Caso “Operação Arroz do Povo”: LÍDER DO PRS AMEAÇA REAGIR ÀS PROVOCAÇÕES AOS DIRIGENTES DOS RENOVADORES

O líder do Partido da Renovação Social (PRS), Alberto Nambeia, ameaçou esta sexta-feira, 12 de abril de 2019, que o seu partido vai reagir às provocações de que os dirigentes dos renovadores têm sido alvo nos últimos tempos. Acrescentou na sua comunicação aos jornalistas que o povo guineense está cansado e farto de problemas, por isso convidou todos a contribuírem e trabalharem para que desta vez o país saia da onda de instabilidade política.

Nambeia reagia assim, em conferência realizada na sede histórica dos renovadores no bairro Kundock, à tentativa frustrada de detenção do ministro daAgricultura e Desenvolvimento Rural, Niculau dos Santos [dirigente dos renovadores e eleito deputado no círculo eleitoral n. 04, região de Quínara], alvo de um mandado de detenção emitido pela Polícia Judiciária que o considera suspeito no desvio de milhares de sacos de arroz doado pelo governo da República Popular da China.

O titular da pasta de agricultura foi ouvido ontem pelos agentes daquela corporação policial de investigação criminal (PJ) numa das salas da reuniões do seu ministério, no âmbito da “Operação Arroz de Povo”, durante duas horas e no fim foi-lhe dada ordem de prisão. 

Niculau dos Santos não acatou e fugiu do seu gabinete para a sua casa, onde é protegido por agentes da Polícia de Intervenção Rápida armados com a AK-47. 

Perante os militantes e simpatizantes do partido milho e arroz, Nambeia disse que a Guiné-Bissau pertence a todos e que alguém por mais calmo que seja, se for provocado atodos os momentos acabará por chegar ao limite e pôr ponto final  seja por que meio for.

“O PRS tem sido perseguido e provocado, mas como o nosso objetivo é defender os interesses do povo, evitamos reagir às provocações. As vezes a juventude do partido fica revoltada conosco porque impedimo-la de recorrer àviolência. Prova disso foi a invasão a nossa sede principal na marcha dos estudantes, na qual ficou danificada. Amesma provocação continua a crescer. Por isso queremos apelar aos provocadores para se absterem de práticas nefastas porque o país pertence a todos guineenses”, alertou.

Segundo um comunicado lido na voz do porta-voz dos renovadores, Victor Pereira, as manobras políticas orquestradas nas últimas semanas pela polícia judiciária, com alegada operação “Arroz di Povo” foi uma ação deliberadamente liderada pelo atual primeiro-ministro, Aristides Gomes, que visa não só atingir politicamente altas personalidades do PRS, mas também decapitar e fragmentar uma direção incômoda que veda a inconfessável vontade do seu partido PAIGC de voltar à hegemonia no cenário político.

De acordo com o comunicado, a Polícia Judiciária foi para além dos limites de competência e praticou atos ilegalmente lesivos dos direitos e liberdades fundamentais do cidadão Nicolau dos Santos, através da mediatização de uma matéria sob investigação e coberta pelo segredo de justiça, no caso da divulgação na mídia das imagens da apreensão ilegal do arroz em Bafatá e Tchalana.

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A

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