ASSOCIAÇÃO DOS RETALHISTAS APELA CONTRA A ESPECULAÇÃO EM CONTEXTO DE GUERRA NO MÉDIO ORIENTE

O presidente da Associação dos Retalhistas da Guiné-Bissau, Aliu Seide, alertou que um eventual prolongamento da guerra no Médio Oriente poderá ter impactos não só na Guiné-Bissau, mas também à escala global.

Aliu Seide falava à imprensa, esta sexta-feira 06 de março de 2026, à saída da reunião do Fórum de Concertação Social, onde informou que, até ao momento, todos os produtos se encontram sob controlo. Garantiu ainda que, enquanto o Estado não proceder ao aumento das taxas, os seus associados não irão aumentar os preços.

“Apelo a todos os associados para que vendam os produtos e não os guardem com o intuito de se aproveitarem da situação criada pela guerra no Médio Oriente”, afirmou.

Segundo o responsável, o país já dispunha de vários produtos antes das restrições impostas em diferentes canais de abastecimento devido ao conflito. “Graças a Deus, temos um stock que pode durar cerca de seis meses”, disse.

Relativamente à farinha, admitiu que o país poderá enfrentar algumas dificuldades, mas assegurou que o navio que transporta o produto conseguiu atravessar a chamada zona vermelha no Médio Oriente. “O stock disponível neste momento pode garantir o abastecimento até à chegada do barco”, explicou.

O presidente da Associação dos Retalhistas sublinhou ainda que, neste período, os produtos de primeira necessidade registaram uma redução de preços.

“Estamos no mês do Ramadão. Um saco de açúcar, que é um dos produtos mais procurados neste mês sagrado do Alcorão, desceu para 22.500 francos CFA, ao contrário do que acontecia em anos anteriores. O mesmo se verifica com o arroz”, concluiu.

Por: Carolina Djemé

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *