O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) condenou este domingo, 26 de julho de 2026, o alegado rapto e espancamento de André da Costa, conhecido como Carlitos Costa, membro do Comité Central e do Departamento de Comunicação do Secretariado Nacional do partido.
Num comunicado consultado por O Democrata, os “libertadores” exigem às autoridades a abertura de uma investigação para identificar e responsabilizar os alegados autores do caso.
O PAIGC diz ter recebido a notícia do alegado rapto e espancamento “com profunda tristeza e estupefação”, classificando o ato como “bárbaro e cobarde”.
Segundo o partido, Carlitos Costa é um dirigente político e ativista social que tem assumido posições públicas em defesa da liberdade de expressão, do Estado de direito e da democracia na Guiné-Bissau.
Ainda de acordo com o comunicado, o incidente ocorreu após Carlitos Costa ter realizado uma transmissão em direto na sua página do Facebook, durante a qual defendeu a liberdade incondicional do presidente do partido, Domingos Simões Pereira, e apelou ao voto pelo “não” no referendo constitucional.
Face ao sucedido, o PAIGC condena o que considera serem “atos criminosos repetidos” contra cidadãos com opiniões divergentes e manifesta solidariedade para com o dirigente, incentivando-o a manter a sua posição em defesa da legalidade, da democracia e da liberdade de expressão.
Por fim, os “libertadores” exigem que a Polícia Judiciária e o Ministério Público realizem uma investigação rigorosa para apurar as circunstâncias do caso e identificar os alegados autores materiais e morais dos factos.
Por Tiago Seide


















