportagem de &#8220;O Democrata&#8221;.<\/p>\n<p>Daresalam recebeu tr\u00eas tubos para os trabalhos de recupera\u00e7\u00e3o dos diques. Dois j\u00e1 foram instalados faltando um.<\/p>\n<p>A bolanha de Daresalam \u00e9 cultivada pelas povoa\u00e7\u00f5es de G\u00e3 Nafa, S\u00e3o Martinho, Gub\u00eda e Paunco. No que tange ao fecho da referida bolanha ou reconstru\u00e7\u00e3o dos diques, Cassam\u00e1 disse que h\u00e1 mais de cinco anos que pediram o estado guineense que diligenciasse uma m\u00e1quina para melhor construirem os diques, fato que n\u00e3o aconteceu at\u00e9 ent\u00e3o. Avan\u00e7aram que os engenheiros foram fazer levantamentos e aprovaram que a m\u00e1quina poderia deslocar-se ao local, pedindo apenas a popula\u00e7\u00e3o que construisse uma via de acesso.<\/p>\n<p><strong>COLHEITA POSITIVA NA ALDEIA DE PAIUNCO<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 na tabanca de Paiunco a colheita correu bem, exceto algumas situa\u00e7\u00f5es de danos provocados pelos animais, como a &#8220;farfana&#8221; e os macacos. A popula\u00e7\u00e3o considera o ano agr\u00edcola de positivo.<\/p>\n<p>Por\u00e9m a cultura nas bolanhas \u00e9 quase nula devido a situa\u00e7\u00e3o em que se encontram h\u00e1 muitos anos, danificadas pelas \u00e1guas salgada, o que obrigou a povoa\u00e7\u00e3o de Paiunco a adotar a lavoura de arroz do campo \u2018Mpampam\u2019 como alternativa.<\/p>\n<p>Aquando dos estragos das \u00e1guas salgada a comunidade informou \u00e0s autoridades que at\u00e9 ent\u00e3o n\u00e3o responderam aos apelos dos paiunquenses.<\/p>\n<p>O jovem Muss\u00e1 Malam Djassi disse que a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, pelo menos, d\u00e1 para cobrir a sobreviv\u00eancia durante quatro meses do ano, depois da sua colheita.<\/p>\n<p>Sobre a renda da venda de castanha de caj\u00fa, Djassi sublinha que utilizaram os referidos rendimentos na aquisi\u00e7\u00e3o do arroz e na melhoria das suas casas.<\/p>\n<p>A reportagem de &#8220;O Democrata&#8221; encontrou, na tabanca de Paiunco, um grupo de crian\u00e7as a brincar com alegria estampada nos rostos. A nossa equipa ficou com vontade de registar aquele momento atrav\u00e9s numa fotografia.<\/p>\n<p><strong>GADO REPRESENTA AMEA\u00c7A PARA AS LAVOURAS DE K\u00c3 DE ESTRADA<\/strong><\/p>\n<p>Na aldeia de K\u00e3 de Estrada (Bijmita), as vacas provocam danos nas culturas de campo, assim como nas de hortali\u00e7as. Para as proteger, as bijmitenses recorrem ao corte de pequenos paus para evitar os danos dos animais.<\/p>\n<p>Em G\u00e3 D\u00faa, as bolanhas onde se cultiva o arroz est\u00e1 invadida por erva selvagem chamada de &#8220;<em>palha brava&#8221;<\/em> o que obrigou alguns camponeses a mudarem para outros lugares que oferecem melhores condi\u00e7\u00f5es para o cultivo daquele que constitui a base alimentar dos guineenses.<\/p>\n<p>Os populares consideram que se a bolanha de K\u00e3 fosse recuperada iria cobrir as necessidades da maior parte dos habitantes daquela zona.<\/p>\n<p>Dinis I\u00e9, nascido em Biombo, mas atualmente residente em K\u00e3 de Estrada, lembrou \u00e0 nossa equipa de reportagem que decidiu mudar-se para \u00e0quela localidade, sul da Guin\u00e9-Bissau, depois de ter visitado um seu cunhado (marido da sua irm\u00e3) que j\u00e1 tinha fixado a sua resid\u00eancia na regi\u00e3o de Quinara.<\/p>\n<p>Mas logo se apercebeu da fertilidade da zona no que refere a pr\u00e1tica agr\u00edcola e optou por mudar definitivamente para K\u00e3 de Estrada ou se proferir Bijmita.<\/p>\n<p>\u201cQuando mudei para c\u00e1 ouvi falar da fama que a bolanha de K\u00e3 tinha, na produ\u00e7\u00e3o de grandes quantidades e qualidade de arroz, mas desde a sua queda nos anos 90 at\u00e9 aqui s\u00f3 recebemos promessas da sua recupera\u00e7\u00e3o. A bolanha faz muita falta \u00e0 popula\u00e7\u00e3o da zona\u201d, frisou Dinis I\u00e9, que acrescenta ainda, que na altura que a bolanha era cultiv\u00e1vel n\u00e3o havia fome na zona.<\/p>\n<p>Bijmita tamb\u00e9m foi vitima da praga de gafanhotos que estragaram as culturas de mandioca, laranjas e outros cultivos. K\u00e3 de Estrada possui mais de duzentas pessoas e conta com cerca de oito fam\u00edlias residentes no local.<\/p>\n<p>Em Bijmita, o apelo ao governo n\u00e3o ficou de lado nas palavras dos populares. Pediram ao executivo da Guin\u00e9-Bissau ajuda no fecho daquela bolanha, para torn\u00e1-la novamente cultiv\u00e1vel.<\/p>\n<p>J\u00e1 na aldeia de K\u00e3 de Dentro, a nossa reportagem encontrou uma tabanca quase em total sil\u00eancio, devido ao falecimento de um familiar em Biombo (a maior parte dos habitantes daquela localidade s\u00e3o origin\u00e1rios da Regi\u00e3o de Biombo) e as pessoas deslocaram-se \u00e0 referida regi\u00e3o para assistir \u00e0s cerim\u00f4nias f\u00fanebres da malograda.<\/p>\n<p>Augusto C\u00e1 que chegou a K\u00e3 de Dentro nos anos 80 quando a bolanha de K\u00e3 \u00a0ainda era o &#8220;ninho de ouro&#8221; da regi\u00e3o de Quinara, recordou o bom ambiente que se vivia na altura, que havia uma produ\u00e7\u00e3o aceit\u00e1vel de arroz naquela bolanha, assim como da quantidade de peixe que a lagoa de K\u00e3 oferecia ao setor de Empada.<\/p>\n<p>A pesca artesanal aparece como alternativa priorit\u00e1ria \u00e0s dificuldades do ano agr\u00edcola findo.<\/p>\n<p>C\u00e1 afirma que havia maior n\u00famero da gente at\u00e9 finais dos anos noventa, mas com a queda da bolanha a maioria viu-se obrigada a se refugiar noutras paragens em busca de uma vida melhor. Na vis\u00e3o de Augusto C\u00e1, se o Estado recuperasse aquela hist\u00f3rica bolanha de K\u00e3, a produ\u00e7\u00e3o de arroz melhoraria, assim como haveria muito peixe na Regi\u00e3o de Quinara que outrora vendia at\u00e9 ao leste do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A bolanha de G\u00e3 D\u00faa \u00e9 a alternativa para os habitantes de K\u00e3, custando 20 mil francos CFA o arrendamento de um espa\u00e7o, enquanto as suas bolanhas esperam pela recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis, a bolanha de K\u00e3 foi encerrada pela coopera\u00e7\u00e3o chinesa, o que permitiu a sua prote\u00e7\u00e3o contra a entrada de \u00e1gua salgada na d\u00e9cada 80. K\u00e3 de Dentro, ou seja, a \u00e1rea de pequeno Biombo tem 150 habitantes e conta com 12 agregados familiares.<\/p>\n<p>K\u00e3, dentro concretamente na zona onde habitam os descendentes de Biombo, n\u00e3o tem um po\u00e7o de \u00e1gua pot\u00e1vel para o consumo humano, obrigando os aut\u00f3ctones a percorrerem quil\u00f4metros e quil\u00f4metros para conseguir \u00e1gua pot\u00e1vel. Foram os gritos de socorro das mulheres residentes na tabanca que viu nascer o falecido Presidente da Rep\u00fablica Malam Bacai Sanh\u00e1.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o de Quinara \u00e9 onde funcionou a primeira escola da zona libertada, durante a guerra colonial, atualmente denominado\u00a0 &#8220;25 de Maio&#8221; onde, inclusive, estudou Malam Bacai.<\/p>\n<p>Os quinarenses queixaram-se bastante das p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es das vias rodovi\u00e1rias da regi\u00e3o, tendo como conseq\u00fc\u00eancias os pre\u00e7os elevados praticados pelos transportadores que operam naquela via do Sul da Guin\u00e9-Bissau.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram afetadas as bolanhas de Itudumb\u00fa, S\u00e3o Miguel, Aidar\u00e1 e Pobreza. As cheias verificadas no sul alastraram-se um pouco por todo o pa\u00eds foi in\u00e9dita, conforme os relatos dos anci\u00f5es das aldeias por onde passou a reportagem de &#8220;O Democrata&#8221;, mas uma fonte do minist\u00e9rio da Agricultura na regi\u00e3o garantiu que a sua institui\u00e7\u00e3o far\u00e1 uma fiscaliza\u00e7\u00e3o rigorosa das bolanhas no que se refere aos diques, para evitar danos do g\u00eanero no pr\u00f3ximo ano agr\u00edcola 2016.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Por: Sene Camar\u00e1<\/strong><\/p>\n<p><strong>Colabora\u00e7\u00e3o: Ces\u00e1rio Quartel da Silva<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor de Empada, Regi\u00e3o deQu\u00ednara, Sul da Guin\u00e9-Bissau enfrenta um risco eminente de fome, devido a fraca colheita agr\u00edcola&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":7697,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,16],"tags":[],"class_list":["post-7722","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-inicio","category-sociedade","wpcat-6-id","wpcat-16-id"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - 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