A estilista guineense Cristina Martins Grant, conhecida internacionalmente no mundo da moda como Queen Titíne, foi galardoada com o Prémio Lusofonia 2026, na categoria de Moda e Estilismo, reconhecendo o seu trabalho na fusão entre a estética africana e a ocidental.
Na justificação da distinção, a organização destacou o seu talento, criatividade e dedicação à valorização da mulher, através de peças que celebram a identidade cultural e a elegância feminina.
O reconhecimento aconteceu durante a 10.ª edição da Gala Prémios da Lusofonia, realizada no Salão Preto e Prata do Casino Estoril, em Lisboa, num ano que também assinala o 30.º aniversário da CPLP.
Os Prémios da Lusofonia têm como objetivo reconhecer cidadãos e instituições que se destacam pelo seu percurso, obra e contributo para a promoção da língua portuguesa e da afirmação da cultura lusófona.
Biografia
Maria Cristina Martins Correia Grant é uma estilista e empreendedora guineense, nascida em Bissau, em 1978. É fundadora da prestigiada marca homónima QUEEN TITÍNE, formalmente estabelecida em Ibiza, em 2022. A designer destaca-se no cenário internacional por combinar a riqueza dos tecidos tradicionais africanos com a modernidade da moda ocidental. O seu trabalho centra-se na valorização da identidade cultural e no fortalecimento da autoconfiança feminina.
A sua trajetória académica iniciou-se na Escola Primária Combatentes Desconhecidos, tendo prosseguido os estudos secundários nas escolas Peré, Agostinho Neto e Jacques Chirac. A paixão pela moda manifestou-se desde cedo e, a partir de 1993, Queen Titíne tornou-se presença assídua em desfiles, ensaios e ateliers. O seu percurso profissional ganhou um impulso decisivo ao aceitar o convite para trabalhar como assistente num atelier e boutique em Bissau Velho, onde aperfeiçoou as suas competências e consolidou a sua experiência no setor.
Com uma forte presença na diáspora e em palcos internacionais, a estilista tem levado a cultura guineense a novos mercados, com participações em eventos e desfiles realizados em cidades como Dubai, Milão e Paris, bem como em países como Moçambique.
O seu impacto e compromisso com a divulgação de uma imagem positiva da Guiné-Bissau valeram-lhe várias homenagens e distinções oficiais.
Entre os reconhecimentos recebidos, destaca-se a audiência institucional com o Ministério da Cultura, Juventude e Desportos da Guiné-Bissau. Foi ainda distinguida em iniciativas de valorização da diáspora, como a Gala Nô Sta Djunto e o prémio Nô Balur Diáspora, em reconhecimento pelo seu papel como referência para as mulheres africanas.
Por: Epifânia Mendonça


















