{"id":993,"date":"2014-06-05T22:09:37","date_gmt":"2014-06-05T22:09:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=993"},"modified":"2014-10-14T18:42:46","modified_gmt":"2014-10-14T18:42:46","slug":"reportagem-desflorestacao-pau-de-sangue-o-novo-el-dorado-guineense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.odemocratagb.com\/?p=993","title":{"rendered":"Reportagem Desfloresta\u00e7\u00e3o:\u00a0PAU-DE-SANGUE, O NOVO \u201cEl DORADO GUINEENSE\u201d\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><em>\u00c9 triste constatar aquilo que passa nas matas da nossa terra, uma devasta\u00e7\u00e3o total da nossa mais rica esp\u00e9cie de \u00e1rvore. Trata-se do \u201cpau-de-sangue\u201d, isto mesmo, constara uma vasta equipa de rep\u00f3rteres do jornal \u201cO Democrata\u201d, que se deslocara a diversas regi\u00f5es do pa\u00eds, nomeadamente Oio, Cacheu, Bafat\u00e1, Gab\u00fa, Tombali e Qu\u00ednara.<\/em><\/p>\n<p><em>S\u00e3o toneladas e toneladas de toros de madeira de uma \u00fanica s\u00f3 esp\u00e9cie, \u201cpau-de-sangue\u201d, que depois de desbastados nos laterais, tudo para confundir as autoridades florestais que pro\u00edbem a exporta\u00e7\u00e3o de madeiras em toros, est\u00e3o prontas para exporta\u00e7\u00e3o para as terras do \u201csol nascente\u201d, a Rep\u00fablica Popular da China. <\/em><\/p>\n<p><em>Perante esta dram\u00e1tica situa\u00e7\u00e3o que podemos constatar de perto, somente nos resta lan\u00e7ar um apelo a todos os guineenses conscientes pela situa\u00e7\u00e3o em que se encontra a nossa floresta de onde est\u00e1 a sair neste momento aquilo que \u00e9 de mais precioso de que toda a humanidade precisa, a biosfera.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0N\u00e3o \u00e9 por acaso que os nossos parceiros econ\u00f3micos, no caso concreto os chineses, se encontram engajados neste neg\u00f3cio, chegando a ponto de alguns abandonarem as suas pr\u00f3prias profissionais para se envolverem na compra e exporta\u00e7\u00e3o de toros de madeira, refiro\u2013me aqui no caso de uma m\u00e9dica que decidiu abandonar a profiss\u00e3o para enveredar pelo com\u00e9rcio do novo \u201cel dorado\u201d guineense.\u00a0\u00a0 <\/em><\/p>\n<p><em>Este neg\u00f3cio de madeira est\u00e1 a promover novos-ricos, como pudemos constatar, atrav\u00e9s de conversas com algumas pessoas outrora respons\u00e1veis mas que neste momento n\u00e3o representam nada, e a olhos dos populares sob a sua jurisdi\u00e7\u00e3o n\u00e3o passam de um simples cidad\u00e3o, pois a sua palavra n\u00e3o vale nada. <\/em><\/p>\n<p><em>Com efeito, por aquilo que pudemos apurar actualmente nem as autoridades tradicionais, nem a p\u00fablica d\u00e1 uma directriz que seja cumprida, sobretudo, na forma de explora\u00e7\u00e3o das florestas. Nos \u00faltimos tempos acentuou \u2013 se muito o poder de perten\u00e7a tradicional, com mais destaque para as zonas rurais. Ali, foi reactivada a perten\u00e7a dos antepassados como primeiros ocupantes de uma determinada zona, onde \u201choje em dia, posso explorar tudo o que existe nessa parcela\u201d que, \u00e0s vezes, chega a atingir hectares e hectares de terra\u201d. <\/em><\/p>\n<p><em>Com este direito de posse da terra por um antepassado, d\u00e1 direito segundo as suas compreens\u00f5es a corte e venda da madeira existente dentro do per\u00edmetro referido, muitas vezes, sem documenta\u00e7\u00e3o legal que os acredita na tal parcela.<\/em><\/p>\n<p><em>Como n\u00e3o podia deixar de ser, casos de g\u00e9nero acabam sempre em lit\u00edgios os quais muitas vezes nem as autoridades tradicionais, nem sectoriais conseguem dar solu\u00e7\u00e3o acabando as mesmas parar em tribunais onde a solu\u00e7\u00e3o como se sabe n\u00e3o v\u00e3o em conformidade com a realidade dos factos e onde o factor favorecimento de quem tem mais posse acaba sempre por vencer. <\/em><\/p>\n<p><em>Este neg\u00f3cio dos troncos trouxe para o pa\u00eds, tal como podemos constatar pelas testemunhas de muita gente por onde passamos, toda casta de indiv\u00edduos de toda a sub-regi\u00e3o, nomeadamente as nanias, guin\u00e9- conakrikenses, senegaleses, gambianos, serra-leoneses, ivorienses, entre outros.\u00a0\u00a0\u00a0 <\/em><\/p>\n<p><em>Entretanto, nos contactos tidos com as autoridades locais (Comit\u00e9s de tabanca) quem gere os assuntos correntes da mesma, este parece n\u00e3o querer saber nada desse neg\u00f3cio, o que n\u00e3o \u00e9 sem raz\u00e3o, tendo em conta que o mesmo envolve peixes gra\u00fados onde qualquer inger\u00eancia, pode custar ou a vida ou mesmo a dignidade deste.<\/em><\/p>\n<p><em>Tamb\u00e9m os chefes de tabancas queixam\u2013se de que, a par de desrespeito, todos os lit\u00edgios levados a justi\u00e7a, neste caso policial, mesmo para quem tenha raz\u00e3o, as cau\u00e7\u00f5es a pagar, s\u00e3o compartilhadas por ambas as partes (queixoso e o acusado). Em tudo isto nessas mesmas cau\u00e7\u00f5es o chefe de tabanca n\u00e3o beneficia de nada, raz\u00e3o pela qual ningu\u00e9m est\u00e1 interessado a apresentar\u2013se numa determinada tabanca para exercer este cargo.<\/em><\/p>\n<p>Assim, para o velho Queba Dindin Seidi, Presidente do Comit\u00e9 da Sec\u00e7\u00e3o de Mor\u00eas, Regi\u00e3o de Oio, um ex-combatente da Liberdade da P\u00e1tria que certamente aceitou essas fun\u00e7\u00f5es para matar se impor os ideais pela qual ele dera o melhor da sua juventude.<\/p>\n<p>Segundo este velho, quando questionado sobre quem \u00e9 que procedia a corte da madeira, disse que todos s\u00e3o guineenses, que se fazem acompanhar dos chineses, os quais adquirem a madeira das suas m\u00e3os.<\/p>\n<p>\u201cNeste momento, nas matas da Guin\u00e9 \u2013 Bissau, qualquer cidad\u00e3o que possu\u00ed uma motosserra, pode fazer abate de \u00e1rvores que posteriormente podem vender aos chineses, desde que cheguem a um acordo no neg\u00f3cio\u201d.<\/p>\n<p>No que tem a ver com os poss\u00edveis benef\u00edcios que as tabancas auferem com estes neg\u00f3cios, Queb\u00e1 Seidi disse que as compensa\u00e7\u00f5es das tabancas s\u00e3o de 250.000 (duzentos e cinquenta mil por cada contentor cheio de toros de madeira, valor esse que segundo ele bem como outros colegas inquiridos, acham de muito irris\u00f3rio, acrescentando, que fazer, recusar ou aceitar, bate na mesma. Ali\u00e1s, ainda de acordo com este velho, os comit\u00e9s de tabanca e muito menos ainda os habitantes das tabancas n\u00e3o s\u00e3o consultados e nem tidos em conta neste neg\u00f3cio. \u201cEles chegam e anunciam que est\u00e3o aqui para procederem a corte de madeira, quer aceites ou n\u00e3o, procedem abates das \u00e1rvores, com isto o que vale a tua recusa. O melhor \u00e9 aceitares e receberes esses duzentos e cinquenta mil francos cfas, em lugar de ficar com as m\u00e3os vazias.<\/p>\n<p>De referir que na aldeia de Mor\u00eas, sector de Mansab\u00e1\/Olossato, \u00e9 o campo de concentra\u00e7\u00e3o de toda a madeira recolhida nas tabancas em arredor desta sec\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica de luta de liberta\u00e7\u00e3o, onde s\u00e3o colocados em campos separados, conforme os propriet\u00e1rios, como mais tarde pudemos confirmar pelo giro que demos pelas \u00e1reas por onde se ouve as motosserras a rugirem.<\/p>\n<p>Ainda sobre a concentra\u00e7\u00e3o de toda a colheita nesta tabanca lend\u00e1ria, afinal, havia raz\u00e3o mais que suficiente para tal, pois nas outras localidades onde se procede a corte de madeira, os cami\u00f5es tigres que fazem recolhas dos toros, n\u00e3o conseguem entrar ali por falta de vias de acesso, por isto a raz\u00e3o de se concentrar tudo em Mor\u00eas, onde gra\u00e7as a um dos seus filhos, a estrada que liga a estrada principal \u00e0 tabanca, encontra-se reabilitada e em bom estado de circula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, depois de deixarmos o velho Queb\u00e1 Dindin, visitamos alguns campos, nalguns dos quais os oper\u00e1rios foram reticentes em falar, mas noutros houve uma coopera\u00e7\u00e3o total, como \u00e9 o caso do senhor Abd\u00fa Diop que trabalha num desses campos, pertencente a um oficial de alta patente na qualidade de capataz, que, generosamente, nos forneceu alguns esclarecimentos.<\/p>\n<p>Para este oper\u00e1rio, no seu campo trabalham v\u00e1rios oper\u00e1rios sem, contudo, precisar o n\u00famero, j\u00e1 que estes variam conforme o volume dos troncos a desbastar.<\/p>\n<p>Abd\u00fa Diop come\u00e7ou por nos dizer que em Mor\u00eas existem quatros campos, cada um pertencente a uma individualidade, sendo uns maiores e outros pequenos, e diariamente um oper\u00e1rio pode desbastar 15 toros, auferindo 1.500 a 2.000 francos cfas por cada um.<\/p>\n<p>Quanto aos toros, por contentores, s\u00e3o de 200 por cami\u00e3o, ou seja, 100 em cada contentor, tendo em conta que um cami\u00e3o transporta dois contentores.<\/p>\n<p>O exemplo de Mor\u00eas \u00e9 a mesma coisa que se repete em G\u2019Garang\u00f3, onde o chefe de tabanca e os populares se limitaram a receber simples avisos de que a sua zona vai ser alvo de abates das \u00e1rvores da esp\u00e9cie <em>\u201cpau-de-sangue\u201d<\/em>, onde os maiores operadores nesta mat\u00e9ria s\u00e3o os militares. E quando \u00e9 assim a invas\u00e3o come\u00e7a, e o que pode fazer a popula\u00e7\u00e3o, como opor a esses intermedi\u00e1rios na sua maioria oficiais militares de altos patentes., disse o chefe da tabanca de G\u2019Garang\u00f3, Bubacar Camar\u00e1.<\/p>\n<p>Na conversa tida com o Administrador do Sector de Mansab\u00e1, sector a que pertence a sec\u00e7\u00e3o de Mor\u00eas, lamenta a actual situa\u00e7\u00e3o das coisas onde nem ele, nem as chefias de tabancas s\u00e3o tidos ou achados neste neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Como recompensa, as tabancas e n\u00e3o indiv\u00edduos beneficiam de uma compensa\u00e7\u00e3o de 250 mil francos por contentor.<\/p>\n<p><strong>AS AUTORIDADES TRADICIONAIS E LOCAIS DISPROVIDAS DE PODERES NESTE NEG\u00d3CIO<\/strong><\/p>\n<p>Conforme Alhadje Nhalin San\u00f3, neste momento o neg\u00f3cio de troncos de madeira est\u00e1 a criar uma nova casta de <em>\u201c ricos\u201d<\/em>. Na vila de Mansab\u00e1 se nota grande movimento de motorizadas, e at\u00e9 de alguns carros, ligeiros e pesados, que s\u00e3o da propriedade dos <em>\u201ctronqueiros\u201d<\/em>, enquanto do outro lado, se pode constatar uma profunda degrada\u00e7\u00e3o nos edif\u00edcios p\u00fablicos, que bem poderiam ser restaurados utilizando, caso se aplicasse, os poss\u00edveis fundos que poderiam advir dos impostos.<\/p>\n<p>Estas mesmas infraestruturas poderiam at\u00e9 beneficiar de restauro, utilizando os pr\u00f3prios recursos locais, madeiras como ripas para melhorar a cobertura e as vigas para o suporte da estrutura. Um exemplo flagrante de tudo isto \u00e9 o edif\u00edcio onde funciona o Comissariado da Pol\u00edcia de Ordem P\u00fablica, instala\u00e7\u00f5es que para al\u00e9m de avan\u00e7ado estado de degrada\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tem nem mesa ou camas para os agentes, gabinete de servi\u00e7o para realiza\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a ou outras ac\u00e7\u00f5es que dizem respeito a sua atribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No sector de Mansab\u00e1\/Olossato existiam outrora matas consideradas sagradas e que constitu\u00edram baluarte para os combatentes que lutavam pela independ\u00eancia da Guin\u00e9\u2013Bissau. Hoje, estas localidades transformaram-se em simples savanas, isto depois da razia que se est\u00e1 a levar a cabo nas mesmas.<\/p>\n<p>Ao longo do percurso Mansab\u00e1\/ Bafat\u00e1, indo pela antiga estrada que liga as duas localidades, percurso que tivemos a oportunidade de fazer, podemos constatar v\u00e1rios campos, designa\u00e7\u00e3o que utilizam para denominar as localidades de concentra\u00e7\u00f5es de troncos de <em>\u201cpau-de-sangue\u201d<\/em> em n\u00famero superior a uma dezena com centenas e centenas de troncos a aguardar a chegada de contentores para os transportar para Bissau.<\/p>\n<p>Sobre esta situa\u00e7\u00e3o de dilapida\u00e7\u00e3o das nossas matas, ouvido o respons\u00e1vel florestal do sector Ant\u00f3nio Queiroz, este disse a equipa do jornal \u201cO Democrata\u201d que nada tem a ver com o neg\u00f3cio, e nem disp\u00f5e de poderes para o parar, embora seja obrigat\u00f3rio a apresenta\u00e7\u00e3o das licen\u00e7as \u00e0 sua pessoa, mas nem este verifica.<\/p>\n<p>Mesmo assim quando questionava aqueles que praticam esta actividade de licen\u00e7as e origem das mesmas, respondiam sempre que a obtiveram de Bissau,<\/p>\n<p>Segundo Ant\u00f3nio Queiroz, na verdade s\u00f3 a Direc\u00e7\u00e3o\u2013Geral das Florestas \u00e9 a entidade competente pela concess\u00e3o de licen\u00e7as, e isto s\u00f3 se faz em Bissau.<\/p>\n<p>Presente nessa conversa com o respons\u00e1vel florestal do sector de Mansab\u00e1, estavam dois membros da Brigada de Protec\u00e7\u00e3o de Natureza e Ambiente, uma estrutura para\u2013militar adstrito a Direc\u00e7\u00e3o\u2013Geral da Floresta, e conforme um desses elementos, a sua presen\u00e7a nesta localidade prendia-se com a fiscaliza\u00e7\u00e3o das irregularidades inerentes aos abates das \u00e1rvores, sobretudo a veracidade das licen\u00e7as concedidos.<\/p>\n<p>Durante a sua estada no sector de Mansab\u00e1, segundo o Tenente-Coronel Nino Joaquim da Silva, j\u00e1 conseguiram detectar v\u00e1rios documentos falsos, uns simples fotoc\u00f3pia de documenta\u00e7\u00e3o e outros muitas vezes fora do prazo. Perante estes casos procedem a apreens\u00e3o dos materiais de trabalho bem como os produtos j\u00e1 obtidos e foi desta forma que j\u00e1 t\u00eam na sua posse cinco mil novecentos e setenta e dois (5.972) troncos de \u201cpau-de-sangue\u201d, que dever\u00e1 ser posto a disposi\u00e7\u00e3o da Direc\u00e7\u00e3o-Geral Servi\u00e7os de Floresta.<\/p>\n<p>Entretanto, pelo que apuramos junto deste membro da Brigada de Protec\u00e7\u00e3o de Natureza e Ambiente, alguns dos <em>\u201ctronqueiros\u201d<\/em> apanhados em delitos ilegais e dentro da pol\u00edtica da sua institui\u00e7\u00e3o, s\u00e3o sensibilizados a procederem o transporte dos troncos para um lugar seguro e procurarem legalizar as suas situa\u00e7\u00f5es por forma a virem recuperar os seus produtos. Mas, muitas preferem deixar os troncos nas matas, para que estes se apodre\u00e7am, ou sejam devorados pelas chamas.<\/p>\n<p><strong>NO SECTOR DE XITOLE IMPERA MAIS A LEI DA PERTEN\u00c7A DAS MATAS AOS ANCESTRAIS<\/strong><\/p>\n<p>No sector de Xitole, Regi\u00e3o de Bafat\u00e1, onde tamb\u00e9m a \u201c <em>febre\u201d<\/em> dos <em>\u201cpau-de-sangue<\/em>\u201d j\u00e1 est\u00e1 a imperar, s\u00e3o os pr\u00f3prios aut\u00f3ctones que est\u00e3o atr\u00e1s dos neg\u00f3cios de troncos, atrav\u00e9s de cortes de grandes extens\u00f5es de parcelas, reclamados legal ou ilegalmente, como sendo dos seus ancestrais que outrora ocuparam essa zona, afirmou-nos o chefe de tabanca de Xitole.<\/p>\n<p>Este neg\u00f3cio, conforme Sori Bai\u00f3, \u00e9 de tal forma t\u00e3o flagrante, a ponto de acordar as velhas fantasmas das propriedades muitas vezes esquecidos e j\u00e1 ocupado por outras gera\u00e7\u00f5es e agora alvos de disputas que, \u00e0s vezes, os pr\u00f3prios autoridades locais n\u00e3o conseguem solucionar sendo a solu\u00e7\u00e3o muitas vezes s\u00e3o encontradas nos tribunais de sectores ou regi\u00e3o, o que s\u00f3 serve para exacerbar os \u00e2nimos e com isto desaven\u00e7as que arrastam tempos indefinidos.<\/p>\n<p>Nesses neg\u00f3cios, muitas vezes, s\u00e3o os pr\u00f3prios agentes das autoridades que se posicionam ao lado de um dos elementos de contenda contra os pr\u00f3prios ocupantes da \u00e1rea. Estes factos est\u00e3o na origem de muitos dos habitantes ou ocupantes procederem as cortes antecipadas das \u00e1rvores procuradas que vendem a quem tenham chegado a acordo, tornando cada vez mais fraco o poder das autoridades tradicionais que sempre tem ajudado o estado a impor a ordem ou a solucionar pequenas querelas antes de chegar a mais alta inst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>\u00c9 assim que para constatar o atr\u00e1s referido, os rep\u00f3rteres de \u201cO Democrata\u201d deslocaram-se a tabanca de G\u00e3\u2013C\u00f3dia, situado a oriente desta vila, e que faz parte da sec\u00e7\u00e3o de Minna, sector de Xitole, na conversa com o chefe desta tabanca, uma figura que serve s\u00f3 para simbolizar o poder, uma vez que se encontra esvaziado deste, os <em>\u201ctronqueiros\u201d,<\/em> vindos de Bambadinca ou de Bissau, contactaram\u2013nos apresentando as respectivas documenta\u00e7\u00f5es de autoriza\u00e7\u00e3o de cortes.<\/p>\n<p>Gesto que serve apenas para darem conhecimento, sobre o qual n\u00e3o disp\u00f5em de poder para impedir, isto segundo as palavras do velho Alhadje Queb\u00e1 Samb\u00fa, n\u00e3o foram eles quem plantou as \u00e1rvores que existem nas suas matas, como tal, sendo esta da sua zona, pedem que se lhes deem algo, e no caso concreto dos quatro contentores j\u00e1 exportados, estando ainda a faltar um dos quais v\u00e3o beneficiaram quinhentos mil francos cifa.<\/p>\n<p>Um caso particular que pudemos constatar \u00e9 de que nessa zona as \u00e1rvores a abater t\u00eam que ter no m\u00ednimo 25 cent\u00edmetros de di\u00e2metro para cima, para baixo j\u00e1 n\u00e3o podem ser abatidos.<\/p>\n<p>Refira\u2013se que G\u00e3\u2013C\u00f3dia encontra\u2013se dividida em duas tabancas (uma mandinga e outra Balanta), respectivamente .<strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>MORADORES DAS TABANCAS DAS ZONAS A EXPLORAR ENTRAM NA \u201cFESTA\u201d<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 num outro campo, este pertencente a um propriet\u00e1rio particular, ou seja, um pequeno empres\u00e1rio em busca de ganha-p\u00e3o ou mais-valia, o que demonstra que o neg\u00f3cio de madeira j\u00e1 extrapolou dos ditos gra\u00fados para \u201csalve\u2013se quem puder \u201c. No caso concreto, o propriet\u00e1rio deste campo adquiriu a madeira de populares de uma das tabancas abrangidas pelo \u201ctuf\u00e3o\u201d pau-de-sangue, que aproveitaram as suas \u00e1rvores e assim puderem auferir alguma coisa vendendo \u2013 as eles pr\u00f3prio, como \u00e9 neste caso concreto, as venderam a este pequeno operador econ\u00f3mico, este depois de as desbastar apresenta o produto aos chineses, estes adquirem \u2013 na caso a acharem de boa qualidade.<\/p>\n<p>O que est\u00e1 na venda destes toros e como \u00e9 que foram adquiridas, conforme um dos oper\u00e1rios do campo, os habitantes das tabancas onde existem \u00e1rvores de pau-de-sangue em lugar de virem a ser abatidas por outras pessoas, preferem ser elas pr\u00f3prias a apropriarem destas madeiras, assim alugam as motosserras para derrubar as \u00e1rvores que, por sua vez, podem ser vendidas a qualquer pessoa, e exemplo desta tabancas, existem um pouco por todas zonas por onde passamos e podemos confirma \u2013 los.<\/p>\n<p>Se na Regi\u00e3o de Oio, norte do pa\u00eds, os rep\u00f3rteres de \u201cO Democrata\u201d puderam constatar apenas este facto, j\u00e1 no sul, parece que \u00e9 o que mais prevalece, chegando os habitantes de uma tabanca situado numa zona classificada de reservada por se situar h\u00e1 alguns quil\u00f3metros da fronteira entre as duas Guin\u00e9s (Bissau e Conakry).<\/p>\n<p>Na tabanca de Sare Lal\u00e9 que dista cerca de 25 quil\u00f3metros da vila de Xitole, uma zona de dif\u00edcil acesso, os habitantes dessa localidade por se encontrarem num isolamento total, com falta de infraestruturas de toda ordem, segundo o chefe da tabanca Mamasamba Djamanca, decidiram por sua livre vontade, contactar um \u201c<em>tronqueiro\u201d<\/em> que vive na cidade de Bafat\u00e1, com quem estabeleceram parceria nos seguintes moldes:<\/p>\n<p>Na zona em causa, onde se preveem explorar troncos para pelo menos dez contentores, o <em>\u201ctronqueiro\u201d<\/em> vai ficar com nove e o valor do d\u00e9cimo ser\u00e1 para tabanca. Por outro lado, o comprador dos troncos, vai assumir a responsabilidade de abrir uma estrada at\u00e9 a tabanca, vai construir uma escola, uma mesquita e abertura de um furo de \u00e1gua. Isto porque na \u00e9poca seca, ningu\u00e9m consegue entrar em sua casa, as mesmas s\u00e3o disputadas com as abelhas devido ao calor que se faz sentir nessa altura do ano.<\/p>\n<p>Este mesmo exemplo pode ser atribu\u00eddo aos populares da tabanca de Madina Sama, sector de Sonaco, a \u00fanica localidade onde se iniciou as actividades de abate de <em>\u201cpau-de-sangue\u201d,<\/em> pelos tronqueiros mas que no entanto n\u00e3o teve continuidade devido a reac\u00e7\u00e3o imediata e en\u00e9rgico dos populares que exigiram a apresenta\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a que dava direito ao abate de \u00e1rvores na sua zona, pois j\u00e1 tinham sido alertado pelos respons\u00e1veis florestais da regi\u00e3o, para em caso de aparecer caso de g\u00e9nero, que sejam alertados.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, uma das raz\u00f5es deste procedimento conforme o chefe desta tabanca Suleimane Marena, situado a alguns quil\u00f3metros depois de desvio da estrada que vai dar a vila de S\u00f4naco, foi originado pela desconfian\u00e7a, pois no dia 07 de Mar\u00e7o, apresentou &#8211; se j\u00e1 no princ\u00edpio da noite, por volta das 20H00, um fulano de nome Abduramane San\u00f3 da Regi\u00e3o de Bafat\u00e1 acompanhado de um outro, que se autoanunciava de coronel, e que tamb\u00e9m tinha ainda por detr\u00e1s um brigadeiro.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o se faziam acompanhar de um agente florestal e ainda menos de documento legal, o chefe de tabanca informou\u2013lhes de que n\u00e3o dispunha de autoridade para os permitir que fizessem cortes. No dia seguinte, comunicaram os respons\u00e1veis florestais regionais de Gab\u00fa, tendo estes chegado ao local, quando j\u00e1 tinham iniciado os abates, tendo estes apreendido todos os materiais de abates bem como os pr\u00f3prios troncos j\u00e1 abatidos.<\/p>\n<p>Portanto, o caso desta tabanca de Madina-Sama, \u00e9 o \u00fanico bem-sucedido por aquilo que pudemos apurar, onde n\u00e3o imperou o poder de for\u00e7a da farda ou agente de algu\u00e9m.<\/p>\n<p>Entretanto, ouvidos o respons\u00e1vel florestal regional e membro da Brigada de Protec\u00e7\u00e3o de Natureza e Ambiente, J\u00falio Fernandes Dias afirma, segundo ele, que a raz\u00e3o de concentra\u00e7\u00e3o de aten\u00e7\u00e3o no abate desenfreado de \u00e1rvores, a \u00fanica esp\u00e9cie \u201c<em>pau-de-sangue,\u201d <\/em>\u00e9 por se encontrar vedado a via que permitia ganhar dinheiro f\u00e1cil, \u201c<em>narcotr\u00e1fico\u201d<\/em>.<\/p>\n<p><strong>COMO TUDO COME\u00c7OU<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro ensaio do neg\u00f3cio de madeira come\u00e7ou em 2012, na Regi\u00e3o de Bafat\u00e1, onde depois de um levantamento, quase popular (marcha) das ONG\u2019s da regi\u00e3o, originou a sua interrup\u00e7\u00e3o por algum tempo, depois de acalmia por algum tempo, voltou a tona de uma forma mais intensa e estendeu-se a todo o pa\u00eds com excep\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o de Gab\u00fa.<\/p>\n<p>De acordo com o J\u00falio Dias, a concess\u00e3o de licen\u00e7a come\u00e7a sempre com um simples justificativo de pretender proceder a desmata\u00e7\u00e3o de uma determinada parcela para planta\u00e7\u00e3o de cajueiros, o qual obtido junto dos Servi\u00e7os do Ambiente, o interessado \u00e9 obrigado a passar pela Direc\u00e7\u00e3o\u2013Geral das Florestas que lhe concede a licen\u00e7a para os fins justificados.<\/p>\n<p>Na posse destes documentos, estas s\u00e3o aproveitadas para proceder a abates das \u00e1rvores seleccionados <em>\u201cpau-de-sangue\u201d,<\/em> onde em lugar de limpar a mata, procede apenas o abate da \u00fanica esp\u00e9cie, portanto, \u00e9 assim que conseguem obter as licen\u00e7as para procederem a presente razia que se verifica nas nossas matas. Ainda na posse desses documentos muitas vezes as mesmas s\u00e3o aproveitadas para continuar noutras zonas coma mesma opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um caso h\u00e1 a destacar na Regi\u00e3o de Gab\u00fa onde apesar de n\u00e3o existirem <em>\u201ctronqueiros\u201d<\/em> para disputar o abate de um \u00fanica esp\u00e9cie, ali funciona uma serra\u00e7\u00e3o, em cuja propriedade de uma das tr\u00eas serra\u00e7\u00f5es que funcionam em toda esta regi\u00e3o, localizadas nomeadamente em Mafanco na via que vai dar a cidade, uma outra dentro da cidade de Gab\u00fa e uma terceira em Canjufa, na via que vai dar \u00e0 Pirada.<\/p>\n<p>No caso da primeira, o propriet\u00e1rio de um cidad\u00e3o da \u201cp\u00e1tria celeste\u201d, chin\u00eas, portanto, da mesma fam\u00edlia daqueles que disputam os troncos noutras regi\u00f5es, aqui em Gab\u00fa, ele parece que tem o monop\u00f3lio de proceder a corte deste \u00fanica esp\u00e9cie de \u00e1rvore.<\/p>\n<p>Com isto pode-se dizer que, ao fim ao cabo, a sorte da pobre esp\u00e9cies <em>\u201cpau-de-sangue\u201d<\/em> n\u00e3o defere em nada do das outras partes do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, esta realidade podemos constat\u00e1\u2013lo no percurso que fizemos para a tabanca de Madina Sama. S\u00e3o centenas e centenas de troncos, s\u00f3 que a diferen\u00e7a \u00e9\u00a0 que ele tem o privil\u00e9gio de fazer a selec\u00e7\u00e3o da qualidade, portanto sorte de quem \u201c<em>\u00e9 filho \u00fanico\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Governador da Regi\u00e3o de Bafat\u00e1 ao \u201c0 Democrata\u201d<\/p>\n<p><strong>NA VERDADE NINGU\u00c9M CONSEGUE EXPLICAR A ORIGEM DAS ACTIVIDADES DE \u201c<em>TRONQUEIROS\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u201cNa verdade, at\u00e9 aqui ningu\u00e9m \u00e9 capaz de dar uma explica\u00e7\u00e3o plaus\u00edvel do surgimento do fen\u00f3meno de cortes de troncos, de forma especial <em>\u201cpau-de\u2013sangue\u201d, <\/em>come\u00e7ou<em> por <\/em>afirmar o Governador da Regi\u00e3o de Bafat\u00e1, quem teve a amabilidade de nos receber mesmo na hora impr\u00f3pria que o t\u00ednhamos abordado por volta das 16H00, mal tinha chegado de uma desloca\u00e7\u00e3o \u00e0 Bissau.<\/p>\n<p>De acordo com Lassana Fati, o fen\u00f3meno de abate das \u00e1rvores iniciou-se na sua regi\u00e3o na altura quando ainda n\u00e3o tinha assumido as fun\u00e7\u00f5es de Governador, mas tal foi intenso a ponto de come\u00e7ar a provocar alarido de toda a popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o e mal foi nomeado como o primeiro representante do poder central a n\u00edvel da Regi\u00e3o. Por\u00e9m, duas semanas depois de tomada de posse, convocou uma reuni\u00e3o do Conselho Regional, com todos os respons\u00e1veis regionais para debater o caso.<\/p>\n<p>No encontro, o assunto mereceu um forte ataque da parte de todos os presentes, a ponto do pr\u00f3prio delegado regional da floresta n\u00e3o foi capaz de responder a onda de perguntas que lhe eram dirigidos, a ponto de se sentir como sendo alvo da parte de todos os colegas presente na reuni\u00e3o.<\/p>\n<p>Passado esse encontro, uns dias depois uma organiza\u00e7\u00e3o denominado de Plataformas das ONG\u2019s e Associa\u00e7\u00f5es de Base, que agrupa todas as associa\u00e7\u00f5es de toda regi\u00e3o, promoveu uma marcha com todos os seus membros, que procedeu a entrega de manifestos as autoridades locais, nomeadamente ao Comandante Regional das For\u00e7as Armadas, ao Comiss\u00e1rio da Policia local e ao Governador o qual n\u00e3o surtiu efeito imediato.<\/p>\n<p>Depois destes \u201cdemarches\u201d, tomou-se uma outra decis\u00e3o, que \u00e9 a de recorrer \u00e0s For\u00e7as Armadas, com vista a estancar os cortes. Passado um tempo, foi enviado uma brigada de Guarda Nacional para controlar o corte das \u00e1rvores.<\/p>\n<p>Com a chegada destes elementos da Guarda Nacional, formou-se em 2013 uma Comiss\u00e3o, na altura, coordenado pelo comandante Sadjo Siss\u00e9, com eles conseguiu-se por trav\u00e3o nessa pr\u00e1tica pelo menos por algum tempo, j\u00e1 que a presen\u00e7a desse comandante na regi\u00e3o n\u00e3o durou muito tempo, acabando por ser transferido e em seu lugar foi nomeado o major Samuel Fernandes.<\/p>\n<p>No entanto, o que se verificava, era sempre que se interpelava algu\u00e9m sobre os documentos que lhe dava direito de proceder abates, apresentava muitas das vezes uma fotoc\u00f3pia, o que no entender do Governador da regi\u00e3o era normal, tendo em conta que os industriais de madeira sempre que querem abranger grandes extens\u00f5es de espa\u00e7os, costuma fotocopiar as suas licen\u00e7as e entregam aos seus operadores, a lei outorga \u2013 lhe esse direito.<\/p>\n<p>Entretanto essas, fotoc\u00f3pias multiplicaram a tal ponto j\u00e1 se torna imposs\u00edvel control\u00e1\u2013los nem detectar as suas origens, tal tem \u00e9 incontrol\u00e1vel, a ponto de come\u00e7ar a provocar aquilo que, a vista de alguns, podem chamar de guerra institucional, quando as autoridades regionais, no caso concreto na qualidade de Governador da Regi\u00e3o, entender tomar certas medidas, por forma a cercear este mal que, ao fim e ao cabo, \u00e9 o pa\u00eds que vai sofrer com a sua pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Muitas vezes, ainda \u00abconforme o Governador, as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas que geram receitas para os cofres p\u00fablicos, nunca respeitam suas cong\u00e9neres similares a n\u00edvel da regi\u00e3o. Estes tipos de posi\u00e7\u00f5es t\u00eam colocado obst\u00e1culos no cumprimento das medidas administrativas legais, e isto fez com que fossem accionadas as prorrogativas a que cada Regi\u00e3o tem direito em caso de rendimentos econ\u00f3micos de cada uma, que s\u00e3o os vinte (20%) por cento sobre a receita feita a n\u00edvel da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Na Regi\u00e3o de Bafat\u00e1, existe uma organiza\u00e7\u00e3o denominada de Plataformas das ONG\u2019s e Associa\u00e7\u00f5es de Base, que agrupa 67 associa\u00e7\u00f5es de Base e ONG\u2019s, a n\u00edvel toda regi\u00e3o, que de acordo com o seu Secret\u00e1rio Executivo, Abubacar Executivo, para procurar a forma de por cobro a esta actividade nefasta, um dos primeiros que lhes faz perder o sono, convocou-se todos os respons\u00e1veis das associa\u00e7\u00f5es e ONGS membros da Plataforma, para uma Confer\u00eancia Regional na aldeia de Ganad\u00fa.<\/p>\n<p>Nesse encontro, foi transmitido aos participantes as desvantagens que a pr\u00e1tica que os abates das \u00e1rvores podem trazer para a sua regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Passado alguns dias depois deste encontro, segundo o Secret\u00e1rio-Executivo das Plataformas das ONG\u2019s e Associa\u00e7\u00f5es de Base, chegou uma delega\u00e7\u00e3o, veio de Bissau uma delega\u00e7\u00e3o de Direc\u00e7\u00e3o\u2013Geral da Floresta que queria saber mais algumas coisas sobre a Confer\u00eancia bem os conferencistas, queriam ver a cassete dos trabalhos feitos pelos rep\u00f3rteres da RTP\u2013\u00c1frica, tentando desta forma criar obst\u00e1culos a difus\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es recolhidas, os quais contudo acabaram por ser difundidas.<\/p>\n<p>No meio de tudo isto, disse Abubacar Djal\u00f3, depois da Confer\u00eancia, produziu-se uma carta que entregaram as autoridades locais. Como resultado dos trabalhos do encontro de Ganad\u00fa, os populares da tabanca de Candama, os populares recusaram ceder os sues troncos de madeira apesar da presen\u00e7a dos militares que foram enviados para a localidade, subiram para as pr\u00f3pria viaturas onde ficaram a espera que fosse expulso, e continuaram a fazer face a essa amea\u00e7a dos homens de fardas que passado algum tempo, acabaram por ir\u2013se embora; e at\u00e9 hoje continuam a manter as suas posi\u00e7\u00f5es e nenhuma madeira foi retirada dessa tabanca. Esta \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o que se vive nalgumas tabancas nesta guerra de devasta\u00e7\u00e3o da nossa floresta.<\/p>\n<p>No fim de tudo, o Secret\u00e1rio-Executivo das Plataformas das ONG\u2019s e Associa\u00e7\u00f5es de Base, facultou aos rep\u00f3rteres de \u201c0 Democrata\u201d o censo da popula\u00e7\u00e3o da Regi\u00e3o de Bafat\u00e1, que \u00e9 Fundado em 1907 com uma popula\u00e7\u00e3o de 200.884, mas administrativamente, est\u00e1 dividido em seis (6) sectores, vinte e seis (26) sec\u00e7\u00f5es e uma \u00e1rea de cinco mil novecentos e oitenta e um quil\u00f3metros quadrados ( 5.981 Km2).<\/p>\n<p><strong>O PAPEL DOS CARVOEIROS NA DISTRUI\u00c7\u00c3O DO ECOSSISTEMA GUINEENSE<\/strong><\/p>\n<p>Os carvoeiros n\u00e3o contribuem em nada na devasta\u00e7\u00e3o do clima guineense, isto mesmo defendeu um dos denominados \u201ctronqueiros\u201d. De acordo com este jovem, os carvoeiros aproveitam os troncos secos das \u00e1rvores &#8211; o que acontece por muitas raz\u00f5es-, tanto para a prepara\u00e7\u00e3o do terreno para os futuros campos agr\u00edcolas, quanto para secar este mesmo terreno por algum tipo de problema fitossanit\u00e1rio. Sendo que, no primeiro caso, o que mais devasta a mata &#8211; e s\u00e3o tantos por todo o pa\u00eds-, pois cada ano \u00e9 cortados v\u00e1rios hectares de terrenos. E isto sem falar dos \u00faltimos tempos para planta\u00e7\u00e3o de cajueiros. Os carvoeiros n\u00e3o interv\u00eam, deste modo, quer no derrube das \u00e1rvores, quer em alguma desmata\u00e7\u00e3o da floresta, por forma a p\u00f4r em causa o ecossistema nacional.<\/p>\n<p><strong>Por: Ant\u00f3nio Nhaga e SA<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 triste constatar aquilo que passa nas matas da nossa terra, uma devasta\u00e7\u00e3o total da nossa mais rica esp\u00e9cie de&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":931,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,16],"tags":[],"class_list":["post-993","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-inicio","category-sociedade","wpcat-6-id","wpcat-16-id"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Reportagem Desfloresta\u00e7\u00e3o:\u00a0PAU-DE-SANGUE, O NOVO \u201cEl DORADO GUINEENSE\u201d\u00a0 - 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