O diretor-geral da Prevenção e Promoção da Saúde, Armando Sifna, assegurou que o Governo está empenhado em reforçar as estratégias de prevenção, promoção e literacia em saúde, apontando a pandemia da Covid-19 como um exemplo da necessidade de construir um sistema de saúde mais acessível, resiliente e preparado para responder às necessidades da população.
Segundo Armando Sifna, a experiência da Covid-19 demonstrou claramente a importância de reforçar os mecanismos de comunicação com os cidadãos, melhorar a capacidade de resposta dos serviços de saúde e garantir o acesso da população a informações fiáveis e orientações adequadas, sobretudo em períodos de crise.
O responsável fez estas declarações esta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, durante o encontro de balanço anual 2025-2026 da ONG VIDA – Linha de Saúde 24h.
De acordo com o diretor-geral, o Ministério da Saúde Pública encontra-se atualmente numa fase de transição para a apropriação e integração da Linha de Saúde 24h no sistema nacional de saúde.
Armando Sifna salientou que a Linha de Saúde 24h desempenha um papel estratégico não apenas na resposta às necessidades individuais dos cidadãos, mas também no apoio à vigilância em saúde pública, na identificação precoce de situações que exigem atenção e na promoção de comportamentos saudáveis.
Segundo o responsável, os resultados alcançados pela iniciativa constituem uma oportunidade para avaliar os progressos registados, identificar desafios e definir medidas concretas destinadas a melhorar o funcionamento e a eficácia do serviço.
Linha de Saúde 24h já atendeu 16 mil chamadas

Por sua vez, a vice-presidente do Conselho de Administração da ONG VIDA, Ana Gaspar Nunes, revelou que a Linha de Saúde 24h já atendeu cerca de 16 mil chamadas desde o início das suas atividades.
Apesar dos resultados encorajadores, destacou que uma das principais dificuldades enfrentadas durante a implementação do projeto tem sido a mobilização e sensibilização dos financiadores.
Na ocasião, Ana Gaspar Nunes sublinhou a importância do serviço para o acesso à saúde na Guiné-Bissau e defendeu a continuidade do apoio à iniciativa.
A responsável sugeriu igualmente a expansão das ações de sensibilização junto das comunidades, para que a população tenha conhecimento da existência da linha e possa utilizá-la em qualquer momento do dia.
“Nesta segunda fase, prevista para janeiro, vamos concentrar-nos na sensibilização e divulgação da linha em todo o território nacional”, anunciou.
Portugal reafirma apoio ao projeto
Também presente no encontro, a representante do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., Paula Matos, afirmou que o apoio contínuo de Portugal à Linha de Saúde 24h constitui um sinal claro do compromisso com o reforço das capacidades institucionais da Guiné-Bissau e com a melhoria dos serviços de saúde prestados à população.
Segundo Paula Matos, o investimento financeiro português visa fortalecer as instituições nacionais, promover parcerias e desenvolver soluções sustentáveis, com o envolvimento ativo do Ministério da Saúde Pública.
“O objetivo é promover a integração da Linha de Saúde 24h no sistema nacional de saúde da Guiné-Bissau, garantindo a sua sustentabilidade e continuidade”, sublinhou.
Por: Jacimira Segunda Sia


















