O Senegal sagrou-se campeão africano de futebol neste domingo, ao vencer a 35.ª edição da Taça das Nações Africanas (CAN 2025), disputada no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, Marrocos.
Os Leões de Teranga derrotaram a seleção anfitriã de Marrocos por 1 a 0, numa final marcada por muita polémica, sobretudo após a anulação de um golo senegalês e a marcação de uma grande penalidade considerada controversa a favor dos marroquinos.
A controvérsia surgiu quando o árbitro central anulou um golo do Senegal e, de seguida, assinalou uma grande penalidade para Marrocos. Em protesto, os jogadores senegaleses chegaram mesmo a abandonar temporariamente o relvado.
Apesar da tensão, o jogo prosseguiu. Foi uma partida em que a seleção senegalesa apresentou maior domínio ao longo dos 90 minutos regulamentares, mas o desfecho acabou por ser decidido apenas no prolongamento.
Nos instantes finais do tempo regulamentar, Marrocos desperdiçou a grande penalidade, cobrada por Brahim Díaz, melhor marcador do torneio. Já no início do prolongamento, o Senegal foi mais eficaz e marcou o único golo da partida.
O tento decisivo foi apontado por Pape Gueye, aos 94 minutos, após um remate dentro da grande área, sem hipóteses de defesa para o guarda-redes marroquino. O médio do Villarreal confirmou, assim, a superioridade senegalesa no momento decisivo.
Depois do golo, a seleção marroquina tentou insistentemente chegar ao empate, mas esbarrou numa exibição segura e decisiva do guarda-redes Edouard Mendy, atleta com ligações à Guiné-Bissau.
Com esta derrota, Marrocos voltou a falhar a oportunidade de encerrar um jejum de 50 anos sem conquistar a principal competição de futebol em África.
Este é o segundo título africano do Senegal na Taça das Nações Africanas, depois da conquista em 2021. Já Marrocos permanece com apenas um troféu, conquistado em 1976. O Egito continua a ser o maior vencedor da competição, com sete títulos.
Por: Alison Cabral




















