PR denuncia alegadas irregularidades no Ministério do Interior e pede reformas

O Presidente de Transição, General de Exército Horta Inta-a, afirmou que o Ministério do Interior foi transformado numa instituição de justiça e desafiou o novo titular da pasta, António Suca Intchama, a reorganizar o setor.

“Faz-se justiça no Ministério do Interior, uma matéria que não é da sua competência”, denunciou o Presidente Horta Inta-a esta quarta-feira, 7 de outubro de 2026, após conferir posse aos novos ministros do Interior e da Ordem Pública e das Pescas e Economia Marítima, António Suca Intchama e Fidelis Forbs, respetivamente.

As nomeações surgem na sequência da exoneração de dois membros do Governo de Transição, formalizada através do Decreto Presidencial n.º 22/2026, de 6 de outubro, consultado pelo jornal O Democrata.

Horta Inta-a revelou que um dos elementos do Ministério do Interior encontra-se detido por, alegadamente, violar as normas e exercer funções de justiça que não competem àquela instituição.

“Acredito que os responsáveis desta instituição sabem de quem se trata. O Ministério do Interior deveria estar na vanguarda do esclarecimento de situações que possam induzir o país à instabilidade e entregar ao Ministério Público a responsabilidade de resolver esses casos. Não pode, em nenhuma circunstância, ser cúmplice nem imiscuir-se ilegalmente em assuntos que não são da sua competência. É uma casa que conheces bem e deves empenhar-te para mudar as coisas. Se ontem enfrentaste os tugas nas matas da Guiné-Bissau, acredito que és capaz de mudar alguma coisa em benefício do país e do povo guineense”, afirmou.

Neste contexto, o líder da transição na Guiné-Bissau exortou igualmente o novo ministro das Pescas e Economia Marítima, Fidelis Forbs, a manter-se atento a todas as manobras no setor, lembrando-lhe que uma parte significativa da economia nacional depende das pescas.

“Este Governo é um Governo de ação. Não vamos assumir compromissos para além das nossas capacidades. O que estiver fora do nosso alcance deve ser ignorado. Vamos assumir apenas aquilo que é exequível”, salientou.

De salientar que foram exonerados dos respetivos cargos o Brigadeiro-General Mamassaliu Embaló, então ministro do Interior e da Ordem Pública, e Virgínia Maria da Cruz Godinho Pires Correia, ministra das Pescas e Economia Marítima.

Por: Filomeno Sambú

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