Procuradoria-Geral e Tribunal de Contas com nova liderança 

O Presidente de Transição, General do Exército Horta Inta-a, exonerou esta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, Amadu Tidjane Baldé do cargo de Procurador-Geral da República. A decisão consta de um decreto publicado pela Presidência da República, que refere que a medida foi tomada sob proposta do Governo de Transição e ao abrigo das competências conferidas pela Carta Política de Transição, instrumento que rege o país desde a tomada do poder pelos militares em 26 de novembro de 2025.

Amadu Tidjane Baldé ocupava o cargo de Procurador-Geral da República desde dezembro de 2025. Jurista de carreira, é considerado uma figura próxima do antigo Presidente da República.

Na mesma decisão, Horta Inta-a nomeou Mário Ialá como novo Procurador-Geral da República, passando este a assumir a liderança do Ministério Público.

Antes de chefiar o Ministério Público, Amadu Tidjane Baldé exerceu as funções de presidente do Tribunal de Contas, cargo que deixou para assumir a Procuradoria-Geral da República.

O decreto presidencial contempla igualmente mudanças no Tribunal de Contas. Armando Sumba foi nomeado novo presidente da instituição, substituindo Gamal Abdel Cassamá, que cessou funções por decisão do Chefe de Estado de Transição.

Recorde-se que os militares assumiram o poder na Guiné-Bissau a 26 de novembro de 2025, na sequência de uma ação liderada pelo general Horta Inta-a, antigo responsável pela segurança da Presidência durante o mandato de Umaro Sissoco Embaló.

A tomada do poder foi classificada por setores da oposição como um “golpe cerimonial”, por ter ocorrido na véspera da divulgação dos resultados das eleições presidenciais, que, segundo a oposição, teriam sido vencidas à primeira volta por Fernando Dias da Costa.

Por: Filomeno Sambú

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