António Nhaga: “JORNALISTAS GUINEENSES TRABALHAM PARA BEM-ESTAR DA POPULAÇÃO E NÃO FAZEM CENSURA”

O bastonário da Ordem dos Jornalistas da Guiné-Bissau, António Nhaga, disse hoje que a imprensa guineense trabalha para o bem-estar da população e que não pode satisfazer o pedido do chefe de Estado de lhe censurarem declarações.

“Infelizmente nós não vamos poder satisfazer o pedido do Presidente da República, ou seja, o Presidente da República está a pedir-nos para fazer uma coisa que nós não podemos fazer. Se nós próprios somos contra a censura, não somos nós que vamos fazer censura”, afirmou António Nhaga à Rádio Nacional da Guiné-Bissau.

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, pediu segunda-feira aos jornalistas para contribuírem para a construção do país, evitando passar mensagens que ponham em causa a Guiné-Bissau.

“Aos jornalistas vou pedir só uma coisa. Vamos fazer como faz Cabo Verde. Se eu falar coisas que coloquem a Guiné-Bissau mal lá fora, cortem”, afirmou José Mário Vaz.

Nas declarações à rádio nacional guineense, António Nhaga explicou que os jornalistas fazem notícias e o que “é notícia” têm de publicar.

“Isso, não podemos fazer”, disse António Nhaga, referindo-se ao pedido do chefe de Estado guineense.

António Nhaga afirmou também que a “imprensa não destrói a imagem da Guiné-Bissau” e que as autoridades têm de definir uma “política de comunicação”.

 

 

Fonte : Lusa

 

2 thoughts on “António Nhaga: “JORNALISTAS GUINEENSES TRABALHAM PARA BEM-ESTAR DA POPULAÇÃO E NÃO FAZEM CENSURA”

  1. Este Presidente de República, fez agineira e continua a faze-lo, diz tudo pela emução, esquece dos princípios e ideais que coordenam as organizações/instituições.
    Pedir a uma organização/instituição que se desvie dos seus princípios e fundamentos! esqueceu que a transparencia, responsabilidade, liberdade, justiça são entes importantíssima num estado de direito.

    Serve do presente para encorajar, fortificar a classe jonalistica guineense, parecia que não tem valor, os que falam tanto acham que são mais importante na república da Guiné-bissau, só entederam agora que afinal que o jornalismo foi, é, e será para sempre o espélho da sociedade.
    também lamento muito, pela declaração infeliz do Senhor presidente, pede, e pediu, que sensurem as más comunicação que põe em causa o país, sem recordar que o que a pessoa fala é o que lhe representa, aliás talvés não recordou que se a imagem parece feio num espelho não é porque o espelo que o fez assim, mas simplesmente o espelho revelou o seu estado natural.
    Ao meu mestre bastonário, meus cumprimentos, desejo-lhe continuação de uma posição firme, e de firmeza nos principios da legalidade, da etica, do profissionalismo, do caráter, para um jornalimo presente na república da Guiné-Bissau.

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