Coordenador de antena Noma: “LESTE DA GUINÉ-BISSAU APRESENTA MAIOR NÚMERO DE CASOS DA DOENÇA”

O Coordenador da Antena de “Hilfsaktion Noma” na Guiné-Bissau, Mamadu Mané, revelou que a zona leste do país apresenta maior número de casos da doença Noma na Guiné-Bissau.

“A Noma é uma doença caraterizada como rosto de pobreza, originada pela falta de higiene, má nutrição e falta da imunidade no corpo da pessoa”.    

Mamadu Mané falava esta quinta-feira, 11 de novembro de 2021, na cerimónia da inauguração do Centro de Reintegração das pessoas vítimas da doença Noma na Guiné-Bissau, enfatizando que a organização tem realizado campanhas de sensibilização e de divulgação junto da população sobre a forma como se pode prevenir da doença e como as pessoas que padecem dela podem tratá-la.

Apesar dos progressos, o Coordenador informou que no início tinham dificuldades, porque era uma doença desconhecida e recebiam apenas assistência do Níger, onde a Noma afeta “gravemente” a população.

“Neste momento, as dificuldades que enfrentámos no início estão a ser superadas   e o país já tem técnicos à altura, para tratar essa doença”, assegurou e indicou que o Centro ora inaugurado terá como missão, acolher as pessoas afetadas pela Noma capacitando-as nas áreas da carpintaria,  da mecânica, da serralharia, entre outras.

Em reação à iniciativa, a Secretária de Estado da Gestão Hospitalar, Cornélia Aleluia Lopes Man, realçou que a Noma é um problema sanitário reconhecido no sistema nacional da saúde e integra o leque das preocupações do governo, através do ministério da saúde pública.

Perante esta situação, o governante defendeu que um doente da Noma não deve ser discriminado por qualquer razão, devendo merecer toda a atenção necessária.

Por sua vez, a presidente da Hilfsaktion Noma, Ute Winkler-Stumpf, destacou que o Centro de Reintegração inaugurado é mais um estabelecimento que aquela organização coloca ao serviço dos pacientes de Noma na Guiné-Bissau, para apoiá-los na formação vocacional e técnica, criando condições necessárias para superar os  seus desafios de aprendizagem e de integração na sociedade guineense.

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A          

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