O Ministro do Comércio, Jaimantino Có, apelou esta terça-feira, 13 de outubro de 2026, aos cidadãos para reforçarem e disseminarem a campanha de sensibilização sobre o consumo de produtos locais.
O apelo foi lançado durante a cerimónia de abertura da 7.ª edição do Mês do Consumo Local, realizada sob o lema “Consumi os Produtos Locais”.
Na sua intervenção, o governante afirmou que o lema escolhido para esta edição constitui um convite à priorização dos produtos nacionais e à valorização da produção interna.
“Façamos do consumo local um estilo de vida permanente e não apenas um compromisso de um mês. Consumir o que é nosso é valorizar o nosso trabalho, proteger o futuro e construir uma UEMOA próspera, integrada e soberana”, declarou.
Jaimantino Có defendeu ainda que o Governo deve continuar a apoiar e estimular a produção nacional, bem como criar condições favoráveis ao desenvolvimento do setor privado.
Segundo o ministro, cabe ao Executivo promover a diversificação da economia e investir nos setores da produção, transformação, comercialização e exportação de bens nacionais.
O responsável destacou que esta estratégia contribuirá para o fortalecimento do empreendedorismo, o aumento do emprego jovem, a geração de rendimentos para as famílias e o reforço das receitas do Estado.
O ministro salientou também que a diversificação económica prevista no Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 2025-2034 depende da valorização dos produtos locais, incluindo os bens produzidos por agricultores, pequenas e médias empresas (PME) e pequenas e médias indústrias (PMI) nacionais.
Por sua vez, o representante da UEMOA na Guiné-Bissau, Aly Coulibaly, considerou que a 7.ª edição do Mês do Consumo Local traduz uma nova visão estratégica para os países da União.
Coulibaly destacou a relevância do tema para o aprofundamento da integração económica regional, numa altura em que o comércio mundial enfrenta profundas transformações, acrescentando que o lema convida à reflexão sobre os desafios e oportunidades da produção local.
O representante afirmou ainda que a UEMOA pretende consolidar-se como uma instituição capaz de impulsionar a integração regional e acelerar a transformação das economias dos Estados-membros.
Por fim, alertou que a exportação de matérias-primas e recursos locais sem transformação representa uma perda significativa de valor acrescentado para as economias da região.
Por: Carolina Djemé


















