Figura da semana: “Mindjeris di Pano Preto” leva Patrício Correia ao título de Melhor Estilista do Fancy África 2026

O estilista guineense Patrício Correia venceu o prémio de Melhor Estilista do Ano (Designer of the Year) no Fancy África 2026, realizado sob o lema “UBUNTU: Temos História. Somos Cultura. Africa Rise”.

O evento, que reuniu criadores, marcas e oradores de vários quadrantes de África e do mundo, celebrou a sua 10.ª edição em Maputo, Moçambique, onde consagrou o criador guineense pela sua coleção intitulada “Mindjeris di Pano Preto”.

A coleção prestou homenagem às famílias afetadas pelo incêndio ocorrido em fevereiro de 2026, em Bafatá, retratando a força, a resiliência e a resistência das mulheres guineenses.

Soube o jornal O Democrata que o prémio principal foi disputado por uma lista restrita que incluía criadores conceituados do espaço lusófono, nomeadamente de Moçambique, Angola e Brasil.

O Fancy África 2026 tem como objetivos fortalecer o ecossistema da moda africana, promover a convergência de diferentes pilares criativos, afirmar o continente no contexto global da indústria criativa e impulsionar o empreendedorismo africano.

Biografia

Patrício Correia é licenciado em Marketing e Comércio Internacional. Ao longo da sua trajetória, conciliou o percurso académico e profissional com uma forte componente de voluntariado e intervenção comunitária em prol dos guineenses.

As criações da marca PC funcionam como um manifesto cultural e uma lição de história viva, utilizando a moda como ferramenta essencial para promover, valorizar e preservar a herança cultural da Guiné-Bissau.

O estilista tem-se destacado em importantes palcos internacionais. Entre as conquistas mais recentes, figura a distinção de Melhor Estilista do Fancy África 2026, atribuída durante a celebração do 10.º aniversário do evento, em Maputo, Moçambique. Participou igualmente, com a sua marca, no desfile da CPLP Fashion Week.

Além das apresentações em passerelles internacionais, Patrício Correia tem liderado iniciativas pedagógicas e culturais de valorização estética, entre as quais se destaca a masterclass “Descolonizar o Olhar”.

Por: Epifânia Mendonça

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