O secretário-geral do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), Habib Thiam, afirmou esta terça-feira, 21 de julho de 2026, que a instituição continuará a reforçar a comunicação sobre as suas missões, decisões e políticas, com o objetivo de torná-las mais compreensíveis para os cidadãos da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA).
A declaração foi feita durante o encerramento, em Dakar, de um seminário de dois dias destinado a jornalistas económicos da UEMOA. Segundo Thiam, o diálogo entre o BCEAO e os profissionais da comunicação social deverá ser aprofundado para garantir uma informação económica e financeira mais clara, acessível e útil às populações.
Durante o encontro, especialistas do Banco Central apresentaram o funcionamento do Sistema Interbancário de Compensação Automatizado (SICA-UEMOA). O diretor-adjunto dos Sistemas e Meios de Pagamento, Massi Lawson, explicou que o mecanismo contribui para acelerar as transações, reforçar a segurança dos pagamentos e uniformizar os instrumentos de pagamento no espaço comunitário.
No final de dezembro de 2025, o sistema contava com 154 participantes e processou cerca de 29,6 milhões de operações, correspondentes a um montante global de 85,33 biliões de francos CFA.
Lawson destacou ainda a participação do BCEAO na implementação do Ecowas Payments and Settlement System (EPSS), projeto da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) destinado a interligar os sistemas de pagamento da região e facilitar as transações financeiras transfronteiriças.
O seminário abordou igualmente o Programa Regional de Inclusão Financeira e Educação Financeira. A diretora-adjunta da Inclusão Financeira e Microfinanças do BCEAO, Sangaré Seye, explicou que a iniciativa visa fortalecer os conhecimentos financeiros dos cidadãos através de ações de formação e campanhas de sensibilização dirigidas a diferentes segmentos da população.
Durante uma sessão dedicada à proteção da moeda, os especialistas alertaram que a falsificação constitui uma infração criminal que envolve a fabricação, posse ou colocação em circulação de notas e moedas falsas com a intenção de as fazer passar por autênticas.

Os técnicos chamaram também a atenção para o fenómeno das chamadas “notas pretas”, uma prática fraudulenta que consiste na utilização de papéis escurecidos para simular notas verdadeiras, alegando falsamente que podem ser transformados em dinheiro através da aplicação de produtos químicos específicos.
Segundo dados apresentados pelo BCEAO, a legislação uniforme de combate à falsificação de moeda encontra-se em vigor nos oito Estados-membros da UEMOA, reforçando os mecanismos de repressão ao crime monetário e contribuindo para a proteção da circulação fiduciária em toda a União.
Importa salientar que os participantes tiveram a oportunidade de visitar o Museu do BCEAO, em Dakar, onde puderam conhecer o património dos países membros da UEMOA e aprofundar os seus conhecimentos sobre a história do Banco Central.
Por: Jacimira Segunda Sia, enviada especial


















